sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Governo prepara pacote para taxação de grandes fortunas, diz Gleisi

O governo da presidenta Dilma Rousseff prepara um pacote para taxar as grandes fortunas. A medida, que é uma reivindicação das centrais sindicais e movimentos sociais com alternativa para conter as contas públicas e não sacrificar os trabalhadores, foi confirmada pelo ministro Nelson Barbosa (Planejamento), na quarta-feira (25), em uma reunião no Planalto com a bancada do PT no Senado.

No: Vermelho

A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), em entrevista à Folha de S. Paulo, afirma que Barbosa disse que haverá ação sobre os mais ricos. “Nós colocamos que essas medidas eram importantes, que achávamos que deviam ser feitas algumas adequações (nos ajustes já anunciados), mas que seria muito importante que tivéssemos também medidas que atingissem quem tem renda maior na sociedade, seja na área de impostos ou outras medidas”, afirmou a senadora.

Segundo ela, Nelson Barbosa afirmou aos senadores que o governo está “estudando e vai haver medidas que vão atingir o andar de cima”.

Reforçando o compromisso de amplo diálogo, os ministros têm mantido as conversas com diversos setores para ouvir suas propostas e reivindicações. Além de Barbosa, o Planalto escalou mais quatro ministros para conversar com os senadores na reunião: Carlos Gabas (Previdência), Pepe Vargas (Relações Institucionais), Miguel Rossetto (Secretaria-Geral da Presidência) e Manoel Dias (Trabalho).

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Saúde na Serra/ES. O caos continua

Para Audifax (PSB), saúde é segundo, terceiro ou quarto plano. Talvez nenhum plano

Por: Eliseu 

ScanDia 21 deste mês fiz uma postagem sobre o caos que vive a saúde – para não dizer todos os setores da Serra/ES – que deveria ser administrada pelo prefeito eleito Audifax Barcelos (PSB) e que até o momento não mostrou a que veio. A publicação se referia ao desperdício de água na Unidade Regional de Saúde de Novo Horizonte. Ontem estive lá e fui conferir, e a situação continuava a mesma. Parece que houve um aperto na “bendita” torneira pois vazava menos, o que foi alvo de uma postagem na minha página pessoal do Facebook de hoje.

Pois bem, hoje retornei para pegar um medicamento que me foi prescrito e cadê o mesmo? O gato comeu. Ou alguém roubou. Desvio para mim significa roubo. Para não ser chamado novamente de mentiroso como fui hoje pela gerente da Unidade de Saúde - ela “jurou de pé junto” - que a torneira está funcionando perfeitamente mesmo eu tendo me disposto a mostá-la, segue a receita com o “acabou hoje”, que também é uma deslavada mentira da atendente uma vez que ontem ainda de manhã ela havia me dito que “ainda temos 20 comprimidos”. Não peguei porque não estava de posse da receita, mas já sabia que seria prescrito. A mentira é cristalina, será que em toda parte da tarde nenhum paciente teve esse medicamento (ansiolítico, que o brasileiro anda “comendo” para suportar um pouco mais os problemas do dia a dia) prescrito em uma das maiores unidades de saúde do município. E eu cheguei na farmácia da unidade e a mesma ainda estava fechada e nenhuma das quatro pessoas que estavam à minha frente pegou tal medicamento. Estranho, no mínimo!

E enquanto era chamado de mentiroso pela gerente da Unidade, que obviamente não usa crachá de identificação, como quase todos os funcionários que pensam ser semideuses, pude observar que várias pessoas saiam sem conseguir os mais diversos medicamentos, principalmente para hipertensão e diabetes. E a gerente me disse que vai fazer o pedido no sábado, dia 28. “Só não posso garantir que venham”, disse. Incompetência pouca é bobagem.

Para Audifax (PSB), saúde é segundo, terceiro ou quarto plano. Talvez nenhum plano! “Quem Não sabe escolher seus subordinados não merece o comando”. É o que penso.

