terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Avião cor de rosa, tripulado por mulheres, alerta sobre câncer de mama

O Aeroporto Internacional dos Guararapes passou por momentos de intensas feminilidade e consciência coletiva durante a ‘Invasão Rosa’, realizada por cerca de 100 pessoas, na manhã desta terça-feira (14), em prol de politicas públicas mais eficientes no que diz respeito à prevenção do câncer de mama. A iniciativa teve direito a um avião com detalhes em cor de rosa e à panfletagem por parte de grupos de apoio a pacientes e ex-pacientes da doença, que, somente este ano, teve 50 mil novos casos diagnosticados.
As inscrições ‘Rosa e Azul’ resumiam a proposta de montar um símbolo contra o câncer de mama, promovida pela Azul Linhas Aéreas Brasileiras, a terceira companhia de aviação do mundo a aderia à causa. Para a surpresa de muitos clientes, a tripulação, toda trajada em rosa, é composta exclusivamente por mulheres, inclusive a dupla de pilotagem. “É muito diferente, mas aprovei a iniciativa. É uma oportunidade de fazer a gente refletir sobre o assunto, que é sério, mas que muitas vezes passa desapercebido”, avaliou a economista Soraya Rosa, que chegou ao Recife no voo.
A iniciativa fez parte da Semana Rosa e Azul, que teve início no último dia 06 de dezembro e termina hoje, depois que a aeronave pousar em São Luis, no Maranhão, após escala em Fortaleza, no Ceará. De acordo com a copiloto Caroline Damé, a ação vai além da representação e da conscientização das mulheres. “É uma forma de fazer entender que essa é uma doença que, diagnosticada cedo, tem quase 100% de cura. Além de ser uma surpresa boa para os clientes, que já não têm preconceitos por sermos todas mulheres e até pedem para tirar foto com a gente”, afirma.
Fora da pista de pouso, dezenas de adeptos da causa, vestidos de cor de rosa, também abordaram os familiares e amigos dos passageiros, que aguardavam nos corredores do aeroporto. Com explicações práticas, distribuição de panfletos e até uma palestra do oncologista Glauber Leitão, eles chamaram a atenção para o autoexame e exigiam maior atenção dos órgãos públicos de saúde. “É preciso equipar melhor as instituições públicas e incentivar mais a busca por acompanhamentos médicos regulares por parte das mulheres. A maior parte dos casos diagnosticados este ano já estavam em estágio avançado. Esta quadro precisa mudar”, defende Leitão.
Do Pernambuco.com

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Este espaço é livre. Os comentários são de total responsabilidade dos seus remetentes, não representando necessariamente a minha opinião.
Todos os comentários serão publicados após moderados, mas os comentários anônimos nem sempre serão respondidos.
Porém, não serão tolerados spams, insultos, difamação ou ataques pessoais a quem quer que seja.
Textos ofensivos ou que contenham agressão, discriminação, palavras ou expressões grosseiras e sem estarem inseridas no contexto, ou que de alguma forma incitem a violência ou transgridam leis e normas vigentes no Brasil serão excluídos.