sábado, 14 de janeiro de 2017

“A democracia tem sido corroída pelo Estado de Exceção”, diz Dilma

Só eleições diretas vão garantir a retomada do crescimento e da geração de empregos e o reencontro com a democracia no Brasil

Por:Dilma Rousseff, no: CartaCapital fiesp_pato_dilma

O Brasil caminha para um futuro incerto, a depender do governo ilegítimo, que tem mostrado sua verdadeira face, frustrando as esperanças da sociedade. A solução passa por eleições diretas para presidente, substituindo o governo ilegítimo. Essa é a condição imprescindível para o País sair da crise e retomar o rumo da democracia, do crescimento e da geração de empregos.

Passaram-se apenas seis meses desde que o golpe parlamentar interrompeu o meu mandato, consagrado por 54,5 milhões de votos. Tramaram um golpe que contou com o apoio de oposicionistas, traidores e parte da mídia e lançou o País em um período de incertezas e retrocessos.

Violentaram a Constituição de 1988, por meio de um golpe parlamentar que fragilizou as instituições e precipitou o Brasil no abismo da crise institucional.

Tudo é possível quando um mandato presidencial é desrespeitado. O impeachment sem crime de responsabilidade escancara as portas para o avanço da crise política e institucional.

Daí os conflitos institucionais que se aprofundam e o choque entre Legislativo e Judiciário. As relações de harmonia e equilíbrio entre os Poderes, exigidas pela Constituição, estão comprometidas.

Em apenas 90 dias, muito do que alertei ao longo do processo de impeachment tornou-se real. As contradições se acentuaram e conturbaram o cenário político, econômico e social. As ações para estancar a “sangria” da Operação Lava Jato têm se mostrado ineficazes. Movimentos sociais, estudantes, professores e cidadãos sofrem com a repressão às suas manifestações.

Assistimos, estarrecidos, ocupações de escolas e universidades por jovens em defesa de seu futuro serem coibidas com violência, enquanto manifestantes que invadem o Congresso, pregando a volta da ditadura, são tratados com complacência. Os sinais de deterioração dos direitos sociais estão evidentes.

Reconheço, ainda assim, que nenhum de meus mais pessimistas prognósticos previa o escândalo gerado pelo episódio do apartamento de luxo em área histórica de Salvador. E que isso merecesse do ocupante da Presidência da República mais atenção do que os problemas reais do nosso povo, como o desemprego crescente ou a paralisação das obras de integração do São Francisco, para citar apenas dois exemplos.

A democracia tem sido corroída pelo Estado de Exceção. A interrupção ilegal do mandato de uma presidenta é o mais destruidor dos elementos desse processo, pois contamina as demais instituições.

Daí a distorção dos fatos por setores da mídia oligopolista, ou a decisão do Tribunal Federal da 4ª Região que autorizou medidas excepcionais, como a suspensão da lei e da Constituição em nome do caráter excepcional da Lava Jato.

Outro sinal é a perseguição implacável ao presidente Lula, submetido à “justiça do inimigo”, na qual a regra é destroçar a vítima.

Nesse cardápio, a PEC 55 destaca-se ao ensejar, simultaneamente, o avanço do Estado de Exceção e o retorno do neoliberalismo. Com um só golpe retira a população do Orçamento, reduzindo os gastos com saúde e educação.

Ao mesmo tempo, pelos próximos 20 anos, afasta de todos nós o direito de escolher por meio do voto direto para “quem, como e onde” serão utilizados os recursos do Orçamento. Flagrantemente inconstitucional, a PEC viabiliza o retorno do neoliberalismo, do Estado mínimo, feito por poucos e para poucos.

A reforma da Previdência proposta pelo governo ilegítimo exige a idade mínima de 65 anos e 49 anos de tempo de serviço. Obriga jovens de 16 anos a largarem os estudos para trabalhar, a fim de ter o direito à aposentadoria integral.

O objetivo é claro. Dar continuidade ao processo de desmonte do Estado, iniciado por FHC e interrompido nos governos do PT. Busca-se desmantelar o sistema de proteção social, iniciado com Getúlio Vargas, atualizado na Constituição de 1988 e aprofundado no meu governo e no de Lula.

Irão se esforçar para desregulamentar a economia e reduzir impostos sobre os muito ricos e privatizar as empresas do Estado. Além de revirar o mercado de trabalho, “flexibilizando” os direitos dos trabalhadores e tornando a aposentadoria privilégio de poucos.

Tais propostas voltam à ordem do dia, depois de derrotadas nas últimas quatro eleições presidenciais. Por isso, o impeachment. O programa neoliberal do PSDB, rejeitado no voto pela população, necessita que se suspenda a democracia para ser executado.

O neoliberalismo pelo governo Temer, cujo receituário é brandido pelos meios de comunicação e líderes da oposição tucana como solução para o País, resultará em mais desigualdade. Tal modelo não tem como conviver com a plenitude do Estado Democrático de Direito.