Finalmente, para não dizerem que é implicância desse bloqueiro com Audifax (PSB), está ai o link de uma das várias postagens que fiz sobre o mesmo tema. Só que quem comandava o circo era Sérgio Vidigal (PDT), suposto inimigo político de Audifax. Basta clicar em qualquer local deste parágrafo, que abrirá o post intitulado “No ES caos na saúde não tem fim”, de 23/6/2012.

As cinco perguntas que a Sabesp se recusa a responder

Governo Alckmin mantém contratos especiais com empresas que mais consomem água em São Paulo, mas se nega a dar detalhes

No: CartaCapital 

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Enquanto milhares de pessoas enfrentam racionamento e outras mudam seus hábitos para economizar água, diante da crise hídrica em São Paulo e dos alertas divulgados em cadeia de rádio e televisão, a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) se nega a divulgar informações de interesse público sobre os maiores consumidores do produto no Estado.

Responsável por 40% do gasto com água em São Paulo, indústrias e empresas têm desconto especial e pagam um valor menor por litro do que os consumidores comuns. Mas, mesmo diante de uma situação de calamidade pública, o governo Geraldo Alckmin se recusa a divulgar detalhes e a lista completa dos 500 beneficiados pelos contratos “premium”.

Diante das revelações feitas pelo El País e a Agência Pública, a reportagem de CartaCapital procurou a Sabesp para entender qual a atual situação dos contratos firmados entre o governo e os maiores ‘gastadores’ de água em São Paulo. Segundo a versão brasileira do jornal espanhol, o contrato vigente com os grandes consumidores premia o consumo, pois quanto mais água usar, menor será o preço pago por litro de água. No documento revelado pela publicação aparecem 294 clientes, com o respectivo consumo e tarifas pagas, mas não constam na lista as indústrias.

Clientes como os shoppings Eldorado, Pátio Higienópolis e Villa Lobos, a TV Globo e os clubes Pinheiros e Hebraica, todos membros desse grupo privilegiado, têm um desconto de 55% no valor pago por cada mil litros de água (R$ 6,27). Já os clientes comerciais sem o contrato especial e toda a população abastecida pela empresa pagam mais do que dobro disso, ou seja, R$ 13,97 a cada mil litros. Para a Agência Pública, que solicitou a lista completa por meio da Lei de Acesso à Informação, a Sabesp respondeu que adotou essa política para proteger o “segredo industrial” e o “direito à privacidade e intimidade” das empresas e indústrias.

alckmin_corrupçao_sabesp_tucanoQuestionada se ainda mantém os contratos vigentes e denunciados na imprensa, a Sabesp admitiu a CartaCapital que existem 500 contratos de “Demanda Firme”, como são chamados, na região metropolitana de São Paulo. Mas afirmou que, desde de fevereiro de 2014, os grandes clientes foram “liberados do consumo mínimo e incentivados a buscar fontes alternativas”. Isso porque até então, para terem acesso às tarifas especiais, as empresas tinham que gastar uma quantidade mínima de água, estipulada em contrato. Quem usava mais que esse volume, pagava menos. Essa situação acontecia até um ano atrás, quando a possibilidade de falta de água já era uma realidade, amplamente divulgada nos meios de comunicação.

Se as empresas não precisam mais gastar um grande volume de água para ter direito à tarifa mais barata, os beneficiados por esses contratos continuam pagando preço inferior ao cobrado de residências? A Sabesp não responde. Assim, como também não informa quais são as indústrias que são beneficiadas por esse tipo de acordo ou ainda se a empresa estatal tenta renegociar ou encerrar esse tipo de contrato, tendo em vista a gravidade da atual situação. Estas e outras questões foram enviadas pela reportagem de CartaCapital ao órgão sob comando do governo tucano, mas a assessoria de imprensa informou que não serão respondidas.

Abaixo, as cinco questões que o governo Alckmin, por meio da Sabesp, se recusa a responder:

1. A Sabesp tem 500 empresas com contratos de Demanda Firme. São empresas como o Shopping Eldorado, que sozinho consome o mesmo volume de água do que 2.500 famílias de 4 pessoas. Esses contratos preveem descontos que podem chegar a 75%. Esses descontos continuam valendo mesmo com a ameaça de racionamento?

