sexta-feira, 20 de março de 2015

Prefeito de Serra/ES desrespeita própria lei e prejudica população

Nesta semana, o secretário de saúde Luiz Carlos Reblin, desrespeitando a Lei 4162/13 que trata entre outras da obrigatoriedade da presença do profissional Farmacêutico para entrega dos medicamentos, em especial os de controle especial

Por: Eliseu 

audifax-psb-saude-incompetenciaO prefeito da nossa linda (tanto desleixo que não é mais tão linda) e rica cidade de Serra/ES, Audifax Barcelos (PSB) além da já conhecida incompetência, parece ter compulsão por prejudicar a área da saúde pública, sem dúvida uma das mais, senão a mais sensível e que grande parte dos munícipes são obrigados a utilizar.

Não bastasse a desumanidade nos UPA’s com seus banheiros quebrados e sujeira por toda parte e que a demora normalmente ultrapassa 5 (cinco) horas para um atendimento de urgência que nem sempre é prestado de forma adequada, falta crônica de medicamentos nas Unidades de Saúde (este medicamento – Sertralina 50 mg.) que dia 21 de fevereiro não estava disponível, continua em falta em toda a rede municipal sem contar diversos outros para hipertensão, diabetes e para os mais variados fins. Vale salientar que o SUS é compartilhado entre as esferas federais, estaduais e municipais. E a responsabilidade pelo atendimento básico de saúde e distribuição dos medicamentos é da prefeitura.

Mas o nosso pérfido prefeito não está satisfeito com o péssimo atendimento à população, e através de seu secretário de saúde, Luiz Carlos Reblin, que já vinha prejudicando os funcionários que eram OBRIGADOS a trabalhar aos sábados “cortando-lhes” a alimentação, agora “resolve” o problema.

reblin_secretario_saude_serra_esNesta semana, o lacaio secretário de saúde Luiz Carlos Reblin, desrespeitando a Lei municipal 4162/13, Seção IV, Artº 7 e 8 que trata entre outras da obrigatoriedade da presença do profissional Farmacêutico para entrega dos medicamentos,  em especial os de controle especial (os famosos tarja preta), proibiu o referido profissional de trabalhar aos sábados. Lei Federal 5.991, Art. 15, § 1º que diz: Art. 15 - A farmácia e a drogaria terão, obrigatoriamente, a assistência de técnico responsável, inscrito no Conselho Regional de Farmácia, na forma da lei. § 1º - A presença do técnico responsável será obrigatória durante todo o horário de funcionamento do estabelecimento.”

Com isso, o que já era ruim, ficou muito pior. Os munícipes que em sua grande maioria são trabalhadores e só tem o sábado, ou parte dele para resolver seus problemas não mais poderão usar seu sagrado direito de pegar os raros medicamentos que o prefeito disponibiliza à população. É aquela sensação de que ele (o prefeito) pensa estar fazendo favor.

Mais uma vez a população serrana pagando pelas maldades do prefeito Audifax Barcelos (PSB) e seus homens de confiança. Afinal é o prefeito quem escolhe seu secretariado.

segunda-feira, 9 de março de 2015

Economista diz que “chegou a hora de mexer com os mais ricos”

Para professor da USP, seria “muito mais lógico” taxar as grandes fortunas, sem sacrificar a classe média e setores mais pobres. Ao citar o francês Piketty, ele critica a política do ministro Levy

Por: Vitor Nuzzi, no Rede Brasil Atual 

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Taxar as grandes fortunas, discussão do momento no Brasil, é uma recomendação do economista francês Thomas Piketty, autor do best-seller O Capital no Século XXI, que trata da concentração de renda em vários países. Ao professor Paulo Feldmann, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP), chamou a atenção o conhecimento que Piketty demonstrou ter sobre a realidade brasileira, em visita recente ao país. Por vários motivos, o francês vê como melhor estratégia para os países a taxação de fortunas – "que é exatamente o que não fazemos no Brasil", escreveu Feldmann em artigo no jornal Valor Econômico publicado há pouco mais de um mês.

Outra ideia que poderia ser aplicada por aqui é de aumentar a taxação das heranças. O chamado Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD), tributo estadual, é de 4%. "Um décimo do valor da alíquota do Reino Unido, onde o imposto sobre herança é um dos tributos mais importantes", observa Feldmann. No Brasil, os governos estaduais arrecadaram R$ 4,5 bilhões com o ITCMD em 2013. Seriam R$ 45 bilhões com uma alíquota de 40%.

Soma-se a isso um possível imposto, também de 4%, cobrado das famílias com patrimônio pessoal superior a US$ 1 milhão, em torno de 225 mil no Brasil, de acordo com relatório do banco Credit Suisse citado pelo professor, poderiam ser arrecadados mais R$ 36 bilhões. O valor se obtém de uma estimativa conservadora de patrimônio médio em torno de US$ 1,5 milhão por família, o que representaria um total de R$ 900 bilhões.

Assim, os dois impostos poderiam totalizar R$ 81 bilhões, no tamanho do “ajuste” visado pelo governo. Seria uma forma mais justa de aumentar a arrecadação, poupando a classe média e os setores mais pobres da sociedade. Em vez da receita de Levy, o economista da USP propõe o modelo Piketty. “O que estou dizendo no artigo é que chegou a hora de mexer com os mais ricos”, afirma, em entrevista.

