terça-feira, 13 de novembro de 2012

Será uma “honra” ter ministério, diz Kassab

Prefeito de São Paulo afirma que, passadas as eleições, PSD precisa definir adesão oficial à base aliada da presidenta no Congresso

No: Rede Brasil Atual 

kassabO prefeito de São Paulo e presidente do PSD, Gilberto Kassab, afirmou hoje (13) que “seria uma honra muito grande” ter um ministério no governo de Dilma Rousseff após deixar a administração municipal, em 1º de janeiro. Durante audiência esta manhã na Câmara dos Deputados, Kassab garantiu que não houve oferta oficial durante o jantar de ontem à noite com a presidenta no Palácio do Planalto.

O dirigente afirmou ainda que será preciso aguardar se seu partido vai manter a posição atual, de apoio não oficial ao Executivo no Congresso, ou se fará uma adesão formal à base aliada. “Definido nosso posicionamento, caso seja esse direcionamento feito em relação a apoio à presidenta, seria uma honra muito grande”, disse o criador da sigla, que em outubro elegeu quase 500 prefeitos e no ano passado atraiu deputados e senadores antes alinhados à oposição.

“(Eu disse a ela que) caso ela fosse candidata à reeleição eu, do ponto de vista pessoal, eu iria defender sua reeleição dentro do partido. Mas é uma questão que será discutida ao longo do próximo ano”, acrescentou Kassab, que apoiou José Serra (PSDB) nas eleições municipais e no dia seguinte à derrota passou a oferecer tratamento cordial ao adversário do tucano, Fernando Haddad (PT). Agora, Kassab cobra do partido uma definição formal sobre qual a posição em relação ao governo federal. “Eu posso falar por mim. O meu sentimento, a minha vontade é que nós possamos caminhar em 2014 com a presidente Dilma e seu projeto de reeleição.”

O prefeito ponderou que o PSD ainda é uma legenda dividida devido à origem, na qual conseguiu aglutinar políticos de origens diferentes. “Todos sabem que o partido hoje ele tem entre seus integrantes alguns que vieram do apoio à candidatura do PSDB em 2010, como eu, e outros que vieram do apoio à candidatura do PT, como diversos companheiros de diversos estados. Nós vamos, ao longo de 2013, pela primeira vez construir uma unidade.”