sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Apesar de 2014 fraco, primeiro mandato de Dilma cria 4,8 milhões de empregos

Ano passado foi o pior para o emprego formal desde 1999. Mas saldo dos quatro anos é comparável ao do primeiro período de Lula e bem melhor que a primeira metade da gestão FHC

No: Rede Brasil Atual

dilma_empregoAno passado foi o pior para o emprego formal desde 1999. Mas saldo de 396.993 vagas, 700 mil a menos do que no ano anterior, 2014 foi o mais fraco desde 1999 para o mercado formal de trabalho, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado hoje (23) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Mas o primeiro mandato de Dilma Rousseff (2011-2014) mostrou resultado comparável ao dos primeiros quatro anos de Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2006) e bem melhor do que a primeira metade da gestão de Fernando Henrique Cardoso (1995-1999). Segundo os dados do MTE, o estoque de trabalhadores formais chega a 41 milhões. O dado positivo não esconde preocupação com as perspectivas para o mercado de trabalho em um ambiente pouco propício ao crescimento.

emprego_dilma_economiaDe 2011 a 2014, o Caged mostra saldo de 4,8 milhões de empregos com carteira assinada (o número não inclui a Relação Anual de Informações Sociais - Rais, que considera também os estatutários). O volume é próximo do primeiro mandato de Lula, quando foram criadas 5,6 milhões de vagas formais, de acordo com dados ajustados pelo ministério. No primeiro governo FHC, o país eliminou 1 milhão de postos de trabalho. O governo divulgou hoje um total de 5,2 milhões, mas incluindo informações da Rais.

Somado todo o período 2003-2014, o número de empregos com carteira criados no país chega a 17,7 milhões. Os dados são apenas do Caged.

O salário de admissão em 2014 teve aumento real (acima da inflação) de 0,92%, tendo como base o INPC-IBGE, e chegou a R$ 1.181,56. O ganho real foi de 1,39% para as mulheres e de 0,84% no caso dos homens. A relação entre o valor médio do salário das mulheres (R$ 1.075,52) e o dos homens (R$ 1.247,89) passou de 85,72%, em 2013, para 86,19%.

O ministro Manoel Dias afirmou que o Brasil "vive o pleno emprego", com regiões onde a taxa de desemprego fica abaixo dos 3%, citando Rio de Janeiro e Santa Catarina. "Em 2015, como os prognósticos da economia são mais positivos que em 2014, acreditamos que vamos continuar gerando empregos", acrescentou. Ele ressaltou que o Brasil continuou abrindo postos de trabalho, enquanto muitos países ainda não recuperaram o nível de emprego desde o início da crise internacional, em 2008. "Nesse mesmo período, o Brasil gerou mais de 10,5 milhões de postos de trabalho."

Embora o mercado formal brasileiro continue abrindo empregos, um movimento por vezes contrário à tendência mundial, o ritmo caiu pelo quarto ano seguido. Depois do recorde de 2,543 milhões de vagas com carteira em 2010, foram 1,945 milhão em 2011, 1,302 milhão em 2012 e 1,117 milhão em 2013, para chegar nos menos de 400 mil ano passado.

Apenas em dezembro, foram eliminados 555.508 postos de trabalho, perdendo na série histórica apenas para 2008 (-654.946). Por fatores sazonais, em toda a série do Caged há corte de vagas no último mês de ano. Em dezembro de 2014, todas os setores de atividade eliminaram empregos, sendo 171.763 na indústria de transformação (-2,05%), 132.015 na construção civil (-4,24%) e 148.734 nos serviços (-0,86%).

Em todo o ano, apenas dois setores se destacam na criação de vagas, principalmente o de serviços, com saldo de 476.108. O comércio abriu 180.814. A indústria fechou 163.817, enquanto a construção civil eliminou 106.476. A administração pública teve saldo positivo de 8.257, enquanto a agropecuária, praticamente estável, fechou 370 postos de trabalho.

Nota da Redação: a matéria foi corrigida às 15h, porque os dados do Caged divulgados hoje relativos ao período 2003-2006 são diferentes dos que constam no site do Ministério do Trabalho e Emprego.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Jeito tucano de governar: Sabesp se nega a publicar contratos de empresas que mais consomem água

Em resposta a pedido pela LAI, companhia defende sigilo de dados de interesse público alegando “segredo industrial” e “direito à privacidade e intimidade”

No: Agência Pública

sistema_cantareira_tucano_psdb_sabespEmbora a Lei de Acesso à Informação (LAI) determine, já no seu primeiro artigo, que toda a administração pública está sujeita a ela, incluindo “autarquias, fundações públicas, empresas públicas, sociedades de economia mista e demais entidades” a Sabesp parece se considerar uma exceção.

