sexta-feira, 20 de abril de 2018

Lula não é um político preso, é um preso político, diz Boff

Teólogo atribui prisão a uma reação de quem nunca aceitou "que os de baixo subissem um degrau". "Vemos o nível de degradação ética e espiritual a que chegou essa elite do atraso"

No: Rede Brasil Atual

lula_preso_politico-boffO teólogo Leonardo Boff criticou a decisão da juíza Carolina Lebbos, da 12ª Vara Federal de Curitiba, de impedi-lo, junto com o ativista e Prêmio Nobel da Paz Adolfo Pérez Esquivel, de realizar uma visita ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"A decisão dela é a expressão do Estado de exceção que estamos vivendo. A argumentação é muito pífia, ela diz que Esquivel estava de passagem e a Lei Mandela, que ela diz não desprezar, tem que ser interpretada segundo cada país, deve ser lida e ponderada e não tem caráter absoluto", apontou, em entrevista aos jornalistas Marilu Cabañas e Glauco Faria na Rádio Brasil Atual.

"Ela não se dá conta, por isso é um espírito pequeno, da magnitude de um Prêmio Nobel da Paz com 87 anos, que tem entrado nas prisões do mundo inteiro, já que é um grande promotor dos direitos humanos. Em todos os países, mesmo os mais rígidos, sempre encontrou as portas abertas."

Boff conta que foi a Curitiba tentar visitar o ex-presidente em função de uma missão religiosa, na qual pretendia levar dois livros de cunho espiritual a Lula. Mas foi impedido. "Conversei com os policiais que diziam 'temos ordens de cima'. Não pude deixar uma carta nem me deixaram entrar no espaço", contou. O teólogo relatou ainda as dificuldades que teve para se locomover até o lugar em que esperou por uma resolução para saber se poderia ou não realizar a visita.

"Tenho problema no joelho, quatro próteses, e era uma subida. O carro podia me levar até lá em cima e retornar, mas não deixaram o carro entrar. Pedi: 'não posso andar, tenho dificuldades, o senhor faz esse favor?'. 'Ordens de cima, não passa carro nenhum'. Até brinquei: 'então o senhor me leva nas costas?'. E tive que subir me arrastando."

Para Leonardo Boff, a prisão do ex-presidente não tem fundamento jurídico. "Lula não é um político preso, é um preso político. (Sua prisão) Não é consequência de um ato judicial, mas de um ato político, querem impedir a candidatura dele, liquidar com o partido. São as velhas elites do atraso que nunca aceitaram um operário ocupar a presidência da República. Nunca aceitaram que os de baixo subissem um degrau", pontuou.

"E o pior de tudo, que acho grave por que não é da tradição brasileira, o ódio, o desprezo que devotaram aos escravos, transferiram a esses da periferia que são pobres. Como diz Jessé de Souza, não só os marginalizam e humilham, querem tirar deles a dignidade de nem mais sentir-se cidadãos e pessoas humanas. Isso é de uma perversidade iníqua que ofende qualquer sentimento humanitário. Vemos o nível de degradação ética e espiritual a que chegou essa elite do atraso."

Boff disse que, de acordo com pessoas que estiveram com o ex-presidente, ele está tranquilo. "Conversei com gente que esteve com ele e disseram que está com ânimo alto porque manteve a mesma rotina que tinha fora. Faz as duas horas de ginástica, dorme o que tem que dormir, guarda os ritos que fazia, lê muito, está profundamente tranquilo."

Ele também destacou o clima do acampamento Lula Livre, ressaltando não apenas a presença de quem está acampado no local mas também a grande circulação de pessoas de fora. "Para surpresa minha, percebi uma grande alegria no povo, de estarem juntos, ter a mesma causa", falou. "Lembro uma frase do (Emiliano) Zapata, grande libertador, revolucionário do México: se o Estado comete injustiças contra o povo, o povo tem direito de não dar paz ao governo."

