domingo, 28 de junho de 2015

Aécio e Anastasia blindaram “amigos” em roubo ao Banco do Brasil

Polícia mineira conclui investigação que indicia parentes diretos da mulher-forte do “choque de gestão” de Aécio e Anastasia. Empresa já é denunciada por golpe em outro banco público, a CEF

Por: Helena Sthephanowitz, no Rede Brasil Atual 

aecio_roubo_tucanoUm inquérito da Divisão Especializada em Investigação de Fraudes, da Polícia Civil, que investiga o roubo de R$ 22,7 milhões de agências do Banco do Brasil em Minas Gerais por meio da empresa de transporte de valores Embraforte, em 2013, aponta uso político da Polícia Civil mineira pelo então governo do PSDB daquele estado para blindar criminosos “amigos”.

O delegado Cláudio Utsch, que assumiu e concluiu o inquérito, indiciou e pediu a prisão dos donos da Embraforte, Marcos André Paes de Vilhena e seus dois filhos – Pedro Henrique Gonçalves de Vilhena e Marcos Felipe Gonçalves de Vilhena. São respectivamente irmão e sobrinhos de Renata Vilhena, chefe da Secretaria de Planejamento e Gestão, entre 2006 e 2014. Trata-se da poderosa secretária estadual do “choque de gestão” dos governos tucanos de Aécio Neves e Antônio Anastasia. Ela também foi secretária adjunta de Logística e TI do Ministério do Planejamento do governo Fernando Henrique Cardoso.

“O poder de Renata esteve sempre pronto a auxiliar o irmão, e como é cediço”, (*Cediço: indiscutível, claro, notório, conhecido de todos etc. Nota da edição) “tempos atrás a Deif (Divisão Especializada em Investigação de Fraudes) fora usada para atender interesses do grupo político do qual faz parte a ex-secretária”, diz o inquérito. O problema, segundo o delegado, seria interferências políticas para atrapalhar as investigações.

Desde que o Banco do Brasil deu queixa do roubo a investigação na Polícia Civil não andou. Só em abril deste ano o novo titular da Deif (Cláudio Utsch) assumiu o caso e concluiu a investigação, em junho.

Entre as evidências de “blindagem” dos investigados, Utsch relata o que considera manobras para atrasar a investigação, “orquestradas por meio da influência de Renata Vilhena”. Uma delas teria sido tirar a investigação da Deif e levar para a Delegacia de Crimes Cibernéticos, que não tem nada a ver com as características do caso. Outra foi a retirada de peças importantes do inquérito pelo antigo delegado do caso.

A Embraforte prestou serviços de transporte de valores ao Banco do Brasil de 2006 a 2014 nas cidades mineiras de Belo Horizonte, Varginha e Passos. O Banco do Brasil descobriu uma fraude nos caixas eletrônicos abastecidos pela empresa, que colocava menos dinheiro do que declarava. Flagrados, os donos reconheceram o ocorrido mas colocam a culpa nos empregados. Estes disseram ter cumprido ordens que vinham de cima, inclusive sob coação.

O inquérito afirma que a Embraforte roubou R$ 22,7 milhões do Banco do Brasil por meio de depósitos com valores inferiores que os incluídos no sistema da empresa. O esquema foi descoberto pelo próprio banco, uma vez que as investigações pararam em algum gabinete da Polícia Civil.

Utsch pediu também o afastamento de seu antecessor nesta investigação, o delegado César Matoso, acusando-o de ter agido como um “advogado de defesa” dos Vilhena. “A autoridade policial, travestindo-se de advogado de defesa de criminosos, e em parceria com os advogados de defesa, produziu tais peças! Jamais tais oitivas poderão ser consideradas como interrogatórios de criminosos que cometeram graves crimes de colarinho branco”, descreve, no inquérito.

As peças referidas são depoimentos dos investigados de forma completamente anormal e suspeita. Em vez de o escrivão taquigrafar diretamente no PCNet, sistema oficial da Polícia Civil próprio para isto, o fez num programa de edição de texto comum, como se fosse um rascunho, abrindo a possibilidade de seu conteúdo ser alterado antes de ser lavrado como o depoimento oficial. Não bastasse, o próprio delegado César Matoso fez o serviço de passar o “rascunho” para o PCNet oficial, uma atitude bastante suspeita.

A Embraforte é alvo de outro inquérito na Polícia Federal por ocorrência semelhante na Caixa Econômica Federal. Casas lotéricas deram queixa de furto de dinheiro pela empresa. Parte do dinheiro recolhido nas lotéricas pelos carros-forte não era depositada no banco de destino, apesar dos controles apontarem exatidão nas operações.