Em A Doutrina do Choque, Naomi Klein mostra que os teóricos e políticos adeptos do neoliberalismo advogam o uso das crises para impor medidas impopulares justamente quando os cidadãos estão impactados por outros eventos.

Em nosso caso, a crise econômica e o impeachment foram a oportunidade para a retomada do receituário neoliberal. Múltiplos agentes políticos e empresariais se associaram para revitalizar um modelo que dá sinais de esgotamento e profundas contradições em países da Europa e nos Estados Unidos.

Chama atenção a sofreguidão dos militantes empresariais encarnados no “pato amarelo”. Defendem que o único caminho diante do conflito distributivo, acirrado pela crise, é o corte dos gastos sociais, jogando o ônus da crise econômica exclusivamente nas costas dos trabalhadores e da classe média.

Afastam a possibilidade de aumento de impostos num país que tributa, sobretudo, ganhos de salário. Tal debate está interditado. Aí não importa se a consequência é a queda ainda maior da demanda e mais crise ao se derrubar o investimento público e o consumo, num quadro de anomia do investimento privado.

Defendo que ajustes precisavam ser feitos. Ajustes equilibrados, para melhorar a qualidade dos gastos e reduzir as despesas. O limite da redução das despesas foi, porém, atingido.

Há necessidade urgente de reformas, não para retirar direitos, mas, como a tributária, para ampliar a arrecadação e alterar o caráter regressivo do nosso sistema de impostos. Não podemos continuar a ser dos poucos países do mundo, em companhia da Estônia, a não tributar dividendos ou taxar ganhos de capital.

Ainda há quem queira acreditar no milagre do corte de gastos. Disseminou-se a ideia de que o golpe, travestido de impeachment, rapidamente reverteria a crise e, a partir daí, bastaria cortar gastos. Ora, a crise fiscal nunca se deveu a uma ampliação dos gastos. O Brasil enfrenta um problema fiscal que tem a ver com a desaceleração econômica, responsável pela queda vertiginosa das receitas.

É necessário reconhecer que desonerações efetuadas ao longo do meu governo, tanto aquelas sobre a folha de pagamentos quanto as que incidiram sobre setores produtivos, reduziram as receitas. Os resultados foram apropriados pelas empresas na forma de aumento da margem de lucro.

Tais desonerações também não produziram, na maioria dos setores, aumento da capacidade produtiva e, consequentemente, da arrecadação futura, impondo ônus excessivo à gestão fiscal do Estado. Por isso é necessária a revisão de tais desonerações.

Mesmo assim, o País vai precisar de medidas que se contraponham à crise. Durante meu governo foram criminalizadas todas as medidas fiscais contracíclicas. A PEC 55, pró-cíclica, vai eliminar agora todo e qualquer espaço para a política fiscal, além de enrijecer a política monetária.

Lá atrás, as manobras dos golpistas foram bem-sucedidas. Vetaram, ao longo do meu governo, todas as iniciativas para se reverter a crise, instituindo a política do “quanto pior melhor” e as “pautas-bomba”. Pior. Mobilizaram parte da população contra seus próprios interesses, cerceando a ampliação de oportunidades e de direitos.

Em várias ocasiões, declarei que o golpe contra meu mandato era um golpe contra a democracia, contra o povo brasileiro e contra a nossa Nação. Apesar dos meus críticos, promovemos um inédito processo de redução da desigualdade nos últimos 13 anos.

Foram as políticas de transferência de renda, de valorização do salário mínimo, de ampliação do acesso a serviços públicos e do incremento do investimento público que transformaram o Brasil e nos tiraram do mapa da fome.

Inédito, esse processo não garantiu uma efetiva transformação estrutural de nossa histórica concentração de riqueza. E foi insuficiente, pois acabamos impedidos de avançar na redistribuição da riqueza, na tributação dos mais ricos com impostos progressivos, tema interditado no País.

A PEC 55 vai impedir que o povo se beneficie do crescimento pelos próximos 20 anos com base no argumento da austeridade. Ao estabelecer que os gastos públicos terão crescimento real zero, a PEC terá efeito contracionista, puxando o crescimento do PIB para baixo.

O mais trágico é que resultará na redução per capita dos gastos sociais federais. Como trata apenas de gastos primários, a proposta não contém uma só medida voltada às despesas financeiras, como os juros da dívida pública.

Arbitrando de forma autoritária o conflito distributivo em torno da alocação do Orçamento, a PEC é contra a maioria da população. Retira dos cidadãos o direito de, a cada eleição, escolher o programa de governo expresso no Orçamento e, com isso, os caminhos para o desenvolvimento. É hoje um dos pilares do Estado de Exceção implantado no Brasil.

