quarta-feira, 30 de março de 2011

Desvio de merenda para comprar uísque e ração para cachorro

Por: Eliseu
É de embrulhar o estômago ver notícias como essas, que não são poucas, denunciando esses ladrões travestidos de prefeitos, deputados, vereadores e afins que pululam pela política brasileira, e que são eleitos pelo voto de incautos cidadãos, que são os mais prejudicados.
Em Alagoas, uma operação realizada nesta quarta-feira pela Polícia Federal, a Controladoria-Geral da União e o Ministério Público Federal pretende desarticular um esquema de desvio de verbas de merendas escolares em Alagoas.
A Operação Mascotch, como é chamada, deve cumprir 16 mandados de prisão temporária e 28 mandados de busca e apreensão. A ação ocorre nos municípios alagoanos de Maceió, Arapiraca, Limoeiro de Anadia, Lagoa da Canoa, Girau do Ponciano, Poço das Trincheiras, Senador Rui Palmeira, Belo Monte, Estrela de Alagoas, Jacaré dos Homens, Quebrangulo, Feira Grande e Traipu.
Dentre os mandados, de acordo com a CGU, há buscas sendo realizadas nas sedes das prefeituras de Girau do Ponciano, Poço das Trincheiras, Senador Rui Palmeira, Belo Monte e Estrela de Alagoas.
Os recursos desviados, ainda segundo a Controladoria, eram utilizados no pagamento de compras pessoais, inclusive na aquisição de uísque, caixas de vinho e ração para cachorro, enquanto centenas, talvez milhares de crianças passam fome, a maioria delas tendo como única fonte de alimentação a merenda escolar roubada por esses bandidos de gravata.

Operação Caetés

A operação desta quarta é um desdobramento da Operação Caetés, executada em outubro 2010 e que também investigou um esquema de desvio de recursos da alimentação escolar. Na ocasião, foram cumpridos oito mandados de prisão temporária e 16 mandados de busca e apreensão.

A investigação teve início após uma suspeita, levantada em fiscalizações da CGU, de que algumas empresas se alternavam frequentemente como vitoriosas em licitações nos municípios em que ocorre a operação. Entre 2007 e 2009, 13 licitações renderam ao grupo empresarial investigado contratos no valor aproximado de R$ 8 milhões, segundo a Controladoria.
E o mais triste de tudo isso é saber que quando são pegos pela polícia, nada acontece. As leis são elaboradas por eles próprios, ou seus pares.

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