Os negócios da Embraforte não ficam apenas nos bancos públicos do Brasil. Outra denúncia contra os donos da empresa foi apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) por trabalho escravo dentro da sede da empresa. Em 2012, fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego encontraram 115 empregados submetidos a jornadas extenuantes, em alguns casos com duração superior a 24 horas, e a condições degradantes de trabalho.

De certa forma, aplicavam na iniciativa privada conceitos que guardam alguma semelhança com aquilo que “choque de gestão tucano” propõe ao serviço público.

sexta-feira, 26 de junho de 2015

A serpente sem casca

O nosso tea party impõe a pauta do atraso e aplica um golpe branco que agrava a ineficiência do Estado e aprofunda a crise política

Por: Roberto Amaral, no: CartaCapital

eduardo_cunha_golpeA característica do ovo da serpente é a quase transparência de sua membrana, o que permite a quem o observe, conhecendo o embrião, antever a peçonha que, adulta, poderá picá-lo. Trata-se de bela e precisa imagem, que nos lembra, no presente, o que o futuro nos pode ameaçar. Ao observador sempre caberá a decisão de interromper ou não a gestação. Mas, a partir do conhecimento da ameaça, não mais lhe será dado o direito de, amanhã, ferido o calcanhar, arguir surpresa. Como na vida social, ao não intervir, o sujeito histórico opta pela cumplicidade.

Ingrid Bergman, em filme notável, descreveu a vida do pós Primeira Guerra Mundial, o encontro da Alemanha com a República e a democracia representada pela Constituição de Weimar, mas, igualmente, a Alemanha dos “loucos anos”, de hiperinflação, fracasso industrial, desemprego, antissemitismo e xenofobia. Não por outro motivo o denominou de O ovo da serpente. Enxergava, naqueles tempos, o prenúncio que mais tarde conheceríamos como nazismo.

Lembro a onda absolutista-autoritária de desrespeito aos direitos humanos, à liberdade, que, intoxicada de violência e xenofobia, construiu a Segunda Guerra Mundial. Vimos naquela altura a construção do nazismo, do franquismo, do salazarismo, do stalinismo e da loucura em que se transformou o feroz império japonês. Sabemos que preço foi pago.

O movimento social, que se propaga em ondas, muitas vezes se processa em subterrâneos que não nos é dado pressentir. Nas vésperas do famoso maio de 1968, Daniel Conh-Bendit reclamava da pasmaceira da vida universitária francesa. Imprevistos foram a queda do Muro de Berlim, o suicídio da URSS e, respeitadas as distintas proporções, as jornadas brasileiras de junho de 2013, detonadas por aumento de alguns centavos nas passagens de ônibus em São Paulo. Tais fatos e movimentos, alguns de caráter revolucionário, não foram construídos. Explodiram. Hoje, antecipa o amanhã. Sem forma exata.

Nos tristes idos de 1954, a sociedade brasileira foi despertada para um “mar de lama” que correria nos inexistentes porões do Palácio do Catete. A onda anti-varguista era promovida por uma oposição competente tanto quanto vituperina e inescrupulosa, que compreendia o Congresso, os partidos e, principalmente, a imprensa, atuando em concerto. Naquele então como agora. A deposição de Vargas passou a ser o alvo, o atentado, o grande pretexto. O desfecho faz parte da História.

Nos tristes idos dos anos sessenta, muitos liberais e democratas, que não haviam lido Brecht, engrossaram os arreganhos da direita que prometia cadeia para os comunistas e os corruptos, “encastelados no governo Jango”, cuja posse não haviam conseguido impedir em 1961. Nos primeiros momentos da ditadura, revelados seus propósitos, ainda assim nossos liberais não se sentiram ameaçados. Mas, insaciável, o dragão devorou todos.

O processo histórico não se move como uma equação algébrica ou uma lei da física. Não há leis determinando os fatos. Mas seu conhecimento ilumina ao caminhante as frentes por percorrer no presente.

Com a conhecida imagem do ovo da serpente procuro significar que estão dadas, para quem quiser ver, as condições para um perigoso processo de ruptura do pacto social que possibilitou a Constituinte quase progressista de 1988, agredida em seus aspectos mais socialmente avançados já a partir de sua promulgação, indicando de logo a resistência dos setores conservadores. Esse processo desconstitutivo atinge o paroxismo na atual legislatura parlamentar. Se o Congresso que aí está legitima os atos de seus líderes – evidência clara como a luz do sol – resta-nos a amarga indagação se esse caminhar representa também o pensamento majoritário de nossa sociedade. Se a conclusão plausível é pela coerência entre o pensamento social e a ação retrógrada do Congresso, perguntar-se-á, como desafio: como explicar as transformações que revelam o Brasil na contramão do avanço social medido a partir da redemocratização e da da Constituição de 1988?

