terça-feira, 25 de setembro de 2012

Burguesia fétida!

“Me preocupa quando juízes do STF pensam como taxistas”

Em entrevista cientista político Wanderley Guilherme dos Santos destila preconceito contra taxistas 

Por: Eliseu

wanderley_Guilherme_santosNo País que ainda não se livrou do estigma da Casa Grande e da Senzala, o preconceito ainda é marca registrada principalmente pela cor da pele e profissão das pessoas.

A burguesia, mesmo os que se colocam na condição de contrários às injustiças sociais, não desperdiçam uma oportunidade para soltar seu veneno contra os que foram menos bafejados pela sorte, portanto não puderam levar adiante seus estudos numa época que Universidade Pública era só para ricos, (leia-se antes da era Lula) e trabalham em profissões “menos importantes” que outros.

O analista político Wanderley Guilherme Santos, graduado em filosofia na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Pós-Doutorado em Teoria Antropológica, escritor, professor aposentado e mais alguns títulos, foi muito infeliz ao dizer: “Me preocupa quando juízes do STF pensam como taxistas”. Ora, juízes são para julgar com imparcialidade! Taxistas, como o professor deveria saber – ao dizer: “nenhum preconceito contra os taxistas e nenhum problema quanto ao fato deles manifestarem suas opiniões” (será?) -dirigem taxis e como qualquer cidadão brasileiro tem direito à livre expressão, conforme assegura nossa Carta Magna.

O analista político, destilo seu veneno contra os taxistas em entrevista à Carta Maior, ao alertar para o perigo que o país corre do julgamento do “mensalão” se transformar em um julgamento de exceção, a partir de uma reinterpretação da lei para atender a conveniência de condenar pessoas específicas. “Me chama a atenção o preconceito de alguns juízes contra a atividade política de partidos populares. Minha preocupação é quando a opinião dos magistrados coincide com a dos motoristas de táxi, que têm opiniões péssimas sobre todos os políticos”.

O burguês analista político Wanderley Guilherme Santos está certo em sua preocupação com o rumo que está sendo tomado o julgamento da Ação Penal 470, o “mensalão”, que está mais para espetáculo midiático e atendendo interesses escusos, e na implicação que daí poderá advir, mas não precisava colocar os taxistas como comparativo negativo. Esquece o professor que quem financiou seus cursos foi a sociedade brasileira, inclusive os trabalhadores de posição “inferior” - como ele deixa claro -, inclusive taxistas.

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