domingo, 16 de setembro de 2018

Exclusivo: professor Sivaldo Souza fala sobre o fluxo migratório venezuelano em Roraima

venezuelanos brasil
No: ContextoLivre

sivldo_souzaSivaldo Souza Silva é Doutorando em Engenharia e Saúde Ocupacional pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto/Portugal, Mestre em Tecnologia Ambiental pela Associação Instituto Tecnológico do Estado de Pernambuco (ITEP), Especialista em Comércio Exterior pela Universidade Federal Rural de Pernambuco e Graduado em Licenciatura Plena em Matemática pela Universidade Federal de Roraima. Vice-líder do grupo de Pesquisa Interdisciplinar em Saúde, Engenharia e Matemática (GPISEM) em cadastramento no CNPQ; tem experiência nas áreas de Matemática, Estatística, Ambiental, Saúde Ocupacional e Elaboração de Projetos de viabilidade econômico-financeiro.
Sivaldo Souza é candidato a deputado federal pelo Partido dos Trabalhadores (PT-RR) e fala, com exclusividade, ao ContextoLivre sobre a situação do fluxo migratório venezuelano no estado de Roraima e sobre as implicações que esse fenômeno político-social e econômico representa para a sociedade roraimense.

ContextoLivre – Estima-se que Roraima abriga cerca de 70 mil venezuelanos, o que corresponde a 20% da população do estado. O estado tem estrutura para comportar tantos imigrantes?

Prof. Sivaldo Souza – Infelizmente, o estado de Roraima não está estruturado para receber, num curto espaço de tempo, tantos imigrantes venezuelanos – diga-se, de passagem, que também recebemos imigrantes da Guiana ainda que em menor escala. Na verdade, pelo porte, pela infraestrutura na área de saúde, na área de educação, esse percentual corresponde a, mais ou menos, 15% da população. Esse número significa um acréscimo muito grande num lapso muito pequeno de tempo. A solução, para desafogar a estrutura de suporte à saúde, à educação, à moradia, e de infraestrutura como um todo, deve ser, realmente, uma política de transferência e redistribuição desse universo populacional de imigrantes venezuelanos para outros entes da federação, porque o estado não tem estrutura para comportar esse fluxo migratório vindo do país vizinho.

Roraima tem um plano de desenvolvimento para lidar com esse fluxo?

– Roraima não tem um plano de desenvolvimento para um evento desse porte. Na verdade, poderia até dizer que, se existisse um plano, esse fluxo migratório seria até benéfico porque incorporar na economia mão de obra com muita qualificação profissional – há venezuelanos muito qualificados – que não custou nada para o estado. Roraima é um estado cujo tamanho em termos de área territorial é enorme. Então, do ponto de vista geográfico, o estado comporta um acréscimo na população. Mas, para isso, é necessário ter um plano de desenvolvimento e, nesse plano de desenvolvimento, deveríamos olhar para a Venezuela como um momento de oportunidade e não como um problema, já que o PIB da Venezuela é muito maior do que o do estado de Roraima. Então, se se incorpora mão de obra qualificada e se tem um plano de desenvolvimento que leve em consideração os arranjos produtivos locais, teríamos um momento de oportunidade extraordinário. É necessário, dessa forma, repensar essa política de análise de imigração. Entretanto, para isso, o estado teria de possuir um plano de desenvolvimento que contemplasse não apenas a capacidade de exportar e importar para a Venezuela, mas também levar em conta que há outro país que faz fronteira com o Roraima, que é a Guiana. Tanto a Venezuela quanto a Guiana poderiam ser duas bases de exportação e, para isso, é fundamental resolver outra questão do estado que é a segurança energética. Esse problema energético possui várias soluções, mas o Brasil optou pela confrontação e não pela cooperação. A questão energética de Roraima, por ser o único estado do Brasil que não está interligado ao sistema elétrico nacional – Sistema Interligado Nacional (SIN) – é muito grave, pois dependemos da energia produzida na Venezuela e, nesse momento, a central elétrica de Guri está com problema em sua manutenção e a crise venezuelana está se agravando. Uma política inteligente seria basicamente o que foi feito com o Paraguai: participamos da construção de Itaipu e colaboramos para desenvolver o Paraguai. Esse país faz fronteira com o Brasil, tem fluxo migratório, porém, como há desenvolvimento dos dois lados, não são vistos problemas como os que se veem hoje na relação Roraima-Venezuela. Deveríamos trabalhar para recuperar a economia venezuelana, fazendo uma interação com a nossa economia e, aí, eu incluiria também a Guiana. Com esse país, teríamos a opção de um porto de águas profundas que serviria de ponto de exportação para nossos produtos agropecuários. Quer dizer, esse momento poderia ser visto como um momento de oportunidade, mas o estado não tem um planejamento, e o Brasil, também, nos últimos dois anos, acabou com o que tinha de plano crescente de desenvolvimento.

