quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Serra e Russomano: O escárnio da democracia

No: Carta Maior 

Serra-e-RussomanoEles frequentemente se autodefinem  paladinos do eleitor  sem especificar exatamente do que estão falando, a quem se dirigem e o que propõem.

Transitam meses nessa nebulosa. Consolida-se uma  campanha  na flauta das indefinições, com alguns candidatos embalados na esférica certeza de que as redações  funcionam  como um hímen complacente às mais descabidas omissões.  Chega-se a esse colosso da democracia “à paulista”.

A uma semana do voto, dois dos três principais postulantes à prefeitura, em uma das quatro maiores manchas urbanas do planeta, não apresentaram até agora uma proposta crível para a cidade.

Serra e Russomano desdenham da dimensão mais fundamental de uma campanha, que consiste em adicionar informação, formação e  discernimento ao processo democrático e ao seu principal protagonista, o eleitor.

Isso é normal? Não. É o escárnio da democracia. Mas não há holofotes, nem indignação disponíveis. Foram todos alocados à cobertura dos chiliques de Joaquim Barbosa no STF. É lá que se espera derrotar o PT.O resto se resolve com “miolo de pote”, ou seja, nada.