sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Ludzmar, dois anos…

Nunca julgue a vida dos outros, porque cada um sabe da sua própria dor

Por: Eliseu 

ludzmar_luto_esposaTempo… uns dizem que ele é amigo e alivia a dor, outros – incluindo esse que vos escreve, ou escreve para si mesmo –, pensa que ele, o tempo é um inimigo implacável e só prolonga a dor. Seja como for, acredito que cada um tem sua visão e opinião sobre o tema e sente o que pensa.

Hoje faz dois anos que ela com toda sua sapiência se foi. Veio à esse planeta com a missão de fazer o bem, trazer alegria, consertar algumas “coisas” que podem se classificadas como pessoas. Terminada sua missão, deu um jeito de cair fora desse lugar horroroso, tenebroso, lúgubre - mas que ela demonstrava gostar - e voltar de onde veio, lá em cima...

Ela, a quem me referi é Ludzmar, essa da foto, mulher de fibra, linda, alegre e que não sei porque cargas d’agua foi minha esposa por 33 anos. Na verdade sei, era uma de  suas missões a cumprir. Mas ela me amava, isso sempre tive certeza. E eu também a amei. Com todos os meus defeitos a amei e ela também sabia disso. Faltaram apenas alguns dias para arredondar a conta. De 12 de janeiro de 1980 até o dia 19 de dezembro de 2012 às 11:05 hs quando ela resolveu partir para continuar brilhando de forma mais intensa.

Poderia ficar escrevendo páginas e páginas sobre você Ludzmar, ou bem, como sempre nos tratamos, mas para que? Você sabe de tudo! Prometi encontrá-la em breve, mas parece que eu não sou tão iluminado como você. Aliás, sempre soube disso! E o culpado é o tempo… Um ditador, metido a mandar, decidir quem, quando e porque a gente pode fazer algo. Mas você sabe que nunca gostei de obedecer ordens. Detesto! A gente pode interferir, mas apesar de não ser temeroso de coisa alguma, por enquanto não tive coragem de ir contra ele. Talvez seja porque ele é muito poderoso. Mas todo poderoso em um momento acaba perdendo para alguém.

Quanto ao blog, vou fazer todo o possível para dar continuidade e mante-lo mais atualizado. Não tenho conseguido escrever, desenvolver as ideias. A mente “embaralha”. Mas daqui em diante, enquanto eu estiver por aqui O Carcará vai voltar a escrever. Nunca me esqueci daquela última quinta-feira que você passou entre nós e apesar de já estar debilitada fisicamente fez,  - sem que eu percebesse - e me trouxe o café na mesa enquanto escrevia um post no notebook. Raramente o uso. Comprei outro computador e coloquei no nosso quarto. “Ralhei” com você: “não faça isso. Vá descansar!”. Não aprendi fazer o danado do café. Café só de cafeteira, mas não fico sem ele. Arroz só na panela elétrica que Carla e Thiago me deram. Mas a Flavinha tem feito comida. Ela terminou a faculdade ano passado. Quanta falta você fez na formatura dela… Na Colação de Grau, nossa netinha Ana Beatriz no alto de seus dois aninhos gritava: “Favinha… Favinha… Favinha…”. Como ela está linda e inteligente. Pouco tempo atrás me perguntou por você. Parece que tem bem mais de três anos. Vem aqui pra Flavinha a maquiar, passar esmalte… vaidosa, linda, muito fofa!

Há… Houve melhoras por aqui. Aqueles ônibus que você tanto queria já estão circulando a um bom tempo, mas só para Laranjeiras. Virão outros de Carapina. Eu e o Gilmar (o Gilmar mais que eu) estamos articulando. E o ponto fica bem debaixo de nossa janela. Também tem polícia passando todo dia (poucas vezes, mas tem). E você ia adorar: estão asfaltando aquela rua ao lado do muro da empresa em frente a nossa janela e as ruas próximas aos outros condomínios, a saída para Novo Horizonte. As máquinas estão me atazanando o dia todo inclusive finais de semana. Mas tudo teve o “meu dedo” para concretização. Ainda tem muito o que fazer. Aquele terreno baldio que você detestava ainda não conseguimos resolver. Também pra que estou te contando? Você sabe de tudo, inclusive que não pude fazer essas coisas enquanto estava conosco…

Saudades… Também não consigo dimensionar, se é que existe uma fórmula. Falta de você? Imensa!