Por que o debate sobre a taxação sobre grandes fortunas não avança?

Não acha que haja tanta dificuldade, desde que o governo resolva levar isso como uma questão prioritária. Levando ao Congresso e pedindo principalmente à bancada do PT, acho que a chance de aprovar seria muito grande. O que precisa é o governo arregaçar as mangas e levar essa discussão adiante.

A discussão tem se limitado a aumentar impostos e cortar gastos. Falta ousadia, criatividade, à equipe econômica?

Este governo, lamentavelmente, está optando por um caminho muito neoliberal e não está colocando as medidas que sempre foram defendidas pelo PT e pela esquerda em geral, no Brasil e no mundo. Isso (imposto sobre fortunas) já aconteceu em outros países. Esse governo está caminhando para uma política de agradar as camadas mais ricas e os donos do capital. O Brasil é o único país que está aumentando taxa de juros. Por que o Joaquim Levy virou ministro da Fazenda? Porque o governo quer agradar o grande capital, que não quer mudanças como essa. A política econômica que está aí é muito ortodoxa, ultrapassada.

Qual seria o possível impacto de uma medida como essa?

Seria muito mais lógico taxar as grandes fortunas. As duas juntas (incluindo uma tributação sobre heranças) davam uma arrecadação a mais de R$ 80 bilhões, que é mais do que o Joaquim Levy está precisando. Essa mudança não criaria um problema sério na economia, não faria com que a classe média sofresse novamente e não mexeria nas políticas sociais. A Dilma montou essa ministério para ter maioria no Congresso. Aparentemente não tem, ou não perderia a votação para a presidência da Câmara. Mas, na minha opinião, não haveria resistência tão grande, desde que fosse claramente colocado aos deputados e senadores.

A distribuição de renda melhorou nos últimos anos, mas os chamados rentistas continuam ganhando mais que os assalariados. Como isso aconteceu?

O Lula foi muito hábil, muito inteligente, quando criou os programas sociais, principalmente o Bolsa Família. Ele pegou uma parcela que tinha no orçamento federal e criou o Bolsa Família. Não houve um imposto novo sobre os ricos. Foi um processo de distribuição de renda bem atípico, sem ter onerado os mais ricos. Não foi distribuição de renda, o governo usou os seus próprios recursos. O que eu digo no artigo é que chegou a hora de mexer com os mais ricos. Não são muitos, são 225 mil famílias apenas. Acho que não vão ter condições de se opor politicamente a isso. A classe média, que é a que mais se move, vai às ruas, vai ficar contente.

Com economia estagnada e o atual processo de ajustes, existe o risco de os ganhos sociais obtidos recentemente serem anulados?

Com certeza eles serão anulados. Quem está dirigindo a economia hoje não dá importância para isso. Já houve alguns cortes importantes, que sinalizam cortes nos benefícios sociais. A linha que ele (Levy) sempre defendeu não é defender os direitos dos mais pobres, é que o ajuste seja feito e as contas sejam adequadas. A gente não está vendo nenhum sinal de que haja uma preocupação com a questão social. Se houvesse, a primeira coisa que tinha mudado era a política de juros. A gente paga de juros, todo anos, 5% do PIB brasileiro. No ano passado, foram R$ 250 bilhões com juros. É uma política absurda, que nenhum país está usando. É impressionante o poder que os bancos têm.

No início do primeiro governo Dilma, houve uma aparente tentativa de comprar essa briga, iniciando uma política de redução de juros que levou a taxa a 7,25%, no seu menor nível histórico. Mas isso parou, e de lá para cá, ganhamos 5,5 pontos percentuais e a taxa agora está em 12,75%. O que mudou?

Acho que a resposta está no site www.transparencia.gov.br. Lá está quanto foi doado para as campanhas eleitorais. Entre os dez maiores doadores, estão os grandes bancos privados. Não tenho dúvida de que essa é a principal explicação. Sem contar que a rentabilidade dos bancos é uma das mais altas do mundo. O governo trabalha para o bem do setor financeiro. Tudo é feito para beneficiar os bancos. Na época (da queda dos juros), a revista The Economist (espécie de porta-voz do sistema financeiro) fez matérias muito ruins sobre o ministro Mantega.

Ao apresentar a Medida Provisória 669, o ministro Joaquim Levy fez críticas duras sobre a política anterior de desoneração. Foi injusto?

Na minha opinião, a política de desoneração foi um erro. Os setores beneficiados não tiveram nenhum avanço, pelo contrário. Agora, eu acho que o ministro Joaquim Levy deve estar muito seguro da situação dele, confortável, para criticar uma medida do próprio governo Dilma e continuar ministro. Numa situação normal, ele seria demitido. Se você reparar, o governo está totalmente perdido, criticado de maneira impressionante de todos os lados. Acho que isso tem muito a ver com o fato de a Dilma ter engolido essa declaração do Levy.

Já disseram que o imposto sobre grandes fortunas afugentaria patrimônio do nosso país. O senhor acredita nisso, ou é um pouco de terror?

