sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

"Chá caseiro". É a receita dada pela Cooperativa dos Pediatras no ES

 Por: Eliseu

"Rezar ou tomar chá caseiro". Essas foram as sugestões que o advogado da Cooperativa dos Pediatras do Espírito Santo, Alexandre Rossoni, deu à população que necessita dos serviços públicos de saúde, caso o governo não aceite a proposta de aumento salarial da categoria. Os pediatras querem um salário de R$ 14 mil por 40 horas semanais trabalhadas. Atualmente quem trabalha essas horas por semana, ganha R$ 1,8 mil.
      Foto: Letícia Cardoso
Advogado Alexandre Rossoni

Outra saída apontada pelos médicos é de que o Estado firme contrato com a cooperativa. Neste caso eles ganhariam entre R$ 12 e R$ 14 mil por um plantão de 24 horas. 
"Daqui há 15 dias, se nada for feito, todos esses 127 param de trabalhar, infelizmente. Com isso a população tem que rezar ou tomar chá caseiro, que as vezes funciona. Nossas negociações com o governo já acontecem há algum tempo. Eles sabem das nossas dificuldades, mas nada foi feito no sentido de resolver o problema", disse. 
A Secretaria Estadual de Saúde ressalta que todos os especialistas médicos que atuam no Estado recebem o piso remuneratório de R$ 3.697,29, por 24 horas semanais. 
Atualmente, 434 pediatras, sendo 319 efetivos e 115 contratados temporariamente, atuam na rede estadual. Até o momento, 63 profissionais protocolizaram solicitações de desligamento ou exoneração junto à Sesa.
Alexandre Rossoni explicou que a situação pode ficar caótica, já que outros 49 pediatras também pensam em pedir demissão nos próximos dias. Os pedidos só não foram feitos com os demais pelo fato de todo eles estarem próximos de se aposentarem. Essa negociação também será realizada nos próximos 15 dias.
Dos 127 pediatras que pediram demissão, 90 trabalham em hospitais da Grande Vitória. A maioria trabalha nos hospitais infantis de Vitória e de Vila Velha. E as reivindicações dos médicos não ficam só na esfera salarial. Eles também exigem a contratação de mais profissionais e o aumento no número de leitos nos hospitais. 
"Essas demissões vão inviabilizar todo atendimento de urgência, emergência, pronto socorro e atendimento ambulatorial de todo Estado.
E o principal prejudicado com essa decisão, como sempre, é aquele que necessita do atendimento público de saúde. É uma decisão muito radical, e um desrespeito com a população o que disse o advogado da Cooperativa dos pediatras.



Fonte: Gazeta Online

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