2. Quais as 500 empresas que possuem contrato de Demanda Firme e quanto cada uma delas consome de água?

3. Se os contratos de Demanda Firme continuam vigentes, por que a Sabesp não os renegocia, dada a gravidade da situação?

4. Quais incentivos ou cobranças a Sabesp está utilizando para as grandes empresas buscarem fontes alternativas de consumo de água?

5. O ônus para as empresas que aumentarem o consumo é o mesmo aplicado sobre a população ou também possui taxas de multa diferenciadas? Quantas já foram autuadas desta forma desde fevereiro de 2014?

Até o momento, só é de conhecimento público o nome de 294 empresas que possuem algum tipo de acordo para consumo de água com a Sabesp. Como mostrou a Agência Pública em janeiro deste ano, esse tipo de contrato começou a ser usado em 2002 pela Sabesp como forma de “fidelizar” clientes do comércio ou indústria que têm grande consumo de água. O governo terá, no entanto, até dia 28 de fevereiro para divulgar a lista completa já que o pedido da Agência Pública foi feito com base na Lei de Acesso à Informação.

Os 20 primeiros da lista parcial de maiores clientes da Sabesp:

1 - Manikraft

2 - Agro Nippo Produtos Alimentícios

3 - Tinturaria Pari

4 - Viscofan

5 - Hospital Albert Einstein

6 - SPTrans

7 - Santa Constância Tecelagem

8 - Shopping Eldorado

9 - Colgate Palmolive

10 - Avon

11 - CPTM

12 - Cenuhilton

13 - Eli Lilly

14 - Condomínio W. Torre JK

15 - Shopping Higienópolis

16 - Shopping Villa-Lobos

17 - Procter e Gamble

18 - Brookfield Brasil Shopping

19 - Clube Hebraica

20 - Esporte Clube Pinheiros

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Desperdício de água em Serra/ES do prefeito(?) Audifax (PSB)

Na Unidade de Saúde de Novo Horizonte falta tudo: médicos, enfermeiros, medicamentos, água gelada para os pacientes mas no banheiro a água sobra

Por: Eliseu

agua_desperdicio_audifaxHá mais ou menos 50 anos, desde os tempos em que era feliz e não sabia, na minha bem vivida infância em Tabaúna, aquele povoadozinho no município de Aimorés/MG, com seu então largo, caudaloso, de límpidas águas e muitos peixes, o rio Manhuaçu, perfeito para a molecada se refrescar e “pintar o sete”, também o oito, nove… claro sem que as mães soubessem, que ouço os ambientalistas alertarem para o cuidado com a natureza. Não jogar lixo em locais impróprios, não matar os bichos, enfim, cuidar do nosso planeta.

No início era uma campanha tímida até porque as comunicações eram difíceis. Nos últimos anos os apelos se intensificaram cada vez mais e hoje com os rádios, televisões, internet, ninguém pode alegar desconhecimento da causa ambiental. Mas nós os humanos, que nos intitulamos como “seres racionais” estamos destruindo – ou já destruímos -nosso habitat.

Mas divagações e lembranças à parte, fato é que em plena crise hídrica que tem afetado grande parte do país, inclusive o Espírito Santo, a responsabilidade sempre é jogada sobre nós, pacatos cidadãos. São campanhas e mais campanhas pedindo para não lavar carro, calçada, fechar a torneira aos escovar dentes, etc. Ameaça do aumento do valor da água e muito mais.

Mas aqui na cidade de Serra, no Espírito Santo, já em março de 2012, na péssima gestão de Sérgio Vidigal, comparsa (se dizem inimigos para se perpetuarem no poder, o que tem conseguido fazer de forma magistral) do atual prefeito(?) Audifax (PSB) que esse blogueiro vem denunciando o mau uso da água em nossa cidade, o que foi feito em diversas outras ocasiões.

