quarta-feira, 13 de abril de 2011

Desarmamento resolve?

Por: Eliseu
Alguns de nossos políticos estão aproveitando a repercussão do massacre de realengo, promovido por uma pessoa desequilibrada, para aparecer com suas idéias "geniais".
O presidente do Senado, José Sarney já deu andamento ao  projeto de plebiscito sobre a venda de armas no Brasil, com o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia declarando ser contra. Está formada a polêmica.
Armas entregues pela  população
Essa discussão já foi encerrada com o plebiscito de 2005, com mais de 60% da população decidindo pela venda. E a  decisão tem que ser respeitada. E as ideias não param por aí. Falam em detectores de metal, vigilante armado e coisas do gênero.
A fortuna que seria gasta com novo plebiscito poderia ser investida melhor, ajudando a estruturar os serviços de saúde, no caso a saúde mental que chega a ser mais precária do que outras áreas de nossa saúde pública.
Não precisa ser psiquiatra, psicólogo ou qualquer raio de especialista para saber que se houvessem identificado e tratado o desequilíbrio mental daquele indivíduo, dificilmente teria chegado a tal ponto.
Voltando ao massacre, naquele momento nem detector de metal e muito menos vigilantes armados, mesmo que fossem preparados, -que a maioria quase absoluta não é-, o teriam impedido. Ele foi de surpresa e determinado a matar. Fuzilaria quem atravessasse seu caminho só aumentando o número de vítimas. E escola não é presídio.
Não é desarmando o cidadão honesto que vai ser resolvida a questão da violência. Tem sim que enrijecer o código penal e fazer cumprir a lei, com a polícia investigando e prendendo, ter meios legais para a condenação verdadeira, e o cumprimento INTEGRAL da pena. Cidadãos honestos não saem por aí tirando vidas. Quando usa uma arma é para defesa própria ou de sua família. Alguns argumentam que existe muitas armas que foram compradas legalmente e depois roubadas de seus propietários, mas o que dizer de fuzis AR 15, AK 47, bazucas, sub-metralhadoras e até metralhadoras em mão de bandidos? Essas armas não são vendidas em lojas especializadas. Elas entram ilegalmente pelas fronteiras, assim como drogas. Afinal não somos produtores de coca. Então porque não utilizar homens do Exército, Marinha e Aeronáutica para defender nossas fronteiras, que aliás é de competência das forças armadas, para combater o tráfico? Ou será que há interesses por trás disso?
Sempre fui a favor do cidadão de bem não só poder comprar uma arma, como também portá-la, e desarmar o bandido. Em 2005 nossos ilustres representantes tentaram tirar as armas até de policiais militares reformados e aposentados, no caso da polícia civil, que durante toda a vida enfrentaram bandidos e depois teriam que se virar "na mão". Para o Senador Sarney e seus pares é fácil pensar em desarmar, quando se tem uma legião de seguranças armados e preparados para protegê-los, claro, pagos com nosso dinheiro. Aqui abaixo da linha do equador as coisas funcionam de modo contrário, com o bandido sempre na vantagem.
No caso do massacre, os aplausos são apenas aos policiais que cumpriram sua obrigação, chegando rapidamente ao local e interrompendo a ação antes que mais inocentes perdessem a vida . No Brasil vivemos uma inversão de valores tamanha que quem apenas cumpre suas obrigações é merecedor de gratidão. 

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