Como o estado pode se beneficiar desse fluxo e quais seriam os caminhos para isso?

– Sim. O estado pode e deveria se beneficiar desse fluxo migratório. Como eu já coloquei, a Venezuela tem um PIB enorme, tem uma natureza belíssima, é um país dotado de um potencial turístico enorme, possui um setor hoteleiro muito grande, e nós temos, no estado de Roraima, uma população de apenas 500 mil habitantes. O estado precisa aumentar sua população, porque o desenvolvimento necessita também de mais mercado consumidor. Um estado cujo tamanho corresponde, por exemplo, ao Reino Unido, é um estado que precisa ser mais povoado. E a forma de se beneficiar desse fluxo migratório é levar em conta a grande quantidade de mão de obra qualificada, analisar os arranjos produtivos locais, ver que nós temos uma grande potencialidade no setor agropecuário, no setor da agroindústria e temos um grande potencial turístico. Podemos ser, também, um polo de desenvolvimento de produtos de alta tecnologia para exportação, porque estamos a uma pequena distância do maior mercado consumidor mundial, que é os Estados Unidos. Por outro lado, temos, também, todo o Caribe aqui perto do estado de Roraima. Agora, o estado não tem população nem mão de obra qualificada suficiente, ao passo que a Venezuela possui uma parte dessa população, que já está em Roraima, com muita qualificação, buscando qualquer forma de sobreviver por conta da crise. Seria necessário, na verdade, repensar essa questão do fluxo migratório, essa política de imigração, mas, para isso, teria que ter um plano de desenvolvimento para o estado. Infelizmente, o que se vinha construindo de política de desenvolvimento para a região, quando o Michel Temer assumiu o poder, ele foi para uma outra linha de ação que foi basicamente de confrontação, de subserviência aos Estados Unidos, ideologizou algo que deveria estar no plano econômico. E aí a situação do estado se agravou. Quanto à questão energética de que já falei, teríamos de interligar Roraima ao sistema elétrico nacional ou então investir na manutenção da central elétrica de Guri, que abastece 10 dos 15 municípios de Roraima, incluindo Boa Vista; trabalhar a questão de energias alternativas por conta das grandes distâncias que se têm em relação às áreas mais afastadas, mais rurais. Deveríamos nos aproveitar desse fluxo migratório de outra forma. Estamos perdendo um momento importante para o desenvolvimento do estado de Roraima.


mundo-imigrantes-venezuelanos-expulsosHá grande insatisfação da população roraimense com a presença de venezuelanos. No mês passado, moradores do município fronteiriço de Pacaraima atacaram e expulsaram alguns imigrantes. Considera esse um ato xenófobo (crime previsto no artigo 20 da Lei Federal 7.716/89)?

Hoje, há uma insatisfação da população com o grande fluxo migratório de venezuelanos. Mas eu não consigo enxergar o estado, o seu povo em sua maioria, como tendo características xenófobas. Na verdade, Roraima é uma grande mistura de povos. Temos gente de todos os estados da federação e até pouco tempo atrás esse convívio, entre roraimenses e venezuelanos, era natural. Venezuelanos moravam em Roraima, roraimenses moram na Venezuela. Agora, o Brasil passa por um momento político muito especial que permite que uma pequena parte da população se porte como xenófobo, com um comportamento mais hostil contra os imigrantes. Esse percentual é xenófobo mesmo, intolerante. Relativamente ao caso de Pacaraima, considero que vários fatores contribuíram. A cidade tem em torno de 10 mil habitantes com 1.200 imigrantes vivendo na rua ou em abrigos, alguns mais ou menos estruturados, outros improvisados. O acréscimo é muito grande para uma cidade que não tem o suporte para dar atenção a essa população. O fato concreto é que não há entendimento entre o governo federal e o estado, além de interesses políticos em acirrar os ânimos. Alguns agentes políticos, que dominam a política do estado, querem, de alguma forma, uma confrontação. Essa confrontação tem a ver com a busca de votos e aí se jogam os habitantes uns contra os outros. Como não há um controle no fluxo migratório, pessoas de diversas índoles estão entrando no país, entre esses imigrantes, evidente, há aqueles que não têm um comportamento decente enquanto cidadão. E, em Pacaraima, o acréscimo de crimes diversos – furtos, roubos, latrocínios – recai sobre os venezuelanos. Isso vai se agravando e aí você pega algumas pessoas que usam essa situação para incendiar a população e aconteceu o que se divulgou em rede nacional. Mas, reafirmo, não considero que a maioria da população seja xenófoba. Há uma insatisfação porque o estado não suporta o fluxo migratório e não se planejou. O governo federal deveria dar suporte para o estado, porque Roraima não teria condições financeiras de comportar um acréscimo tão grande na população. Mas tudo vira um jogo político e não uma política social, uma política humanitária, uma política de desenvolvimento.

