segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Demissão de motorista é motivo para paralisar transporte em Vitória

No Pais do “pode tudo”, motoristas de ônibus deixam milhares de passageiros sem transporte para reivindicar problemas particulares, como demissão de funcionário, que é um direito da empresa.

Por: Eliseu

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Já fiz algumas publicações neste blog que certamente já contrariaram muitas pessoas, principalmente aqueles defensores do “politicamente correto” em que não concordam mas dizem concordar apenas para agradar um determinado setor da sociedade.

Estou me referindo aqui aos constantes protestos e paralizações por motivos diversos, geralmente que afetam uma pequena, às vezes ínfimas partes da sociedade e que atrapalham a vida da cidade e região como um todo, e da falta de firmeza das autoridades constituídas, no caso o Governador do Estado, a quem cabe manter a ordem e segurança pública.

Recentemente tivemos um lamentável acidente de trabalho com um ônibus que acabou por ceifar a vida do motorista, mas que deveria ser resolvido internamente via sindicato e empresa e/ou Justiça do Trabalho, mas que acabou gerando mais um dos “protestos” que pincipalmente os rodoviários –esses pensam ser uma categoria superior, tal a irresponsabilidade de suas paralizações - tanto gostam e que as autoridades assistem passivamente.

Hoje vimos outra paralização de ônibus, que como sempre, a população nada tinha a ver com o problema. O motivo foi a demissão de trabalhadores da empresa que haviam participado da paralização na ocasião do acidente que acabou por ceifar a vida de um motorista. O presidente do Sindirodoviários, Edson Bastos, informou que o protesto foi realizado por um grupo de funcionários e paralisou todas as atividades dos coletivos que saem da garagem da empresa. “Essa paralisação é por um motivo totalmente particular. O irmão de um diretor do sindicato foi demitido por justa causa”. Disse.

Ora, demissões com ou sem justa causa é um problema particular entre empregados e empregadores, e qualquer pendenga deve ser decidida na Justiça de Trabalho que é o órgão competente para tal, e não deixar a população sem transporte, demonstrando a profunda irresponsabilidade da categoria.

Dessa vez, pelo menos o governo mobilizou a tropa de choque da polícia militar para evitar maiores transtornos.

Esperamos que o Governador Renato Casagrande acorde de vez de seu profundo sono e resolva determinar aos órgãos de segurança para que mantenham o sagrado direito do cidadão de ir e vir, que está garantido bem no início de nossa Carta Magna e que já começaram a se indignar e partir para a resolução na base do tapa como aconteceu em junho deste ano.

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