Renascido como fênix depois de quase 13 anos, o neoliberalismo do consórcio Temer-PSDB é coerente com o fato de nossas grandes empresas produtivas terem se tornado financistas. Que acreditem e defendam o ideário neoliberal não surpreende.

Mas que se somem na defesa de uma proposta que diminui o crescimento econômico e promove a retração do mercado consumidor só se entende diante da elevada rentabilidade obtida com o giro financeiro. Sem dúvida, um dos maiores desafios ao desenvolvimento no Brasil tem sido a contaminação dos setores produtivos pelo giro da dívida pública.

A importância que o resultado financeiro assumiu para o desempenho de nossas grandes empresas, inclusive secundarizando eventuais limitações de competitividade, explica o desinteresse com que o setor produtivo tratou a queda dos juros em 2012 e 2013. Serve também para entender o engajamento desses segmentos a favor do golpe, atraídos, entre outras questões, pela perspectiva de reformas e medidas fiscais.

A interrupção da normalidade democrática e o caminhar rumo ao Estado de Exceção são as bases jurídicas para a retomada do neoliberalismo. Não são as bases para “ordem, progresso e retomada do crescimento”, como prometeram antes do golpe. É o contrário. Ainda que setores da mídia mostrem com parcimônia os dados sobre a situação, o aprofundamento da crise está explícito.

A realidade sempre se impõe. Está cada vez mais evidente que os golpistas acreditaram no que propagandeavam e subestimaram os fatores que levaram à crise econômica: o fim do superciclo das commodities, a desaceleração da China, o fraco crescimento dos países desenvolvidos, o fim da política de expansão monetária dos Estados Unidos e a queda de arrecadação.

Minimizaram, sobretudo, as graves e nefastas consequências econômicas da crise política por eles criada. Tais fatores não se alteraram com a conclusão do impeachment. A “sangria“ continua e passa a ataque mortal. A crise agravou-se com a ilegitimidade, os escândalos de corrupção e as falsas profecias.

Agravou-se tão rápida e profundamente que a instabilidade gerada no atual governo e entre as instituições permite antever a possibilidade do golpe dentro do golpe: a eleição indireta para presidente, que não produzirá estabilidade ou segurança institucional.

Afasta a esperança e se revela mais um ataque à democracia, incapaz de conduzir à recuperação econômica.

A intolerância e o ressentimento diante da falta de sintonia entre as expectativas do povo e as entregas do governo minam a legitimidade da democracia. Para a população, primeiro vem a perda de poder, pelo desrespeito aos resultados legítimos da eleição.

Depois, a cassação de direitos, por meio de reformas que promovem retrocessos e exclusão. Quando as teses econômicas dominantes impedem a priorização de investimentos sociais, os governos deixam de responder às necessidades dos eleitores.

A política torna-se irrelevante para a vida dos cidadãos. Daí o risco da anti-política virulenta, em que argumentos são substituídos por slogans e sensacionalismo. Por isso, se o golpe destruiu o presente do Brasil, cabe a nós lutarmos pelo futuro.

A saída não é a marcha da insensatez golpista, mas a participação popular. Está na convocação imediata de novas eleições para presidente, como propus anteriormente. Junte-se às diretas, é hora da reforma política, proposta por mim em 2013.

Não há como sair da crise sem redefinir o sistema político, carcomido por práticas fisiológicas e corruptas, combalido pela fragmentação de partidos e pela lógica do imediatismo que não leva em conta os interesses do País.

Esse é o caminho para conter o retrocesso e garantir que a vontade do povo prevaleça quando se define o nosso destino. Reitero: o momento é grave, mas ainda há tempo de salvar a nossa jovem democracia e promover a retomada da economia. A palavra é legitimidade. Um banho de legitimidade para lavar a alma do Brasil.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Valdemiro Santiago. Bispo ou impostor?

“No desespero e no perigo, as pessoas aprendem a acreditar no milagre. De outra forma não sobreviveriam” - Erich Remarque

Por: Eliseu

valdemirosantiago_igreja_bispo_salafrárioOs leitores que me dão o prazer de acompanhar O Carcará sabem que não gosto de posts sobre minha vida pessoal (fiz poucos, um recente) e polêmica religiosa. Até porque é um blog eminentemente político. Também sabem que detesto bandidos, sejam pilantras políticos, religiosos ou “comuns”.

Porém, algumas coisas são difíceis de explicar, ou “engolir”. O idolatrado “pastor”, “bispo”, “apóstolo” ou que raio for Valdemiro Santiago, o qual já fiz uma postagem aqui, dizendo sobre parte de sua fortuna, como fazendas, etc. volta ao noticiário de forma tímida, - e para quem tem um cérebro pelo menos do tamanho do de um pardal – intrigante.