O poder público estadual é responsável por tratar do problema do fluxo migratório venezuelano ou essa é uma questão que diz respeito, exclusivamente, à esfera do governo federal?

– O fluxo migratório, neste caso, é uma política entre países. Mas como acontece pela fronteira de Roraima, o estado também participa, embora todo o controle na fronteira deva ser feito por instituições federais (Polícia Federal, Receita Federal e a Guarda Nacional quando for destinada para esse fim). Agora, a partir do momento que entra no Brasil, passa a ser, também, um problema do estado de Roraima. Essa ação deveria ser uma ação conjunta envolvendo as nações (Brasil, Venezuela), o ente federativo (Roraima) e a própria ONU. O grande desafio é que, em termos nacionais, o Brasil optou por não buscar soluções negociadas para minimizar essa questão. O Brasil optou por buscar a confrontação. O governo estadual, por outro lado, tem um problema de gerenciamento, um problema próprio do estado que é não ter se preparado para essa situação. Esse fluxo já vem acontecendo há algum tempo, só chegamos a um volume considerável agora, mas não é recente. Então, você tem a ausência de agentes políticos, tanto do estado como do governo federal, e aí deixam o problema se avolumar esperando que as coisas se acomodem. Entretanto não se tem um mercado consumidor que consiga acomodar esse contingente de imigrantes sem uma política de investimento na infraestrutura, na capacidade de atendimento nas áreas de saúde, de educação, de moradia, enfim, um planejamento de desenvolvimento capaz de incorporar essa mão de obra migratória. Dessa forma, vejo como um jogo de “perde-perde”. O estado de Roraima e a União são dois agentes que não estão correspondendo ao momento histórico, não estão à altura do problema, não dialogando de forma construtiva. Então, é um problema que ainda vai demandar um tempo para ser resolvido.

A mídia corporativa brasileira tem dado destaque à Venezuela como sendo uma ditadura levada a ferro e a fogo por Nicolás Maduro. O senhor concorda com a veiculação dessas informações?

– Não concordo que a Venezuela seja uma ditadura. Na realidade, se observamos a história da Venezuela, constataremos que o país costuma respeitar às regras democráticas. Agora, a mídia brasileira registra os fatos, deturpando-os inúmeras vezes, conforme sua conveniência ideológica e de conluio com certa política de alinhamento com os interesses dos EUA e de certo segmento político brasileiro. Para grande parte da mídia corporativa brasileira, alguns são aliados, e outros não, ao sabor da conveniência discursiva e de benefícios financeiros que o apoio das pouquíssimas famílias que controlam o setor midiático brasileiro pode auferir. Os interesses são abjetos, são escusos. Portanto, a discussão não se circunscreve ao fato de a Venezuela ser ou não ser ditadura. Jamais se ouviu falar que alguns países muçulmanos ou africanos são uma ditadura pela mídia brasileira, porque para ela é conveniente não noticiar isso. A Venezuela tem um presidente democraticamente eleito. O processo democrático seguiu seu rito. Alguns países questionam, porém, quando se faz uma análise mais profunda, perceberemos que essa veiculação de que a Venezuela é uma ditadura está plantada em interesses econômicos maiores num um xadrez geopolítico que tem como protagonista os EUA. Garanto que, se a Venezuela não tivesse tanto petróleo, eu diria que essa discussão seria relegada à margem de fatos noticiosos sem nenhuma importância para as grandes nações que necessitam desses recursos naturais, principalmente os EUA. A mídia falseia a verdade. Em função desse panorama de pressão externa e com as sucessivas tentativas de golpe contra Nicolás Maduro patrocinadas pelos EUA, a democracia, sem dúvida, começa a se enfraquecer. O fato é que não há na Venezuela lideranças que façam o contraponto ao atual presidente. Podem-se questionar os problemas advindos da gestão de governo, da condução de política econômica, mas jamais dizer que na Venezuela existe uma ditadura, como a mídia insistentemente tem propagado de maneira falseadora e criminosa do ponto de vista de um jornalismo sério e imparcial que se espera.

quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Bolsonaro esfaqueado! ???

Por: Eliseu 

bolsonaro_esfaqueadoQuem visita meu blog, vê logo que sou PT. Sou sim filiado ao PT, mas meu blog é independente. Não recebo um centavo de ninguém, e escrevo o que quero. Portanto, todas as postagens, e em especial esta, é opinião exclusivamente pessoal deste blogueiro.

