quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Dilma é aclamada na Europa e diz que Brasil precisa reverter golpe de 2018

No: Brasil 247 

dilma_lula-golpeEnquanto Michel Temer, que usurpou seu cargo, é rejeitado por 95% dos brasileiros, a presidente deposta Dilma Rousseff vem sendo ouvida com atenção em seu tour pela Europa; nesta quarta-feira 15, no parlamento da União Europeia, em Estrasburgo, na França, Dilma falou sobre o golpe que sofreu quando foi destituída da presidência e os golpes que o Brasil vem sofrendo com a perda de direitos dos brasileiros e a tentativa de retirar o ex-presidente Lula da disputa presidencial em 2018; em seu discurso, ela afirmou que o PT não tem plano B para as eleições: "o único plano é Lula"; e disse que "precisamos reverter o golpe em 2018".

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

A política veste a toga

Na esteira da crescente militância no Judiciário, magistrados flertam com candidaturas para 2018

Por: Caroline Oliveira, no CartaCapital 

Com a crescente politização no Judiciário, é natural que magistrados se sintam seduzidos em abandonar a toga e assumir o palanque. Para as eleições do próximo ano, candidaturas de representantes da Justiça começam a ser discutidas.

O ex-juiz Odilon de Oliveira estuda tornar-se candidato a governador de Mato Grosso do Sul ou a senador pelo PDT. O ex-magistrado Márlon Reis, responsável pela Lei da Ficha Limpa, já confirmou sua candidatura ao governo do Maranhão, pela Rede.

Apesar de negar publicamente qualquer intenção de se candidatar a cargos públicos, o juiz Sergio Moro costuma ser lembrado em pesquisas eleitorais. Em levantamento do Datafolha de setembro, o magistrado da Lava Jato de Curitiba aparece empatado tecnicamente com Lula em um hipotético segundo turno.

Em junho de 2017, Joaquim Barbosa, relator do “mensalão”, disse que não descartava a possibilidade de se candidatar. Na mesma pesquisa do Datafolha, Barbosa aparece com 5% das intenções de voto.

O pré-candidato ao governo do Maranhão Márlon Reis acredita que a entrada de integrantes do Judiciário no cenário político é uma resposta à inoperância dos partidos em produzirem novas lideranças. “A sociedade brasileira está em busca de novos líderes”, diz o magistrado. “A renovação e o reposicionamento dos partidos são importantes para se superar a maneira tradicional de organização política.”
A percepção dos juízes de que podem ocupar o vazio deixado pela atual classe política é, em parte, reflexo do crescente protagonismo da Justiça em assuntos antes reservados ao Executivo e ao Legislativo.

A partir da Constituição de 1988, temas complexos e ambíguos como o direito à vida, à educação e à saúde opuseram a Justiça, governantes e parlamentares em diversas ocasiões. É a chamada judicialização da política, que tem cumprido um papel importante neste momento de desmandos por parte do governo de Michel Temer e do Congresso.

O mais recente capítulo dessa interferência ocorreu na sexta-feira 27 de forma positiva. O juiz Ricardo Augusto de Sales, da Justiça Federal do Amazonas, embargou duas rodadas de leilões do pré-sal sob a justificativa de retirar “qualquer possibilidade de ocorrência de danos ao patrimônio público”.

Recentemente, Rosa Weber, ministra do Supremo Tribunal Federal, suspendeu a portaria do Ministério do Trabalho que criava obstáculos para o combate ao trabalho escravo. Em agosto, a Justiça suspendeu atos do governo para a extinção da Reserva Nacional de Cobre e Associados, localizada entre os estados do Pará e do Amapá.

Segundo Carol Proner, professora de Direitos Humanos da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a consequência do aumento da atuação do Judiciário é a ampliação da politização da Justiça. “Isso não é bom nem mau, em princípio. Faz parte do jogo de correlação de forças com os interesses da sociedade”, analisa.

Na transferência de responsabilidade de outros poderes para o Judiciário deve, porém, haver um cuidado para a separação entre eles não entrar em colapso, analisa Proner. “Há riscos evidentes nesse acúmulo de poderes em órgãos formados por pessoas que não foram eleitas e não estão comprometidas com pautas políticas de representação”, afirma.

“Não é de bom-tom que um magistrado brilhe mais que a causa a ser julgada. Não convêm prêmios midiáticos e a ideia de juiz-herói é algo que gera insegurança jurídica.” Segundo a professora da UFRJ, isso não significa, porém, que ex-juízes não possam se candidatar às eleições.

Não apenas na política, mas a judicialização de temas vem se intensificando desde 1988, para o bem ou para o mal. Luciana Gross Cunha, professora de Direito da Fundação Getulio Vargas, traz o exemplo da concessão feita pelo Judiciário de medicamentos não listados no Sistema Único de Saúde.

“Se pensarmos um modelo liberal de Estado e de separação de poderes, o Judiciário não deveria imiscuir-se na decisão de conceder um remédio, pois isso já foi definido pelo Executivo”, afirma.

A candidatura de ex-magistrados pode ser um risco ao Estado Democrático de Direito quando a dicotomia do ilegal e do legal é transferida para o debate político, cuja demanda é do diálogo e do dissenso, explica Luciana. “Esse discurso de ilegalidade e criminalização, quando levado para o âmbito político, é ruim para a democracia.”

Segundo a pesquisadora, outra questão que se coloca é o modo como os juízes despontam como “salvadores da pátria” para as eleições de 2018. “De fato, por serem do Judiciário, colocam-se acima do bem e do mal, fora da corrupção e de tudo aquilo que a política representa. E não é verdade, porque, uma vez dentro da política, eles farão política.”

Quanto à interferência direta dos magistrados, ela acredita que, diante do desgaste da classe política, personagens do Judiciário aproveitam “para apresentar um discurso moralista”.
Para Alberto Zacharias Toron, advogado da ex-presidenta Dilma Rousseff e do senador Aécio Neves (PSDB-MG), o juiz “não é um ator político” e deveria ficar centrado no processo. “A partir do momento que passa a atuar com a projeção política, seu papel fica distorcido.”

Enquanto alguns juízes buscam a disputa eleitoral, arena adequada para se fazer política, outros aderem à atuação partidária sem tirar a toga. O ministro do STF Gilmar Mendes talvez seja o principal exemplo.

Na quinta-feira 26, o também ministro do STF Luís Roberto Barroso afirmou que o colega “vai mudando a jurisprudência de acordo com o réu. “Isso não é Estado de Direito, é Estado de Compadrio. Juiz não pode ter correligionário.”

sábado, 4 de novembro de 2017

Dilma desabafa contra misoginia dos golpistas

Dilma foi atacada como sendo emocionalmente instável com palavras de cunho machista

Por: Eliseu 

dilma_golpeA presidenta deposta por um “golpe branco” pelo seu vice Michel Temer e seus comparsas, especialmente Eduardo Cunha - que se encontra preso –, desabafou no Twitter e elencou alguns exemplos do caráter misógino do golpe de 2016, que a derrubou para instalar no poder o governo mais corrupto da história do Brasil e que tem hoje no comando Michel Temer, o governante mais impopular do mundo.

Dilma foi atacada como sendo emocionalmente instável com palavras de cunho machista.

Alguns dos tweets de Dilma:

  • Quando governei, nada podia parecer certo. Fui inaugurar um aeroporto, e eles encontraram um banheiro pingando. Fizeram um escarcéu;
  • Tinha também a linguagem machista: ‘a Dilma é uma mulher dura, o homem é firme; a Dilma é emocionalmente instável, o homem é sensível’;
  • Eu era “obsessiva compulsiva com trabalho”, homem é “empreendedor e trabalhador”. O jogo da misoginia é muito bem feito por quem o usa;
  • E tinha ainda o rastaquerismo típico do machismo agressivo: a apelação, o baixo nível, o xingamento, a linguagem chula...;
  • Pediram que eu não fosse ao Senado me defender porque seria agredida. Pensavam que me atemorizam. Atemorizariam se eu os respeitasse.

Infelizmente o golpe contra Dilma, que sempre teve como pano de fundo a volta de Lula à presidência foi desencadeado a mando da fétida elite brasileira e contou com apoio maciço dos analfabetos políticos, os pobre de direita, também conhecidos como coxinhas.

Uma pena que não apenas os coxinhas estejam “pagando o pato” literalmente. Aumento de combustíveis são praticados toda semana, gás de cozinha também, energia elétrica, volta literal do trabalho escavo, fim da aposentadoria, etc.

A esperança deste blogueiro e de milhares de cidadãos que estão vendo seus direitos conquistados a duras penas, é a volta de Lula em 2018 para acabar com essa bagunça e evitar a volta do regime militar, que os coxinhas tanto ladram pedindo, e não é nada conveniente.

