terça-feira, 29 de outubro de 2013

Coronel dá “carteirada” em subordinados no ES

“Houve o crime de resistência, pois ele se opôs a um ato legal que era a blitz, por crime de desacato, já que é possível ocorrer crime de desacato entre funcionários públicos mesmo se o desacatado foi inferior hierárquico, e ainda o crime de denunciação caluniosa, pois o tenente foi até a auditoria da Polícia Militar para denunciar os policiais que o abordaram sabendo que eram inocentes”, diz delegado Fabiano Contarato

Por: Eliseu

tenente_coronel_flagrado_em_blitzComo costumo dizer, aqui abaixo da linha do equador as coisas funcionam sempre ao contrário. Já começou errado com o incompetente navegador Pedro Álvares Cabral que estava a caminho das Índias para buscar iguarias para o rei de Portugal quando se perdeu na imensidão dos oceanos e veio dar com os costados lá pelas bandas da Bahia. O mau navegador se safou de morrer perdido nos mares e ainda virou herói ao “achar” a terra que hoje chama-se Brasil.

De lá pra cá uma sucessão de desmandos que os portugueses impuseram à nossa terrinha que não dá para descrever aqui, como por exemplo o roubo sistemático de ouro, madeira e a vergonhosa escravidão que perdura até hoje com alguns disfarces.

Mas deixando a obscura e mal contada história brasileira de lado, vamos ao presente. No dia 13 deste mês, o tenente-coronel da Polícia Militar do estado, José Dirceu, que é assessor jurídico do comandante geral da PM foi flagrado em uma blitz da lei seca que acontecia na Avenida Nossa Senhora da Penha, próximo a boate São Firmino, em Vitória. Em vez de dar o exemplo e dirigir corretamente, (ou não dirigir depois de encher a cara), o coronel deu um  show de mau-caratismo envergonhando o povo capixaba ao se recusar a parar na blitz e se identificar. O coronel estava sem o cinto de segurança e com a “cara cheia”, dirigindo alcoolizado. Usou de sua patente para se colocar acima da lei. E conseguiu.

O delegado de trânsito Fabiano Contarato disse que o militar pode responder por três crimes. “Houve o crime de resistência, pois ele se opôs a um ato legal que era a blitz, por crime de desacato, já que é possível ocorrer crime de desacato entre funcionários públicos mesmo se o desacatado foi inferior hierárquico, e ainda o crime de denunciação caluniosa, pois o tenente foi até a auditoria da Polícia Militar para denunciar os policiais que o abordaram sabendo que eram inocentes”. Mas será que vai responder mesmo?

Um cidadão comum tente fazer isso e verá quantos tiros tomará! Será até quando teremos que aturar situações parecidas?

Com a palavra o governador Renato Casagrande.