Pois bem, ontem estive na Unidade de Saúde de Novo Horizonte e fiquei estarrecido com o descaso que a prefeitura, com seu prefeito(?) Audifax (PSB) à frente, trata o município. A falta de medicamentos é uma constante, na sala de vacina, que na verdade é o que fui fazer, me vacinar, tinha um aviso: “dia 20 não funcionaremos”. Só faltou completar: “quem vier que se lasque!”. Mas o pior está por vir. Certamente já viram a foto acima. Isso mesmo, ao entrar no banheiro a situação era aquela. A torneira simplesmente não fechava. Será que quantos litros são desperdiçados por dia? Multiplicando por meses, porque nunca é consertado… Quem sabe um dos “peritos” da Globo não determine a quantidade?

Quem achar que é intriga desse blogueiro e que ele abriu a torneira para tirar a foto, vá segunda cedinho que verá in loco a situação.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Os pecados de Dilma

A presidenta cometeu e comete alguns, mas nunca foi desonesta. Tentar provar o contrário é tempo perdido

Por: Mino Carta, no CartaCapital 

dilma_fhc_ucano_corrupçaoAdhemar de Barros levou para casa as urnas marajoaras do museu. Ernesto Geisel, os vasos chineses presenteados por autoridades estrangeiras em visita oficial. Exemplos daquele patrimonialismo que o ministro Levy parece desconhecer. Mas há formas piores.

O presidente da Petrobras aos tempos da ditadura do acima citado Geisel, Shigeaki Ueki, foi o primeiro grão-mestre da corrupção na empresa criada por Getúlio Vargas. Certo Barusco de quem muito se fala é destacado executivo da Petrobras desde meados dos anos 90, aquele período abençoado pela mídia deliciada, em que reinou Fernando Henrique, quando ainda não havia comprado os votos para conseguir no Congresso o seu segundo mandato, debaixo dos aplausos midiáticos.

A corrupção é endêmica no Brasil porque muitos políticos enxergam o poder alcançado pelo voto como de sua propriedade privada, assim como se dá com servidores do Estado, nomeados, os Barusco, os Duque, os Costa, os Cerveró e companhia. Mas, a bem da sacrossanta verdade, o espírito nacional tende, frequente e naturalmente, à tramoia, ao passa-moleque, à falcatrua, ao comércio do gato por lebre.

É também do conhecimento do mundo mineral que este é o país da impunidade. A quantidade de imponentes corruptos que vivem, ou viveram à larga antes de passar à outra vida, é infinda, além de certa e sabida, assim como acontece que rico não vá para a cadeia. Há mais de duas décadas, paira por trás dos lances mais duvidosos, quando não francamente criminosos, a marcarem a vida do poder à brasileira, a figura, fugidia e ao mesmo tempo de nitidez implacável, do banqueiro Daniel Dantas. Desde a privatização das comunicações, a maior bandalheira da história pátria, até os chamados mensalões e a Operação Satiagraha.

Não falta lenha para a fogueira da corrupção brasileira, cada vez mais abundante e de todas as procedências. Há quem escape, porém, na visão e no uso do poder, ao andamento comum. Em primeiro lugar, neste momento, Dilma Rousseff. O resultado da recente pesquisa Datafolha, pela qual 47% dos brasileiros acreditam que a presidenta está envolvida em corrupção, representa um equívoco clamoroso, adubado pelas ferozes interpretações do jornalismo nativo.

O que não há como pôr em dúvida é a honestidade de Dilma. Pode-se alegar sua ingenuidade diante do engano de que foi vítima, urdido por quem lhe era tão próximo. Pode-se alegar falta de experiência para lida complexa, ou da desejável vigilância. A presidenta, além de cultivar as melhores intenções, não daquelas que pavimentam o caminho do inferno, é moralmente inatacável. Ao contrário de Fernando Henrique, por exemplo.

As falhas de Dilma são de outra natureza e dizem respeito à prática da política. Ela não é mestra na matéria, embora saiba bastante de economia. Infensa à negociação, comunica-se com transparente dificuldade. Daí as relações difíceis com o Congresso e com o empresariado. Grave, deste ponto de vista, o afastamento de Lula, imbatível no trato político, mestre no assunto. Por mais compreensível que seja o propósito de se afirmar por conta própria, a presidenta errou ao se distanciar de quem seria seu melhor conselheiro.