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Veja reabre campanha do medo contra Lula

Diante da pesquisa Ibope que mostra o ex-presidente Lula com 35% e o deputado Jair Bolsonaro com 15%, enquanto as forças alinhadas com o golpe de 2016 continuam incapazes de produzir um candidato competitivo, a revista Veja reabriu, nesta semana, a campanha do medo; na essência, a capa revela Lula e Bolsonaro como extremistas e faz um apelo por um nome de centro; Veja só esquece, no entanto, de que Lula, que foi presidente por oito anos e deixou o cargo com 87% de aprovação, batendo recorde mundial, é quem representa o verdadeiro centro da política nacional; é por isso mesmo que ele cresce, refaz alianças e se consolida como o favorito para devolver ao Brasil a democracia que foi roubada pelo golpe

No: Brasil 247

lula_vejaA menos de um ano das eleições presidenciais, a revista Veja, da Editora Abril, reabriu a campanha do medo contra Lula, na linha Regina Duarte.

Diante da pesquisa Ibope que mostra o ex-presidente Lula com 35% e o deputado Jair Bolsonaro com 15%, enquanto as forças alinhadas com o golpe de 2016 continuam incapazes de produzir um candidato competitivo, a revista Veja retrata Lula e Bolsonaro como extremistas e faz um apelo por um nome de centro.

Bolsonaro, de fato, é um extremista e é o resultado da campanha de ódio plantada pelo PSDB e por meios de comunicação como Veja contra Lula.

Lula, no entanto, foi presidente por oito anos, deixou o cargo com 87% de aprovação, batendo recorde mundial, e é quem representa o verdadeiro centro da política nacional.

"A experiência de seus oito anos de governo comprova que ele sempre atuou como um fator de contenção de atritos entre as classes sociais e promoveu um ciclo de desenvolvimento em que todos progrediram. Tanto ricos como pobres, embora estes tenham maior gratidão e também uma melhor compreensão da falência do sistema político brasileiro e da importância de Lula para conduzir o País a um novo ciclo de paz e progresso", diz o jornalista Leonardo Attuch, no artigo O Brasil caminha para o impasse político.

É por isso mesmo que ele cresce, refaz alianças e se consolida como o favorito para devolver ao Brasil a democracia que foi roubada pelo golpe.

domingo, 29 de outubro de 2017

Lula diz que se a Globo tiver candidato, vai carimbar a marca na testa e ganhar

Em Diamantina, Lula diz que cometem com ele o mesmo erro que a Coroa cometeu com Tiradentes. Deu lições de economia, política, história, bons modos e avisou: vai democratizar a mídia

No: Rede Brasil Atual 

lulaO ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se apresentou ao microfone prometendo economizar voz. “Vinha dizendo que estou com 72 anos e tesão de 20 para a política. Mas confesso que estou bem cansado.” A caravana esteve em Montes Claros, passou por Bocaiúva e teve duas paradas extras, em Olhos D’Água e Couto de Magalhães, antes de chegar ao destino do final da tarde. Mesmo se poupando, explicou em poucos minutos como a economia cresce injetando-se recursos nas mãos dos pobres, como se conquista respeito caseiro e global sendo sincero e o que deve ser feito para evitar que o país continue sendo governado pelas mesmas cabeças que esquartejaram Tiradentes e perseguiram JK.Vou democratizar as comunicações.”

lulaE começou lembrando de seus primeiros dias de governo. “Imagine eu, um metalúrgico, dentro do Salão Oval da Casa Branca. Aquele mesmo Salão Oval onde o Clinton namorou a Monica”, brincou ao encerrar, em Diamantina, na noite deste sábado (28), o dia da caravana Lula pelo Brasil no Alto Jequitinhonha, norte de Minas Gerais. Lula contou que no início de seu governo foi chamado pelo então presidente norte-americano George W. Bush. Bush queria conversar sobre a adesão do Brasil à Área de Livre Comércio das Américas (Alca), bloco comercial que os Estados Unidos queriam compor lidera no continente. E pediu apoio brasileiro na ONU para sua ofensiva contra o Iraque, a pretexto de combater o terrorismo.

Os americanos invadiram o Iraque em março de 2003, sob a desculpa de que o líder Sadam Hussein produzia armas químicas. Sabiam que ali não havia armas químicas, mas que o controle daquele subsolo rico em petróleo podia fazer diferença na geopolítica mundial. Lula contou ter respondido a Bush que não conhecia o Iraque, não conhecia Sadam e que sua guerra era contra a fome no Brasil – observando que um dos motivos de ter conquistado reconhecimento no mundo foi ter vencido essa guerra. “Aí comecei a ganhar respeito.”

O ex-presidente lembrou também que o Brasil rejeitou a Alca e preferiu fortalecer relações comercias e políticas com os países da América do Sul. “Se a gente adere aos americanos e vira as costas ao Paraguai, à Bolívia, como vamos enfrentar a desigualdade em nossa região?”, explicou, repetindo frase que dizia ouvir sempre de sua mãe, que só é respeitado quem se dá o respeito. “Fui a todas as reuniões do G8. Sabia que ali não tinha nenhum presidente que já enfrentou enchente, que já passou fome ou que já comeu marmita azeda. E era respeitado por cada um deles.”

Dispor de credibilidade é um dos requisitos para se conseguir governar, disse Lula: “Ganhei com boa votação e fui atrás de conquistar a confiança dos que ainda não confiavam em mim”. Os outros dois itens que listou são: saber escolher um lado – “para quem se governa”; e saber montar uma equipe – “montei um time melhor do que o Tite”. Disse que o Brasil tinha pouca gente com muito dinheiro e muita gente sem nada. “Se a gente conseguir fazer com que essa gente que não tem nada tenha um pouquinho de dinheiro, ela não vai comprar dólar ou aplicar no banco. Ela vai ali no mercado comprar comida. Ela vai comprar as coisas que precisa e vai fazer a roda gigante da economia andar. Daí vem o sucesso do Bolsa Família, do crédito consignado, da valorização do salário mínimo, do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA)”, citou, dizendo que por escolher governar para quem precisa – “e rico não precisa de governo” – que fez a economia funcionar, crescer e criar empregos. “Governar é fazer o óbvio.”

lulaJK e Tiradentes

Na cidade onde nasceu Juscelino Kubitschek, a presidenta do PT, senadora Gleisi Hoffmann, o mencionou com grande estadista e apontou para o fato de que as mesmas forças políticas e econômicas que hoje dão golpe no Brasil não queriam deixá-lo tomar posse, em 1956. “Diziam que era porque não tinha maioria absoluta, mas era porque era um nacionalista”, disse Gleisi. O quase golpe só não obteve êxito porque um movimento militar liderado pelo marechal Henrique Teixeira Lott fez valer as regras do jogo.

O governador mineiro Fernando Pimentel (PT), comparou as perseguições a Juscelino e a Lula: “Quando JK deixou o governo, foram para cima dele dizendo que era corrupto, que tinha apartamento chiquérrimo na Vieira Souto (Copacabana). Teve a vida devassada e só depois de morto ficou comprovado que era tudo mentira”, contou. O mineiro era favorito às eleições de 1965, que acabaram não acontecendo depois do golpe de 1964.

Ao se referir à perseguição midiática e judicial que vem sofrendo desde que deixou o governo, Luiz Inácio lembrou que Tiradentes também foi vítima do fato de incomodar a Coroa. “Ele falava em independência. Enforcaram, esquartejaram, salgaram, exibiram sua cabeça para servir de exemplo do que fazem com quem incomoda. E 30 anos depois veio a independência”, ironizou. “Eles estão cometendo hoje os mesmos erros que a Coroa Portuguesa cometeu com Tiradentes. Porque se um Lulinha incomoda muita gente, milhões de Lulinhas incomodarão muito mais. E pra não deixar um Lulinha ganhar as eleições, vão ter que proibir o povo de votar.”

O ex-presidente reiterou que a caravana não é campanha eleitoral – “parece, mas não é” – e que tem o objetivo de fazer e difundir um reconhecimento da realidade em todo o país. Assinalou que nem sequer candidato é. Ainda. Reconheceu que o “mercado” hoje está mais refratário a sua entrada na disputa do que estava há 15 anos e disse que não tem importância, porque não vai fazer campanha nem programa para o mercado. “Meu compromisso de campanha hoje é encaminhar ao Congresso um projeto de referendo para revogar todas as sacanagens que estão fazendo”, voltou a destacar, como em todas as paradas da caravana em Minas, desde segunda-feira (23).

E mandou um recado às empresas da imprensa comercial. “Eu vou fazer a democratização dos meios de comunicação”. Lula tem dito que está longe de propor uma regulação da China ou de Cuba, e que acha necessário construir uma legislação moderna e civilizada (a atual é de 1962), como a dos Estados Unidos, da Inglaterra, da União Europeia. “O que não dá é para ter uma mídia nas mãos de nove famílias que continuam mandando no noticiário e produzindo mentiras todo santo dia”, afirmou. E encerrou dizendo que torce para que a Globo tenha um candidato nas eleições do ano que vem. “Porque se tiver, eu vou estampar na testa dele o logotipo da Globo e vou ganhar dele.”