Isso é terror, claro. Mesmo com esse tipo de coisa, o Brasil vai continuar sendo mais interessante para quem tem capital. Sempre vai ter quem queira colocar dinheiro nas Bahamas, Bermudas, ou na Suíça. A Receita Federal é uma das poucas coisas que funcionam no Brasil. Se esse pessoal levar dinheiro para fora, vai ter de declarar. O que estou propondo não é nada exagerado, é aumentar um pouco a alíquota.

O governo não sancionou a correção da tabela de Imposto de Renda acima da inflação. Deveríamos ter mais alíquotas?

Nos Estados Unidos, existe um alíquota de 40% para quem é muito rico. Na França, é 50%. Em países da Escandinávia, mais de 50%. Acho que quem está errado é o Brasil. Poderíamos ter uma alíquota de 35%, de 45%. Com isso, aumentaria muito a arrecadação. O patrimônio das famílias ricas é de R$ 900 bilhões. Um imposto de 4% daria R$ 36 bilhões a mais. Nem estou propondo mudar a alíquota (do IR), que também seria muito apropriado. Há diversas formas de tirar um pouco das classes mais ricas.

O ambiente político que o país vive não é um obstáculo a essa discussão?

O ambiente está tão ruim que começa a se falar de uma aliança entre PT e PSDB. Mas nessa hora é que o governo Dilma deveria lançar bandeiras que sempre defendeu. Vamos pelo menos defender bandeiras justas.

sexta-feira, 6 de março de 2015

Quem tem medo do Lula?

Lula é odiado porque deveria ter dado errado e deixado as elites para seguirem governando o Brasil. Odeiam nele o pobre, o nordestino, o trabalhador.

Por: Emir Sader, no Carta Maior

lulaA direita – midiática, empresarial, partidária, religiosa – entra em pânico quando imagina que o Lula possa ser o candidato mais forte para voltar a ser presidente em 2018. Depois de ter deixado escapar a possibilidade de vencer em 2014, com uma campanha que trata de colocar o máximo de obstáculos para o governo de Dilma – em que o apelo a golpe e impeachment faz parte do desgaste –, as baterias se voltam sobre o Lula.

De que adiantaria ajudar a condenar a Dilma a um governo sofrível, se a imagem do Lula só aumenta com isso? Como, para além das denuncias falsas difundidas até agora, tratar de desgastar a imagem de Lula? Como, se a imagem dele está identificada com todas as melhorias na vida da massa da população? Como se a projeção positiva da imagem do Brasil no mundo está associada à imagem de Lula? Como se a elevação da auto estima dos brasileiros tem a ver diretamente com a imagem de Lula?

Mas, quem tem tanto medo do Lula? Por que o ódio ao Lula? Por que esse medo? Por que esse ódio? Quem tem medo do Lula e quem tem esperanças nele? Só analisando o que ele representou e representa hoje no Brasil para entendermos porque tantos adoram o Lula e alguns lhe têm tanto ódio.

Lula deu por terminados os governos das elites que, pelo poder das armas, da mídia, do dinheiro, governavam o pais só em função dos seus interesses, para uma minoria. Derrotou o candidato da continuidade do FHC e começou uma serie de governos que melhoraram, pela primeira vez, de forma substancial, a situação da massa do povo brasileiro.

Quem se sentiu afetado e passou a odiar o Lula? As elites politicas que se revezavam no governo do Brasil há séculos. Os que sentiram duramente a comparação entre a formas deles de governar e a de Lula. Sentiram que o Brasil e o mundo se deram conta de que a forma de Lula de governar é a forma de terminar com a fome, com a miséria, com a desigualdade, com a pobreza, com exclusão social. Eles sofrem ao se dar conta que governar para todos, privilegiando os que sempre haviam sido postergados, é a forma democrática de governar. Que Lula ganhou apoio e legitimidade, no Brasil, na América Latina e no mundo justamente por essa forma de governar.

Lula demonstrou, como ele disse, que é possível governar sem almoçar e jantar todas as semanas com os donos da mídia. Ele terminou seu segundo mandato com mais de 80% de referências negativas na mídia e com mais de 90% de apoio. Isso dói muito nos que acham que controlam a opinião publica e o pais por serem proprietários dos meios de comunicação.

Lula demonstrou que é possível – e até indispensável – fazer crescer o pais e distribuir renda ao mesmo tempo. Que uma coisa tem a ver intrinsecamente com a outra. Que, como ele costuma dizer, “O povo não é problema, é solução”. Dinheiro nas mãos dos pobres não vai pra especulação financeira, vai pro consumo, para elevar seu nível de vida, gerando empregos, salários, tributação.

Lula mostrou, na pratica, que o Brasil pode melhorar, pode diminuir suas desigualdades, pode dar certo, pode se projetar positivamente no mundo, se avançar na superação das desigualdades – a herança mais dura que as elites deixaram para seu governo. Para isso precisa valorizar seu potencial, seu povo, elevar sua auto estima, deixar de falar mal do país e de elogiar tudo o que está lá fora, especialmente no centro do capitalismo.

Lula fez o Brasil ter uma política internacional de soberania e de solidariedade, que defende nossos interesses e privilegia a relação solidaria com os outros países da América Latina, da África e da Ásia.

