terça-feira, 3 de março de 2015

A sinistra milícia dos “Gladiadores do Altar”, a nova invenção da Igreja Universal

3/3/2015 - Será porque a Universal retirou o vídeo do ar? A meu ver piorou as suspeitas de que algo está errado!

Algumas observações se fazem necessárias: 1- Este blogueiro não gosta de polêmica religiosa, até porque o Brasil é um país laico. 2- Ao longo da existência do blog, raríssimas foram as postagens sobre o tema. 3- Não tenho conhecimentos suficientes para argumentar sobre o tema. 4- Nunca considerei a Igreja Universal do Reino de Deus e suas similares como religião instituída e sim uma seita que serve mais como arapuca para pegar os incautos e/ou desesperados que não veem a “luz no fim do túnel” e se apegam à primeira palavra de conforto que encontram.

Esta é a opinião pessoal do editor do blog O Carcará, e sendo assim não poderia deixar de republicar a reportagem abaixo.

No: Diário do Centro do Mundo

gladiadores_iurd

  • Tudo o que é ruim sempre pode piorar.
  • Você achava que a ascensão de Eduardo Cunha e da bancada evangélica era um passo rumo à Idade Média.
  • Você não pensou que seria possível que uma estultice como o projeto que cria Dia do Orgulho Hetero fosse ser desenterrada.
  • Você não achou que voltasse à pauta o Estatuto da Família, que define a célula familiar como composta apenas de homem e mulher.
  • Faltava um exército para os fundamentalistas.
  • Não falta mais, aparentemente.
  • A Igreja Universal criou uma milícia estranhíssima chamada “Gladiadores do Altar”.
  • Segundo o site da IURD, a iniciativa “visa formar jovens disciplinados e altamente preparados para enfrentar os desafios diários de ganhar almas e fazer discípulos”.
  • Os “rapazes”, diz o texto, “estão dispostos a abrir mão de suas vidas para que outras pessoas sejam ajudadas”. A única exigência é “é ser batizado nas águas e ter desejo e disposição de servir a Deus e estar preparado para o que vier pela frente”.
  • Não se sabe de quem foi a ideia, mas o autor merece o Oscar da falta de noção.

Em vídeos divulgados pela instituição, dezenas de jovens uniformizados aparecem marchando triunfais e repetindo as palavras de ordem de um pastor paramentado como rabino.

Ao final, o líder pergunta aos homens o que eles querem.

“O altar, o altar, o altar”, respondem, o braço direito estendido apontando para o dito cujo em cima do palco. O altar, no neopaganismo barato da Universal, tomou o lugar de Jesus.

Não é preciso ser muito esperto para enxergar uma semelhança sinistra com, na melhor das hipóteses, a sudação dos policiais do Bope e, na pior, o “Sig, Heil” nazista. O pessoal do Estado Islâmico ficaria orgulhoso, provavelmente.

O que estes cidadãos pretendem fazer para ganhar almas vestidos de Guarda Revolucionária é um mistério. A apresentação é cheia daqueles momentos em que o patético passa a dar um certo calafrio.

Antonio Gramsci chamou os fascistas italianos que surgiam de “gente ridícula, do tipo que faz as notícias, mas não faz a história”. Deu no que deu.

Sangue de Cristo tem poder.

Este vídeo foi modificado mas vai aí