domingo, 30 de dezembro de 2018

Bolsonaro, o mito satânico!

"Vamos fuzilar a petralhada aqui do Acre. Vamos botar esses picaretas para correr do Acre. Já que gostam tanto da Venezuela, essa turma tem que ir para lá. Só que lá não tem nem mortadela. Vão ter que comer capim mesmo", ressaltou o Bolsonaro.

Por: Eliseu

bolsonaro_arma_ditaduraPode-se dizer sem sombra de dúvida que o presidente eleito Jair Bolsonaro é um mito. (Mito, segundo os dicionários, é uma ficção, um ser sobrenatural, um herói, uma figura cuja existência não pode ser comprovada e domina o imaginário coletivo). Mas Bolsonaro é “Mito satânico”! Porque digo isso? De acordo com as Escrituras Sagradas, em MT 6:24 “ninguém pode servir a dois senhores”. Bolsonaro está servindo a todos os senhores. Apesar de até agora ter dado certo, não poderá terminar bem.

Bolsonaro afirma ser católico, mas alega ter frequentado a Igreja Batista por 10 anos. Em 2016, foi batizado no rio Jordão por um pastor evangélico da Assembleia de Deus, Silas Malafaia conduziu seu terceiro casamento, aparece em vídeo realizando um culto na Maçonaria, e agora aparece nas redes sociais como seguidores do judaísmo. Afinal o que esse ser imbecil é?

E o que mais assombra é ele ter conseguido a quase totalidade dos votos dos evangélicos. Estes deveria pregar a paz, harmonia, família, etc. Tudo contra o que prega Bolsonaro.

De acordo com o site Congresso em Foco, Bolsonaro, capitão reformado do Exército, vende-se como homem acima de qualquer suspeita. Mas suas três décadas de trajetória política são bem menos épicas do que supõem muitos dos seus seguidores. Já usou verba da Câmara para custear despesas durante viagens em que teve atividades de pré-candidato a presidente. Tornou-se objeto de atenção pública, pela primeira vez, acusado de planejar a explosão de bombas em instalações militares. Foi alvo de várias acusações criminais. No portal do Supremo, aparece como réu em duas ações penais, nas quais é acusado de injúria e apologia do estupro por ter afirmado, na Câmara, que não estupraria a deputada Maria do Rosário (PT-RS) porque ela “não merece”.

É ainda investigado pelo Ministério Público por apologia da tortura, por ter homenageado o coronel Brilhante Ustra, primeiro torturador reconhecido como tal pelo Judiciário brasileiro, ao votar pelo impeachment de Dilma,

Sua produção legislativa é pífia. Nunca ocupou cargo de destaque na Câmara. Sempre integrou o chamado baixo clero, grupo de congressistas com pouca projeção, e é mais conhecido pelas confusões em que se mete do que por sua atuação parlamentar.

Em quase três décadas como deputado, nunca relatou proposições de destaque nem presidiu comissões ou liderou bancada. O deputado é recordista em representações no Conselho de Ética. Com quatro processos, ele é o único que alcançou esse número desde que o conselho foi instalado, em 2001. O filho Eduardo Bolsonaro, em seu primeiro mandato, foi alvo de outros dois.

Zeloso da fama de político honesto, com a qual tenta se diferenciar dos colegas e adversários, Jair Bolsonaro tem viajado país afora em campanha presidencial, bancando parte dos custos com a cota parlamentar da Câmara. Seja para pagar hotel, seja para voar até cidades em que reúne um público inflamado em aeroportos e auditórios. Segundo ele, não há irregularidade porque está cumprindo agenda relacionada ao mandato.

A bomba que fez o político

Dono atualmente de um discurso de ordem e disciplina militar e de críticas ferrenhas a movimentos sociais, o então capitão Jair Bolsonaro apareceu pela primeira vez no noticiário em 1987, nas páginas da revista Veja, após ser acusado de elaborar um plano para explodir bombas em quartéis como forma de protesto por baixos salários. Quando a reportagem foi publicada, Bolsonaro negou tudo ao então ministro do Exército, Leônidas Pires, a quem acusara de frouxidão e de tratar os militares como “vagabundos”.

A revista publicou então, na semana seguinte, o que classificou como provas do crime: um croqui desenhado pelo próprio Bolsonaro de como poderia bombardear a adutora de Guandu, no Rio, e um segundo desenho que mostrava a localização de outro capitão que apoiava os atos dele. Acusado por cinco irregularidades, o capitão Bolsonaro teve de responder a um Conselho de Justificação, formado por três coronéis. Ele foi condenado sob a acusação de ter mentido durante o processo.

A avaliação do conselho era de que ele tinha “excessiva ambição em realizar-se financeira e economicamente, revelando com isso conduta contrária à ética militar”.

Este é o cidadão que principalmente a maioria dos evangélicos preferiram. O que posso dizer? “Quem com porcos se mistura, farelos come”. Ou seja, na minha modesta opinião são iguais a ele.

Mas até primeiro de janeiro muita água pode correr. Com medo o “machão” está. E não seria o primeiro a “adoecer” na véspera da posse. O diabo é que assumiria Mourão, o próprio demônio!