Raros os momentos de aproximação, e sempre por mérito do ex-presidente, preocupado com as dificuldades da sucessora. Se ele estivesse nas imediações, é certo de que a presidenta não se rodearia de colaboradores nota 10 em incompetência, de efeitos deletérios tanto mais em tempos de crise gravíssima. Outros seriam os comportamentos dos parlamentares, enquanto os empresários teriam mantido um resquício de esperança.

As causas da crise têm origens diversas e Dilma não é, certamente, a responsável número 1. Muito antes do que ela e seus erros, surgem as consequências do neoliberalismo globalizado, a debacle do PT, a corrupção desenfreada dentro da maior empresa brasileira no quadro de um mal crônico, emblema da predação como característica inata. E a empáfia tucana, e a costumeira, irreversível prepotência da casa-grande, amparada pela desonestidade orgânica da mídia nativa. Mas Dilma, sinto muito, tem suas culpas em cartório. Nada a compartilhar, está claro, com a culpa alegada por Ives Gandra Martins na sua peça de delírio onírico confeccionada a mando tucano para demonstrar a viabilidade do impeachment. A todos aconselha-se a simples leitura da Constituição.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

“Perde tempo quem busca tese para impeachement”, diz Mino Carta

Jornalista diz que Dilma “comete muitos erros”, mas que não é “corrupta”, nem "desonesta"; “Quem se esforça para provar algum tipo de improbidade e busca ter um apoio jurídico para embasar a tese perde seu tempo, completamente”, afirma o diretor de redação da revista CartaCapital

No: Brasil 247

downloadQuestionado sobre a onda do impeachment, pregado pela oposição contra a presidente Dilma Rousseff, o jornalista Mino Carta reconhece que “não falta quem atire lenha nessa pseudo fogueira”, mas ressalta que essas pessoas perdem seu tempo.

“O que está faltando é uma boa leitura da Constituição”, alerta o diretor de redação da revista CartaCapital, que lembra do artigo que trata da improbidade administrativa praticada por um presidente, o que permitira que o Congresso o impedisse de governar.

Segundo ele, Dilma “comete muitos erros de estrita natureza política, mas corrupta ela não é, desonesta, ela não é”. “Quem se esforça para provar algum tipo de improbidade e busca ter um apoio jurídico para embasar a tese perde seu tempo, completamente”, defende.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

“Essa campanha contra Dilma só assisti contra Getúlio e Jango”, diz Ministro

O ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, participou de encontro com sindicalistas da Força Sindical nesta segunda-feira (9), em São Paulo. No evento, o ministro reafirmou que o governo Dilma Rousseff é “ideologicamente comprometido com os trabalhadores” e que está empenhando em manter as políticas sociais e de geração de emprego e renda.

No: Vermelho

dias_corrupçao_petrobrasComo esperado, Manoel Dias também ouviu críticas dos trabalhadores quanto às Medidas Provisórias 664 e 665, que alteram a concessão de benefícios previdenciários e trabalhistas. As centrais sindicais têm mobilizado os trabalhadores para exigir que o governo revogue as medidas.

O ministro, que participa das negociações com as centrais, defendeu as medidas que, segundo ele, visam garantir a “saúde” do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e da Previdência, mas destacou que pontos que geraram impasses com a classe trabalhadora serão discutidos pelo Congresso. Sobre a alternativa das centrais de taxação de grandes fortunas, Manoel Dias disse ser favorável. “Somos parceiros nessa luta”, disse aos sindicalistas.

Ataque da mídia

Dias falou sobre a questão econômica, destacando que “quem está em crise é o mundo, não é o Brasil”. O ministro alertou que o acirramento da disputa política deve levar o trabalhador a ficar atento às ameaças. “Essa campanha que se faz hoje (contra o governo) eu só assisti contra Getúlio e contra Jango. O trabalhador, mais do que ninguém, precisa da democracia. Radicalizar, podemos. Sectarizar, não”, advertiu Dias.

Ele criticou a grande mídia ao afirmar que há um “clima de incerteza” alimentado pela imprensa, principalmente no caso Petrobras. “Não acho que está tão ruim quanto querem. Isso deveria ser positivo, porque pela primeira vez o corruptor está sendo preso. A Justiça está apurando. Temos de ir a fundo nisso”, salientou ele, enfatizando que o governo está criando medidas para reforçar os mecanismos legais de combate à corrupção.