Esquivel volta sem resposta

Adolfo Pérez Esquivel também participou da conversa com Boff por telefone. A caminho do aeroporto de Curitiba para retornar a Buenos Aires, ele concordou com Boff a respeito da condição do ex-presidente. "Para mim, Lula é um preso político que tratam de evitar que dispute a eleição. Isso é grave para a democracia, não só do Brasil mas de toda a América Latina, porque a mesma metodologia já foi usada em outros países como Honduras, Paraguai e Haiti. E por isso digo que o Brasil vive um Estado de exceção", afirmou.

"Temos que trabalhar a acompanhá-lo e a todo povo do Brasil. Acompanhar Lula é acompanhar o povo mais necessitado", completou. De acordo com a advogada Tânia Mandarino, o argentino viajou sem ter resposta de seu primeiro pedido de visita (que não era baseado na Lei Mandela. “Esquivel foi embora do Brasil sem receber a prestação jurisdicional como requerida no início da semana com a prioridade especial  devida a um idoso de 87 anos, como assegura a lei brasileira”, argumentou a advogada.

Ontem, Tânia afirmou ter visto componentes de sadismo na conduta da juíza. "Absurdo dos absurdos, quando a juíza apreciou primeiro o pedido que foi posto depois, opusemos embargos de declaração pedindo que antecipasse o pedido de visita. Ela só respondeu sadicamente os embargos e não comentou sobre o pedido de visitas. Disse que não há urgência e, resumindo, 'problema do Esquivel se ele está só de passagem'."

Ouça a íntegra da entrevista de Leonardo Boff

terça-feira, 10 de abril de 2018

Alguns líderes religiosos…

Por: Eliseu 

igrejaDesde os idos de 2010 - que se tratando de internet e computação parece ter passado milhares de anos –, quando este blog foi criado, pouquíssimas postagens sobre religião foram publicadas, entre elas “Escândalo na Igreja Maranata: Governo do ES doou dinheiro”, que o título já diz tudo. Envolveu dinheiro público, portanto o nosso dinheiro foi para o ralo, ou melhor, para os bolsos dos maiores líderes da organização religiosa. E não por acaso foi a mais lida por anos seguidos aqui no blog. Passados seis anos, caiu para terceira mais lida.

O título do post (não “poste”, como escreveu uma certa “pastora”) está no plural porque infelizmente vivemos uma era em que está quase impossível acreditar em religião, seja evangélica, católica, espirita ou lá qual for, devido a seus líderes, em sua grande maioria, um bando de ladrões e pilantras de toda natureza. Quando não são ladrões, costumam cuidar da vida dos outros em vez de cuidarem de suas próprias vidas e procurar aconselhar bem seus fiéis. Evidente é, e deixo bem claro que exceções existem, e nas religiões não é diferente. Existem os bons. Infelizmente estão se tornando minoria.Também Fiz a observação da escrita “poste” em vez de “post”, porque é inadmissível biblicamente a existência de pastores não teólogos. E para ser teólogo a pessoa precisa de uma certa cultura, por exemplo, saber escrever.

Infelizmente hoje tratarei de uma determinada líder, ou “pastora” de uma certa religião evangélica bastante conhecida no Brasil, que possui várias filiais aqui na Grande Vitória. O assunto é inerente a este blogueiro mas que certamente várias pessoas ao redor da terra são atingidos diariamente pela ignorância,no sentido de falta de conhecimento não só de sua missão de evangelizar, mas também falta de conhecimento da vida.

Os leitores que me dão a honra e acompanham esse modesto blog, mesmo não tendo feito atualizações como gostaria, por motivos pessoais que já expus aqui, como duas viuvez em menos que quatro anos, uma com 33 anos de casado e outra com apenas sete meses, sabem que o blog trata de assuntos diversos mas é essencialmente político e de esquerda.

Para os leitores entenderem, após essas duas viuvez consegui me levantar e mesmo cambaleante, apareceu em minha vida outra mulher. Uma pessoa maravilhosa, linda por dentro e por fora, que evidentemente não postarei a foto aqui até porque não pretendo concorrência (rssss).

Acontece, que quando me casei com essa mulher, há pouco mais de um ano, passei a ser “infernizado” por algumas pessoas, o que é até normal, uma vez que “a inveja é um pecado capital porque é pior que a cobiça. O invejoso não deseja o que é do outro, deseja apenas que o outro não tenha o que tem. Não seja o que é.” (Pe. Fábio de Melo).

