sexta-feira, 7 de setembro de 2012

É 7 de setembro! E no ES ladrão vigia ladrão que vigiava ladrão!

A Raposa administrava o Galinheiro, e bem. Vez ou outra, comia uma galinha, às vezes duas. Depois, limpava tudo... Até que houve uma dia em que a Raposa abusou da comilança, foi além das medidas. O Dono do Galinheiro resolveu colocar um Cachorro enorme dentro do Galinheiro para vigiar a Raposa… Surpresa! Haviam várias Raposas, e uma maior era a que dava as ordens e comia mais…

Por: Eliseu

politica-raposasNo dia 17 de agosto fiz uma publicação intitulada “No ES ladrão vigia ladrão”, onde um curioso e pouco difundido pelo PIG local, mas infelizmente não inédito caso de corrupção no Instituto de Atendimento Sócio-Educativo do Espírito Santo (Iases), em que a responsável pelo órgão que deveria vigiar bandidos mirins - que aqui no Brasil são classificados como menores infratores -, a diretora presidente Silvana Galina estava envolvida, agora ficou mais “curioso” ainda.

O chefe da ladra que deveria vigiar os ladrões mirins, (a maioria nem tão mirins assim) o secretário de Justiça, Ângelo Roncalli também está envolvido no esquema de corrupção do Iases.

De acordo com o portal de notícias G1/ES, a polícia concluiu o inquérito da “Operação Pixote”, que investigou fraudes nas instituições que cuidam da internação de bandidos menores de idade menores infratores. No total, 17 pessoas foram indiciadas e a investigação aponta que o secretário estadual de Justiça participou do esquema. Entre os indiciados estão a ex-presidente do Instituto de Atendimento Sócio-Educativo do Espírito Santo (Iases), Silvana Galina, a diretora de ressocialização Quésia Cunha e o diretor da Associação Capixaba de Desenvolvimento e Inclusão Social (Acadis), Gerardo Mondragón.

O jornal “A Gazeta” publicou que também participaram do esquema o deputado estadual Josias Da Vitória e o juiz Alexandre Farina. Claro, não poderiam deixar a Assembleia Legislativa e o Judiciário sem representantes! Segundo a polícia, o secretário de Justiça, Ângelo Roncalli sabia das irregularidades cometidas nas instituições que cuidam de bandidos menores infratores e chegou a assinar contratos superfaturados e foi por meio desses contratos que o dinheiro público foi desviado.

Em sete de setembro de 1822 de acordo com historiadores (há controvérsias), o Príncipe Regente do Brasil, então D. Pedro de Alcântara de Bragança (futuro imperador Dom Pedro I do Brasil), teria bradado perante a sua comitiva “Independência ou Morte!”, e então estaríamos independentes de Portugal.

Mas verdade ou não, fato é que o DNA de corrupção herdado dos nossos “achadores”, (Pedro Álvares Cabral não descobiu nada, achou por acaso) não pode ser excluído com um grito. Precisa de educação, principalmente educação política. E ainda estamos um pouco longe disso. Infelizmente ainda temos pouco, ou nada a comemorar no Sete de Setembro!

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