O País vinha, conquista após conquista, avançando numa trilha iluminada por valores democráticos e progressistas. Um novo Brasil parecia nascer com as vitórias eleitorais da oposição; tinha-se a sociedade majoritariamente identificada em torno das campanhas contra a Tortura, pela Anistia, pelas Diretas-já, unificada na eleição indireta de Tancredo, no impeachment contra Collor e finalmente, nas eleições e reeleições de Lula e Dilma Rousseff. E no apoio popular a seus governos. Como explicar a crise de hoje, cujo ponto de partida é a desconexão entre o voto que escolhe o presidente e aquele que, na mesma eleição, preenche as cadeiras da Câmara dos Deputados? Como explicar que o mesmo eleitorado, na mesma eleição, consagre um candidato a presidente e eleja um Congresso que lhe será hostil?

O que pretendo pôr de manifesto é o subterrâneo da crise política, a saber, a falência do modelo de política e do modelo de Estado. Trata-se do fracasso do processo político eleitoral proporcional, fundado na farsa, na manipulação do poder econômico – que a direita quer aprofundar facilitando a contribuição financeira de empresas nas campanhas eleitorais e no financiamento de partidos e candidatos –, na manipulação do poder político, que distorce a vontade eleitoral. Trata-se da exaustão do ‘presidencialismo de coalizão’. Trata-se da necessidade de reforma de um Estado concebido para não funcionar, senão como conservador dos interesses da classe dominante.

A contrapartida do Estado infuncional é a incapacidade governativa, derivada do pacto imposto pelo “presidencialismo de coalização”, mas é igualmente a consequência de uma estrutura montada para impedir o fazer. Vivemos formal e objetivamente a grande crise constituinte, que nasce com o Estado brasileiro e a Carta outorgada de 1824.

Mas ainda não é tudo.

Fruto ou causa dessa ascensão conservadora, vivemos o encontro do esvaziamento da sociedade organizada – dominada por um certo niilismo – com a crise das instituições da República. O povo se ressente do Estado que não lhe assegura os serviços de que carece; não se identifica com o Poder Legislativo, que só legisla segundo os interesses dos parlamentares, e ao fim e ao cabo se sente frágil, à míngua de direitos diante de um Judiciário incompetente, de um ‘sistema’ que só pune os pobres. Dessa sociedade não se pode esperar a defesa da política, que jamais foi a forma de realização de seus interesses. Mas do progresso não pode cuidar a classe dominante, beneficiária e sócia de todos os desarranjos que contaminam a política e a coisa pública, privatizada, pois, na medida em que fracassam os meios republicamos, crescem as negociações de cúpula, no vértice do poder presidencial, onde se encontram líderes políticos e os representantes do grande capital.

A crise da política é a crise da representação que ilustra a crise constituinte, peças da grande crise do Estado, desaparelhado para gerir a sociedade emergente em meio à crise econômica alimentada por fatores internos e exógenos, condicionada pelos humores políticos e financeiros da globalização, um bem-sucedido projeto de poder das potências.

O plano interno parece repetir os ventos que sopram das metrópoles, com o avanço do pensamento e da prática de direita, que hoje domina a Europa, com a falência dos partidos socialistas e comunistas e a rendição de socialdemocracia. Aqui, com a renúncia da socialdemocracia que se transforma no baluarte do pensamento e da ação de direita, a falência dos partidos do campo da esquerda, o recuo do movimento social como um todo, notadamente do sindical, contido em reivindicações econômicas. Desapareceram as lideranças liberais e os quadros de esquerda minguam, como minguam as instituições e as lideranças da sociedade. É nesse vácuo – e não obstante o fracasso do neoliberalismo que detonou a crise econômica – que, lá e cá, crescem as forças da reação, do conservadorismo e da xenofobia. Mas não só o conservadorismo político-congressual-partidário, mas o pior de todos, o conservadorismo na sociedade.