Hoje, creio que todos brasileiros sabem de cor e salteado que o homofóbico Jair Bolsonaro, foi esfaqueado por um maluco em Juiz de Fora/MG, e que se encontra em estado grave na UTI de um hospital da cidade. Este episódio lembrou-me imediatamente da “bolinha de papel”, que envolveu o então candidato tucano Jose Serra em São Paulo.

Não estou afirmando que o homofóbico candidato e meu “apreciador” - uma vez que fez um site exatamente com o nome do meu blog, com a mesma url - (apenas a extensão é .org), simplesmente porque não pode haver duas url’s exatamente iguais, não tenha sido atingido por uma facada. Mas quem o acompanha que o compre. Sabe bem do que esse ser é capaz de fazer para conquistar o poder.

Entretanto, se o candidato (me dá repulsa falar ou escrever o nome desse ser repugnante),tenha sido mesmo atingido pela facada, fica uma  uma pergunta: algum cidadão de bem, um trabalhador comum ao receber também uma facada de um ladrão, o que acontece diariamente,teria um atendimento tão rápido, com viaturas para socorre-lo, e ao chegar ao hospital teria nada menos que cinco cirurgiões e dois anestesistas à sua disposição? Um CTI então…

Sei que nas redes sociais todos são “perfeitos”. Todos lamentam quando ocorre algo de ruim (desde que seja de alguém famoso). Porém este blogueiro que vos escreve é apenas ele mesmo. Um ser humano imperfeito, cheio de defeitos e sei que serei criticado por muitos “perfeitinhos” por ai. Mas fica aqui minha opinião pessoal.

Não querendo incentivar a violência, mas já incentivando, pois não acredito que se resolva nada mais neste país de forma pacífica, digo que inicialmente não acredito que o homofóbico candidato tenha sido atingido, pelo menos com a gravidade que está sendo veiculada na TV. Mas se realmente foi, fica meus parabéns ao “maluco” que o atingiu e meus votos para que o ferimento seja bem mais grave do que o noticiado. Quero mais é que esse sujeito morra.

Quem terá sérios problemas será o capeta!

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

PagSeguro é fraude!

Por: Eliseu

pagseguro_fraudeO PagSeguro é uma empresa fraudulenta! Não poderia ser diferente uma vez que faz parte do grupo Abril, Folha, Uol, e outras da odiosa famílgia Civita, que pouca diferença faz da famiglia Corleone, comandada pelo fictício Don Vito Andolini Corleone.

E digo isto, apesar de já ter dito diversas vezes que meu blog não é para desabafos pessoais, mas um assunto que está me afetando e com certeza milhares de pessoas Brasil afora.

Minha esposa comprou cinco “Moderninhas”, suposta máquina para passar cartões de crédito e débito da PagSeguro, todas com garantia de cinco anos. Pois bem: as cinco deram defeito de uma só vez. Os chip’s da operadora não funcionam. Com isso, claro, elas também não passam os cartões, ou seja, de nada valem.

Após muita “luta” para fazer os despreparados atendentes entenderem o que estava acontecendo, me pediram prazo para envio de três chip’s. O defeito era em cinco porcarias que insistem em dizer ser “Moderninhas”. Após vários dias chegaram dois chip’s. Veio menos um, ou melhor,três. A conta é simples de ser feita. Nenhum deles funcionou. Continua sem as “Moderninhas”.

Liguei dizendo que continuava tudo igual e, após ficar a tarde toda pendurado ao telefone, a atendente, na maior cara de pau me disse: “vamos enviar novos chip’s, está bem?”. A resposta foi simples: NÃO! Pedi que respeitassem a lei e ela devolveria as porcarias, digo, “Moderninhas”, o que não foi aceito. Agora o caso vai para a justiça. Danos morais e materiais. Antes, resolvi alertar os leitores para que não caiam nas garras de mafiosos profissionais.

Não pode estar bem. Quem vai ficar com o prejuízo da minha esposa? Uma rápida olhada no respeitado site Reclame Aqui se vê que esse projeto de empresa tem nada menos que 25.521 reclamações. Isso mesmo. Mais de vinte e cinco mil reclamações.

folha_ditadura_mafiaNo início deste post me referi à famiglia, porque é uma família que controla boa parte da mídia golpista deste país. Os que viveram e acompanharam os “anos de chumbo”, da ditadura militar certamente se lembram como A Folha era parceira do DOPS, chegando ao ponto de emprestar veículos caracterizados da Folha para facilitar o DOPS prender os que não reconheciam o “regime”.

Fica o alerta!

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Lula, o líder!