Desde dezembro do ano passado, nossa reportagem pede, através da LAI, os contratos de Demanda Firme assinados pela Companhia de Saneamento com cerca de 500 empresas para o fornecimento de altos volumes de água. Juntas, elas consomem, em média, 1,9 milhão de m³/mês.

Agora, em resposta ao recurso da reportagem a Sabesp alega que as empresas têm direito à privacidade como as pessoas, este estabelecido pelo artigo 5º da Constituição. “A pessoa jurídica goza das garantias relativas à privacidade, garantindo-lhe o direito a segredos comerciais, fórmulas e métodos que lhe pertencem reservadamente, constituindo os elementos que compõem sua esfera privada”, defende a empresa na resposta (leia a íntegra aqui).

Para a advogada da organização Artigo 19, Karina Quintanilha, a comparação não tem respaldo legal. “O direito à privacidade, assim como o direito à informação, é um direito humano e tem certos critérios para ser aplicado. Não existe direito à privacidade de uma empresa, de pessoa jurídica”. Segundo ela, a posição da Sabesp não leva em conta a sujeição da empresa à Lei de Acesso. “A regra é o acesso à informação, a abertura dos documentos públicos e contratos. A exceção é o sigilo, e somente nos casos previstos na lei, nenhuma outra hipótese seria possível. Como a Sabesp é uma empresa de economia mista, está enquadrada no artigo primeiro, não tem como fugir disso”.

A Sabesp também alega risco de prejuízo às empresas contratantes. “As informações solicitadas que se referem a um dos segmentos de mercado atendido pela Sabesp, podem apresentar uma vulnerabilidade, tais como perdas financeiras e ameaças à realização de seus objetivos”. Mas esse argumento também não se justifica, segundo a advogada. “Estamos falando de contratos públicos já que a empresa por vontade própria estabeleceu uma relação jurídica com um órgão público. A partir do momento em que ela firmou esse contrato de demanda firme com a Sabesp, (o contrato) está sujeito à lei da transparência”. Para ela, a disponibilidade de contratos dessa natureza é fundamental “para que se tenha acesso à forma como esses órgãos administram os recursos públicos – no caso, a água”.

Na mesma resposta, a Sabesp menciona o Artigo 29 do decreto 58.052, que regulamentou a LAI no Estado de São Paulo, e determina: “O disposto neste decreto não exclui as demais hipóteses legais de sigilo e de segredo de justiça nem as hipóteses de segredo industrial decorrentes da exploração direta de atividade econômica pelo Estado ou por pessoa física ou entidade privada que tenha qualquer vínculo com o poder público”.

Segundo Karina, para que exceção pudesse ser feita teria que haver uma ação prévia da empresa nesse sentido. “(A Sabesp) deveria previamente classificar o sigilo, se fosse o caso, de acordo com a LAI. No caso do pedido sobre os contratos de demanda firme, caso existisse alguma informação protegida pelo sigilo industrial eles teriam que apresentar o registro disso. Mas essa é uma hipótese muito improvável já que o sigilo industrial ocorre quando tem alguma ‘fórmula’ da empresa a ser protegida por exemplo” explica.

Precedente negativo

Em um caso similar, o TRF da 2ª Região decidiu favoravelmente ao pedido do jornal Folha de S. Paulopara obter “relatórios de análise” de contratos firmados pelo BNDES. “Não há como acolher a tese de que o BNDES exerceria suas atividades de maneira idêntica às instituições financeiras privadas, sob o regime de direito privado, de modo a isentá-lo da fiscalização de toda a sociedade brasileira”, argumentou o juiz. E ainda acrescentou que “(…) os ‘Relatórios de Análise’ objeto do presentemandamus (ação judicial) são documentos produzidos pelo Órgão da Administração Indireta e que versam sobre utilização de recursos públicos, enquadrando-se, portanto, perfeitamente nas disposições da Lei de Transparência”.

Agora a reportagem da Pública recorreu à segunda instância, que é a Corregedoria-Geral da Administração (CGA), e está aguardando a resposta. Para Karina, se a tese da Sabesp for acatada pela CGA, pode abrir um precedente perigoso, “justamente porque através desses documentos de contratos é que a gente consegue informações precisas sobre as negociações estabelecidas ente empresas e o poder público”, explica.