Alguns sites de notícias publicaram que Valdemiro Santiago, que “cura” milhares de pessoas em troca de tudo que possuem, especialmente os menos bafejados pela sorte. Os mais necessitados, menos esclarecidos e portanto mais suscetíveis a serem dominados intelectualmente, foi atacado e esfaqueado em um de seus mais de 3 mil templos.

O intrigante no acontecido é que o “pastor” que na incontrolável sanha de arrancar cada vez mais dinheiro às custas dos incautos de plantão, faz milagres de cura acontecerem à todo momento, inclusive estava impondo as mãos quando foi esfaqueado, como ele mesmo disse “estava impondo as mãos, acabando de ouvir um milagre de um testemunho. Entrou alguém que eu não sei, por trás, e me deu uma facada no pescoço. Mas fiquem tranquilos, a gente só vai quando Deus quer. Que Deus abençoe vocês e eu perdoo a pessoa que fez isso, não sei quem é, mas ela carece de perdão”, não titubeou em ir imediatamente à um hospital para ser socorrido por um “mortal médico” que não chega a seus pés em matéria de cura. Se ele não tem poder sobre si, então porque os “bispos” auxiliares ou sua esposa Franciléia, que é “bispa” não fizeram o milagre acontecer e o curaram ali mesmo? Mais: porque tinha, e tem, vários seguranças dentro dos templos?

O salafrário descrito alvo deste post tem concorrentes de peso espalhados pelo Brasil e mundo afora, como Edir Macedo, dono da TV Record e diversas mansões, citado em 2015 pela revista Forbes como sendo um dos mais ricos do mundo com fortuna de mais de 3 bilhõesSilas Malafaia alvo da polícia Federal que diz ter recebido R$ 100 mil de doação por uma oração, e outros menores que não possuem o menor escrúpulo em “escalpelar” quem cair em suas conversas.

Este blogueiro destaca que acredita na existência de Deus e que Ele pode sim fazer milagres. Mas Ele! “Engolir” salafrários sem se manifestar, façam-me o favor!

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Estamos melhores?

“A idiotização da humanidade chegou ao seu nível mais elevado, ao ápice do empatetamento, ao ponto do homem considerar como virtude a omissão, e como defeito a coragem” - Pablo de Paula Bravin

Por: Eliseu

2017 chegou. Chegou com os mesmos problemas de 2016, 2015 e de 1500 até 2002 quando a direita mandou e desmandou nesta “República das Bananas”, que Lula tentou transformar em um país, mas foi impedido pela plutocracia, sempre apoiados pela mídia marrom brasileira que conseguiu imbecilizar a pseudo-elite e coxinhas que adoram (e só podem) comer mortadela, mas arrotam caviar que nunca viram, e que só agora descobriram que são pobres e se lascaram com o golpe que apoiaram.

Mas coxinha que é coxinha não dá o braço a torcer. Nem este blogueiro, nem qualquer cidadão ouviu sequer uma frigideira bater, quanto mais uma reluzente panela, que diga-se, eram batidas pelas empregadas domésticas. Deve estar faltando dinheiro para pagá-las. E por falar em coxinha que não dá o braço a torcer, lembrei-me do PIB, o Perfeito Idiota Brasileiro. Aquele mesmo que para em fila dupla, chega atrasado, enfim, as regras só valem para os outros. Vale a pena ler o texto. Pode clicar no link acima ou aqui.

Na vida pessoal também uma simples data nada muda. “Amizades” (amigo não se perde. Caso perca nunca foi) se vão, outras chegam, no amor a mesma coisa, com a família também.

Preparem-se que vem bomba por aí. Temer tem mostrado diariamente a que veio. Aquela do Dória, prefeito de São Paulo se vestir de gari foi demais para os meus 60 anos!

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Temer paralisa o país e enriquece os de sempre

Com Temer, os ricos continuarão ficando cada vez mais ricos, apropriando-se, sem trabalho árduo, do dinheiro fácil proveniente do orçamento público favorecido pelos juros estratosféricos

Por: Marcio Pochmann, no Rede Brasil Atual 

temer_golpeA provação pelo governo Temer da PEC 55 que congela em termos reais os gastos federais não financeiros aprisiona os próximos 20 anos à semi-estagnação dos rendimentos do conjunto dos brasileiros. No país da financeirização da riqueza, a referida PEC não limita do crescimento real somente os gastos financeiros que seguem livres para continuar crescendo.

Como o Brasil se encontra há muito tempo entre os países das mais altas taxas de juros do mundo, os rentistas que vivem sem a necessidade do trabalho árduo, mas da fácil apropriação das transferências dos recursos públicos, ganham o passaporte para o futuro. Atualmente, mais de um terço do Produto Interno Bruto (PIB) nacional encontra-se absorvido pela economia da financeirização da riqueza, o que retira dinamismo da economia real para crescer e, portanto, gerar empregos e renda nacional.