Lula foi quem resgatou a dignidade do povo brasileiro, de suas camadas mais pobres, em particular do nordeste brasileiro. Reconheceu seus direitos, desenvolveu politicas que favoreceram suas condições de vida e uma recuperação espetacular da economia, das condições sociais e do sistema educacional do nordeste.

Lula é odiado porque deveria dar errado e deixar em paz as elites para seguirem governando o Brasil por muito tempo. Um ódio de classe porque ele é nordestino, de origem pobre, operário metalúrgico, de esquerda, líder máximo do PT, que deu mais certo do que qualquer outro como presidente do Brasil. Odeiam nele o pobre, o nordestino, o trabalhador, o esquerdista. Odeiam nele a empatia que ele tem com o povo, sua facilidade de comunicação com o povo, a popularidade insuperável que o Lula tem no Brasil. O prestígio que nenhum outro político brasileiro teve no mundo.

A melhor resposta ao ódio ao Lula é sua consagração e consolidação como o maior líder popular da  historia do Brasil. A força moral das suas palavras – que sempre tentam censurar. Sua trajetória de vida, que por si só é um exemplo concreto de como se pode superar as mais difíceis condições e se tornar um líder nacional e mundial, se se adere a valores sociais, políticos e morais democráticos.

Quem odeia o Lula, odeia o povo brasileiro, odeia o Brasil, odeia a democracia.

O Lula é a maior garantia da democracia no Brasil, porque sua vida é um exemplo de prática democrática. O amor do povo ao Lula é a melhor resposta ao ódio que as elites têm por ele.

quinta-feira, 5 de março de 2015

A direita não precisa de impeachment

Com Eduardo Cunha e Joaquim Levy agindo como virtuais primeiros-ministros, Dilma e o PT parecem não governar mais. Por Gilberto Maringoni

Por: *Gilberto Maringoni, No CartaCapital 

dilma_levy_gilberto_golpeA ação da oposição brasileira em busca do impeachmentembute dois significados: o golpismo e a inutilidade. O golpismo, por tentar derrubar no tapetão uma presidente eleita com 54 milhões de votos, sem que exista qualquer indício ou investigação em curso sobre sua lisura no desempenho do cargo. A inutilidade porque Dilma Rousseff e seu partido aparentam ter perdido o comando da administração em quase todas as suas esferas importantes.

Frise-se: não sofreram golpe algum. Entregaram o poder por livre e espontânea vontade.

O inferno econômico que o País enfrenta é opção feita pela mandatária já em seu primeiro mandato.

Ao tomar posse, em 2011, Dilma e o PT tiveram como meta principal derrubar o crescimento econômico. O país tivera uma elevação do PIB da ordem de 7,5% no ano anterior. Era algo excepcional, após um mergulho de 0,3% negativos em 2009. O capital financeiro e a mídia bradavam contra um hipotético descontrole inflacionário que jamais se concretizou.

Dilma – apesar de saber que o mundo atravessava a mais profunda crise econômica em 80 anos – não titubeou. Atendeu ao clamor da grande finança e iniciou uma escalada das taxas de juros. A Selic saltou de 10,75%, no início de 2011, para 12,5% em julho, aumentando a sobrevalorização cambial. Anunciou também cortes orçamentários da ordem de 55 bilhões de reais.

A tática foi um sucesso, do ponto de vista do rentismo. O PIB despencou para 2,7% no mesmo ano, 0,9% em 2012, 2,2% em 2013 e chegou a algo em torno de zero em 2014.

Em tempos de retração mundial, as medidas tiveram o condão de derrubar expectativas, investimentos e sobreapreciar o dólar, inibindo as exportações.

A indústria nacional acusa o golpe. Depois de alcançar 27,5% na composição do PIB, em 1985, o percentual veio caindo ao longo dos anos. Em 1995 era de 16%, em 2004 subiu para 19,2% e desceu para 13,3% em 2013. É indicador semelhante ao ano de 1955. (Os números são do IBGE, citados em estudo da Fiesp).

Resultado: um mandato medíocre em termos de desenvolvimento.

Ao se reeleger, em 2014, Dilma fez o que é de conhecimento geral. Nomeou um ministério conservador, deu curso a medidas contracionistas e virou as costas para sua base social.

Não se sabe o que a chefe do Executivo tinha em mente, pois ela quase não se dirige à população. Seu partido tampouco explica o sentido das escolhas.

Eleita com uma margem de 3 milhões de votos sobre Aécio Neves, a mandatária decepcionou seu eleitorado, faltou com a verdade na campanha – pesquisa Datafolha constata que 47% das pessoas percebe isso – e entregou postos chave da administração a setores que lutaram por sua derrota em outubro.

Poderia ter feito diferente? Poderia. Mas teria de contrariar interesses e fazer escolhas sobre quem deveria pagar a conta da recuperação econômica. Caminho diverso ao tentado por seu partido desde 2003.

O teólogo Leonardo Boff, que se encontrou com a presidente no palácio em 25 de novembro, afirmou ter externado suas preocupações a ela. Eis suas palavras:

“A gente tem liberdade de dizer que há reticências a certos nomes, que nos preocupam, mas por outro lado sabemos que ela tem uma mão firme, não se deixa conduzir, ela conduz. Isso nos dá certa tranquilidade”.