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Justiça barra trabalho escravo

“Diante da imensa repercussão negativa nacional e internacional, a ministra Rosa Weber, do STF, suspendeu em decisão liminar a aberração de Temer de voltar com a escravidão no Brasil”

Por: Eliseu

trabalho-escravoApós mais um “favorzinho”  - do golpista que ocupa irregularmente e irresponsavelmente a cadeira que roubou da Presidenta Dilma, o vampiro Michel Temer - à bancada ruralista com a volta do trabalho escravo através da Portaria 1.129, do Ministério do Trabalho, que alterou a conceituação de trabalho escravo e dificulta a fiscalização desse tipo de crime em troca de votos para salvar seu mandato, até o podre Supremo Tribunal Federal, a mais alta corte do Brasil, resolveu se posicionar contra mais essa aberração de Temer.

Diante da imensa repercussão negativa nacional e internacional, a ministra Rosa Weber, do STF, suspendeu em decisão liminar. A liminar da ministra tem efeito até o julgamento do mérito da ação pelo plenário do tribunal, que não ainda não tem data marcada..

escravidao_escravo_stfTambém Uma decisão da Justiça do Trabalho do Distrito Federal desta terça-feira 24 determinou a divulgação da chamada "lista suja" do trabalho de escravo”, uma relação dos empregadores que sujeitaram trabalhadores a condições análogas à da escravidão. O juiz trabalhista Rubens Curado Silveira atendeu a um pedido apresentado pelo Ministério Público do Trabalho, que questionava a falta de divulgação e atualização da lista..

Na decisão de suspender a portaria, Rosa Weber escreveu que o texto, "ao restringir indevidamente o conceito de 'redução à condição análoga a escravo', vulnera princípios basilares da Constituição".

Ela ressaltou que, segundo o direito internacional, a “escravidão moderna” é mais sutil e o cerceamento da liberdade pode decorrer de diversos constrangimentos econômicos, e não necessariamente físicos.

"O ato de privar alguém de sua liberdade e de sua dignidade, tratando-o como coisa e não como pessoa humana, é repudiado pela ordem constitucional, quer se faça mediante coação, quer pela violação intensa e persistente de seus direitos básicos, inclusive do direito ao trabalho digno", escreveu a ministra.

Entretanto, este blogueiro “pão com mortadela”, – que nunca se deslumbrou nem vestiu camisa da seleção e foi comer pão com filé servido pela FIESP - pensa que o mais difícil é convencer os pobres de direita, também conhecidos por coxinhas a admitirem que devem parar de puxar saco de ricos. Ricos se entendem com ricas para ferrar cada vez mais com os pobres.

Autor de relatório pró-Temer tem décadas de mandato em causa própria

Bonifácio Andrada filiou-se à UDN em 1954 e acabou no PSDB em 1997. Tem quatro décadas de Câmara e seu único projeto foi por impunidade. Recebeu agora R$ 11 milhões para sua escola

por Helena Sthephanowitz, no Rede Brasil Atual 

temer_bonifacioandrada_corrupçaoEm abril, Michel Temer anunciou um corte de R$ 4,3 bilhões para o Ministério da Educação. Com isso, o orçamento do ministério, que havia sido definido pelo Congresso em R$ 35,74 bilhões, foi reduzido para R$ 31,43 bilhões. Com a justificativa de cortar gastos, Temer também acabou com o programa nacional de combate ao analfabetismo executado por estados e municípios com verba do governo federal.

Mas a “lei Temer” não vale para os amigos, como o deputado federal Bonifácio de Andrada (PSDB), relator da segunda denúncia de corrupção e formação de quadrilha na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. Andrada deu parecer pelo arquivamento. Seu parecer foi aprovado na comissão e será votado em plenário na quarta-feira.

Levantamento publicado no jornal O Estado de Minas desta segunda-feira (23) mostra que a Fundação Universitária Presidente Antônio Carlos (Fupac), da qual Bonifácio de Andrada é dono e reitor licenciado, recebeu em 2017 mais de R$ 11 milhões de Temer por meio de empréstimos e financiamentos. E quase dobrou os valores recebidos por meio do Fies.

Segundo dados do Portal da Transparência e do Sistema Integrado de Administração Financeira do governo federal, em 2015, a instituição recebeu R$ 6.573.987,02 em repasses diretos do governo. Em 2016, os repasses pularam para R$ 13.783.156,70 – mais que o dobro em relação ao ano anterior.

De acordo com a publicação, neste ano, até o início deste mês, foram repassados à Fupac R$ 11.447.799,83 por meio de concessões de empréstimos para o Fies e R$ 11.787,57 por meio do Fundo de Desenvolvimento da Educação. A maior parte das liberações se deu nos meses de junho e julho, quando foram repassados mais de R$ 7 milhões à fundação do deputado.

A Universidade Presidente Antônio Carlos foi criada pelo tucano em 1963, com duas unidades em Barbacena (MG). A instituição se expandiu para outros municípios mineiros e foi criada a Fundação Presidente Antônio Carlos, que administra as faculdades do grupo.

Mesmo tendo embolsado R$ 7 milhões, de dinheiro público para salvar Temer, o deputado achou pouco e aderiu ao Refis, programa de refinanciamento de calote em imposto federal. 

Bonifácio Andrada é alvo de inquérito por sonegação de contribuições previdenciárias no Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo cálculos da Receita Federal, a outra universidade do deputado, a Fundação José Bonifácio Lafayette de Andrada (nome do pai do deputado), administrada pelo tucano, deixou de recolher R$ 3,9 milhões entre 1997 e 2006.

E novamente o deputado tucano contou com a “mãozinha” estendida de Temer. Aderiu ao sistema Refis, com juros subsidiados para parcelamento de dívida tributária e descontos para pagar os atrasados junto ao Fisco. O ministro Celso de Mello, relator da matéria no Supremo, decidiu, no mês passado, suspender a tramitação do inquérito por 120 dias. 

O deputado tucano, como sócio administrador, também é responsabilizado por débitos de terceiros, da União das Faculdades Integradas de Tocantins (Unifat). Como corresponsável, deve à União R$ 29.974.385,24. O total da dívida, atualizada, do deputado é de R$ 107,2 milhões. Amigo do Aécio, Andrada foi autor de projeto de lei para prender quem denunciasse roubalheira de candidatos corruptos.

Bonifácio de Andrada, 87 anos, começou sua carreira política na UDN de Carlos Lacerda, passou pela Arena e pelo PTB antes de se filiar ao PSDB. Depois de vereador, foi deputado estadual por três mandatos antes de migrar para a Câmara. O tucano está no décimo mandato consecutivo na Câmara, onde chegou pela primeira vez em 1979. Em 1989, chegou a ser candidato a vice-presidente da República em uma chapa encabeçada pelo hoje deputado federal Paulo Maluf (PSD-SP).

Entre suas quatro décadas de atuação parlamentar, o único projeto conhecido apresentado pelo deputado (PL 2.301/11) proibia a divulgação ou publicação de qualquer “sindicância, procedimento investigatório, inquérito ou processo, ou qualquer ocorrência de natureza penal” relativos a ilícitos cometidos por candidatos durante o período da campanha.

A proposta foi apresentada pelo parlamentar em 2011, depois de o Supremo Tribunal Federal tornar definitiva liminar concedida para que investigações, por crime eleitoral (Inq 3065) e por crime contra o patrimônio (Inq 2757), abertas pela Polícia Federal contra o deputado tucano tramitassem no Supremo.

Se o projeto fosse adiante, quem desrespeitasse a regra estabelecida por ele, poderia ser condenado à prisão por três a oito anos, além de pagamento de multa de R$ 2 mil a R$ 15 mil.

Também ganhou destaque sua detenção, em 2014, no Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, ao ser impedido de embarcar com uma arma calibre 32, sem registro na bagagem.

sábado, 21 de outubro de 2017

Barganhas do diabo

E a conciliação mais uma vez se fez para salvar Aécio, entre o Legislativo

Por: Mauricio Dias, no CartaCapital 

temer_golpe-aecio_corrupçaoTão logo terminada a comemoração de vitória alcançada na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ), conquistada com pouco suor e muito dinheiro, o mandatário ilícito Michel Temer iniciou a distribuição de benesses para aqueles parlamentares que não se desgarraram das promessas feitas aos pés do governante.

Ele valeu-se dos argumentos desconexos do relator Bonifácio Andrada, talvez “Bonifácil”, no cenário hipócrita de que a acusação de corrupção e obstrução da Justiça era frágil e equivocada. Todo mundo sabia que não.
Decididamente, o pior cego é aquele que não quer ver. Aplicam-se ao caso os que evitam ler o resultado das pesquisas que apontam a popularidade de Temer em magérrimos 3%. Na margem de erro. A visão dos eleitores de Temer na Câmara dos Deputados já está coberta pelos benefícios ofertados. Na maior cara de pau, sem nenhum pudor, troca-se a integridade pela honra.