O green card ofertado pelo governo Temer aos ricos tem sido elogiado pelos de sempre, pois defendem que a atual situação fiscal deriva da gastança dos governos. No ano de 2015, por exemplo, o déficit nas contas públicas equivaleu a 10% do PIB, embora 90% deste valor tenham sido produzidos pela conta de juros paga pelo governo.

Neste sentido, o desarranjo nas contas governamentais assenta-se na financeirização da riqueza. Ela tem sido sustentada por escandalosos juros definidos pelo Banco Central e que aplicados sobre o estoque da dívida pública implica soma absurda transferida anualmente do orçamento para os já ricos. São os impostos, taxas e contribuições pagas proporcionalmente mais à renda dos pobres que alimentam a conta da transferência orçamentária dos governos aos privilegiados.

Pela PEC 55, os ricos continuarão ficando cada vez mais ricos, apropriando-se, sem trabalho árduo, do dinheiro fácil proveniente do orçamento público favorecido pelos juros estratosféricos. Mas a população que não é rica perde com o congelamento real dos gastos federais não financeiros, pois deixa de ter o que hoje já é difícil em termos de serviços e bens públicos. O amanhã, neste sentido, poderá ser ainda pior.

A educação e saúde, por exemplo, perderão recursos reais quando considerado o total de recursos gastos anualmente por habitante. Isso tenderá a ocorrer em termos reais somente se a população estiver estagnada.

Mas como para cada ano há mais vivos do que mortos entre os brasileiros, os recursos públicos divididos pelo conjunto da população tenderão a ser cada vez menores. O que significa destoar do que a Constituição Federal de 1988 estabelecia, ou seja, a busca pelo bem-estar social da população.

Em vez do corte nos gastos federais não financeiros per capita, o governo Temer poderia impulsionar, por exemplo, um conjunto de medidas para retirar a economia brasileira da recessão que se encaminha para o seu terceiro aniversário em 2017. Ademais, o corte na desoneração, subsídios e incentivos fiscais implicariam uma nova injeção de recursos aos cofres públicos, tornando desnecessária a PEC 55.

Tudo isso que representaria o caminho para o crescimento econômico e a retomada do bem estar da sociedade não encontra guarida entro os donos do dinheiro no país. Por isso, o governo que exerce a função simultânea de porta voz e garçom dos interesses dos ricos, dificilmente mexerá uma palha neste sentido.

Poderão ser mais dois anos de sofrimento profundo, sem necessidade alguma, salvo agradar os que já têm muito e não abrem mão de nada. A não ser é claro, que a população organizada tome em suas mãos os destinos do país, passando a escrever história diferente. As eleições diretas em 2017 seriam um bom começo.

Marcio Pochmann é professor do Instituto de Economia e pesquisador do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (Cesit), ambos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)

sábado, 31 de dezembro de 2016

2016. O ano!

“Para conseguir a amizade de uma pessoa digna é preciso desenvolvermos em nós mesmos as qualidades que naquela admiramos” - Sócrates

Por: Eliseu 

PierrotHoje, último dia do conturbado 2016 no campo da política, com um golpe “branco” aplicado em Dilma e em seus 54.501.118 eleitores, incluindo evidentemente este que escreve, e também conturbado na vida pessoal deste blogueiro.

Hoje vou me dar ao “luxo” de dizer mais de minha pessoa, talvez para eu mesmo. Não sei bem porque, ou talvez saiba. A melancolia “bateu forte”.

2016 foi um ano que posso dizer que em minha vida atingiu os dois extremos e, apesar de ainda não haver terminado, ao que tudo indica, terminará desestabilizado e em baixa. Jamais poderei dizer que 2016 foi um ano exclusivamente ruim.

Em 19 de dezembro de 2012 perdi minha esposa de uma vida, companheira de 33 anos, Ludzmar, linda em todos aspectos por um maldito câncer que após “dar as caras” a levou com seis meses, apesar das batalhas de médicos experientes. Fomos todos derrotados por essa doença que luta de forma cruel e desigual.

Após alguns tropeços em relacionamentos, enfim encontrei a companheira que parecia ideal. E era! Então, após um longo período depressivo, de escuridão, resolvi que era hora de recomeçar e viver feliz até o dia de minha partida para outro plano.

Então, cheguei onde disse que 2016 não foi exatamente todo ruim. Em 1º de janeiro me encontrava radiante de alegria ao lado de meu novo amor, a Jussara. Esta, a exemplo da esposa de 33 anos, fazia de tudo para agradar esse velho, rabugento e encrenqueiro cidadão(?).

