sábado, 31 de dezembro de 2016

2016. O ano!

“Para conseguir a amizade de uma pessoa digna é preciso desenvolvermos em nós mesmos as qualidades que naquela admiramos” - Sócrates

Por: Eliseu 

PierrotHoje, último dia do conturbado 2016 no campo da política, com um golpe “branco” aplicado em Dilma e em seus 54.501.118 eleitores, incluindo evidentemente este que escreve, e também conturbado na vida pessoal deste blogueiro.

Hoje vou me dar ao “luxo” de dizer mais de minha pessoa, talvez para eu mesmo. Não sei bem porque, ou talvez saiba. A melancolia “bateu forte”.

2016 foi um ano que posso dizer que em minha vida atingiu os dois extremos e, apesar de ainda não haver terminado, ao que tudo indica, terminará desestabilizado e em baixa. Jamais poderei dizer que 2016 foi um ano exclusivamente ruim.

Em 19 de dezembro de 2012 perdi minha esposa de uma vida, companheira de 33 anos, Ludzmar, linda em todos aspectos por um maldito câncer que após “dar as caras” a levou com seis meses, apesar das batalhas de médicos experientes. Fomos todos derrotados por essa doença que luta de forma cruel e desigual.

Após alguns tropeços em relacionamentos, enfim encontrei a companheira que parecia ideal. E era! Então, após um longo período depressivo, de escuridão, resolvi que era hora de recomeçar e viver feliz até o dia de minha partida para outro plano.

Então, cheguei onde disse que 2016 não foi exatamente todo ruim. Em 1º de janeiro me encontrava radiante de alegria ao lado de meu novo amor, a Jussara. Esta, a exemplo da esposa de 33 anos, fazia de tudo para agradar esse velho, rabugento e encrenqueiro cidadão(?).

Tudo ia às mil maravilhas quando em 21 de abril, na sala que me encontro agora, ela sofreu um mal súbito, eu tendo tempo de apenas ampará-la para que não caísse ao chão. Socorrida imediatamente, chegou viva ao hospital e por lá ficou numa fria UTI, mantida por aparelhos e medicamentos até 3 de maio, quando foi declarada sua morte cerebral.  Era um violento aneurisma. Mas ela, iluminada, ainda conseguiu me livrar de problemas, uma vez que fui obrigado a ouvir insinuações da família que à exceção de seu pai (a mãe já é falecida), não serve nem para comida de urubus, que a havia derrubado. Fato contestado na hora pelo Neurocirurgião que a recebeu e cuidou no hospital.

Finalizando, no limiar de 2017 perco uma “grande amizade”, que parece está levando de roldão outras. A grande tristeza não se refere à perca da “amizade”, porque amigo não se perde. Se perdeu é porque nunca foi. A revolta é comigo mesmo que sempre avaliei tão bem as pessoas, e já no auge da experiência de vida me deixei enganar, ou simplesmente não quis ver.

IMG_20160624_113532675_HDRMas o fato positivo de tudo isso é que se conseguir sobreviver por mais algumas horas, deixarei 2016 para trás na ótima companhia de Pitty e Luppy, meus dois Poodles mais que amigos e fiéis, e com uma visão mais crítica ainda de pessoas amigas. A vida nos obriga. Como disse no início, hoje escrevi para mim  mesmo.

Um bom 2017 para todos nós!