sábado, 1 de setembro de 2012

Se é PT, STF inverte ônus da prova

“Até que enfim”. Esse é o título da Revista Veja desta semana, mostrando um corrupto preso, afirmando que o Brasil volta a saber distinguir o certo e o errado, antecipando a prisão de João Paulo Cunha

Por: Eliseu

veja_lamaA Revista Veja já dá como certa a prisão de João Paulo Cunha, no que está correta se confirmar o entendimento do Supremo Tribunal Federal de que “crimes de corrupção no setor público serão punidos sem a necessidade de comprovações cabais e definitivas” – indícios e provas tênues serão aceitos pelos ministros, desde que sejam contra o PT.

Esta a nova realidade registrada na capa deste fim de semana da revista Veja, que traz o título “Até que enfim”, a imagem de um corrupto atrás das grades e a informação de que o Brasil estaria, agora, reencontrando seu rumo ético e voltando a saber a distinguir o certo do errado.

Resta saber se o certo é o que a própria Veja anda fazendo. Se misturando com bandidos como o Carlinhos Cachoeira, em que o diretor da sucursal de Brasília Policarpo Jr. numa estreita relação com o criminoso Cachoeira, encomendando entre outros crimes, “grampos” contra o deputado Jovair Arantes (PTB/GO). Em reportagem recente a mulher de Cachoeira disse que Policarpo Jr. era empregado do criminoso goiano.

Antes do mensalão, o STF era tido como garantidor dos direitos individuais. A partir de agora, atendendo aos apelos da mídia golpista, o PIG, mudou de postura e rasgou a Constituição que deveria resguardar em sua plenitude. Inverteu o ônus da prova. Caberá aos réus que tenham ligação com o PT demonstrar sua inocência e não aos acusadores comprovar a culpa.

Conforme artigo publicado pelo Brasil 247, a prisão de João Paulo Cunha, portanto, não deverá ser a última. E o objetivo maior é a detenção do ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu. Assim, com o “capitão do time” do primeiro governo Lula encarcerado, será possível carimbar, no peito do presidente mais popular da história recente do País, a marca da corrupção.

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