segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Manifestações: Estado incompetente!

Por: Eliseu

transcol-lotadoJá publiquei mais de uma vez que vários setores estão confundindo liberdade com libertinagem. Aqui na Região Metropolitana da Grande Vitória tem acontecido essa prática em excesso, os chamados “protestos” pelos mais variados motivos.

São estudantes, trabalhadores de todos e setores público ou privados que pleiteiam aumento de salário, meia dúzia de “gatos pingados” que fecham rodovia por morte de parente, e principalmente os motoristas de ônibus. Qualquer problema interno, como um motorista que é assassinado por envolvimentos escusos ou morto por acidente de trabalho, lhes “dão o direito” de protestar e com isso parar o trânsito e deixar pessoas que nada tem a ver com seus problemas na mão.

Hoje (10), não foi diferente. Milhares de passageiros que são obrigados a utilizar o péssimo serviço de ônibus que deveria ser gerenciado pela CETURB, ficaram sem poder chegar ao trabalho ou cumprir seus compromissos, devido à um acidente de trabalho ocorrido com um motorista. Fato lamentável, mas que infelizmente ocorre diariamente mundo afora e deve ser resolvido nas instâncias competentes. Os motoristas resolveram que a melhor maneira de resolver a questão seria paralisar as atividades da empresa, ficando 22 linhas de ônibus paralisadas.

Como nossas autoridades nunca tomam providências, a população, a exemplo do que ocorreu em junho durante uma manifestação de estudantes que diante da imobilidade da polícia resolveu a situação no tapa, dessa vez também se revoltou e alguns passageiros discutiram com os motoristas e fecharam a saída do terminal, causando tumulto que felizmente não chegou às “vias de fato”.

Nunca é demais lembrar que a Constituição Federal em seu Artº XV diz que “é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens”. E também é dever do Estado garantir que a Constituição seja cumprida. Determinação essa que não vem sendo cumprida Brasil afora, uma vez que oficialmente o País se encontra em “tempos de paz”. Ou não?