Pouquíssimos são aqueles que acreditam no que fazem. Não é fácil identificar essas exceções na base do governo. Valem-se do princípio faustiano: vendem a alma ao diabo e ninguém fica sabendo. São eles partes das barganhas que Temer usa, abusa e voltará a usar. Nesse movimento, equivocadamente confundido com a troca política natural, é permutado o voto pela submissão. Temer é Aécio. Aécio é Temer.

O resultado da votação do Supremo Tribunal Federal, iniciado com um empate de 5 a 5, foi desfeito pela ministra Cármen Lúcia com o voto de Minerva em favor de Aécio Neves, até então preso na própria residência, decidido pela 1ª Turma daquela Corte.

Para situar a história, Rodrigo Janot, então na reta final de permanência na Procuradoria--Geral da República, pediu ao Supremo a preventiva de Aécio. Estava em jogo, e ainda está, a entrega de 2 milhões de reais feita por Joesley Batista, da JBF, a emissários do senador tucano.

Há indícios típicos de acordo de conciliação. Em termos populares, isso significa uma barganha diabólica entre o Judiciário, representado por Cármen Lúcia, e o Legislativo espelhado por Eunício Oliveira, presidente do Senado. Criou-se uma tensão política calculada. Pela libertação de Aécio alinharam-se a Presidência da República, o Senado e a Câmara.
Por trás do suposto conflito emerge, se for observada, uma questão muito grave. Ela está registrada em, mais ou menos, dez linhas do voto do ministro Luís Roberto Barroso contra a liberação do senador Aécio Neves.

O ministro do Supremo considerou assim a decisão dele contra Aécio: “Esta é uma decisão que, com base em fatos inequívocos, deixa de reverenciar o pacto oligárquico de saque do Estado celebrado por parte da classe política, parte do empresariado e parte da burocracia estatal”.

Temer e Aécio ainda têm contas a ajustar com a lei.

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Justiça prostituta

Segundo reportagem, relatório da PF mostra 33 ligações e tentativas de ligação entre o ministro e o senador tucano em dois meses

Por; Eliseu

stfApesar deste blogueiro não ser nada simpático aos portugueses (até porque foi um deles, o maldito Pedro Álvares Cabral a “encontrar” esta linda terra e daí ter começado a bandidagem que vivemos até os dias atuais)., mas como já diz o provérbio português, “quem se mistura aos porcos farelo come”.  E é uma verdade.

Em terras tupiniquins, quem deveria ser exemplo de honestidade e retidão, costuma invariavelmente misturar-se aos bandidos.  O questionável ministro da mais alta corte do País, Gilmar Mendes sempre com suas liminares favorecendo bandidos é um exemplo. Vive dando entrevistas, adiantando julgamentos, o que não é recomendável sequer aos juízes de primeira instância, piora tudo ao se misturar a bandidos da mais alta periculosidade.

De acordo com CartaCapital, Gilmar Mendes teria se encontrado com o senador Aécio Neves, famoso criminoso, desde os tempos idos, contava até com carteira de policial sem nunca ter sido, com várias provas em áudio e outros graves indícios de crimes no dia em que concedeu a ele uma decisão favorável em inquérito no qual o tucano é investigado por corrupção. 

aecio_gilmar_justiça_bandidos_stfUm relatório da Polícia Federal apontou que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes conversou com o senador Aécio Neves (PSDB-MG) no dia em que concedeu a ele uma decisão favorável em inquérito no qual o tucano é investigado por corrupção.

De acordo reportagem do site Buzzfeed, que teve acesso ao relatório da PF, uma perícia nos telefones celulares do senador mostrou que, em um período de dois meses, de 16 de março a 13 de maio, havia 33 ligações e tentativas de ligação entre um dos aparelhos de Aécio e o número atribuído a Gilmar.

No dia 24 de abril, os registros do celular de Aécio apontam cinco tentativas de ligação e uma conversa de 24 segundos com Gilmar, afirma o site. Neste mesmo 24 de abril, Gilmar Mendes atendeu a um pedido do parlamentar e suspendeu um depoimento que seria prestado por ele à Polícia Federal no dia seguinte. A defesa de Aécio alegava que só queria falar após ter acesso a depoimentos de outras testemunhas ouvidas no caso.

No total, Aécio Neves responde a sete inquéritos no STF, sendo que Gilmar Mendes é relator em quatro deles. A respeito da ligação feita entre Aécio e Gilmar no dia em que o ministro concedeu decisão favorável ao tucano, o advogado do parlamentar, Alberto Zacharias Toron, disse que tratou-se de uma ligação institucional. "O senador Aécio Neves mantém relações formais com o ministro Gilmar Mendes e, como presidente nacional do PSDB, manteve contados com o ministro, presidente do TSE, para tratar de questões relativas à reforma política", afirmou ao Buzzfeed..

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Tucano quer dar ração para pobres

Todos devem estar livres da fome por meio de uma alimentação adequada. a dignidade e respeito aos valores humanos e culturais são condições inegociáveis em qualquer ação desta natureza

Por: Eliseu

eliteA podre elite paulistana e seus “deslumbrados” pobres de direita, os ditos coxinhas, não podiam ter escolhido melhor representante para a capital paulista.

Tudo que esses ordinários “seres” desejam é humilhar, maltratar, pisotear os menos bafejados pela sorte. Sentem um prazer incontrolável em humilhar. Uma sanha em menosprezar o mais humilde!

O representante desta corja, o tucano João Dória, que ensaia uns passos rumo à presidência da república, mostra bem a política de distanciamento e humilhação de classes. Agora o tucano resolveu que o melhor para os pobres é servir restos de produtos, em vias de vencimento, em forma de ração humana.

raçãohumana_doriaA Lei Orgânica de Segurança Alimentar e Nutricional (Lei nº 11.346, de 15 de setembro de 2006), regida pelo princípio do Direito Humano à Alimentação Adequada, explicita que todos devem estar livres da fome por meio de uma alimentação adequada. “A dignidade e respeito aos valores humanos e culturais são condições inegociáveis em qualquer ação desta natureza”, afirma.

“Somando-se a isso o Guia Alimentar, publicação oficial do Ministério da Saúde com as diretrizes sobre alimentação saudável, enfatiza que a dimensão cultural e social da alimentação é fundamental para o exercício e expressão da cidadania de todas e todos e recomenda que os alimentos in natura ou minimamente processados sejam a base da alimentação de brasileiros e brasileiras”, afirma ainda o conselho.

Com informações do Rede Brasil Atual

sábado, 14 de outubro de 2017

Anatomia de um golpe naufragado

Pela primeira vez estamos diante de um golpe que não se propõe a salvar nada. Ao contrário, se propõe a destruir tudo. Neste sentido, não se pode dizer que ele esteja fracassando

No: Rede Brasil Atual – Blog do Velho Mundo

temer_golpeTodo golpe de estado fala em “salvar” alguma coisa: a pátria, a nação, a família, a propriedade, o sistema, a economia (os bancos), a tradição, a moralidade e os bons costumes etc.

Pela primeira vez estamos diante de um golpe que não se propõe a salvar nada. Ao contrário, se propõe a destruir tudo: empregos, investimentos, a educação, a saúde, a Petrobras, o pré-sal (aqui não é destruir, é vender), a capacidade de auto-defesa, a tecnologia e a indústria nacionais, o futuro, a política, as eleições o futuro…

Neste sentido, não se pode dizer que ele esteja fracassando. Está cumprindo seus objetivos permanentes, que são estes logo acima descritos. Só não vê quem não quer, só não viu desde o princípio quem não quis. Este princípio aludido foi a guinada para a direita das manifestações (dúbias desde o começo) de 2013, seguida da aplicação da máxima lacerdista em relação à eleição de 2014: a esquerda não deve ganhar, se ganhar não deve poder governar etc. É verdade que houve formas de colaboração das esquerdas: a inépcia jurídica do segundo governo Dilma, a proverbial inapetência petista para mexer na questão da mídia eternamente golpista, a aplicação parcial do receituário neoliberal a partir de janeiro de 2015, coisa que afastou as bases tradicionais de sustentação do governo, por exemplo.

O golpismo da mídia, a conspiração da Lava Jato, as tramas norte-americanas, o entreguismo de Temer e do PMDB, o inconformismo do PSDB, o ressentimento de grande parte da classe média, a avidez plurissecular da burguesia pelas benesses do Estado etc. explicam muita coisa, mas não tudo.

Então o golpe veio, com seu cortejo tétrico de menções às mães, famílias, cidades, invocadas naquele patético dia de abril de 2016 que inaugurou a nova noite em que o país mergulhava. Veio, viu e ganhou. Não fracassou, desejando as aves de rapina pelo governo federal, os cães pastores da extrema-direita pelas ruas. Nano fracassou, portanto. Ele veio para isto mesmo.

Mas naufragou. Ou se atolou em suas próprias contradições. Além de levar ao Palácio do Planalto uma chusma de acusados de todo tipo de crime lesa-pátria, a começar pelo de corrupção endêmica, as iniciativas econômicas do pseudo-governo são um desastre. Como, de resto, o ideário que as alimenta só provoca desastres pelo mundo inteiro, além de alimentar a extrema-direita.