Tal expectativa não se materializou. Joaquim Levy foi indicado por Dilma para atender ao mundo financeiro, a quem ela decidiu – aqui sim – tranquilizar.

A direita de sua base aliada, vendo a opção presidencial por fazer pouco caso de seu eleitorado tradicional, nas primeiras medidas após a posse, percebeu a queima de capital político no ar. Viu ali a chance de empalmar o segundo poder da República e completar um cerco nada difícil de se realizar. Assim, Eduardo Cunha partiu confiante para a disputa da Câmara, com o aval do vice-presidente Michel Temer.

Vitorioso, fez o que nem Lula e nem Dilma ousaram no início de suas gestões: Cunha colocou sua pauta de forma dura e clara no centro da mesa. As medidas são conhecidas: reforma política conservadora, CPI da Petrobras, audiência com cada um dos 39 ministros, fim a qualquer avanço nos terrenos dos costumes e bloqueio de medidas de democratização da mídia.

A tática de se começar uma gestão mostrando a que se vem não é nova. Foi popularizada por Franklin Roosevelt, que criou a métrica de definir a ação de um governo em seus primeiros cem dias. Nos primeiros cem dias de seus mandatos, Lula e Dilma colocaram no tabuleiro a pauta dos adversários, “para acalmar os mercados”. O resultado está aí.

Uma presidente fraca não consegue mais conter o ímpeto recessionista de seu ministro da Fazenda. Levy é um liberal previsível. Esgrime o discurso da estabilidade acima de tudo, contra diretrizes de crescimento e distribuição de renda. A mídia o elegeu, juntamente com Eduardo Cunha, um dos condestáveis do governo. Atuam como virtuais primeiros-ministros. Juntos definem por onde caminhará a administração na política e na economia.

O PMDB – base de apoio – mostrou suas patas em programa televisivo na última semana de fevereiro: o governo é uma plêiade de feudos autônomos, propriedade privada da agremiação. Cada ministro da sigla fala de seu cercadinho, com metas estanques. Não existe governo, não há coalizão, não há PT.

Aliás, há um Partido dos Trabalhadores.

Trata-se daquela agremiação que cabe a Lula enquadrar, segundo orientações de Eduardo Cunha. O presidente da Câmara ameaçou fazer corpo-mole na votação do ajuste fiscal, caso o ex-presidente não acerte as pontas de seu partido e da CUT.

Lula, aparentemente, não piscou. Tomou um voo para Brasília na última semana de fevereiro e instou seus senadores a fecharem questão em favor das medidas recessivas. O mesmo comportamento teve o presidente do PT, Rui Falcão, que comandou uma manobra na Executiva Nacional destinada a colocar seus correligionários em linha com os desígnios de Joaquim Levy.

Num quadro desses, para que impeachment? O que a direita liberal quer mais? O PT e Dilma têm se mostrado aliados vantajosos.

O pacote da Fazenda provocará desemprego, descontentamento popular, inflação e estagnação.

Não será o conservadorismo clássico – PSDB e DEM – quem arcará eleitoralmente com o ônus do prejuízo. E nem os colegas de Michel Temer e Eduardo Cunha.

A conta ficará integralmente para o PT, que verificará melhor o estrago em 2016 e em 2018.

Dilma aparenta não governar. Pouco aparece em público e parece se dedicar a tarefas miúdas da gestão, além de afazeres particulares. Avessa a articulações políticas, poderá continuar assim, enquanto sangra em público, com remota chance de retomar as rédeas da situação.

A mídia valoriza o que seriam agora dois varões de Plutarco – Levy e Cunha –, em detrimento da mandatária eleita. Estão a toda hora nas telas e páginas da imprensa, opinando, pautando e orientando os rumos do País.

Dilma e o PT chegaram a esse ponto porque abdicaram de qualquer política de confronto com interesses consolidados dos integrantes do topo da pirâmide social.

Avaliaram ser possível jogar pelo empate, sem ameaçar a meta adversária. Agora tomam gols atrás de gols, quase numa reprise de Brasil x Alemanha, na Copa.

Estão dando uma notável contribuição ao estudo da Ciência Política.

É algo semelhante ao que o filósofo esloveno Slavoj Zizek fala em seu livro Bem vindo ao deserto do real (Boitempo, 2003):

“No mercado atual, encontramos uma série ampla de produtos desprovidos de suas propriedades malignas: café sem cafeína, cremes sem gordura, cerveja sem álcool (...e) sexo virtual enquanto sexo sem sexo”.

Inventaram agora o impeachment sem deposição física da presidente.

*Gilberto Maringoni é professor de Relações Internacionais da Universidade Federal do ABC e ex-candidato ao governo de São Paulo (PSOL)

terça-feira, 3 de março de 2015

A sinistra milícia dos “Gladiadores do Altar”, a nova invenção da Igreja Universal

3/3/2015 - Será porque a Universal retirou o vídeo do ar? A meu ver piorou as suspeitas de que algo está errado!

