segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Corte de “rating” nos EUA deixa Europa em pânico

Ilustração Desta vez, foram os EUA a sofrer um corte de ‘rating'. Mas até agora, a ação sem precedentes levada a cabo pela Standard & Poor's (S&P) ameaça ter maiores consequências para a zona euro, do que para a economia norte-americana. Enquanto os gurus mundiais desvalorizaram o impacto da medida no dólar, os líderes da moeda única levaram o fim-de-semana a preparar aquela que promete ser mais uma semana negra na crise das dívidas soberanas do euro.

Desde 2008, os mercados já aprenderam que não há bancos demasiado grandes para cair. Sexta-feira à noite tiveram a confirmação de que também não há países suficientemente poderosos que escapem à pressão das agências de ‘rating'. Pela primeira vez, a S&P retirou a nota máxima à dívida dos EUA, cortando os anteriores ‘AAA' em um nível, para ‘AA+'. A medida foi tomada já depois de os mercados terem fechado na Europa, EUA e Ásia. Mas as bolsas do Médio Oriente, muitas funcionando no domingo, afundaram. O principal índice em Israel perdeu 7% e o do Egito caiu 4%.

Contudo, mesmo com o epicentro na América do Norte, as maiores ondas de choque registaram-se na zona euro. É que depois da ação da S&P - que garante que se a trajetória da dívida dos EUA não se inverter, será repetida -, os analistas voltam os olhos para França, outro país do G7. E com Espanha e Itália já sob o fogo dos mercados, a zona euro não tem meios para responder a um terceiro grande país contagiado.

Recorde-se que, na semana passada, a escalada dos juros da dívida espanhola e italiana atirou as bolsas europeias para as maiores perdas desde Novembro de 2008. A "depressão" que afeta os mercados acionistas acentuou-se, retirando 2,5 biliões de dólares (1,75 biliões de euros) às bolsas mundiais, em apenas cinco sessões.

Por: Económico

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