O golpe é um naufrágio, rápido, seguro e de uma vez só. Sem gradualismo. A começar pela brigalhada entre seus próceres na mídia, no Judiciário, e na política. Não se entendem sobre o que fazer com Temer. Como sucede-lo? O que fazer com Aécio? Até mesmo sobre o que fazer com Meirelles e os desastres que provoca. O jeito é manter tudo no lugar e não olhar – nem pra trás, nem pro lado, nem pra frente. Não olhar. Fingir que não se vê o que se vê. É o que faz toda a cambada que apoiou o golpe, nas ruas, nas janelas com as panelas, na mídia, nos tribunais, no Parlamento, talvez até mesmo nas casernas.

Nas casernas? Talvez? Sim, porque este golpe teve um detalhe inovador. Nos golpes tradicionais, os civis golpistas açulavam e açulavam os militares. Estes, por fim, querendo “salvar” a disciplina, punham os tanques nas ruas. E saíam esbaforidos com suas lagartas rangendo pelo asfalto. Mas impunham um ritmo, uma disciplina, mesmo que carregada de repressão, torturas, assassinatos, como os decorrentes de 64 e 68. Os civis do golpe acertavam o passo e aceitavam a ordem unida.

Neste novo estilo neoliberal de golpe passou a prevalecer logo de cara a esculhambação. Faltou combinarem com militares, talvez porque naquele momento não houvesse a corporação por detrás. Ou parte dela, como em 1964.

Agora, enquanto se engalfinham, esperam que algo venha a “salvar” – não a pátria, não a economia, não a moralidade que mais que avacalharam – mas o próprio golpe. Seus candidatos a candidatos não têm luz própria. Bolsonaro, bem, Bolsonaro tem treva própria, é verdade. Mas a cena dele batendo continência à bandeira norte-americana pode promove-lo a líder da burguesia venezuelana, que costumava ir às manifestações anti-Chávez levando pequenas estátuas da Liberdade de Nova Iorque. Mas não o credencia muito para ser o líder da burguesia que alimenta os comentários econômicos da mídia mainstream do Brasil, mesmo que ela seja subserviente a Washington e seu consenso.

Hoje, a única coisa que une os golpistas é destruir o legado de um país que se concertava e consertava, e também a candidatura de Lula.

Conseguirão? A ver. Enquanto isto, vão esquartejando o país e cavando o próprio túmulo histórico. Haveria militares para salvá-los?

O golpe e seu governo se parecem cada vez mais com uma nau dos insensatos, à deriva da tempestade que deflagraram. Um Titanic da dimensão do Brasil.

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Secretaria de SP investiga operação na casa de filho de Lula

Delegado que fez busca na casa do filho de Lula é afastado pela Secretaria de Segurança

NO; Terra

lula_drogas_golpeO secretário da Segurança Pública do estado de São Paulo, Mágino Alves Barbosa Filho, determinou hoje (11) a instauração de procedimento administrativo para apurar em que condições ocorreu a diligência de busca e apreensão realizada ontem na casa de Marcos Cláudio Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula. O delegado responsável pela diligência também foi afastado do caso.

Ontem, a casa de Marcos Cláudio, em Paulínia, no interior paulista, foi alvo de uma diligência de busca e apreensão realizada pela Polícia Civil. O mandado para a ação foi emitido pela juíza Marta Brandão Pistelli, da 2ª Vara do Foro de Paulínia.

Segundo o pedido da Polícia Civil para a autorização da busca e apreensão, uma denúncia anônima apontou que o endereço estava sendo utilizado para armazenamento de grande quantidade de drogas e armas. O pedido dizia ainda que investigadores permaneceram em campana no endereço citado, percebendo grande movimentação de pessoas.

De acordo com a juíza Marta, o pedido não identificava o morador da residência e veio instruído com documentos e relatório firmado por três investigadores. Além disso, a solicitação foi remetida ao Ministério Público, que opinou favoravelmente ao deferimento da busca e apreensão.

"Nada relacionado ao tráfico de drogas foi encontrado. A autoridade policial deliberou por apreender documentos e computadores, sob o argumento de possível relação com o crime investigado. Na data de hoje, após pedido formalizado pelo advogado constituído pelo Sr. Marcos, foi deferida a restituição de todos os objetos apreendidos, dada a ausência de relação com o objeto do processo", disse a juíza em nota.

O advogado do ex-presidente Lula, Cristiano Zanin Martins, criticou a ação da polícia e a classificou como abusiva. "A busca e apreensão, feita a partir de denúncia anônima e sem base, não encontrou no local o porte de qualquer bem ou substância ilícita, o que é suficiente para revelar o caráter abusivo da medida".

domingo, 8 de outubro de 2017

General defende golpe militar

O general da reserva Luiz Eduardo Rocha Paiva defende novo golpe militar no Brasil “mesmo sem amparo legal”
Por: Eliseu
ditadura_golpeHá tempos este blogueiro vem alertando para a possibilidade de “intervenção militar”, que na verdade será um novo golpe de estado, com os militares novamente no poder.
À fétida elite brasileira, especialmente a paulistana, interessa qualquer governo neoliberal, inclusive os militares. E essa podre parcela da sociedade infelizmente influencia os deslumbrados e desinformados pobres de direita, os PIB’s (Perfeitos Idiotas Brasileiros), também denominados de “coxinhas” a apoiarem suas preferências que só a eles beneficiam, como o “fora Dilma”, e agora apoiando o idiota Bolsonaro, militar homofóbico, racista, sexista, apoiador de ditadura e torturas, fascista que homenageou publicamente o coronel Ustra, conhecido torturador. Também temos os “desmemoriados” que passaram, sofreram com a ditadura e agora a querem de volta.
Recentemente o general Mourão (fardado), deu declarações  que não deixa dúvidas sobre pelo menos parte dos militares o desejo da volta ao poder. De acordo com o CartaCapital, na quinta (5), o general da reserva Luiz Eduardo Rocha Paiva defende novo golpe militar no Brasil “mesmo sem amparo legal”.
ditaduraEm artigo publicado no jornal O Estado de S.Paulo nesta quinta-feira 5, o general da reserva Luiz Eduardo Rocha Paiva defende um golpe de Estado no País caso a crise política chegue a níveis “extremos”.
“A intervenção militar será legítima e justificável, mesmo sem amparo legal, caso o agravamento da crise política, econômica, social e moral resulte na falência dos Poderes da União, seguida de grave instabilidade institucional com risco de guerra civil, ruptura da unidade política, quebra do regime democrático e perda de soberania pelo Estado”, escreve Paiva.
Citando o artigo 142 da Constituição e a Lei Complementar 97/1999, o general afirma que a legislação veta eventuais intervenções que não sejam determinadas pela Presidência da República, mas deixa lacunas a respeito do emprego das Forças Armadas: "A lei não eliminou a possibilidade de um impasse institucional caso o Judiciário ou o Legislativo requeiram o emprego das Forças Armadas e o presidente se recuse a dar a respectiva ordem, pois o Brasil não está imune ao conflito entre os Poderes da União, como se vê no atual contexto político".
O militar diz ainda que, “em tal quadro de anomia, as Forças Armadas assumirão o papel de “recuperar a estabilidade do País” e “pacificar” a sociedade. São ações inerentes às missões constitucionais de defesa da Pátria, não restrita aos conflitos externos, e de garantia dos Poderes constitucionais, da lei e da ordem.”
Uma reportagem de Marina Amaral, da Agência Pública, intitulada Conversas com Mr. DOPS dá uma “palinha” do que foi a ditadura brasileira. Pode ser acessada clicando no link acima ou aqui.
É esperar e torcer para os “deslumbrados” coxinhas se informem e voltem a colocar os pés no chão e não “pagarem pra ver”, porque todos pagarão, e um preço muito alto.






sábado, 7 de outubro de 2017

Estamos loucos? Janaúba e Brasil em luto!

