terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Dono vai preso ao tentar matar cão afogado

Um cachorro foi salvo por policiais militares, após o seu antigo dono tentar, por várias vezes, afogá-lo no Canal de Camburi. Com uma pedra amarrada ao pescoço, o cão escapou da morte, por três vezes, conseguindo chegar à margem. Na quarta tentativa de assassinar o bicho, os policiais Leonardo Souza e Leonardo Pereira Lúcio deram voz de prisão a Caio Fernando, de 19 anos. A cena aconteceu na noite desta segunda-feira (27), na Ponte da Passagem, em Vitória.
Os policias, que faziam um patrulhamento de rotina na região, ainda foram surpreendidos com uma cena de selvageria: o rapaz mordeu um dos militares, ao ser abordado. Ele foi conduzido ao Departamento de Polícia Judiciária (DPJ) de Vitória, onde foi autuado. 

Já o cão, uma mistura de poodle com raça não definida, tem apenas dois anos e aparenta maus- tratos. Caio Fernando alegou que ia matá-lo, porque estava cheio de carrapatos. Segundo os policiais, o animal é bastante dócil e está muito cansado, devido ao esforço em nadar com a pedra pendurada ao pescoço. Ele está internado em uma clínica veterinária e recebe cuidados.
A soldada Lorena Lima Daleprane, que apoiou a dupla de policiais, ficou sensibilizada com a situação e resolveu levar o cachorro para casa. Ela disse que vai cuidar dele, até conseguir alguém que goste de animais para adotá-lo. A previsão para que ele saia da clínica é de pelo menos dois dias. A partir daí, estará apto para adoção. Os interessados podem entrar em contato com a soldada Daleprane, pelo telefone 8132-8182.
Quem maltrata ou abusa de animais está infringindo a Lei 9.605/98, que trata dos crimes de meio ambiente. A punição, nesses casos, varia de três meses a um ano de detenção. A Justiça também pode determinar o pagamento de multa, que, em geral, varia de um salário mínimo a  R$ 5 mil.
Denúncias de maus-tratos a animais podem ser feitas em qualquer unidade policial. O cidadão que quiser registrar  denúncia, diretamente na Delegacia de Meio Ambiente, deve ligar para 3236-8136 ou para o Disque-Denúncia 181.

Do: Gazeta Online

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