Tudo ia às mil maravilhas quando em 21 de abril, na sala que me encontro agora, ela sofreu um mal súbito, eu tendo tempo de apenas ampará-la para que não caísse ao chão. Socorrida imediatamente, chegou viva ao hospital e por lá ficou numa fria UTI, mantida por aparelhos e medicamentos até 3 de maio, quando foi declarada sua morte cerebral.  Era um violento aneurisma. Mas ela, iluminada, ainda conseguiu me livrar de problemas, uma vez que fui obrigado a ouvir insinuações da família que à exceção de seu pai (a mãe já é falecida), não serve nem para comida de urubus, que a havia derrubado. Fato contestado na hora pelo Neurocirurgião que a recebeu e cuidou no hospital.

Finalizando, no limiar de 2017 perco uma “grande amizade”, que parece está levando de roldão outras. A grande tristeza não se refere à perca da “amizade”, porque amigo não se perde. Se perdeu é porque nunca foi. A revolta é comigo mesmo que sempre avaliei tão bem as pessoas, e já no auge da experiência de vida me deixei enganar, ou simplesmente não quis ver.

IMG_20160624_113532675_HDRMas o fato positivo de tudo isso é que se conseguir sobreviver por mais algumas horas, deixarei 2016 para trás na ótima companhia de Pitty e Luppy, meus dois Poodles mais que amigos e fiéis, e com uma visão mais crítica ainda de pessoas amigas. A vida nos obriga. Como disse no início, hoje escrevi para mim  mesmo.

Um bom 2017 para todos nós!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Moro enlouquece e aceita denúncia de crime que Lula supostamente iria cometer

Por: Eliseu 

lujla_moro_loucura_perseguiçaoO “juiz” Sérgio Moro fica cada vez mais ridículo ao deixar de lado a justiça que um dia jurou defender, e continuar obstinadamente em busca da promoção pessoal – inclusive com uma possível candidatura a presidente – e em defesa dos poderosos de plantão, e evidentemente da Rede Globo e mídia golpista brasileira em geral: Folha, Estadão, Veja, e outras.

Tamanha é a obstinação do “magistrado”, que perdeu o senso do ridículo (o de justiça já perdeu à muito tempo, se algum dia o teve), que agora, no ápice de sua anormalidade mental, resolveu aceitar denúncia de crime que supostamente o ex-presidente Lula poderia cometer.

De acordo com matéria do Plantão Brasil, a Lava Jato abriu um processo contra Lula por ele não ter recebido um terreno, que segundo a operação, seria destinado ao Instituto Lula. A Lava Jato reconhece - porque é impossível não reconhecer - que o terreno não é, nem nunca foi do Instituto Lula ou de Lula.

ditadura_moro_perseguiçao_lulaO também suspeito Supremo Tribunal Federal tem que fazer Sérgio Moro voltar á realidade, sob pena de organismos internacionais serem obrigados a intervir. Ou inevitavelmente estaremos caminhando a largos passos rumo a mais uma ditadura militar.

É o grau de loucura que Sérgio Moro com sua Lava Jato chegou na sua perseguição contra o ex-presidente Lula!

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Arapuca! Cuidado ao comprar no Ponto Frio.