Se Lula é tão ruim assim, como não conseguiram uma prova sequer de algum desvio por parte dele? Se era o “chefe maior da corrupção no Brasil”, porque estavam tentando provar e não conseguiram, que ele tinha um apartamento e alguns pedalinhos?

Por: Eliseu

lula_presidenteNos últimos tempos pouca coisa tenho escrito e pouco, muito pouco me diverte. Mas hoje o odiável Willian Bonner, apresentador do mentiroso JN, da não menos odiada TV Globo mudou meu humor. Não pude resistir à uma ruidosa gargalhada ao ver o capacho dos Marinho se “enrolar” e dizer “Lila”, em vez de Lula ao anunciar a pesquisa do Datafolha, também representante de nossa fétida elite e pior, a pseudo elite – os pobres que se acham ricos –.

Lula, o “bandido”, “chefe maior da corrupção no Brasil”, o “analfabeto” que ele e Dilma construíram mais Universidades públicas e Escolas Técnicas que todos os outros presidentes juntos, figurava nas pesquisas com nada menos que 39% das intenções de voto. Isto preso. Preso político, mas preso. 20% a mais que o segundo colocado, o qual me recuso sequer mencionar o nome.

Se Lula é tão ruim assim, como não conseguiram uma prova sequer de algum desvio por parte dele? Se era o “chefe maior da corrupção no Brasil”, porque estavam tentando provar e não conseguiram, que ele tinha um apartamento e alguns pedalinhos? Porque será que mesmo sem poder se comunicar está 20% à frente nas intenções de voto?

Oras… até idiotice tem limites, não acham burgueses e pobres metidos a ricos?

Imagina se soltam o homem? Ontem a segunda turma do STF abriu um perigoso precedente no caso de Dirceu!

domingo, 17 de junho de 2018

“Tiveram que desrespeitar a Constituição pra me prender”, diz Lula!

“É um processo político, uma prisão política. O processo contra mim não aponta um crime, nem há provas”, diz ex-presidente em entrevista ao jornal cubano Granma

No: Rede Brasil Atual

lula_constituiçao_prisao_perseguiçaoEm sua primeira entrevista após ser preso, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirma ao jornal cubano Granma que sua prisão é política, fazendo parte de um processo que se iniciou com a derrubada de Dilma Rousseff e que passa pela tentativa de impedir sua candidatura nas eleições presidenciais de outubro.

"É um processo político, uma prisão política. O processo contra mim não aponta um crime, nem há provas. Tiveram que desrespeitar a Constituição para me prender. O que está se tornando cada vez mais transparente para a sociedade brasileira e para o mundo é que eles querem me tirar das eleições de 2018. O golpe em 2016, com a retirada de uma presidenta eleita, indica que eles não admitem que as pessoas votem em quem quiserem votar", diz.

As respostas por escrito foram transmitidas por Frei Betto ao jornal. Lula conta que está lendo muito e refletindo sobre o que tem acontecido no Brasil. "Estou em paz com a minha consciência e duvido que todos os que mentiram contra mim durmam com a tranquilidade  que durmo. Claro que eu gostaria de ter liberdade e estar fazendo o que fiz durante toda a minha vida: falar com o povo. Mas estou ciente de que a injustiça que está sendo cometida contra mim também é uma injustiça contra o povo brasileiro."

Para o ex-presidente, ataques à democracia são feitos não apenas no Brasil, mas em todo o continente. "A América Latina viveu nas últimas décadas seu momento mais forte de democracia e conquistas sociais. Mas recentemente as elites da região estão tentando impor um modelo onde o jogo democrático só é válido quando eles ganham, o que, claro, não é democracia. Então é uma tentativa de fazer uma democracia sem o povo", aponta. "Quando não sai do jeito que eles querem, eles mudam as regras do jogo para beneficiar a visão de uma pequena minoria. Isso é muito sério. E estamos vendo isso, não só na América Latina, mas em todo o mundo, um aumento da intolerância e perseguição política. Isso aconteceu no Brasil, na Argentina, no Equador e em outros países."

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Lula não é um político preso, é um preso político, diz Boff

Teólogo atribui prisão a uma reação de quem nunca aceitou "que os de baixo subissem um degrau". "Vemos o nível de degradação ética e espiritual a que chegou essa elite do atraso"

No: Rede Brasil Atual

lula_preso_politico-boffO teólogo Leonardo Boff criticou a decisão da juíza Carolina Lebbos, da 12ª Vara Federal de Curitiba, de impedi-lo, junto com o ativista e Prêmio Nobel da Paz Adolfo Pérez Esquivel, de realizar uma visita ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"A decisão dela é a expressão do Estado de exceção que estamos vivendo. A argumentação é muito pífia, ela diz que Esquivel estava de passagem e a Lei Mandela, que ela diz não desprezar, tem que ser interpretada segundo cada país, deve ser lida e ponderada e não tem caráter absoluto", apontou, em entrevista aos jornalistas Marilu Cabañas e Glauco Faria na Rádio Brasil Atual.

