quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Jornalista do Jornal do Commercio tenta desconstruir a imagem de Lula com uma nota sofrível

Do Terra Brasilis

Por DiAfonso [Editor-geral do Terra Brasilis]

Fico me perguntando o que leva certos jornalistas a escreverem, maliciosamente, determinadas bobagens. Uns dirão que jornalistas estão, neste estágio em que se encontra a mídia nacional, obrigados a uma sujeição sem medida à linha editorial da empresa onde trabalham; outros afirmarão que muitos jornalistas escrevem olhando para o nariz de seu "partidarismo", de sua posição ideológica e nenhum compromisso com a informação fidedigna dos fatos. 

Aos que pertencem ao primeiro grupo pode-se dar um desconto, não sem antes alertar para um aspecto importante: a ética profissional é imperativa e impõe limites atitudinais, mesmo que as "inclinações editoriais" do veículo de comunicação a que esses jornalistas estejam vinculados os obriguem a, astuciosamente, deturpar a realidade. 

Aos dos segundo grupo não deve haver perdão, pois, defenda-se a vertente ideológica que defender, o profissional da informação tem o papel de informar e não o de deformar os fatos.

Um exemplo de jornalista que age de modo partidarizado e com viés malicioso está na edição de hoje, 22/11, do Repórter JC, do Jornal do Commercio. Leiam:


O que se pode ler acima? O jornalista se esquece de informar a premiação para fazer um contraponto nada abonador em relação ao ex-presidente Lula. Ora, Lula deve ser o ganhador de todos os prêmios para os quais seja indicado? Acaso não seria de louvar que um programa como o Todos pela Educação tenha saído vitorioso sem desvalorizar outros concorrentes? 

A tendenciosidade na nota fica mais clara quando não só Lula, mas também o Senai [Sistema educacional de grandes serviços prestados em prol da formação de capital humano para indústria] concorreram e obtiveram idênticos 19 pontos.

Ora, Lula e o Senai figuram como empatados, contudo a chamada na nota releva apenas o fato de Lula não ter conquistado a premiação. O título da nota é claro: "Programa venceu Lula". O Senai parece que não foi relevante para a chamada da nota.

Ademais, percebe-se a escalada na desconstrução da imagem vitoriosa de Lula, levada a cabo pela mídia corporativa, da qual o Sistema Jornal do Commercio de Comunicações faz parte.

Por último, fico refeltindo sobre o pensamento dos que defendem o argumento de que o jornalista está a serviço da linha editorial de tal ou qual veículo de comunicação e transfiro esse argumento para o profissional da educação. Será que o educador deve se prestar ao papel de discriminar alunos negros, homossexuais e pobres porque o regimento e a linha pedagógica de uma deteminada instituição educacional assim o exijam, ainda que de forma sutil? 

Seria o fim...

Um comentário:

  1. todos já perceberam a maldade da rede globo,ou os mais inteligentes,por exemplo,agora a pouco estava vendo a ironia e o desdem ao falar do lula ,aquela cristiana lobo que eu tenho pena de alguem ser assim tão infeliz sem paz,que vive destilando seu veneno mortal,coitada não sabe ela que tudo vai lhe voltar em forma de sofrimentos ou doença incurável,me dá pena realmente.

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