domingo, 2 de setembro de 2012

Mau cheiro!

Por: Maurício Dias, no CartaCapital

coleta-de-lixoA coleta de lixo nas cidades tornou-se a mais nova fonte de formação de caixa 2 para campanhas eleitorais. Principalmente, mas não unicamente, nas eleições municipais como as que ocorrerão este ano. Entre 1990 e 2000, a população brasileira aumentou 16%. E o lixo, com a inclusão social ocorrida no período, cresceu 45%.

O artigo 30, inciso V, da Constituição determina ao poder público municipal a  responsabilidade pela limpeza urbana e pela coleta e destinação do lixo. Especialistas estranham essa inclusão do saneamento no texto constitucional.

Alguém botou o jabuti nessa forquilha. As prefeituras passaram a terceirizar tais serviços de uma maneira geral, pelo prazo de quatro anos. Não por acaso, um período coincidente com o mandato dos prefeitos.

Em seguida, com os aterros sanitários e os lixões, chegou-se rapidamente ao  superfaturamento. Cidades com 2 mil toneladas/dia de lixo só para lançar no aterro pagam algo em torno de 70 reais por tonelada. No Brasil, uma pessoa produz, em média, 700 gramas de lixo por dia.