"Ela não se dá conta, por isso é um espírito pequeno, da magnitude de um Prêmio Nobel da Paz com 87 anos, que tem entrado nas prisões do mundo inteiro, já que é um grande promotor dos direitos humanos. Em todos os países, mesmo os mais rígidos, sempre encontrou as portas abertas."

Boff conta que foi a Curitiba tentar visitar o ex-presidente em função de uma missão religiosa, na qual pretendia levar dois livros de cunho espiritual a Lula. Mas foi impedido. "Conversei com os policiais que diziam 'temos ordens de cima'. Não pude deixar uma carta nem me deixaram entrar no espaço", contou. O teólogo relatou ainda as dificuldades que teve para se locomover até o lugar em que esperou por uma resolução para saber se poderia ou não realizar a visita.

"Tenho problema no joelho, quatro próteses, e era uma subida. O carro podia me levar até lá em cima e retornar, mas não deixaram o carro entrar. Pedi: 'não posso andar, tenho dificuldades, o senhor faz esse favor?'. 'Ordens de cima, não passa carro nenhum'. Até brinquei: 'então o senhor me leva nas costas?'. E tive que subir me arrastando."

Para Leonardo Boff, a prisão do ex-presidente não tem fundamento jurídico. "Lula não é um político preso, é um preso político. (Sua prisão) Não é consequência de um ato judicial, mas de um ato político, querem impedir a candidatura dele, liquidar com o partido. São as velhas elites do atraso que nunca aceitaram um operário ocupar a presidência da República. Nunca aceitaram que os de baixo subissem um degrau", pontuou.

"E o pior de tudo, que acho grave por que não é da tradição brasileira, o ódio, o desprezo que devotaram aos escravos, transferiram a esses da periferia que são pobres. Como diz Jessé de Souza, não só os marginalizam e humilham, querem tirar deles a dignidade de nem mais sentir-se cidadãos e pessoas humanas. Isso é de uma perversidade iníqua que ofende qualquer sentimento humanitário. Vemos o nível de degradação ética e espiritual a que chegou essa elite do atraso."

Boff disse que, de acordo com pessoas que estiveram com o ex-presidente, ele está tranquilo. "Conversei com gente que esteve com ele e disseram que está com ânimo alto porque manteve a mesma rotina que tinha fora. Faz as duas horas de ginástica, dorme o que tem que dormir, guarda os ritos que fazia, lê muito, está profundamente tranquilo."

Ele também destacou o clima do acampamento Lula Livre, ressaltando não apenas a presença de quem está acampado no local mas também a grande circulação de pessoas de fora. "Para surpresa minha, percebi uma grande alegria no povo, de estarem juntos, ter a mesma causa", falou. "Lembro uma frase do (Emiliano) Zapata, grande libertador, revolucionário do México: se o Estado comete injustiças contra o povo, o povo tem direito de não dar paz ao governo."

Esquivel volta sem resposta

Adolfo Pérez Esquivel também participou da conversa com Boff por telefone. A caminho do aeroporto de Curitiba para retornar a Buenos Aires, ele concordou com Boff a respeito da condição do ex-presidente. "Para mim, Lula é um preso político que tratam de evitar que dispute a eleição. Isso é grave para a democracia, não só do Brasil mas de toda a América Latina, porque a mesma metodologia já foi usada em outros países como Honduras, Paraguai e Haiti. E por isso digo que o Brasil vive um Estado de exceção", afirmou.

"Temos que trabalhar a acompanhá-lo e a todo povo do Brasil. Acompanhar Lula é acompanhar o povo mais necessitado", completou. De acordo com a advogada Tânia Mandarino, o argentino viajou sem ter resposta de seu primeiro pedido de visita (que não era baseado na Lei Mandela. “Esquivel foi embora do Brasil sem receber a prestação jurisdicional como requerida no início da semana com a prioridade especial  devida a um idoso de 87 anos, como assegura a lei brasileira”, argumentou a advogada.

Ontem, Tânia afirmou ter visto componentes de sadismo na conduta da juíza. "Absurdo dos absurdos, quando a juíza apreciou primeiro o pedido que foi posto depois, opusemos embargos de declaração pedindo que antecipasse o pedido de visita. Ela só respondeu sadicamente os embargos e não comentou sobre o pedido de visitas. Disse que não há urgência e, resumindo, 'problema do Esquivel se ele está só de passagem'."