“Quando o desejo de levar vantagem prevalece, o compromisso com o respeito desaparece”
Por: Eliseu
Logo-ptf-400x321_thumb[1]Aos menos desavisados, pode parecer apenas um cliente aborrecido que faz uso de seu próprio blog para reclamar de uma loja com a qual está insatisfeito.
Mas a questão vai muito além. Todos os consumidores podem, e estão sujeitos a um alto risco, ao fazerem negócio com a Ponto Frio. No respeitado site Reclame Aqui, a loja está em 7º lugar no ranking das piores empresas nos últimos 30 dias, publicado em 07/12/2016, o que pode ser comprovado clicando no link acima, ou aqui. Se o leitor prestar atenção, verá que na verdade é 2º lugar do setor de eletrodomésticos, perdendo apenas para Casas Bahia entre as piores. Acima dela estão, pela ordem, as imbatíveis em telefonia e afins, Net, Vivo, Tim e fabricante Samsung. No ramo de eletrodomésticos vem Casas Bahia, Extra e Ponto Frio. Extra e Ponto Frio são do mesmo grupo, então pode-se concluir que é a 2ª pior do ramo.
ponto frio_fogaoTal alerta se faz necessário, visto que estamos a menos de uma semana do natal, e muitos  consumidores ainda podem evitar dores de cabeça ao comprar no Ponto Frio.
Mas vamos aos lances da “emocionante” novela que este blogueiro vem enfrentando com a Ponto Frio. Tentarei resumir ao máximo!
Em 6/10/2016 comprei um fogão que veio com um amassado quase imperceptível à uma rápida olhada, com o revestimento escuro que quando retirei, o fogão praticamente desmontou. Fizeram um acordo para troca e não cumpriram, no fim acabaram me chamando de pontofrio_fogaomentiroso (a explicação está na postagem intitulada Alerta! Ponto Frio não cumpre o que promete, de 25/10/2016, podendo ser acessada no link acima, ou aqui.
Entrei com um processo na justiça pedindo a troca do fogão e danos morais. Ao receber a notificação, o Ponto Frio, através do escritório de advocacia Azevedo Sette, que posteriormente fui descobrir que se chama também Muniz Freire Advogados me contatou oferecendo um acordo para pagamento em aproximadamente vinte dias. Apesar de ser muito abaixo do valor que pedi na inicial, acordo é acordo! Aceitei para evitar maiores aborrecimentos e encerrar de vez o caso.
IMG_20161013_191315442_thumb[5]Quão surpreso fiquei ao perceber que tinha caído numa armadilha preparada pelos rábulas do Ponto Frio! No documento de Composição Amigável há o prazo de 20 dias para pagamento após o protocolo junto à justiça, mas omitiram o dia que seria feito o protocolo. Como o nome diz, basta qualquer pessoa ir ao setor de protocolo, no caso  a 4ª Vara do Juizado Especial de Serra/ES e protocolar. Coisa de minutos.
Ao constatar a excessiva demora em obter sequer uma resposta aos meus questionamentos sobre não haver ainda sido feito o protocolo e reclamar com o escritório, acabei sofrendo tentativa de INTIMIDAÇÃO por uma das rábulas, dizendo que eu havia ameaçado os “advogados”. Na verdade, informei que alertaria os consumidores através das diversas mídias sociais, o que estou fazendo agora, e também que se eu ficasse mais perturbado do que já sou, quebraria o fogão a picaretadas em frente à uma loja Ponto Frio, e também quem se metesse, tudo filmado e ao vivo por redes de televisão locais. As que entrei em contato mal se contiveram ao saber de minha intenção. E se achar necessário faço o que disse.
Todas as “conversas” foram por e-mail’s que evidentemente estão arquivados e bem protegidos, e que reproduzirei aqui caso necessário.
Está para nascer advogado, rábula ou não, ou seja que raio for para intimidar Eliseu, O Carcará! A primeira parte começou “doutora”. Talvez seria mais inteligente ter pagado o que deve! E, claro, fazer o mesmo com todos os clientes - que certamente não são poucos - encontram-se na mesma situação.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Um robô pode fazer melhor

De que vale uma sociedade que não tem pensamento crítico?

Por: Menalton Braff, no CartaCapital 

roboDe uns tempos pra cá muita gente pôs-se a discutir a educação e a opinar sobre ela. Fico pasmo com a desfaçatez de grande parte dos opinantes, que da escola nunca passaram de gazeteiros por puro ódio ao tempo roubado à vadiagem. Sei de vários.

Bom, mas o assunto tem assumido proporções e níveis de verdadeira catástrofe.

Há umas pessoas, mesmo nos meios oficiais, afirmando que só se deve aprender aquilo que terá alguma utilidade prática na vida.

Então é assim: você quer ser advogado? Que sentido faz aprender trigonometria, logaritmo, essas coisas? Então tire-se a matemática do currículo geral. Ela deve ser ensinada apenas a quem pretender cursar engenharia. Certo?

Mas se você for estudar engenharia, que falta lhe fará o conhecimento de verbos e análise sintática? Tire-se o português do currículo, deixando-o apenas em quem pretenda cursar jornalismo.

Geografia é uma disciplina dispensável, uma vez que os guias turísticos (os únicos a saber que o mundo é redondo, tem rios e mares) podem muito bem substituir aquelas aulas.

E história, então? Pra falar a verdade, hoje em dia nem os políticos (a maioria deles) tem a menor noção de que não somos mais um império, que a monarquia é um regime ultrapassado e que vivemos em uma república. Mas você já parou para pensar que a maioria das pessoas, em suas atividades práticas e produtivas, nunca usa o nome de José Bonifácio, tampouco de D. Pedro II?

Podíamos parar por aqui, não fosse a existência de química, física, biologia, esses conhecimentos inúteis, que nunca vamos empregar em nossas atividades profissionais.

Aliás, como estou envolvendo-me no assunto, vou também colaborar com o aperfeiçoamento da sociedade brasileira. Por que usar vestuário de vários tecidos, feitios os mais diversos. Isso só encarece as roupas. Vejam só: macacão de zuarte azul para todos os homens, inclusive os engravatados; vestidos de chita com estampas de flores, todos iguais, para as mulheres. As pessoas não teriam mais de que se queixar sobre o custo de vida, pelo menos no que diz respeito ao vestuário.

E continuando, de manhã todos em fila para entrar nas fábricas, escritórios e escolas, cantando alegremente marchas patrióticas. Cada um possuidor de conhecimentos necessários e suficientes para suas atividades profissionais. Sim, porque esta história de cidadania, cultura, isto tudo é muito prejudicial à produção e circulação de mercadorias.