Sobre o mercado de trabalho, o ministro destacou os índices de desemprego, que estão no menor nível histórico. “Pelo volume de investimentos que o Brasil vai ter, não é possível que tenhamos um desastre”, rebateu. Dias apontou o volume de investimentos que estão sendo feitos em aeroportos, portos e rodovias, além de recursos vindos do exterior. “Não me consta que essa gente bote seu dinheirinho em lugar que não tem segurança de retorno”, lembrou.

Dias destacou que, assim como no primeiro mandato de Dilma, o governo vai enfrentar a crise gerando emprego e renda. “Não vai haver diminuição de investimentos em programas sociais. A política de criação de empregos e aumento real dos salários vai continuar... Não concordo com o desastre. Temos de fazer um amplo debate sobre políticas públicas de emprego, qualificação profissional e inserção no mercado de trabalho. O grande desafio agora é qualificar a mão de obra”, afirmou o ministro.

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Para incriminar o PT, Lava Jato “desmonta” farsa do mensalão, mas repete erros

Em um interrogatório à Polícia Federal, o doleiro Alberto Youssef deixou escapar um depoimento que rechaça a tese de compra de votos. Resta saber se o Judiciário vai cometer novas injustiças

Por: Helena Sthephanowitz, no Rede Brasil Atual 

corrupçao_stf_lava_jatoEntre os condenados na AP 470, o conhecido caso do mensalão, quem não tinha nenhuma prova contra si foi condenado por uma tese: a de que "teria havido" compra de votos no Congresso para votar com o governo.
No entanto, quanto mais se investigou essa tese, mais evidências foram encontradas de que não havia essa relação, já que os partidos apoiaram o governo à medida em que participaram dele com cargos nos vários escalões do poder.

Estudos das votações no Congresso mostraram derrotas ou vitórias do governo, descasadas dos pagamentos apontados e do dinheiro que circulou no caixa 2 do chamado valerioduto – o crime de caixa 2 foi realmente cometido e devidamente confessado, mas é bem diferente de compra de votos. Mesmo assim, a maioria do STF condenou vários réus, a pretexto de um esquema de compra de votos, como se uma mentira repetida mil vezes no noticiário se tornasse verdade.

Pois não é que na Operação Lava Jato, quando menos se esperava, o doleiro Alberto Youssef deixou escapar um depoimento que rechaça a tese de compra de votos no mensalão? O doleiro disse que o PP obstruiu por três meses em 2004 votações no Congresso, deixando o então presidente Lula “doido”. Tudo para obrigar a nomear Paulo Roberto Costa na diretoria de Abastecimento da Petrobras. Ressalte-se que não havia nada de ilícito em nomeá-lo naquela época. Costa era funcionário de carreira, tinha currículo para ocupar o cargo, sem nada sabido que pesasse contra ele até então. Esse episódio é mais um a comprovar que o chamado mensalão foi caixa 2 de fato, como confessado pelos petistas, e não compra de votos no Congresso, pois a governabilidade se construía com participação dos partidos na estrutura de governo, como acontece no mundo todo, em qualquer democracia pluripartidária.

E agora quem vai corrigir a injustiça? Só as páginas da história, pois grande parte das penas já foi cumprida, inclusive com a ruína da vida dos condenados e danos maiores do que deveriam à imagem do Partido dos Trabalhadores.

Resta saber: o Judiciário vai repetir o erro e cometer novas injustiças? A operação Lava Jato, mais uma vez, toma um rumo perigoso: em vez de concentrar-se nos fatos criminosos e priorizar o rastreamento do dinheiro sujo, começa a perseguir pessoas e buscar teses para criminalizar atos lícitos do partido político mais perseguido do Brasil.

Se o caminho do dinheiro de propinas, com provas, levasse a petistas, não haveria do que reclamar, mas não é isso que estamos vendo. O que vemos são os meses passarem e quanto mais se investiga o caminho do dinheiro, mais abre o leque de envolvidos, mas todos os ilícitos têm passado longe do PT. Aí aparecem delações duvidosas, algumas orientadas por advogados de tucanos, algumas que até carecem de lógica, sem prova alguma nem ninguém que as confirme, tudo na base do “gogó”.