Vínhamos de 12 anos de relativo sucesso de uma sequência de governos de centro-esquerda, que possibilitou a entrada de mais de 40 milhões de brasileiros na economia e no consumo, promovendo a mais notável ascensão social da história republicana. Hoje, esse governo sofre um cerco sem similar na história recente, hostilizado pelos meios de comunicação, hostilizado pelo mais poderoso  partido político da República (que participa do governo e comanda sua política...), hostilizado pelo Congresso (presidido pelo mesmo partido), finalmente, e por tudo isso, hostilizado na ruas.

Esse quadro ensejou a realização de um “especioso golpe branco”, volta a repeti-lo, de que resultou a instalação, em pleno presidencialismo, de um “parlamentarismo de fato”, mostrengo híbrido que, avançando sobre os poderes da presidência da República, agrava a ineficiência do Estado e aprofunda a crise política. Pois, presidido por um premier comprometido com o atraso fundamentalista de origem evangélico-pentecostal, governando contra o Executivo, o Parlamento cria dificuldades às nossas negociações com o governo chinês – de quem muito dependemos para sair da crise, via investimentos em nossa infraestrutura –, cria dificuldades à nossa participação no banco de investimentos que reúne a China e países europeus da área do euro, dificulta a vida dos BRICS, intenta desconstituir o Mercosul e torpedeia nossa política externa.

É o nosso tea party. No plano social, impõe a pauta do atraso, que compreende a diminuição da menoridade penal, a diminuição da menoridade para o ingresso no trabalho, a precarização do trabalho, a terceirização, o armamentismo, a intolerância à livre manifestação de crenças e credos e os diferentes tipos de discriminação.

Estamos diante do ovo da serpente, que nos antecipa, no presente, o que o futuro no reserva. Resta-nos enxergar as saídas que nos distanciem da premonição do que está sendo gestado. Esse o nosso desafio.

Leia mais em www.ramaral.org.br

segunda-feira, 22 de junho de 2015

“Democracia é bom na casa do outro. Aqui nem direito de resposta temos”, diz Lula

Toda vez que você fala em regulação dos meios de comunicação vem bordoada, diz Lula, lembrando que atual regulação é de 1962. Para ex-presidente, desconstruir a política fragiliza a democracia

No: Rede Brasil Atual

image_previewEm discurso dirigido ao ex-presidente da Espanha Felipe González, na Conferência “Novos desafios da democracia”, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva exortou o partido hoje (22) a repensar sua prática, voltar a dialogar com a juventude e falou da necessidade de rediscutir as utopias, para que a gente possa fazer essa meninada sonhar ou aprender com eles como fazer a gente voltar a ter sonhos”.

Lula também criticou o partido e o governo. “Não sei se o defeito é nosso, se é do governo. Eu acho que o PT perdeu um pouco a utopia. Hoje a gente só pensa em cargo, em emprego, em ser eleito, ninguém hoje trabalha mais de graça.” Mas o ex-presidente disse também que o PT é "o mais importante partido de esquerda na América Latina".

Sem se excluir, ele reconheceu as dificuldades que as antigas lideranças têm no atual processo político brasileiro. “Eu tô falando as mesmas coisas que eu falava em 1980. Eu penso se não está na hora de a gente fazer uma revolução nesse partido, uma revolução interna e colocar gente nova, que pensa diferente, mais ousada, com mais coragem do que a gente. Temos que definir se queremos salvar a nossa pele e nossos cargos ou salvar o nosso projeto.” Segundo ele, é preciso “criar um novo projeto de organização partidária neste país”.

E citou partidos como o Podemos (Espanha) e outras iniciativas populares no Brasil e no mundo, como experiências a serem observadas e valorizadas. Mas alertou: “Dos movimentos de hoje, que surja um partido melhor que o PT, mas que surja. Porque quando se nega a política, o que vem é muito pior”. O ex-presidente enalteceu a vitória do Podemos na Espanha e disse que “é mais ou menos como o quando PT ganhou Diadema em 1982”, observando considerar fundamental, no Brasil, não apenas a esquerda repensar seu papel. “Que surja no Brasil um partido melhor do que o PT, mas que surja”, disse, reiterando que não acredita em soluções fora da política – num ambiente em que os meios de comunicação apostam na desqualificação da política como meio de desestimular as pessoas a se interessar e participar dela.

Lula considera que a desconstrução da política seria um retrocesso em relação a um dos principais avanços alcançados nos últimos 12 anos. “Nunca antes na história do Brasil o povo exerceu tanto a democracia e participou das decisões do governo como no governo do PT (...) Se perguntarem qual foi meu maior legado, foi o exercício de democracia que praticamos no governo”, afirmou.