Ouça a íntegra da entrevista de Leonardo Boff

terça-feira, 10 de abril de 2018

Alguns líderes religiosos…

Por: Eliseu 

igrejaDesde os idos de 2010 - que se tratando de internet e computação parece ter passado milhares de anos –, quando este blog foi criado, pouquíssimas postagens sobre religião foram publicadas, entre elas “Escândalo na Igreja Maranata: Governo do ES doou dinheiro”, que o título já diz tudo. Envolveu dinheiro público, portanto o nosso dinheiro foi para o ralo, ou melhor, para os bolsos dos maiores líderes da organização religiosa. E não por acaso foi a mais lida por anos seguidos aqui no blog. Passados seis anos, caiu para terceira mais lida.

O título do post (não “poste”, como escreveu uma certa “pastora”) está no plural porque infelizmente vivemos uma era em que está quase impossível acreditar em religião, seja evangélica, católica, espirita ou lá qual for, devido a seus líderes, em sua grande maioria, um bando de ladrões e pilantras de toda natureza. Quando não são ladrões, costumam cuidar da vida dos outros em vez de cuidarem de suas próprias vidas e procurar aconselhar bem seus fiéis. Evidente é, e deixo bem claro que exceções existem, e nas religiões não é diferente. Existem os bons. Infelizmente estão se tornando minoria.Também Fiz a observação da escrita “poste” em vez de “post”, porque é inadmissível biblicamente a existência de pastores não teólogos. E para ser teólogo a pessoa precisa de uma certa cultura, por exemplo, saber escrever.

Infelizmente hoje tratarei de uma determinada líder, ou “pastora” de uma certa religião evangélica bastante conhecida no Brasil, que possui várias filiais aqui na Grande Vitória. O assunto é inerente a este blogueiro mas que certamente várias pessoas ao redor da terra são atingidos diariamente pela ignorância,no sentido de falta de conhecimento não só de sua missão de evangelizar, mas também falta de conhecimento da vida.

Os leitores que me dão a honra e acompanham esse modesto blog, mesmo não tendo feito atualizações como gostaria, por motivos pessoais que já expus aqui, como duas viuvez em menos que quatro anos, uma com 33 anos de casado e outra com apenas sete meses, sabem que o blog trata de assuntos diversos mas é essencialmente político e de esquerda.

Para os leitores entenderem, após essas duas viuvez consegui me levantar e mesmo cambaleante, apareceu em minha vida outra mulher. Uma pessoa maravilhosa, linda por dentro e por fora, que evidentemente não postarei a foto aqui até porque não pretendo concorrência (rssss).

Acontece, que quando me casei com essa mulher, há pouco mais de um ano, passei a ser “infernizado” por algumas pessoas, o que é até normal, uma vez que “a inveja é um pecado capital porque é pior que a cobiça. O invejoso não deseja o que é do outro, deseja apenas que o outro não tenha o que tem. Não seja o que é.” (Pe. Fábio de Melo).

O que não considero nada normal é que uma “amiga” dela, pastora, em vez de nos parabenizar e desejar felicidades, como muitos que conhecemos apenas pelo Facebook,passasse a nos infernizar com conversinhas do passado, num leva e trás de irritar o mais pacato dos cidadãos, coisa que estou longe de ser. Até que tive oportunidade e disse uma verdades a ela. Como “boa cristã” que não é, aproveitou minha profunda irritação com esses pilantras de direita, inclusos o STF, juizeco de merda Sérgio Moro, Rede Globo e outros, mandei todos os coxinhas que vieram em minha página falar mal do Lula, (o maior líder da América Latina e em 2010 considerado o homem mais influente do mundo) tomarem naquele lugar, e “printou” partes que a interessava da mensagem e distribuiu entre os familiares de minha esposa, não se contentando, telefonou para alguns me “pintando” como o diabo, chegando a insinuar que eu a mantinha em cárcere privado na vã esperança de colocar toda a família contra mim. O que ela não sabia é que um dia antes ela havia ido sozinha fazer as belas unhas em sua predileta manicure no bairro em que sempre morou e que mora sua família. Que cárcere privado???

Portanto, fica o desabafo e o alerta aos leitores não para que deixem suas convicções religiosas, mas para que tomem muito cuidado com certas pessoas que usam da igreja como capa para suas maldades.