O ex-gerente da petroleira Pedro Barusco foi na mesma linha. Disse apenas que sabia existir uma suposta regra de pagar um percentual ao Partido dos Trabalhadores e divagou em meras deduções sobre terceiras pessoas e valores. Mas nega que tenha intermediado ou testemunhado pagamentos a petistas e afirma não saber como eram feitos.

Como curiosidade, o mesmo escritório de advocacia orientou os três ex-diretores que toparam a delação premiada para tentar diminuir suas próprias penas. Dessa forma, evitaram-se depoimentos contraditórios e “fogo amigo” de um depoente contra o outro. É uma clara desvantagem para o Ministério Público, pois é óbvio que poderia obter mais informações e captar contradições se ouvisse cada parte sem que elas soubessem o que outros envolvidos estavam dizendo.

A delação de Barusco, divulgada pela Justiça Federal do Paraná ontem (5), se deu nos dias 20 e 21 de novembro de 2014. Há mais de dois meses, portanto. Se os investigadores achassem a delação suficientemente forte para envolver o secretário de Finanças do PT, João Vaccari Neto, mandado de busca em sua casa e intimação para depor deveriam ter sido feitas antes e não apenas no dia 5 de fevereiro. Quando se observa que houve tempo mais do que suficiente para intimá-lo a prestar depoimento, torna-se menos compreensível ainda a tal condução coercitiva para depor.

Mas há uma inconveniente coincidência com o calendário político: o fim do recesso parlamentar. A agenda da oposição desta semana foi instalar mais uma CPI da Petrobras, e o “espetáculo” da “condução coercitiva” do secretário de Finanças do PT no Jornal Nacional vem a calhar.

Que a oposição partidária e midiática faça isso, já era esperado. O que causa desconforto para lisura das investigações são as autoridades do Ministério Público, da Justiça Federal e da Polícia Federal, todas instituições que devem ser e devem parecer apartidárias, seguirem este calendário sob medida para interesses políticos dos partidos de oposição. Detalhe: nestes dois meses, a força-tarefa de procuradores da República foi à Suíça seguir o caminho do dinheiro. Outras medidas investigativas no Brasil e no exterior devem ter sido tomadas, espera-se. Quanto mais investiga, mais a delação do boato de que haveria um percentual a título de propina para o PT vira lenda urbana, pois se encontrassem alguma coisa que não fosse blá-blá-blá contra petistas, com certeza o “espetáculo” nas manchetes seria bem mais sensacionalista do que uma mera condução coerciva e declarações duvidosas de delatores.

Como agravante, durante a delação, mesmo depois de dizer que não lidava e não tinha conhecimento de como se lidava com petistas, em pergunta induzida por um delegado da Polícia Federal, cujo nome não foi especificado no documento, Barusco disse que “pelo que ele recebeu, em torno de US$ 50 milhões, estima que o PT deveria ter recebido em torno de US$ 150 a US$ 200 milhões”. Traduzindo a resposta: ele não sabe de nenhum centavo, mas “chuta” este valor pelo que imagina.

Óbvio que “imaginar”, “chutar” não é delação. Mas foi providencial politicamente para a oposição gerar manchetes deturpadas como se fosse de fato delação. Melhor fariam procuradores e policiais federais se se licenciassem de seus cargos para ir assessorar gabinetes de deputados e senadores do PSDB e do DEM. Do contrário, deveriam priorizar rastrear o dinheiro sujo e os fatos criminosos para chegar à autoria, seja de quem for, com os devidos rigores que uma boa investigação exige. Perseguir primeiro pessoas para depois procurar uma tese para denunciá-las, com base em delações mequetrefes e apoio da mídia, não é fazer justiça, não é combater a impunidade, nem a verdadeira corrupção. É fazer, involuntariamente ou não, o jogo pelo poder nos bastidores do poder, passando ao largo dos princípios republicanos da impessoalidade e manipulando a opinião pública para não respeitar a vontade popular manifestada nas urnas.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Prefeito da Serra/ES é um democrata. Será? É um coroné!