“A Sabesp está colocando o segredo industrial como um princípio maior, acima do direito à informação. Isso levaria com certeza a um precedente muito negativo para a liberdade expressão e o acesso à informação”, diz a advogada da Artigo 19.

A Sabesp já foi alvo de críticas da organização, que monitora a aplicação da LAI no país, em um relatório publicado em dezembro sobre a crise do sistema Cantareira. De sete pedidos feitos à Companhia, nenhum foi respondido. “A gente entende que justamente nesse momento de crise é essencial garantir a transparência. É isso que vai possibilitar que a sociedade possa participar das decisões, e elas podem se continuamente monitoradas e acompanhadas pelas pessoas que são as mais afetadas”, completa Karina.

Contratos estimulam o consumo de água

Os contratos de demanda firme estão no centro da discussão sobre as políticas adotadas pela Sabesp nos últimos anos. Eles começaram a ser usados em 2002 pela Sabesp como forma de “fidelizar” clientes do comércio ou indústria que têm grande consumo de água. Em 2010, o contrato passou a valer para clientes que consomem acima de 500m³/mês. Empresas como a General Motors do Brasil, o aeroporto de Congonhas, a SPTrans, o Jockey Club de São Paulo, a Ford Brasil e a Universidade Metodista  já assinaram contratos dessa modalidade, garantindo um desconto que pode chegar a ate 40% do valor pelo alto consumo de água.

O programa prevê um consumo mínimo de água. Se o cliente consumir menos, pagará o valor completo de todo jeito. Se ultrapassar a quantidade acordada, paga a diferença. Ou seja, a empresa é penalizada se economizar, e é instada a usar mais água, já que pagará de qualquer forma. Outro problema nesse tipo de contrato é que a Sabesp exige exclusividade de fornecimento. Uma reportagem do Valor Econômico mostrou que um centro comercial na zona oeste de São Paulo foi forçado a abandonar dois poços artesianos para receber apenas água da Sabesp, em troca do desconto na conta.

As taxas cobradas não estão disponíveis no site da Sabesp. Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa afirmou apenas que “cada contrato tem sua característica própria” e “as informações são confidenciais”. De acordo com os dados do Plano Estadual de Recursos Hídricos 2004-2007, o setor industrial respondia por 30,4% do consumo de água no estado.

A Sabesp finalmente reviu essa obrigação de consumo mínimo em março do ano passado, depois do agravamento da crise hídrica. Em 29 de dezembro, durante uma audiência na Arcesp, chegou a anunciar a intenção de isentar os clientes dos contratos de demanda firme da sobretaxa dos consumidores que aumentarem o consumo em relação à média do ano anterior – afinal liberada pelo TJ para vigorar neste janeiro. Depois da repercussão negativa já no dia seguinte nos jornais, as grandes clientes foram incluídas na sobretaxa. Mas os descontos previstos pelos contratos de demanda firme continuam a vigorar.

Para Marussia Whately, coordenadora da Aliança pela Água, coalizão de organizações da sociedade civil, esses contratos não levam em conta que a água é um bem escasso e é muito importante que sejam conhecidos pela população. “Muitas vezes os contratantes são prestadores de serviços para as pessoas, como supermercados, academia de ginásticas; com a crise há um interesse ainda maior em relação a como a água é consumida”. Além disso, ela destaca que “a postura da Sabesp e do governo do Estado, de ausência de informações claras e de canais mais amplos de diálogo com a sociedade, até contribuiu para piorar a crise”.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Serra/ES tem prefeito?

Por: Eliseu 

saude_audifax_serraNo post anterior falei um pouco sobre o “coxinha” prefeito de Guarapari. Mas a situação aqui na minha cidade não anda nada boa já há um bom tempo. Dois “rivais” de mentirinha vem se revesando à frente da Administração Municipal e com isso se perpetuando no poder. E o pior, com nosso aval. Não vou me estender muito porque se for para falar de todos os problemas e mazelas da nossa cidade o post vai ficar enorme.

Na área da saúde, em 2012 Sérgio Vidigal obteve o título de pior prefeito do país. Agora parece que Audifax (PSB) quer competir com ele e ficar com o amaldiçoado título. Algum cidadão que desafortunadamente precisar de um atendimento médico de urgência/emêrgência está perdido. Na melhor das hipóteses, para ser atendido - se for atendido com certeza será muito mal atendido - levará no mínimo 4 horas e correrá o risco de ter prescrito medicação errada, como já aconteceu com esse bloqueiro (ainda não entrei com uma ação na justiça porque sei que vai sobrar para o mais fraco, que evidentemente será a técinica de enfermagem).

