sábado, 27 de outubro de 2012

Dilma se irrita com “apagão” e exige explicações efetivas

A presidente Dilma Rousseff quer explicações efetivas sobre o apagão que afetou, na madrugada desta sexta-feira, o Norte e o Nordeste do País. Segundo fontes do governo, a presidente foi informada logo cedo pelo próprio ministro interino de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, sobre o ocorrido e ficou bastante “irritada”.

Tânia Monteiro, da Agência Estado | No: Estadão

apagaoDe acordo com essas fontes, Dilma pediu ao ministro que cobrasse explicações das empresas envolvidas no episódio e Zimmermann, então, disse que já havia convocado a reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) para avaliar a situação. Dilma monitorou o caso e recebeu notícias ao longo do dia sobre as providências tomadas e as investigações sobre o que teria provocado o apagão. O tema preocupa muito a presidente.

A orientação dada ao Ministério de Minas e Energia é para que a população seja informada sobre o assunto e também sobre as soluções para que o apagão não volte a se repetir. O que surpreendeu o Planalto é que esse tipo de problema, ocorrido na linha de transmissão, normalmente é resolvido em uma hora e, no caso dessa madrugada, levou quatro horas para ser normalizado. No Planalto, ninguém está trabalhando com a hipótese de uma sabotagem.

Ministro se defende

O ministro interino de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, avaliou que os apagões recorrentes de energia ocorridos nas últimas semanas não são resultado de falta de investimento por parte das concessionárias do setor de energia elétrica. “Nunca se investiu tanto na expansão da rede como nos últimos dez anos”, garantiu.

Para o ministro interino, as ocorrências também não estão diretamente ligadas ao processo de renovação das concessões de energia que vencem a partir de 2015, com redução no custo da eletricidade para os consumidores. “Sempre foi um pleito das empresas que se renovassem as concessões, como é feito em todos os países do mundo. E em todos os lugares isso também ocorre com captura de benefícios para os consumidores”, completou. Zimmermann voltou a dizer que a queda de energia ocorrida nesta madrugada em Estados do Nordeste e do Norte “não é normal” em um sistema elétrico do porte do brasileiro. Ele destacou que essa foi a quarta ocorrência de grandes proporções em pouco mais de um mês. “'Probabilisticamente', essa sequência de eventos é impossível de ocorrer. É difícil entender como isso pode ocorrer”, completou.

O ministro interino reiterou que o governo tomou uma providencia adicional desta vez, enviando uma equipe de técnicos hoje mesmo para subestação de Colinas (MA) para a avaliação da ocorrência in loco. “Também estamos começando a operação pente fino nas instalações de transmissão das companhias do setor”, acrescentou.

Zimmermann disse que o governo avalia todas as alternativas para as causas da sequência de apagões que vêm atingindo regiões do País, mas descartou a hipótese de sabotagem, por enquanto.

“Como evento é raro, são consideradas todas as alternativas, mas a avaliação é feita de maneira serena, por isso enviamos equipe para local”, disse o ministro interino. “Vamos esperar relatório do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Falar de sabotagem por enquanto não faria sentido”, completou.

O diretor-geral do ONS, Hermes Chipp, reafirmou que não há essa suspeita. “Não há a menor hipótese de sabotagem ou vandalismo. O sistema de proteção que falhou e causou a queda fica lacrado dentro da subestação”, explicou.

Ps. do O Carcará: O ministro interino de Minas e Energia, pelo menos por enquanto, descartou a possibilidade de sabotagem.

Já o diretor-geral do Operador Nacional de Sistema disse que “não há a menor hipótese de sabotagem ou vandalismo. O sistema de proteção que falhou e causou a queda fica lacrado dentro da subestação”.

Porque será que o editor de O Carcará está com uma “pulga atrás da orelha”, pensando que esses apagões tem cara, jeito e cheiro de sabotagem? Um homem que ocupa um alto cargo como o de diretor-geral do ONS pode ser tão ingênuo a ponto de acreditar no que disse? Ou disse para acreditar?

Quem sabe a Polícia Federal não poderia dar uma resposta mais precisa!