Por: Eliseu

downloadJá vi muita coisa “estranha” sobre política nessa minha vida. Aqui na Serra então… Mas o prefeito, ou suposto prefeito da Serra - bela cidade que compõe a Região Metropolitana da Grande Vitória com seu extenso, belo e mal cuidado litoral -, o INCOMPETENTE Audifax Barcelos (PSB) se superou.

Após mais de dois anos de mandato e sem nada fazer – deixou a saúde um caos com as UPA’s e postos de saúde sem médicos e farmácias sem medicamentos, funcionários dos postos de saúde sem alimentação (um “passarinho” me confidenciou que o suposto prefeito “cortou” a alimentação dos funcionários que são obrigados a trabalhar aos sábados), ruas esburacadas, obras que deveriam estar prontas há anos inacabadas e todo tipo de desordem administrativa e executiva -, o suposto prefeito consegui na justiça a proibição de qualquer cidadão falar mal dele. Prestem atenção: só pode elogiar. Mas elogiar o que?

De acordo com matéria do Jornal Século Diário que reproduzo abaixo, o Facebook terá que excluir publicações ofensivas ao prefeito da Serra, Audifax Barcelos (PSB).

A matéria:

“Desembargadores confirmaram a medida liminar, que obrigou a rede social a excluir as postagens ofensivas a Audifax Barcelos e exigiu a identificação dos responsáveis

A 4ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado (TJES) manteve a decisão liminar, prolatada pelo juízo da 4ª Vara da Serra em abril do ano passado, que determinou ao Facebook a exclusão de publicações ofensivas ao prefeito do município, Audifax Barcelos (PSB). A medida também obrigou a rede social a identificar os autores da página, que xingaram o prefeito e o impultaram falsamente pela prática de crimes. Para o relator do caso, desembargador Robson Luiz Albanez, o conteúdo das postagens extrapolou o livre direito à manifestação do pensamento e à liberdade de expressão.
O acórdão do julgamento, realizado no último dia 26, foi publicado na edição do Diário da Justiça desta quarta-feira (4). De acordo com o texto, o relator do agravo de instrumento (0028796-67.2014.8.08.0048) considerou as mensagens contra o prefeito da Serra como ofensivas, “mesmo quando considerada a natural mitigação da tolerância com as críticas e avaliações pessoais com pessoas que ocupam cargos públicos”. Robson Albanez destacou que a medida judicial prioriza a “proteção à imagem e honra do agravado (Audifax)”.
O desembargador também confirmou o valor da multa fixada pelo juízo de 1º grau, no valor de R$ 1 mil por dia de atraso ao cumprimento das providências. “Não se vislumbra irrazoabilidade e desproporcionalidade no valor arbitrado, eis que cumpre fielmente com a finalidade didática, sancionatória e coercitiva a que se destina, não se revelando aviltante o seu montante também quando considerado o poderio econômico do agravante (Facebook), que se constituiu em uma das maiores empresas do ramo de nosso planeta”, destacou em seu voto, sendo acompanhado pelos demais julgadores.
Consta nos autos que o prefeito teria sido alvo de ofensas em uma página da rede social, que invadiriam a esfera de sua vida pessoal e política. Audifax afirma que tem conhecimento de que é passível de críticas do povo, mas que vem sofrendo comentários caluniosos e difamatórios diariamente nas referidas páginas. O socialista também solicitou a identificação do autor da página “Serra ES Noticiário”, que seria responsável pela veiculação das informações falsas contra o socialista. Atualmente, a página conta com mais de 39 mil seguidores.”

Seria hilário caso se não fosse trágico. A se confirmar a sentença, fica a pergunta: como fica o Art. 5º da Constituição Federal que trata sobre a livre expressão? E tem uma maneira bem mais simples de não ser “atacado”. Fazer uma boa gestão. Simples assim!

Será que os blog’s também serão proibidos de dizer a verdade sobre o suposto prefeito da Serra, Audifax Barcelos do PSB?

Proibidos ou não, voltaremos ao assunto!