Algumas observações se fazem necessárias: 1- Este blogueiro não gosta de polêmica religiosa, até porque o Brasil é um país laico. 2- Ao longo da existência do blog, raríssimas foram as postagens sobre o tema. 3- Não tenho conhecimentos suficientes para argumentar sobre o tema. 4- Nunca considerei a Igreja Universal do Reino de Deus e suas similares como religião instituída e sim uma seita que serve mais como arapuca para pegar os incautos e/ou desesperados que não veem a “luz no fim do túnel” e se apegam à primeira palavra de conforto que encontram.

Esta é a opinião pessoal do editor do blog O Carcará, e sendo assim não poderia deixar de republicar a reportagem abaixo.

No: Diário do Centro do Mundo

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  • Tudo o que é ruim sempre pode piorar.
  • Você achava que a ascensão de Eduardo Cunha e da bancada evangélica era um passo rumo à Idade Média.
  • Você não pensou que seria possível que uma estultice como o projeto que cria Dia do Orgulho Hetero fosse ser desenterrada.
  • Você não achou que voltasse à pauta o Estatuto da Família, que define a célula familiar como composta apenas de homem e mulher.
  • Faltava um exército para os fundamentalistas.
  • Não falta mais, aparentemente.
  • A Igreja Universal criou uma milícia estranhíssima chamada “Gladiadores do Altar”.
  • Segundo o site da IURD, a iniciativa “visa formar jovens disciplinados e altamente preparados para enfrentar os desafios diários de ganhar almas e fazer discípulos”.
  • Os “rapazes”, diz o texto, “estão dispostos a abrir mão de suas vidas para que outras pessoas sejam ajudadas”. A única exigência é “é ser batizado nas águas e ter desejo e disposição de servir a Deus e estar preparado para o que vier pela frente”.
  • Não se sabe de quem foi a ideia, mas o autor merece o Oscar da falta de noção.

Em vídeos divulgados pela instituição, dezenas de jovens uniformizados aparecem marchando triunfais e repetindo as palavras de ordem de um pastor paramentado como rabino.

Ao final, o líder pergunta aos homens o que eles querem.

“O altar, o altar, o altar”, respondem, o braço direito estendido apontando para o dito cujo em cima do palco. O altar, no neopaganismo barato da Universal, tomou o lugar de Jesus.

Não é preciso ser muito esperto para enxergar uma semelhança sinistra com, na melhor das hipóteses, a sudação dos policiais do Bope e, na pior, o “Sig, Heil” nazista. O pessoal do Estado Islâmico ficaria orgulhoso, provavelmente.

O que estes cidadãos pretendem fazer para ganhar almas vestidos de Guarda Revolucionária é um mistério. A apresentação é cheia daqueles momentos em que o patético passa a dar um certo calafrio.

Antonio Gramsci chamou os fascistas italianos que surgiam de “gente ridícula, do tipo que faz as notícias, mas não faz a história”. Deu no que deu.

Sangue de Cristo tem poder.

Este vídeo foi modificado mas vai aí

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Governo prepara pacote para taxação de grandes fortunas, diz Gleisi

O governo da presidenta Dilma Rousseff prepara um pacote para taxar as grandes fortunas. A medida, que é uma reivindicação das centrais sindicais e movimentos sociais com alternativa para conter as contas públicas e não sacrificar os trabalhadores, foi confirmada pelo ministro Nelson Barbosa (Planejamento), na quarta-feira (25), em uma reunião no Planalto com a bancada do PT no Senado.

No: Vermelho

A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), em entrevista à Folha de S. Paulo, afirma que Barbosa disse que haverá ação sobre os mais ricos. “Nós colocamos que essas medidas eram importantes, que achávamos que deviam ser feitas algumas adequações (nos ajustes já anunciados), mas que seria muito importante que tivéssemos também medidas que atingissem quem tem renda maior na sociedade, seja na área de impostos ou outras medidas”, afirmou a senadora.

Segundo ela, Nelson Barbosa afirmou aos senadores que o governo está “estudando e vai haver medidas que vão atingir o andar de cima”.

Reforçando o compromisso de amplo diálogo, os ministros têm mantido as conversas com diversos setores para ouvir suas propostas e reivindicações. Além de Barbosa, o Planalto escalou mais quatro ministros para conversar com os senadores na reunião: Carlos Gabas (Previdência), Pepe Vargas (Relações Institucionais), Miguel Rossetto (Secretaria-Geral da Presidência) e Manoel Dias (Trabalho).

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Saúde na Serra/ES. O caos continua

Para Audifax (PSB), saúde é segundo, terceiro ou quarto plano. Talvez nenhum plano

Por: Eliseu 

ScanDia 21 deste mês fiz uma postagem sobre o caos que vive a saúde – para não dizer todos os setores da Serra/ES – que deveria ser administrada pelo prefeito eleito Audifax Barcelos (PSB) e que até o momento não mostrou a que veio. A publicação se referia ao desperdício de água na Unidade Regional de Saúde de Novo Horizonte. Ontem estive lá e fui conferir, e a situação continuava a mesma. Parece que houve um aperto na “bendita” torneira pois vazava menos, o que foi alvo de uma postagem na minha página pessoal do Facebook de hoje.