Segurança fazia tratamento desde 2014 e premeditou crime em creche de MG, diz polícia
Por: Eliseu
creche_crianças_louco_incencioDesde os primeiros registros que se tem notícias da nossa dita humanidade, os seres “racionais”, a loucura está presente.
Aqui vou citar alguns que com sua loucura mataram pessoas inocentes. Para não alongar, podemos citar Nabucodonosor, o rei mais poderoso do império babilônico no século VI aC. Ele destruiu Jerusalém. Mustafá 1º, que reinou no Império Otomano e se divertia jogando o tesouro real pela janela. Ele adorava ver o povo se matando para pegar as coisas.
E tantos outros loucos passaram, estão passando e infelizmente passarão pela história da humanidade.
Dias atrás tivemos um massacre a tiros nos Estados Unidos com grande número de vítimas fatais e feridos, promovido por um louco que todos imaginavam ser um pacato cidadão.
louco_incendiário_crianças_crecheAgora aparece um louco em Janaúba, MG, que deixou o Brasil estarrecido ao jogar combustível em crianças e professores, além dele próprio numa creche da cidade. De acordo com informações da imprensa, 7 crianças de apenas 4 anos, 1 professora e o louco morreram. 42 pessoas, a maioria crianças, estão feridas.
O que mais assusta é o fato do louco incendiário ser segurança da creche, fazia tratamento – provavelmente psiquiátrico – desde 2014 segundo a polícia, e nenhum profissional da área médica haver percebido o perigo que representava.
Agora resta pedir que o Altíssimo conforte as famílias das pequenas crianças, da professora, e também do segurança incendiário louco que faleceram de maneira trágica, brutal.
Também que as autoridades fiquem mais atentas aos funcionários com problemas psiquiátricos e que não fujam de suas responsabilidades, proporcionando tratamento digno aos feridos, e acolhimento adequado aos familiares, com assistência social, psicólogos, estadia e alimentação até que seus familiares feridos se recuperem totalmente.
Meus sentimentos a todos os familiares vitimados.

domingo, 17 de setembro de 2017

Esquerda x Direita

Segundo Laponce  são quatro as dimensões (política, econômica, religiosa e temporalidade) que mais assertivamente definem os elementos da divisão ideológica entre esquerda e direita

Por: Eliseu

esquerda-direitaTenho notado uma grande confusão das pessoas quanto a definição de Esquerda e Direita quando se trata de política.

Este blog é essencialmente político, tentando evitar ao máximo assuntos religiosos, os quais confesso não ter conhecimento suficiente para discutir.

Porém, infelizmente, as igrejas de todas denominações vem cada vez mais atuando no campo político. Como exemplo pode-se citar a poderosa bancada evangélica no Congresso Nacional, Marina Silva que vem se candidatando nas últimas eleições presidenciais, inclusive com o não esclarecido “acidente“ que culminou com a morte de  Eduardo Campos (ela seria vice na chapa de Eduardo, tornando-se a cabeça de chapa).

Vários líderes religiosos de igrejas de diferentes denominações e crenças vem convencendo, ou tentando convencer os fiéis mais incautos a definirem “esquerda” como sinônimo de comunismo, o que não é verdade, e a meu ver, odiável, pois até onde sei, um pastor deve ter escolaridade superior em Teologia. Portanto não se trata de ignorância, mas má fé.

E, ainda, aos olhos deste blogueiro, uma pessoa que “monta” uma igreja e se  autodenomina “pastor”, nada mais é que um impostor, que infelizmente com nosso arcaico Código Penal não dá para enquadrar como crime de exercício ilegal de profissão. Profissão porque todos sabem, o dinheiro vem sempre à frente do “negócio”.

Mas, deixando as mazelas, vou tentar esclarecer um pouco o que é “Esquerda” e “Direita”, reproduzindo um trecho de matéria da famosa e séria Wikipédia, com o título DISTINÇÃO ENTRE ESQUERDA E DIREITA (POLÍTICA):

“Segundo Laponce  são quatro as dimensões (política, económica, religiosa e temporalidade) que mais assertivamente definem os elementos da divisão ideológica entre esquerda e direita. Assim, ‘como traços periféricos da divisão entre direita e esquerda temos: para primeiro o setor político, o passado, o status quo, a livre empresa e os EUA; para a segunda orientação ideológica, o futuro, a mudança, a intervenção do Estado na economia e a URSS.’. A direita é mais conservadora e mais contínua nas suas ideias; a esquerda convive melhor com a descontinuidade.

Bobbio contradiz Laponce com exemplos de movimentos da direita europeia não religiosos e pagãos. ‘Para Bobbio, o critério fundamental para distinguir a esquerda da direita é a diferença de atitude dos homens face ao ideal de igualdade’. Mas este critério não é absoluto; a esquerda nem sempre é igualitarista nem a direita inigualitária.

O politólogo e publicista português Nogueira Pinto também procura os traços essenciais desta divisão: à esquerda temos o otimismo antropológico, o utopismo, o igualitarismo, o democratismo, o economicismo, o internacionalismo; e à direita o pessimismo antropológico, o antiutopismo, o direito à diferença, o Elitismo, antieconomicismo, o nacionalismo.”

Matéria completa pode ser lida acessando o link https://pt.wikipedia.org/wiki/Esquerda_e_direita_(política)

lula_2018E finalizando, para os que ainda pensam “Esquerda” ser comunismo, fica o claro exemplo do eterno Presidente Lula, que em seus dois mandatos consecutivos obteve índices de aprovação próximo dos 90%, elegeu sua sucessora que foi vítima de “golpe branco” encabeçado pelo senil Michel Temer, sem ter (Lula e Dilma) retirado qualquer direito do povo, muito ao contrário, melhorou a vida de milhares de pessoas menos bafejadas pela riqueza, sem nunca ter tentado tomar o poder através de golpe, seja “golpe branco” ou “golpe militar”. Temos uma verdadeira “caça às bruxas”, digo, caça ao Lula, simplesmente porque a fétida elite brasileira sabe que ele será novamente eleito e voltará a ajudar os menos favorecidos. E a podre elite consegue facilmente manipular os pobres de direita, que aqui denomino de “coxinhas”, e porque não, PIB (Perfeitos Idiotas Brasileiros)?

domingo, 10 de setembro de 2017

Temer coloca à venda 90% de transportadora de gás da Petrobras

Em nota crítica, Federação dos Petroleiros diz que empresa é superavitária e, portanto "não há justificativas para a sua privatização", que servirá apenas a interesses do mercado

No: Rede Brasil AtualBrasil de Fato

temer_orivtivaçao_golpeA Transportadora Associada de Gás (TAG), subsidiária que opera e administra gasodutos da Petrobras, entrou em processo de privatização. Pedro Parente, presidente da estatal brasileira de petróleo, anunciou que irá colocar no mercado 90% da participação que a empresa tem na gestão da transportadora.

A TAG possui mais de 4,5 mil quilômetros de gasodutos, instalados nas regiões Norte e Nordeste e que transportam cerca de 75 milhões de metros cúbicos de gás por dia. A empresa, criada em 2006, encerrou o ano passado com receita líquida de R$ 4,7 bilhões.

Em texto divulgado em seu site, a Federação Única dos Petroleiros (FUP), afirmou que, como a empresa é superavitária, “não há justificativas para a sua privatização”.

Ainda segundo a FUP, a venda da TAG vai “desarticular a logística de transporte da Petrobras e deixará nas mãos de grupos estrangeiros o controle sobre os gasodutos do país”. Sem o comando do transporte de gás, a Petrobras ficará refém dos preços e condições impostos pelas multinacionais, de acordo com a Federação dos Petroleiros.

Os resultados da privatização podem implicar em aumento das contas dos consumidores, aponta a entidade. Os petroleiros lembram também que esse processo de altas das tarifas já vem acontecendo com o gás de cozinha, a gasolina e o diesel, e que “a política de preços da Petrobras privilegia as distribuidoras e importadoras de combustíveis”.

terça-feira, 25 de julho de 2017

PT. Estamos juntos!

Sempre fui de esquerda, mas nunca me filiei a qualquer partido político. Infelizmente, no alto de meus 61 anos, diante da crise que vivemos e com a desfaçatez de Temer e seus sequazes que aplicaram um golpe em Dilma e nos 54.501.118 eleitores, dentre eles o blogueiro que vos escreve, me senti na obrigação de tomar uma atitude mais séria com relação à política e resolvi me filiar ao PT.

Portanto, este pequeno post é apenas para informar que agora, além de Lula, sou partidário do Partido que fundou, o PT. Também informar aos coxinhas de plantão que continuo independente no que escrevo e meu blog é puramente idealismo, não obtendo qualquer tipo de renda.

Aos que desejarem se filiar e deixar nosso PT ainda mais forte, o endereço eletrônico é: http://www.pt.org.br/filiacao/

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Da recessão econômica à depressão psicológica

Estamos numa situação generalizada de crises sobrepostas umas às outras e num ambiente de caos

Por: Leonardo Boff, no Rede Brasil Atual 

temer_corrupçao_golpeOs conceitos de crise e de caos podem nos ajudar a entender nossa realidade contraditória. Para esclarecer a crise se usa o diagrama chinês, composto por dois traços: um expressando o risco e o outro, a oportunidade. Efetivamente a crise contem o risco de desmonte de uma ordem até degenerar na barbárie. Mas também pode representar a oportunidade de refundação de uma nova ordem. Eu pessoalmente prefiro a origem filológica sânscrita de crise. Ela se deriva da palavra kir ou kri que em sânscrito significa limpar e purificar. Daí vem a expressão acrisolar: limpar de tudo o que é acidental até vir à tona o cerne. E crisol, o cadinho que purifica o ouro das gangas. Tanto em chinês quanto em sânscrito, as palavras são diferentes mas o significado é o mesmo.

Algo parecido ocorre com o caos consoante a cosmologia contemporânea. Por um lado, ele é destrutivo de uma ordem dada e por outro, é construtor de uma nova ordem diferente. Do caos, nos diz Ilya Prigogine, Nobel de química (1977), nos veio a vida.