Loucura de estar falando com você? Talvez. Vá saber… Está aí a vantagem de ter um blog e não aceitar patrocínio: posso escrever o que quiser. Ele é meu!

Você sabe que do meu jeito eu te amei. 33 anos… uma vida! Ando meio confuso, você sabe, mas essa música é para você e como não sei cantar, escolhi o Benito de Paula para me representar. Claro que sou mais bonito que ele. Rssss

Um beijo, nos encontraremos. Preciso bater um papo sem o tempo para atrapalhar. Nesse momento, de uma forma ou outra terei vencido o tempo!

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Imprensa finge que não vê mas Polícia fecha o cerco ao ninho tucano

A mídia tradicional vem martelando na cabeça dos leitores 24 horas por dia o assunto Petrobras, mas “esquece” a roubalheira no metrô, trens e monotrilho de São Paulo

Por: Helena Sthephanowitz, no Rede Brasil Atual 

tucano_corrupçao_psdbO jornal Folha de S.Paulo denuncia que planilhas apreendidas pela Polícia Federal na sede da empreiteira Queiroz Galvão, na capital paulista, mostram que a empresa vincula valores recebidos por obras públicas a doações eleitorais para partidos e candidatos de oposição ao governo federal.

O material foi obtido no âmbito da sétima fase da Operação Lava Jato, chamada de Juízo Final, que investiga denúncias de desvio de recursos de obras e pagamento de propinas por empresas a funcionários da Petrobras.

De acordo com a planilha, datada de 2014, para chegar ao valor da doação ao político a empreiteira fazia um cálculo sobre o valor recebido por determinada obra.

Segundo a reportagem, um dos registros dos papeis encontrados, nomeado como “VLT” – uma provável referência ao Veículo Leve sobre Trilhos da Baixada Santista, obra realizada pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin(PSDB), por meio da EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos), é possível perceber a aplicação de uma fórmula sobre o “recebimento acumulado” até medição de junho de 2014, para que a empreiteira chegasse ao valor que seria destinado a “doações”.

Após descontos, o valor aparece na planilha como sendo de “117.500”, possivelmente R$ 117,5 milhões, sobre o qual incidia o cálculo: 1,5% vezes 66% (percentual já recebido pela obra), resultando numa doação de R$ 1,16 milhão. Esse valor constituía uma “ProfPart” (sigla usada na planilha), que a Queiroz Galvão reconheceu ser uma “Provisão Financeira para o PSDB”.

Em outra planilha apreendida junto com a primeira, esse exato valor é atribuído ao “PSDB nacional”. Outros políticos destinatários de possíveis doações aparecem na planilha, com iniciais.

Segundo dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), a empreiteira doou R$ 3,7 milhões ao diretório nacional do PSDB nas eleições de 2014.

A Queiroz Galvão explicou outras iniciais na planilha: “J.S.” é o senador eleito José Serra (PSDB-SP), “P.S.” é o candidato do PMDB ao governo Paulo Skaf e “E.A.” é o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). Há outros valores associados a outras obras realizadas em São Paulo, como o CSS (Contorno de São Sebastião) e CEML (Consórcio Monotrilho Leste), realizados pelo governo de São Paulo, mas com dinheiro do governo federal.

No entanto a imprensa não “martela” esse tipo de notícia na cabeça do leitor, o  excessivo bombardeio ao governo federal no noticiário, funcionando como artilharia para a oposição partidária, começa a dar sinais de fadiga de material. Ou seja, provoca cansaço no próprio leitor e telespectador, com consequente ceticismo em vez de chegar ao objetivo dos editores: levar a população ao sentimento antigoverno.