Pois bem, hoje retornei para pegar um medicamento que me foi prescrito e cadê o mesmo? O gato comeu. Ou alguém roubou. Desvio para mim significa roubo. Para não ser chamado novamente de mentiroso como fui hoje pela gerente da Unidade de Saúde - ela “jurou de pé junto” - que a torneira está funcionando perfeitamente mesmo eu tendo me disposto a mostá-la, segue a receita com o “acabou hoje”, que também é uma deslavada mentira da atendente uma vez que ontem ainda de manhã ela havia me dito que “ainda temos 20 comprimidos”. Não peguei porque não estava de posse da receita, mas já sabia que seria prescrito. A mentira é cristalina, será que em toda parte da tarde nenhum paciente teve esse medicamento (ansiolítico, que o brasileiro anda “comendo” para suportar um pouco mais os problemas do dia a dia) prescrito em uma das maiores unidades de saúde do município. E eu cheguei na farmácia da unidade e a mesma ainda estava fechada e nenhuma das quatro pessoas que estavam à minha frente pegou tal medicamento. Estranho, no mínimo!

E enquanto era chamado de mentiroso pela gerente da Unidade, que obviamente não usa crachá de identificação, como quase todos os funcionários que pensam ser semideuses, pude observar que várias pessoas saiam sem conseguir os mais diversos medicamentos, principalmente para hipertensão e diabetes. E a gerente me disse que vai fazer o pedido no sábado, dia 28. “Só não posso garantir que venham”, disse. Incompetência pouca é bobagem.

Para Audifax (PSB), saúde é segundo, terceiro ou quarto plano. Talvez nenhum plano! “Quem Não sabe escolher seus subordinados não merece o comando”. É o que penso.

Finalmente, para não dizerem que é implicância desse bloqueiro com Audifax (PSB), está ai o link de uma das várias postagens que fiz sobre o mesmo tema. Só que quem comandava o circo era Sérgio Vidigal (PDT), suposto inimigo político de Audifax. Basta clicar em qualquer local deste parágrafo, que abrirá o post intitulado “No ES caos na saúde não tem fim”, de 23/6/2012.

As cinco perguntas que a Sabesp se recusa a responder

Governo Alckmin mantém contratos especiais com empresas que mais consomem água em São Paulo, mas se nega a dar detalhes

No: CartaCapital 

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Enquanto milhares de pessoas enfrentam racionamento e outras mudam seus hábitos para economizar água, diante da crise hídrica em São Paulo e dos alertas divulgados em cadeia de rádio e televisão, a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) se nega a divulgar informações de interesse público sobre os maiores consumidores do produto no Estado.

Responsável por 40% do gasto com água em São Paulo, indústrias e empresas têm desconto especial e pagam um valor menor por litro do que os consumidores comuns. Mas, mesmo diante de uma situação de calamidade pública, o governo Geraldo Alckmin se recusa a divulgar detalhes e a lista completa dos 500 beneficiados pelos contratos “premium”.

Diante das revelações feitas pelo El País e a Agência Pública, a reportagem de CartaCapital procurou a Sabesp para entender qual a atual situação dos contratos firmados entre o governo e os maiores ‘gastadores’ de água em São Paulo. Segundo a versão brasileira do jornal espanhol, o contrato vigente com os grandes consumidores premia o consumo, pois quanto mais água usar, menor será o preço pago por litro de água. No documento revelado pela publicação aparecem 294 clientes, com o respectivo consumo e tarifas pagas, mas não constam na lista as indústrias.

Clientes como os shoppings Eldorado, Pátio Higienópolis e Villa Lobos, a TV Globo e os clubes Pinheiros e Hebraica, todos membros desse grupo privilegiado, têm um desconto de 55% no valor pago por cada mil litros de água (R$ 6,27). Já os clientes comerciais sem o contrato especial e toda a população abastecida pela empresa pagam mais do que dobro disso, ou seja, R$ 13,97 a cada mil litros. Para a Agência Pública, que solicitou a lista completa por meio da Lei de Acesso à Informação, a Sabesp respondeu que adotou essa política para proteger o “segredo industrial” e o “direito à privacidade e intimidade” das empresas e indústrias.

alckmin_corrupçao_sabesp_tucanoQuestionada se ainda mantém os contratos vigentes e denunciados na imprensa, a Sabesp admitiu a CartaCapital que existem 500 contratos de “Demanda Firme”, como são chamados, na região metropolitana de São Paulo. Mas afirmou que, desde de fevereiro de 2014, os grandes clientes foram “liberados do consumo mínimo e incentivados a buscar fontes alternativas”. Isso porque até então, para terem acesso às tarifas especiais, as empresas tinham que gastar uma quantidade mínima de água, estipulada em contrato. Quem usava mais que esse volume, pagava menos. Essa situação acontecia até um ano atrás, quando a possibilidade de falta de água já era uma realidade, amplamente divulgada nos meios de comunicação.

Se as empresas não precisam mais gastar um grande volume de água para ter direito à tarifa mais barata, os beneficiados por esses contratos continuam pagando preço inferior ao cobrado de residências? A Sabesp não responde. Assim, como também não informa quais são as indústrias que são beneficiadas por esse tipo de acordo ou ainda se a empresa estatal tenta renegociar ou encerrar esse tipo de contrato, tendo em vista a gravidade da atual situação. Estas e outras questões foram enviadas pela reportagem de CartaCapital ao órgão sob comando do governo tucano, mas a assessoria de imprensa informou que não serão respondidas.

