quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Trabalho escravo continua no Brasil a “todo vapor”

Por: Eliseu

trabalho-escravoApós mais de uma centena de anos - 124 para ser mais exato – o escravagismo no Brasil continua existindo, e a exploração do trabalho escravo está a pleno vapor tanto nos rincões do país quanto em grandes centros como São Paulo. E a escravidão continua sendo explorada pelos mesmos de antes. Os  fétidos burgueses.

As notícias timidamente, e às vezes sequer divulgadas pelo PIG, dão conta de trabalho escravo no Brasil em várias frentes. No Espírito Santo o empresário e agora político Camilo Cola, dono da Viação Itapemirim foi acusado de usar o expediente em sua fazenda. Em plena São Paulo, a construtora MRV utilizava também o trabalho escravo em obras comandadas pelos tucano, e várias outras que podem ser vistas na postagem intitulada “Escravos da modernidade moravam em curral”, neste blog.

Ontem, o portal de notícias Rede Brasil Atual trouxe reportagem dizendo que operações em 2012 resgataram 2.560 pessoas em situação de trabalho escravo.

De acordo com o portal de notícias, em 135 operações realizadas no ano passado, o Grupo Especial de Fiscalização Móvel, do Ministério do Trabalho e Emprego, resgatou 2.560 trabalhadores em condições análogas à de escravo, segundo relatório apresentado dia 15 pela Secretaria de Inspeção e divulgado hoje (22). O número de operações foi menor que o de 2011 (135), mas o total de resgatados superou o do ano anterior (2.491). No Pará, onde foram feitas 22 operações, foi registrado o maior número de resgates, mais de 500. Os setores predominantes foram a pecuária e as atividades ligadas ao plantio.

“As condições em que os trabalhadores são resgatados envolvem restrições à liberdade, à falta de pagamento ou a descontos indevidos do seu salário mensal e demais direitos garantidos pela legislação trabalhista”, diz o MTE. As operações do Grupo Especial são feitas em conjunto com a Polícia Federal e com o Ministério Público do Trabalho.

Em 2012, foram registrados 1.461 trabalhadores. O pagamento de indenizações somou R$ 8,7 milhões.

Desde 1995, quando o grupo foi criado, o número de operações somou 1.388, em 3.428 estabelecimentos, com 44.231 trabalhadores resgatados e 39.992 registrados.