É absolutamente desejável em democracias sólidas que notícias de corrupção façam parte do cotidiano e sejam divulgadas com total transparência, da mesma forma que existe o noticiário policial, onde todo dia há notícias de crimes e criminosos. Funcionários públicos, maus policiais, políticos, juízes, procuradores, seja quem for que de fato cometa crimes, e corrupção é um deles, não há por que ser blindado no noticiário.

Mas no noticiário político denuncista, não há delimitação clara da individualização de condutas, buscando criar no imaginário popular a ideia de que todo um governo, uma estatal, um partido, serem todos uma grande “organização criminosa”. No entanto, o governo da coligação petista iniciado em 2003 foi o que mais criou instrumentos para combater a corrupção.

Editores de notícias comprometidos com projetos de poder oposicionistas constroem há anos narrativas de forma seletiva, no final das contas buscando direcionar o leitor ou ouvinte a votar em candidatos de oposição. Deu certo com alguns eleitores, mas a maioria sente o cheiro de picaretagem quando o noticiário é seletivo demais, e o resultado das três últimas eleições presidenciais mostram isso.

O cidadão desconfia do ambiente político como um todo e dos próprios jornais e TVs. Não crê que a oposição seja melhor do que o governo neste quesito de combate à corrupção. Não por acaso, Aécio Neves (PSDB) não só perdeu a última eleição, como despontou nas pesquisas com rejeição mais alta do que a presidenta Dilma Rousseff, pela fadiga do discurso falso de combate à corrupção.

Além disso, ninguém aguenta ficar tantos anos seguidos ouvindo notícias de denúncias repetitivas, sem que a imprensa tradicional conte algo de novo para modificar o quadro, como falar nas causas e soluções.

O debate sobre o financiamento empresarial de campanha e da reforma política não ocupa o noticiário de grande audiência, e até para justificar o excesso de denuncismo precisaria receber a mesma ênfase. Seus repórteres nunca perguntam ao ministro Gilmar Mendes quando ele vai devolver o processo da ação da OAB para terminar o julgamento que declarará inconstitucional o financiamento de campanhas por empresas.

No jargão político a expressão “fadiga de material” geralmente é usada contra os governos que se desgastam após um tempo no poder. Mas ela também acontece com um discurso de oposição repetitivo que não convence mais. Nas urnas, faltam votos. Ao golpe, faltam adeptos. No jornalismo, a perda é, primeiro de credibilidade, seguida da perda de audiência.

Mas o governo também não pode se iludir apenas com o cansaço deste discurso oposicionista, pois não existe vácuo nem no poder, nem na pauta de notícias. Alguém sempre a ocupa. Se o governo não disputar essa pauta, democratizando as comunicações para haver mais circulação de informações e debate de ideias, a oposição, ainda que seja uma nova oposição, vai continuar ocupando sozinha.

A mídia tradicional vem martelando na cabeça dos leitores 24 horas por dia o assunto Petrobras, mas “esquece” a roubalheira no metrô, trens e monotrilho de São Paulo.

domingo, 14 de dezembro de 2014

Saudade é Diferente - João Cunha




SAUDADE É DIFERENTE
João Cunha


MINHA SAUDADE É DIFERENTE DA SUA...

MINHA SAUDADE É DIFERENTE...
TÃO BELA!... TÃO NUA!..
MINHA SAUDADE PASSA DE REPENTE,
FINDA AO SOL... RENASCE À LUA.

MINHA SAUDADE ME FAZ TÃO FELIZ!
DO MARCO ZERO À IMPERATRIZ.
DERRAMANDO POESIA EM CANÇÕES
VIOLINOS, VIOLÕES,
CLARINETES, CLARINS!

NA ARSENAL TODOS PARAM PRA VER
O MEU POVO, EM SAUDADE, NA RUA...
SÓ ALI VOCÊ ENTENDE POR QUE
MINHA SAUDADE DIFERE DA SUA...

MINHA SAUDADE É DIFERENTE
CANTA PONTES, RIO E MAR...
MINHA SAUDADE,
PASSA CANTANDO PRA GENTE
FAZ MEU RECIFE SONHAR...

MINHA SAUDADE É DIFERENTE DA SUA...
LÁ, LAIÁ, LAIÁ, LAIÁ, LÁ...