Abaixo, as cinco questões que o governo Alckmin, por meio da Sabesp, se recusa a responder:

1. A Sabesp tem 500 empresas com contratos de Demanda Firme. São empresas como o Shopping Eldorado, que sozinho consome o mesmo volume de água do que 2.500 famílias de 4 pessoas. Esses contratos preveem descontos que podem chegar a 75%. Esses descontos continuam valendo mesmo com a ameaça de racionamento?

2. Quais as 500 empresas que possuem contrato de Demanda Firme e quanto cada uma delas consome de água?

3. Se os contratos de Demanda Firme continuam vigentes, por que a Sabesp não os renegocia, dada a gravidade da situação?

4. Quais incentivos ou cobranças a Sabesp está utilizando para as grandes empresas buscarem fontes alternativas de consumo de água?

5. O ônus para as empresas que aumentarem o consumo é o mesmo aplicado sobre a população ou também possui taxas de multa diferenciadas? Quantas já foram autuadas desta forma desde fevereiro de 2014?

Até o momento, só é de conhecimento público o nome de 294 empresas que possuem algum tipo de acordo para consumo de água com a Sabesp. Como mostrou a Agência Pública em janeiro deste ano, esse tipo de contrato começou a ser usado em 2002 pela Sabesp como forma de “fidelizar” clientes do comércio ou indústria que têm grande consumo de água. O governo terá, no entanto, até dia 28 de fevereiro para divulgar a lista completa já que o pedido da Agência Pública foi feito com base na Lei de Acesso à Informação.

Os 20 primeiros da lista parcial de maiores clientes da Sabesp:

1 - Manikraft

2 - Agro Nippo Produtos Alimentícios

3 - Tinturaria Pari

4 - Viscofan

5 - Hospital Albert Einstein

6 - SPTrans

7 - Santa Constância Tecelagem

8 - Shopping Eldorado

9 - Colgate Palmolive

10 - Avon

11 - CPTM

12 - Cenuhilton

13 - Eli Lilly

14 - Condomínio W. Torre JK

15 - Shopping Higienópolis

16 - Shopping Villa-Lobos

17 - Procter e Gamble

18 - Brookfield Brasil Shopping

19 - Clube Hebraica

20 - Esporte Clube Pinheiros

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Desperdício de água em Serra/ES do prefeito(?) Audifax (PSB)

Na Unidade de Saúde de Novo Horizonte falta tudo: médicos, enfermeiros, medicamentos, água gelada para os pacientes mas no banheiro a água sobra

Por: Eliseu

agua_desperdicio_audifaxHá mais ou menos 50 anos, desde os tempos em que era feliz e não sabia, na minha bem vivida infância em Tabaúna, aquele povoadozinho no município de Aimorés/MG, com seu então largo, caudaloso, de límpidas águas e muitos peixes, o rio Manhuaçu, perfeito para a molecada se refrescar e “pintar o sete”, também o oito, nove… claro sem que as mães soubessem, que ouço os ambientalistas alertarem para o cuidado com a natureza. Não jogar lixo em locais impróprios, não matar os bichos, enfim, cuidar do nosso planeta.

No início era uma campanha tímida até porque as comunicações eram difíceis. Nos últimos anos os apelos se intensificaram cada vez mais e hoje com os rádios, televisões, internet, ninguém pode alegar desconhecimento da causa ambiental. Mas nós os humanos, que nos intitulamos como “seres racionais” estamos destruindo – ou já destruímos -nosso habitat.

Mas divagações e lembranças à parte, fato é que em plena crise hídrica que tem afetado grande parte do país, inclusive o Espírito Santo, a responsabilidade sempre é jogada sobre nós, pacatos cidadãos. São campanhas e mais campanhas pedindo para não lavar carro, calçada, fechar a torneira aos escovar dentes, etc. Ameaça do aumento do valor da água e muito mais.

Mas aqui na cidade de Serra, no Espírito Santo, já em março de 2012, na péssima gestão de Sérgio Vidigal, comparsa (se dizem inimigos para se perpetuarem no poder, o que tem conseguido fazer de forma magistral) do atual prefeito(?) Audifax (PSB) que esse blogueiro vem denunciando o mau uso da água em nossa cidade, o que foi feito em diversas outras ocasiões.

Pois bem, ontem estive na Unidade de Saúde de Novo Horizonte e fiquei estarrecido com o descaso que a prefeitura, com seu prefeito(?) Audifax (PSB) à frente, trata o município. A falta de medicamentos é uma constante, na sala de vacina, que na verdade é o que fui fazer, me vacinar, tinha um aviso: “dia 20 não funcionaremos”. Só faltou completar: “quem vier que se lasque!”. Mas o pior está por vir. Certamente já viram a foto acima. Isso mesmo, ao entrar no banheiro a situação era aquela. A torneira simplesmente não fechava. Será que quantos litros são desperdiçados por dia? Multiplicando por meses, porque nunca é consertado… Quem sabe um dos “peritos” da Globo não determine a quantidade?

Quem achar que é intriga desse blogueiro e que ele abriu a torneira para tirar a foto, vá segunda cedinho que verá in loco a situação.