terça-feira, 4 de setembro de 2012

Investimento social dá salto no governo Lula, mostra Ipea

Petista chegou a 2010 aplicando R$ 638,5 bi em áreas como educação, saúde, previdência, assistência e outras - o que equivale a 15,5% do PIB

No: Rede Brasil Atual

LulaEstudo divulgado hoje (4) pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) mostra que os gastos sociais federais passaram de R$ 234 bilhões em 1995 para R$ 638,5 bilhões em 2010, representando um crescimento real de 172% em 16 anos.

O salto maior ocorreu no governo Lula (2003-2010), quando todo o investimento nas áreas consideradas pelo estudo saltou de 12,9% do PIB para 15,5%. No período anterior (FHC - 1995 a 2002), foi de 11,2% para 12,9%. 

Na assistência social, o último ano do petista (2010) registrou investimento de R$ 44,2 bilhões, ou 1,07% do PIB. Já no último ano do governo anterior (FHC, de 1995 a 2002), o resultado nesse setor foi de R$ 9,8 bi, ou 0,4% do PIB.

Intitulado “Gasto Social Federal: prioridade macroeconômica no período 1995-2010”, o estudo aponta que os gastos com educação ficaram praticamente estáveis no período FHC, passando de R$ 19,7 bi em 1995 para R$ 19,9 bi em 2002. Com Lula, o investimento nessa área chegou a R$ 45,5 bi em 2010. Em termos de PIB, foi de 0,71% para 1,11%.

Já na Saúde, os recursos destinados passaram de R$ 37,3 bilhões para R$ 68,8bilhões no período.

O Ipea considera gastos sociais federais todo o dinheiro que o governo aplica em previdência social, benefícios a servidores públicos, saúde, assistência social, alimentação e nutrição, habitação e urbanismo, saneamento básico, trabalho e renda, educação, desenvolvimento agrário e cultura.

O investimento não foi absorvido de forma homogênea pelas diversas áreas sociais: “mais da metade dos recursos novos agregados à política social federal – 2,4% do PIB – foi destinado para a área de previdência social; outro 1% do PIB foi aplicado no crescimento dos recursos da área de assistência social, fundamentalmente nas transferências diretas de renda. As demais áreas de atuação social tiveram que dividir os outros 0,96% do PIB entre si”, finalizou o Ipea, em nota.