Espero que este assunto esteja definitivamente encerrado. Porém, se a digníssima “pastora” continuar me infernizando, farei outro post, desta vez com nome da igreja, da pastora e enviarei um link para a direção da referida igreja. Fica o aviso!

segunda-feira, 2 de abril de 2018

STF, burguesia e desobediência civil

pequeno-burguesOntem fui obrigado a ouvir de um coxinha, pseudo burguês, que Lula “criou” um “bando” de preguiçosos que viviam em troca de um prato de comida fornecido pelo bolsa família. Eu sou pobre mas não fiz isso, disse a ele. Mas o pequeno burguês esqueceu de citar as filhas de militares e outros servidores públicos que não se casam formalmente para receberem a pensão dos “velhos”, a exemplo da atriz Global Maitê Proença. As pensões a filhas solteiras de funcionários públicos consomem por ano R$ 4,35 bilhões do contribuinte – e muitas já se casaram, tiveram filhos, mas ainda recebem os benefícios

Por: Eliseu

A coruja velha excelentíssima ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), a dois dias de julgamento sobre Lula disse: “Há que se respeitar opiniões diferentes”.

"Vivemos tempos de intolerância e de intransigência contra pessoas e instituições. Por isso mesmo, este é um tempo em que se há de pedir serenidade. Serenidade para que as diferenças carmém_lucia_stf_golpeideológicas não sejam fonte de desordem social”.

Evidentemente a ministra está certa. O que estranho, e muito, é o fato da ministra não ter atentado para os julgamentos e condenações de Lula absolutamente sem provas, baseados em “convicções”. A Constituição Federal exige provas para a condenação de quem quer que seja. Não apenas convicção de um juiz que comprovadamente atua em favor da fétida elite brasileira, e seus pares da “República do Sul”.

Cármen Lúcia também se esqueceu do recente ataque a tiros aos ônibus do presidente Lula. Se é contra Lula, tudo bem…

O também tucano, odioso procurador Deltan Dallagnol, que a exemplo de muitos, usa a religião para encobrir suas falcatruas, vendo a possibilidade do STF decidir em favor de Lula, disse: “O cenário não é bom”. E decidiu recorrer até à força divina dizendo: “Estarei em jejum, e oração torcendo para o Brasil”.

Dallagnol apenas se esqueceu de dizer que está torcendo para o “Brasil dele”. O Brasil da podre e nojenta elite e da burguesia. Os menos bafejados pela fortuna, bem… estes são pobres, não interessam.

lula_estadistaPortanto, a esses pobres, aos quais me incluo, o que restará caso o STF insista em continuar com a perseguição a Lula, o maior estadista que o País já teve, e o único que se preocupou com as classes menos favorecidas, só resta a desobediência civil. Trocando em miúdos e traduzindo para o Português-BR, a violência.

quarta-feira, 28 de março de 2018

“Le Monde” diz que ataque a caravana de Lula revela país despedaçado e sem diálogo

"Querem matar Lula!". Embocada ao ônibus do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é alvejado com arma de fogo no Paraná (PR). Foram utilizados ganchos de metal pontiagudos, conhecidos popularmente como "miguelitos", para furar pneus do veículo

Por: Eliseu

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Pouco destaque foi dispensado por nossa mídia golpista, - encabeçada pela Rede Globo – sobre o covarde ataque coordenado pelos “poderosos” à caravana do presidente Lula.

Entretanto, o mundo tem observado com indignação e apreensão o que tem acontecido no Brasil, na tentativa inútil de tentarem tirar o maior líder e campeão nas pesquisas de intenção de votos-Lula- de participar das eleições presidenciais que se aproxima.

dallagnol_lula_corrupçãoNão satisfeitos apenas com o judiciário - tendencioso e sempre a favor da fétida elite brasileira que condenou mas não conseguiu prender Lula SEM PROVAS, apenas por INDÍCIOS, ou “EU ACHO” como disse o corrupto procurador da república (com sua máscara de homem integro e evangélico) Dallagnol, em seu ridículo PowerPoint, mostrando o “chefe supremo da corrupção no Brasil”, que possui (sem provas apenas uns “pedalinhos” e um apartamento), agora essa mesma fétida elite e seus imbecis seguidores, os pobres de direitas, também conhecidos vulgarmente por “coxinhas”, resolveram partir para a violência.

Sobre o ataque a tiros sofrido por dois ônibus da caravana de Lula que foram atingidos por quatro tiros na noite desta terça, o jornal francês Le Monde, em sua reportagem de hoje diz que “os tiros disparados contra a caravana do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Quedas do Iguaçu, no Paraná, revelam'uma realidade angustiante'. “O Brasil, continua o texto, é um país despedaçado, onde nenhum diálogo parece ser possível entre os campos opostos”…

Enquanto isso, em terras tupiniquins, autoridades e políticos relativizam e incentivam a violência contra Lula e seus seguidores. Alckmin afirmou que os petistas "colheram o que plantaram". Doria seguiu a mesma linha: “não recomendo ovos, mas sim a prisão do ex-presidente”. O chefe do Executivo paulistano já foi alvo de uma ovada em um evento em Salvador.

E outros mais seguem a mesma linha.