sábado, 11 de dezembro de 2010

Guerrilha virtual está em andamento

Os ataques a sites por defensores do WikiLeaks mostram que a guerra virtual do século 21 evoluiu, tornando-se mais amadora e anárquica do que muitos previam. Nos últimos anos, vários países passaram a injetar consideráveis recursos na segurança virtual, de olho, sobretudo, na ameaça de grupos como a Al-Qaeda ou Estados inimigos. Mas as tentativas de silenciar o WikiLeaks, após o vazamento dos 250 mil telegramas da diplomacia americana, resultaram em algo bem distinto desse cenário: uma espécie de rebelião popular entre as centenas de milhares de ativistas especializados no campo tecnológico.
"A primeira guerra informatizada séria foi iniciada", disse John Perry Barlow, fundador da Eletronic Frontier Foundation e letrista da banda Grateful Dead, aos seus seguidores no Twitter. "O campo de batalha é o WikiLeals. E vocês, os soldados."
Um grupo que se denomina Anonymous colocou a frase de Perry no site intitulado "Operação para vingar Assange", referindo-se ao fundador do WikiLeaks, Julian Assange. O grupo usou o Twitter para coordenar os ataques a websites de entidades que estariam tentando silenciar o WikiLeaks. Foram alvos dessas ações o Mastercard, Visa e um banco suíço - todos haviam bloqueado pagamentos ao WikiLeaks, aparentemente sob pressão dos EUA. As páginas do governo e da promotoria da Suécia, que pediram a extradição de Assange por crimes sexuais, também foram atacados. Alguns defensores do WikiLeaks dizem que as acusações têm motivação política.
"O gênio saiu da garrafa e pode ser muito difícil colocá-lo nela novamente", disse Jonathan Wood, analista da Global Risks. "Em países como China e Irã, eles conseguem contornar a situação fechando sites por um tempo. Mas ninguém acha que isso será politicamente possível no Ocidente." 
Fonte: Estadão

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