sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Alckmin diz que Cade age como polícia política

Por: Eliseu 

Geraldo Alckmin, o tucano governador de São Paulo de bico e nariz afiado, aquele mesmo Geraldo_alckminque ordenou o massacre do Pinheirinho, aquele que foi vice de Mário Covas quando do escândalo em que a polícia civil de São Paulo espionou o PT, agora acusado de fraudes ligadas a contratos do Metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), usa termos que tão bem conhece, dizendo que o Cade atua como “polícia política” e afirmou que qualquer insinuação de que o governador tinha ciência da suposta participação de agentes do Estado nos esquemas fraudulentos eram “calúnias”.

O secretário-chefe da Casa Civil do governo paulista, Edson Aparecido disse que “o que nós temos visto, continuamente, é um processo de vazamento seletivo, o que na nossa forma de ver é absolutamente inacreditável. O Cade utiliza um acordo de leniência para não divulgar (para o Estado) os documentos (que fazem parte da investigação) e ficamos sabendo pelo Estado”.

O acordo de leniência citado pelo secretário foi firmado entre o Cade e a multinacional alemã Siemens. A empresa concordou em delatar o cartel formado para atuar nas obras do Metrô e da CPTM em troca de imunidade. As investigações ainda estão em andamento. As suspeitas envolvem contratos firmados pelo governo desde a época que o governador Alckmin ainda era vice de Mário Covas, morto em 2002.