Pois não é que ainda tem gente defendendo o ensino de filosofia nas escolas? As pessoas aprendendo a pensar, a refletir, as pessoas tendo uma visão mais larga da existência, isso tudo não é uma coisa perigosa? Talvez comprando alguns robôs se resolva o problema, mas os robôs são um pouco limitados.

Antigamente havia um ditado popular: Quem pensa muito, não casa. Mas é preciso casar, caso contrário onde se vai buscar mão de obra? É melhor não pensar muito.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Temer é o mais rejeitado segundo Datafolha

O peemedebista é o líder em rejeição e, para 63% dos entrevistados, deveria deixar o Planalto ainda em 2016

Por: Lula Marques/AGPT – No: CartaCapital 

3ea045aa-86ae-4b0e-9632-6d91f0651cbePara Michel Temer, o cenário exposto pela mais recente pesquisa Datafolha é aterrador. Alçado ao cargo mais importante do País por conta do impeachment de Dilma Rousseff, Temer é visto como pior que sua antecessora, tem o maior índice de rejeição entre todos os políticos listados e deveria deixar já o poder para abrir espaço a novas eleições diretas.

Tudo isso foi detectado pelo instituto em 7 e 8 de dezembro, antes, portanto, dos efeitos do vazamento da primeira delação premiada da Odebrecht, que atinge Temer em cheio.

A pesquisa Datafolha mostrou que a reprovação de Temer cresceu 20 pontos percentuais entre julho e dezembro, passando de 31% para 51%. A quantidade de pessoas que avalia seu governo como regular caiu de 42% para 34% e a dos que avaliam a administração como boa ou ótima foi de 14% para 10%.

O crescimento da rejeição a Temer coincide com o pessimismo acerca da economia. Para 67% dos brasileiros, o desemprego vai crescer; para 66%, a inflação vai aumentar; para 65%, a economia piorou de maneira geral; e para 59% seu poder de compra vai diminuir.

Diante desse quadro, 40% dos brasileiros acham que o governo de Michel Temer é até agora pior que o de Dilma Rousseff. Outros 34% avaliam que os dois são iguais e apenas 21% acreditam que ele é melhor. Esses dados vão ao encontro de pesquisa CNI/Ibope publicada em outubro, na qual a opção mais popular entre os brasileiros era também a de que Temer é pior que Dilma.

A situação do atual ocupante do Planalto é tão grave que ele aparece agora em primeiro lugar na lista de rejeição entre 14 políticos apresentada pelo Datafolha. O índice de rejeição de Temer é 45%, semelhante ao do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (44%), e bem maior que os de outros políticos listados, como o do senador Aécio Neves (PSDB-MG), que tem 30%; do chanceler José Serra (PSDB), com 20% e do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), com 18%.

O índice que resume a situação de Temer é o dos brasileiros que desejam sua renúncia. São 63% dos entrevistados favoráveis a essa opção, contra 27% contrários (6% são indiferentes e 3% não sabem).

O desejo da renúncia vem acoplado à aspiração para que uma nova eleição presidencial seja realizada. Na pergunta apresentada aos entrevistados, o instituto deixou claro que a renúncia de Temer ainda neste ano levaria à realização de novas eleições diretas: "Uma situação em que poderia haver eleição antecipada para a Presidência no Brasil seria em caso de renúncia de Michel Temer até o final deste ano. Você é a favor ou contra Michel Temer renunciar até o final do ano para a convocação de uma nova eleição direta para a Presidência da República?", perguntou o Datafolha.

Na hipótese de o cargo ficar vago após o início do terceiro ano de mandato (a partir de 1º de janeiro de 2017), a Constituição prevê que, em vez de eleições diretas, uma eleição indireta seria realizada. Isso significaria que o novo presidente seria escolhido pelos deputados federais e senadores.

Temer e a mudança de discurso

A percepção de Temer a respeito da importância da popularidade para o presidente da República mudou de forma drástica entre setembro de 2015, quando ele era o beneficiário de um eventual impeachment, e outubro de 2016, quando passou a ser o alvo da rejeição nacional.

Em 2015, em meio ao agravamento da crise que Dilma enfrentava, Temer afirmou que seria impossível alguém resistir no cargo com aprovação tão baixa. "Hoje, realmente o índice é muito baixo. Ninguém vai resistir três anos e meio com esse índice baixo", afirmou Temer durante debate com empresários em São Paulo.

No último mês de outubro, o discurso era outro. Em entrevista a jornais argentinos, Temer minimizou a impopularidade. "Se chego ao fim do governo com 5% e consigo colocar o país nos trilhos, me dou por satisfeito. Não tenho preocupação com a popularidade", afirmou ele.

Em 2015, quando Temer proferiu sua análise sobre Dilma, a aprovação da petista era de 8% segundo a Datafolha. Agora, a aprovação de Temer é de 10%, também segundo o Datafolha.