Ele também não deixou de falar no papel da imprensa brasileira e dos oligopólios dos meios de comunicação. “A regulação da mídia (no Brasil) é de 1962, no tempo em que ligar do Rio Grande do Sul para Brasília, segundo o Brizola, demorava seis horas. Ainda tem nove famílias que controlam praticamente todos os meios de comunicação no país. Toda vez que você fala em regulação dos meios de comunicação vem bordoada de todo lado. Democracia é muito importante na casa do outro. Aqui no Brasil nem direito de resposta temos mais”, ironizou.

Como sua fala foi direcionada a Felipe González, o ex-presidente brasileiro usou em diversos momentos exemplos passados ou presentes da Europa para ilustrar seu discurso.

Para Lula, a crise financeira mundial iniciada em 2008 “se transformou numa crise muito mais política sobretudo por falta de lideranças políticas”. O mesmo problema vivido pela esquerda brasileira, de modo geral, ou pelo PT, em particular. “Vejo a esquerda europeia ter imensa dificuldade de discutir a imigração, e a direita deita e rola, porque para a direita é fácil: é ser contra. A gente deveria assumir a postura de querer a imigração. Os ricos não vêm de barco.”

Sobre política econômica, o ex-presidente metalúrgico não falou diretamente do governo Dilma Rousseff, mas mencionou a Grécia e os países europeu que adotaram soluções de ajustes neoliberais para combater a crise. “O ajuste só fez com que a dívida bruta e a líquida crescesse.”

Numa análise retrospectiva sobre as crises vividas pela democracia no mundo, Lula lembrou o processo iniciado com a Primavera Árabe, mais um golpe nas utopias. “Quanta gente não ficou maravilhada quando começou a Primavera Árabe? E agora quem está governando? Os militares outra vez.”

Ele criticou os assassinatos dos líderes árabes iraquiano Saddam Hussein (em 2006) e líbio Muamar Kadafi (2011) e afirmou que eles prejudicam a democracia mundial. “A morte do Kadafi não tem explicação para a democracia. Porque a Líbia estava quieta, não incomodava ninguém. De repente resolveram transformar a Líbia em inimiga da humanidade, destruíram, e colocaram uma coisa mil vezes pior do que tinha. E ninguém responde por essa responsabilidade.” Segundo Lula, a democracia “nunca correu tanto risco como corre agora”.

terça-feira, 9 de junho de 2015

Os gays foram muito longe

Penso que cada um pode dispor de seu corpo como melhor entender, mas o respeito à sociedade e às instituições religiosas é fundamental

Por: Eliseu

gays

Já havia me recolhido hoje por não estar me sentindo bem devido à ter tomado uma bendita vacina contra a gripe que parece mais uma bala da canhão. Mas quem me conhece sabe que não consigo “engolir” certas coisas.

Não gosto de polêmica religiosa até porque não sou membro de qualquer igreja, - mas sempre que sou convidado e posso - vou a qualquer uma e respeito todas as religiões e fiéis e acredito em Deus. Tem que haver uma força superior para controlar tudo que acontece nesse universo.

Não concordo com o pastor Silas Malafaia devido sua desmedida intolerância contra tudo que ele não acha correto e também porque o acho muito prepotente. Também não gosto do Deputado Federal Marco Feliciano pelo mesmo motivo.

gayMas o Brasil constitucionalmente é um País democrático e até por isso é garantida a livre expressão, citada no Artº 5º da Constituição Federal. Portanto Silas Malafaia, Marco Feliciano ou seja lá quem for tem todo direito a pensar o que quiser. Até o editor deste blog tem o direito, e expressa sua opinião.

Como já diziam os mais antigos, quem quer ser respeitado tem que respeitar. E o que houve na passeata da 19ª Parada do Orgulho LGBT em São Paulo, neste domingo nada pode justificar. Uma falta de respeito difícil de entender. Desrespeitaram eles próprios, os religiosos de todas as crenças e desrespeitaram a lei. Infelizmente vivemos no País da impunidade. Os líderes dessa palhaçada deveriam ter sido presos imediatamente e estar na cadeia aguardando julgamento, e que a pena fosse pesada o bastante para desestimular outros imbecís de fazerem o mesmo, ou pior.

gaysRevoltante as imagens que circulam na Net. Moramos em um País laico, ou seja, sem religião. Por isso mesmo TODAS religiões, sem exceção – se não por uma questão de respeito - por lei, devem ser respeitadas, assim como seus seguidores.

O Carcará não gostou nem um pouco do que aconteceu! Voltaremos ao assunto com mais calma.