O que não considero nada normal é que uma “amiga” dela, pastora, em vez de nos parabenizar e desejar felicidades, como muitos que conhecemos apenas pelo Facebook,passasse a nos infernizar com conversinhas do passado, num leva e trás de irritar o mais pacato dos cidadãos, coisa que estou longe de ser. Até que tive oportunidade e disse uma verdades a ela. Como “boa cristã” que não é, aproveitou minha profunda irritação com esses pilantras de direita, inclusos o STF, juizeco de merda Sérgio Moro, Rede Globo e outros, mandei todos os coxinhas que vieram em minha página falar mal do Lula, (o maior líder da América Latina e em 2010 considerado o homem mais influente do mundo) tomarem naquele lugar, e “printou” partes que a interessava da mensagem e distribuiu entre os familiares de minha esposa, não se contentando, telefonou para alguns me “pintando” como o diabo, chegando a insinuar que eu a mantinha em cárcere privado na vã esperança de colocar toda a família contra mim. O que ela não sabia é que um dia antes ela havia ido sozinha fazer as belas unhas em sua predileta manicure no bairro em que sempre morou e que mora sua família. Que cárcere privado???

Portanto, fica o desabafo e o alerta aos leitores não para que deixem suas convicções religiosas, mas para que tomem muito cuidado com certas pessoas que usam da igreja como capa para suas maldades.

Espero que este assunto esteja definitivamente encerrado. Porém, se a digníssima “pastora” continuar me infernizando, farei outro post, desta vez com nome da igreja, da pastora e enviarei um link para a direção da referida igreja. Fica o aviso!

segunda-feira, 2 de abril de 2018

STF, burguesia e desobediência civil

pequeno-burguesOntem fui obrigado a ouvir de um coxinha, pseudo burguês, que Lula “criou” um “bando” de preguiçosos que viviam em troca de um prato de comida fornecido pelo bolsa família. Eu sou pobre mas não fiz isso, disse a ele. Mas o pequeno burguês esqueceu de citar as filhas de militares e outros servidores públicos que não se casam formalmente para receberem a pensão dos “velhos”, a exemplo da atriz Global Maitê Proença. As pensões a filhas solteiras de funcionários públicos consomem por ano R$ 4,35 bilhões do contribuinte – e muitas já se casaram, tiveram filhos, mas ainda recebem os benefícios

Por: Eliseu

A coruja velha excelentíssima ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), a dois dias de julgamento sobre Lula disse: “Há que se respeitar opiniões diferentes”.

"Vivemos tempos de intolerância e de intransigência contra pessoas e instituições. Por isso mesmo, este é um tempo em que se há de pedir serenidade. Serenidade para que as diferenças carmém_lucia_stf_golpeideológicas não sejam fonte de desordem social”.

Evidentemente a ministra está certa. O que estranho, e muito, é o fato da ministra não ter atentado para os julgamentos e condenações de Lula absolutamente sem provas, baseados em “convicções”. A Constituição Federal exige provas para a condenação de quem quer que seja. Não apenas convicção de um juiz que comprovadamente atua em favor da fétida elite brasileira, e seus pares da “República do Sul”.

Cármen Lúcia também se esqueceu do recente ataque a tiros aos ônibus do presidente Lula. Se é contra Lula, tudo bem…

O também tucano, odioso procurador Deltan Dallagnol, que a exemplo de muitos, usa a religião para encobrir suas falcatruas, vendo a possibilidade do STF decidir em favor de Lula, disse: “O cenário não é bom”. E decidiu recorrer até à força divina dizendo: “Estarei em jejum, e oração torcendo para o Brasil”.

Dallagnol apenas se esqueceu de dizer que está torcendo para o “Brasil dele”. O Brasil da podre e nojenta elite e da burguesia. Os menos bafejados pela fortuna, bem… estes são pobres, não interessam.

lula_estadistaPortanto, a esses pobres, aos quais me incluo, o que restará caso o STF insista em continuar com a perseguição a Lula, o maior estadista que o País já teve, e o único que se preocupou com as classes menos favorecidas, só resta a desobediência civil. Trocando em miúdos e traduzindo para o Português-BR, a violência.