segunda-feira, 2 de abril de 2018

STF, burguesia e desobediência civil

pequeno-burguesOntem fui obrigado a ouvir de um coxinha, pseudo burguês, que Lula “criou” um “bando” de preguiçosos que viviam em troca de um prato de comida fornecido pelo bolsa família. Eu sou pobre mas não fiz isso, disse a ele. Mas o pequeno burguês esqueceu de citar as filhas de militares e outros servidores públicos que não se casam formalmente para receberem a pensão dos “velhos”, a exemplo da atriz Global Maitê Proença. As pensões a filhas solteiras de funcionários públicos consomem por ano R$ 4,35 bilhões do contribuinte – e muitas já se casaram, tiveram filhos, mas ainda recebem os benefícios

Por: Eliseu

A coruja velha excelentíssima ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), a dois dias de julgamento sobre Lula disse: “Há que se respeitar opiniões diferentes”.

"Vivemos tempos de intolerância e de intransigência contra pessoas e instituições. Por isso mesmo, este é um tempo em que se há de pedir serenidade. Serenidade para que as diferenças carmém_lucia_stf_golpeideológicas não sejam fonte de desordem social”.

Evidentemente a ministra está certa. O que estranho, e muito, é o fato da ministra não ter atentado para os julgamentos e condenações de Lula absolutamente sem provas, baseados em “convicções”. A Constituição Federal exige provas para a condenação de quem quer que seja. Não apenas convicção de um juiz que comprovadamente atua em favor da fétida elite brasileira, e seus pares da “República do Sul”.

Cármen Lúcia também se esqueceu do recente ataque a tiros aos ônibus do presidente Lula. Se é contra Lula, tudo bem…

O também tucano, odioso procurador Deltan Dallagnol, que a exemplo de muitos, usa a religião para encobrir suas falcatruas, vendo a possibilidade do STF decidir em favor de Lula, disse: “O cenário não é bom”. E decidiu recorrer até à força divina dizendo: “Estarei em jejum, e oração torcendo para o Brasil”.

Dallagnol apenas se esqueceu de dizer que está torcendo para o “Brasil dele”. O Brasil da podre e nojenta elite e da burguesia. Os menos bafejados pela fortuna, bem… estes são pobres, não interessam.

lula_estadistaPortanto, a esses pobres, aos quais me incluo, o que restará caso o STF insista em continuar com a perseguição a Lula, o maior estadista que o País já teve, e o único que se preocupou com as classes menos favorecidas, só resta a desobediência civil. Trocando em miúdos e traduzindo para o Português-BR, a violência.