Aplicando estes sentidos à nossa situação, podemos dizer que a crise generalizada e o caos dominante podem, se não soubermos manejar sua energia destrutiva, degenerar em barbárie e se aproveitarmos a positiva, numa nova configuração social do Brasil.

Atualmente vigora a oportunidade de fechar o ciclo de um tipo de política que nos vem desde a colônia, fundado na conciliação entre si das classes abastadas e sempre de costas para o povo, hoje atualizada pelo presidencialismo de coalizão. Parece que este modelo de fazer política e de organizar o Estado, controlado por estas classes e que implica grandes negociatas e muita corrupção, não pode ser mais levado avante. É demasiadamente destrutivo A Lava-Jato teve o mérito de desmascarar este mecanismo perverso e anti-social. Oxalá surja a chance de uma nova construção social

No entanto, o golpe parlamentar foi dado por estas classes no interesse de prolongar esta ordem que garantiria seus privilégios, no propósito de desmantelar os avanços sociais das classes populares emergentes e alinhar-se à lógica do Grande Capital em escala mundial, hegemonizado pelos USA.

Como observou Márcio Pochmann, um dos melhores analistas das desigualdades sociais e da riqueza e pobreza do pais, a elite brasileira escolheu o lado errado". Ao invés de aliar-se ao novo, ao arranjo político, econômico e social, à maior iniciativa de desenvolvimento multilateral desde o final da Segunda Guerra Mundial, iniciada na Eurásia que propõe uma globalização inclusiva e que nós pelo BRICS estávamos incluídos, escolheu o alinhamento tardio às forças que detém a hegemonia mundial sob a regência dos USA.

O orçamento desta nova iniciativa da Eurásia está estimado em US$ 26 trilhões até o ano de 2030 envolvendo 65 outras nações que responde por quase 2/3 de população mundial. Criam-se oportunidades de desenvolvimento, a começar pelos países mais necessitados. Aqui poderíamos estar e não estamos por causa de nossa inépcia e de nossa subserviência.

Esse projeto aponta para uma nova ordem mundial, uma espécie de keynesianismo global, inovador, com uma possível maior igualdade e justiça social, respeitada a soberania das nações.

O grupo ao redor de Temer optou pelo velho sistema militarista e imperial cuja segurança reside em bases militares distribuídas por todo o mundo. Entre nós estão na Argentina, no Paraguai, no Chile, no Peru, na Colômbia e também no Brasil através da cessão da base de Alcântara no Maranhão.

A venda de terras a estrangeiros, especialmente, lá onde existe grande abundância de água – por aqui passa o futuro da humanidade junto com a biodiversidade – fere profundamente nossa soberania e ofende o povo brasileiro, cioso de seu território.

Uma vez mais estamos perdendo a oportunidade do lado positivo da crise e do caos atuais. Desperdiçamos esta chance única, por falta de um projeto de nação livre e soberana. Deve-se, usando uma expressão de Jessé Souza à “tolice da inteligência brasileira” que está aconselhando Temer.

O efeito se nota por todas as partes: os 14 milhões de desempregados, os 61 milhões de inadimplentes, a desindustrialização, os 33 navios em construção entregues à ferrugem e a neocolonização imposta que nos faz apenas exportadores de commodities.

Assistimos, anestesiados, a este crime contra o futuro do povo brasileiro. Temer, sob vários processos, cuida de si mesmo ao invés de cuidar do povo brasileiro. Uma onda de indignação, de tristeza e de desamparo está se abatendo sobre quase todos nós. Da recessão econômica estamos passando à depressão psicológica. Se não reagirmos e não nos munirmos de coragem e de esperança, a barbárie poderá estar apenas a um passo. Recusamos aceitar este inglório destino.

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Golpe falhou, diz imprensa internacional

Matéria de Dario Pignotti publicada nesta segunda-feira (26) pelo jornal argentino Página 12 destaca a crescente impopularidade do presidente Michel Temer. O diário avalia que a viagem que fez recentemente acabou não servindo como uma cortina de fumaça para encobrir os escândalos de corrupção em que se encontra envolvido.

No: Vermelho

golpe_temerO golpe falhou, diz o “Página 12”. Após 1 ano, 1 mês e 14 dias da saída da presidenta Dilma Rousseff, 76 por cento dos brasileiros exigem a saída de seu sucessor, Michel Temer, e 83 por cento clamam por eleições diretas, apontando o Partido trabalhadores (PT) com 18% das intenções de voto.O noticiário observa que esta pesquisa colocou o PT como a força mais popular no país. vale ressaltar que as Forças Armadas têm 43 por cento de confiança da opinião pública.

Temer tem 69% de rejeição após a perda de prestígio causado pelas alegações de Joesley Batista, dono do frigorífico JBS. Nem as promessas da coalizão, liderados por Temer e Aécio Neves, de um futuro econômico próspero para deixar para trás as recessões de 2015 e 3,8 por cento em 2016, que foi de 3,5 por cento foram cumpridas. Expansão este ano será de 0,4 por cento de acordo com a previsão do mercado que não vê uma reversão de desemprego que já ultrapassou 14 milhões de trabalhadores.

Confrontado com esta calamidade o PT começou a mostrar sinais de recuperação, ainda insuficientes para reverter o desgaste sofrido, mas todas as pesquisas concordaram que, se houvesse eleições o vencedor seria Luiz Inácio Lula da Silva. A mais recente pesquisa eleitoral colocou Lula na liderança com 27 por cento, seguido por Jair Bolsonaro, com 14 por cento.

O eventual triunfo de Lula explica porque PMDB e PSDB permanecem unidos na oposição para as eleições. Lula há alguns dias resumiu a saga de um golpe parlamentar para destruí-lo politicamente e instalar uma nova liderança, mas não vingou.

Leia aqui a íntegra da reportagem:

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Direita não consegue resolver a crise que criou

Fracasso do governo de Temer leva a um novo dilema aos que deram curso ao golpe: mantê-lo ou derrubá-lo para colocar um novo nome sem tanta unidade?
Por: Emir Sader, no Rede Brasil Atual 
Desde as denúncias mais recentes, o governo brasileiro ficou reduzido à sobrevivência de Michel Temer no poder, perdeu toda capacidade de iniciativa e passou a ter o objetivo único de se demorar o mais possível antes da queda. O pais fica ao deus-dará. A direita, que forjou essa via do golpe, se mostra incapaz de dar continuidade a ele e sem coragem de enfrentar as eleições diretas.
À direita não importava o que se fizesse para chegar ao objetivo maior – tirar o PT do governo. Todo tipo de aliança e de meio servia para obter esse fim e foi isso que levou ao golpe, com o vice-presidente à frente.
A presença blindada da equipe de Meirelles e os seus banqueiros representava a garantia de que a restauração do projeto neoliberal seria preservada. O pacote de reformas mandado ao Congresso era a expressão dessa restauração, junto com as políticas de ajuste e o desmonte da Petrobras.
Para isso o governo golpista contava com o grande empresariado, com a velha mídia e com uma folgada maioria no Congresso. Aprovar os retrocessos em termos de direitos dos trabalhadores e das políticas sociais era o termômetro do sucesso do governo e do próprio golpe.
A combinação entre a agressividade da Lava Jato contra o PT – elemento indispensável no golpe – e a fragilidade do governo pela sua composição de grande parte de corruptos, era um elemento frágil do governo, mas que serviu até quando ele pôde tocar as reformas no Congresso e o desmonte da Petrobras. As últimas denúncias deixaram o governo perto do nocaute. Está perdido, sem ação, isolado, na contagem regressiva para o seu melancólico final.
Mas esse esgotamento de Michel Temer mostra como a direita destrói seu próprio governo, sem ter construído alternativas. Numa atitude aventureira derrubou um governo legalmente eleito para colocar um bando de ladrões para dirigir o Estado brasileiro. Agora está prestes a tirá-los do poder, mas sem ter alternativa com um mínimo de legitimidade e de apoio.
O país paga um preço alto por essas aventuras da direita brasileira. Voltou a haver um forte processo de concentração de renda, depois de termos conseguido, pela primeira vez na nossa história, diminuir significativamente a desigualdade. Os direitos dos trabalhadores tiveram um enorme retrocesso, depois de estes terem conquistado os maiores avanços na história do movimento  no Brasil. As políticas sociais foram afetadas duramente, depois de o país ter saído do Mapa da Fome, igualmente ela primeira vez na nossa história.
O fracasso do governo de Temer leva a um novo dilema à direita que o guindou ao poder: mantê-lo, com o risco de que o governo se desagregue, sendo derrubado pelas denúncias de corrupção e já sem capacidade de aprovar o pacote de medidas que tanto interessa às elites brasileiras? Ou correr o risco de uma operação difícil de conseguir outro consenso para impor um novo Temer, mas sem poder contar com a unidade das mesmas forças que impuseram o golpe?
As vozes que sentem que as eleições diretas são o único caminho legítimo aumentam, mas na direita elas contam com a inviabilização da candidatura de Lula – que tem como vencedor seguro nas diretas. Mesmo sem ele, tem medo de que vença quem ele vier a apoiar.
A direita entrou num beco sem saída e termina fazendo com que o país, nas suas mãos, se encontre nessa mesma situação. Serão meses de disputa intensa, de caráter político e institucional, de massas, de ideias, da qual sairá um país distinto.
Ou a direita se aferra de qualquer maneira ao governo, tendo que aumentar a repressão e a violação das normas constitucionais e jurídicas, ou o país entra em um processo de redemocratização e reconstrução nacional, conduzido de novo pela esquerda.










terça-feira, 30 de maio de 2017

Temer será interrogado pela PF

Por: Eliseu 

temer_corruptoDe acordo com o jornal conservador Estadão, o presidente, digo, golpista e ladrão (provas em áudio), Michel Temer e o seu ex-assessor Rodrigo Rocha Loures passarão a ser investigados de modo separado ao do também ladrão e traficante senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG).

a Polícia Federal já pode colher o depoimento do peemedebista, podendo, desde já, encaminhar as perguntas, que deverão ser respondidas por escrito em um prazo de 24 horas após o recebimento dos questionamentos. 

O Ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, negou o pedido que a defesa fez para que depoimento só fosse tomado após a perícia no áudio da conversa de Temer com Joesley Batista, do grupo J&F. O empresário gravou o presidente em um diálogo no qual, segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), o presidente teria dado anuência ao cometimento por crimes.

Fachin pediu “máxima brevidade” no cumprimento do que determinou e destacou a manifestação da PGR de que, por haver investigados presos, o prazo para a tramitação do inquérito é mais curto. 

Roberta Funaro, está presa no curso da investigação aberta contra Temer — o que mantém a urgência para a tramitação.

Quanto a Aécio Neves, Fachin encaminhou o caso à Presidência do STF para que a ministra Cármen Lúcia decida sobre o pedido de redistribuição para um outro relator, com base em sorteio, diante da argumentação da defesa do tucano de que a investigação sobre o recebimento de R$ 2 milhões de propina da JBS não guarda conexão com qualquer outra de relatoria de Fachin.

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Temer é indiferente à opinião pública

Para observadores europeus, 12 meses do governo Temer deixam legado de retrocessos no âmbito social e perda de confiança no sistema

Por: Deutsche Welle, no: CartaCapital 

temrHá um ano, o presidente Michel Temer assumiu o cargo interinamente após o Senado ratificar o afastamento temporário de Dilma Rousseff. Na cerimônia de posse, Temer falou em “pacificar a nação” e “unificar o Brasil” e enfatizou que era urgente formar um governo de ”salvação nacional”. Na ocasião, também aproveitou para anunciar os nomes de seus novos ministros. Ele também citou uma frase que viu em um outdoor: “Não fale em crise, trabalhe.”

Nas horas seguintes, as reações aos nomes que iam comandar os ministérios já deram o tom de como o governo Temer seria encarado e analisado. Jornais, ONGs e observadores estrangeiros criticaram a falta de diversidade do gabinete, composto quase que exclusivamente por homens brancos. Pouco antes do anúncio, esperava-se que Temer conseguisse ter um período de lua de mel com a opinião pública. Ela nunca aconteceu.

Em duas semanas seria a vez de Temer perder um de seus “homens brancos”, Romero Jucá, para um escândalo que envolveu gravações e a suspeita de que o novo governo tinha uma postura duvidosa em relação à Operação Lava Jato.

Um ano depois, a popularidade de Temer – que já era baixa antes da posse – atinge impressionantes 4% de aprovação, segundo levantamento divulgado no final de abril. A mesma pesquisa mostrou que 92% acreditam que o País está no caminho errado. Ainda assim, o presidente redobrou sua aposta na indicação de nomes controversos para seu ministério, com a entrada de figuras como Osmar Serraglio, ligado à bancada ruralista, para a Justiça, e na proteção de ministros envolvidos nos escândalos revelados pela Lava Jato.

No plano das reformas, o governo continuou a promover mudanças reprovadas pela população, como a trabalhista, já aprovada na Câmara, e a da Previdência, que ainda enfrenta dificuldades no Congresso. Segundo uma pesquisa divulgada nesta semana, apenas 20% dos brasileiros apoiam a reforma da Previdência. A Trabalhista só é bem vista por 19%.

“Estado de exceção sob manto de normalidade democrática”

Para observadores estrangeiros ouvidos pela DW, o desapreço à opinião pública tem sido a característica que resume o governo Temer. ”Seus poucos apoiadores, principalmente o empresariado, encaram isso como uma vantagem, já que ele vai tentar passar essas reformas de qualquer jeito, mas isso só minou ainda mais a confiança dos brasileiros no sistema político”, afirma Thomas Manz, diretor da Fundação Friedrich Ebert no Brasil, organização ligada ao Partido Social-Democrata alemão (SPD).

“Este aniversário [de Temer na previdência] marca o fim da Nova República brasileira, baseada na Constituição de 1988. É o primeiro governo que veio depois da redemocratização que não tem os avanços sociais como prioridade”, considera Manz.

Para Gerhard Dilger, diretor da Fundação Rosa Luxemburgo no Brasil, ligada ao partido alemão A Esquerda, os 12 meses de governo Temer não devem ser analisados pela clássica fórmula erros x acertos.

“O governo Temer está implementando uma série de medidas neoliberais que atingem os brasileiros mais pobres. Infelizmente, trata-se de uma política deliberada, e não de um ‘erro’”, diz. Segundo ele, a questão principal continua sendo a falta de legitimidade do presidente. “O Brasil está vivendo uma espécie de estado de exceção sob um manto de normalidade democrática.”

Segundo o cientista político suíço Rolf Rauschenbach, do Centro Latino-Americano da Universidade de St. Gallen, na Suíça, não se poderia mesmo esperar muito de Temer no governo.

Segundo Rauschenbach, é como se Temer não ligasse para o que vai acontecer depois de 2018. “Que tipo de país ele vai entregar? Seus aliados só promovem reformas que beneficiam a própria classe política. Não surgiu nada que vai garantir uma normalidade institucional depois das próximas eleições”, considera.

Rauschenbach destaca como único ponto positivo do governo Temer uma capacidade de ter momentaneamente acalmado um pouco a situação do país, apesar da impopularidade e da série de escândalos. “Apesar de tudo, a situação política, especialmente no Congresso, está um pouco mais calma do que nos últimos meses de Dilma”, afirma.

Retrocessos e escândalos

Com a proximidade do aniversário de Temer no poder, algumas publicações brasileiras destacaram números de seu governo. A promessa de que uma nova administração seria capaz de tirar o país do atoleiro foi uma das razões para o sucesso do processo contra Dilma.

Alguns indicadores reagiram, como a inflação, que recuou dramaticamente. Mas o país soma 14 milhões de desempregados, o que significa um índice de 13,7%. O crescimento do PIB não deve passar de 0,2% neste ano, segundo o Fundo Monetário Internacional(FMI), mas pelo menos deve reverter a tendência de queda dos últimos dois anos.

Para Kai Michael Kenkel, pesquisador associado do Instituto Alemão de Estudos Globais e Regionais (Giga), em Hamburgo, a forma como Temer lidou com a economia foi só "uma saída de curto prazo", que "não inclui toda a população".

"A meu ver, o maior erro do governo Temer foram os cortes efetivos no financiamento da Educação e da Saúde, e também o abandono de importantes programas de combate à desigualdade", aponta. "O Brasil não possui o tipo de mão de obra que navegará sem danos extensos a um processo de privatização e terceirização sem salvaguardas sociais. Temo também um retrocesso grave na situação das mulheres, dos indígenas, além de outros grupos socialmente marginalizados no país."

Sobre os escândalos que marcaram os últimos 12 meses do governo Temer, Kenkel, afirma que eles eram previsíveis. "Era tudo pré-programado, já que a principal motivação do impeachment continua sendo a de liberar o caminho para a blindagem dos envolvidos com corrupção e o desmantelamento dos avanços sociais alcançados ao longo das últimas duas décadas", diz. "Os escândalos servem para enfraquecer ainda mais a confiança do brasileiro no senso de responsabilidade da classe política."

Ainda para o professor, o legado do governo Temer deve ser "um retrocesso marcante no âmbito social e uma vertiginosa perda de soft power do Brasil no cenário internacional". ​

Sobre algum eventual acerto acerto do governo Temer, Kenkel afirma que ainda ​está "à espera de algum no âmbito da política social". "Fora isso, em termos dos maiores acertos, o creme de avelã Nutella foi uma excelente escolha para o cardápio do avião presidencial", ironizou, citando a licitação nababesca para a compra de alimentos, lançada pela presidência no final de dezembro, criticada por acontecer ao mesmo tempo que o presidente exige sacrifícios da população. Na lista, o governo indicou que queria comprar 42 quilos do produto.