quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Hipócritas!

Por: Eliseu

chuva_alagamento_desabrigado_corrupçao“Chuva deixa mais de 800 fora de casa”, essa é a chamada de capa do G1/ES de hoje, cuja matéria se intitula “Mais de 800 pessoas estão fora de casa no ES, segundo Defesa Civil”, descrevendo que “São 94 desabrigados, 713 desalojados e 248 edificações danificadas. Boletim foi divulgado às 11h desta quarta-feira (18).”

E como o leitor pode ver na página do G1/ES como nos demais órgãos de imprensa, descrevem a lamentável situação da população capixaba em que muitos perderam tudo, alguns perdem até a própria vida e a de familiares, sempre insinuando que a culpa é da chuva. E, grande parte da desinformada população concorda: “foi Deus que quis assim”, dizem.

Como sabiamente disse Joseph Pulitzer, “com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma” é o que tem acontecido. De tanto repetir que a culpa é da chuva, a população pensa que é mesmo.

Mas porque a mídia não fala a verdade? Simples! Ela (a mídia) recebe verdadeiras fortunas de publicidade - a maioria delas enganosa - de órgãos públicos. Todos: Federais, Estaduais e Municipais. Então fica fácil chegar a conclusão do porque tamanha mentira, tamanha hipocrisia, principalmente tratando-se do PIG capitaneado pela Rede Globo e seus tentáculos que é a que recebe maior verba governamental.

A culpa dos alagamentos e consequente prejuízos à população não é da chuva, de São Pedro, de Deus ou seja lá que entidade for. A culpa é exclusivamente dos nossos governantes, principalmente dos prefeitos nos casos das cidades, que se preocupam mais em dilapidar (roubar mesmo) o erário público que resolver os problemas antes que as chuvas cheguem com obras bem feitas de saneamento básico e educação e fiscalização rigorosa da população para que não jogue lixo em locais indevidos.

Para relembrar a irresponsabilidade dos nossos governantes, publiquei aqui neste blog em 21/11/2011, matéria intitulada “Governo do Rio tem solução para enchentes: Sirenes”. Seria hilário se não fosse trágico!