ScanSe precisar de medicamento e não tiver dinheiro para comprar, ai sim, a coisa fica feia mesmo. Um “passarinho” me confidenciou que falta medicamentos básicos para hipertensão e diabetes já há vários meses em toda rede. E hoje eu mesmo tive um antibiótico prescrito que não havia na Unidade de Novo Horizonte. Consegui pegar em Praia de Carapebus que havia ainda alguns comprimidos. Por falar em Unidade de Saúde, a de Praia de Carapebus é uma verdadeira vergonha. Casa enorme alugada, mas não distribuída adequadamente para atender uma unidade de saúde. Para ter acesso à farmácia tem que subir (e depois descer, né?) uma estreita e perigosa escada, corredo sérios riscos de queda de graves consequências. A foto está acima.

Tem mais: para pegar o referido medicamento tive que argumentar com a funcionária que o SUS é universal e que tenho o sagrado direito de pegar em qualquer unidade de saúde do país desde que esteja de posse de uma receita emitida por médico credenciado ao SUS. Infelizmente grande parte da população desconhece esse direito. Até isso Audifax quer fazer. Se não mora no bairro, não tem medicamento. Oras prefeito…

E as aberrações não terminam ai.  O Azitromicina que me foi prescrito dois comprimidos me foi entregue três. Ao questionar a atendente da farmácia, a resposta: “não podemos cortar a cartela”. Conclusão: 50% do caro medicamento que não foi aquirido com dinheiro do Audifax e sim com o nosso vai para o lixo e outro munícipe ficará sem. Mas na receita foi colocado como entregue apenas dois!

Há… E se quis ser atendido direito tive que recorrer ao famoso jeitinho brasileiro e apelar para conhecimento no Hospital das Clínicas, porque se dependesse do PA…

sábado, 17 de janeiro de 2015

Guarapari e seu prefeito “coxinha”

Prefeito de Guarapai Orly Gomes (DEM) disse que quem não pode gastar R$ 200,00 por dia não será bem recebido em Guarapari

Por: Eliseu

guarapari_coxinha_demJá estou um pouco atrazado desde a declaração do prefeito “coxinha” do DEM de Guarapari sobre o turismo na cidade, mas como o verão continua a todo vapor e apareceram outros “coxinhas” com a mesma ideia resolvi postar assim mesmo.

Repercutiu ma mídia local e nacional a declaração do prfeito Orly Gomes (DEM) de que não quer saber de turista pobre na cidade. “Precisamos de pessoas que venham com dinheiro para gastar, e assim, justificar os investimentos na cidade.” Essa foi a declaração do prefeito de Guarapari, na Grande Vitória, Orly Gomes (DEM), em entrevista à rádio CBN Vitória. “Medidas serão adotadas no município, como a cobrança de taxa para ônibus de turismo, limitação de pessoas em casas de veraneio, bem como cobrança de impostos. As medidas ainda não valem para o verão de 2015.”

Tal declaração só poderia mesmo vir de uma mente desequilibrada e completamente distorcida de políticos que só encontram abrigo em partidos como o DEM, que na verdade são uma ramificação do PSDB, partido elitista. O prefeito do DEM se esquece que moramos em uma Federação, e que temos o sagrado direito constitucional de ir e vir onde bem entendermos e com o dinheiro que tivermos, ou sem dinheiro, em território nacional.

Pobre prefeito rico, estamos indo com uma farofada pra Guarapari. Nos aguarde! A foto com os preparativos está acima. Chame a polícia!!!

E com essa O Carcará fianlmente deverá voltar a “bicar”.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

A concentração das empresas nas gôndolas do supermercado

Dez grandes companhias abocanham de 60% a 70% das compras de uma família e tornam o Brasil um dos países com maior nível de concentração no mundo.

Reporter Brasil

Talvez passe despercebido àqueles que vão ao supermercado que um conjunto pequeno de grandes transnacionais concentra a maior parte das marcas compradas pelos brasileiros. Dez grandes companhias – entre elas Unilever, Nestlé, Procter & Gamble, Kraft e Coca-Cola – abocanham de 60% a 70% das compras de uma família e tornam o Brasil um dos países com maior nível de concentração no mundo. O que sobra do mercado é disputado por cerca de 500 empresas menores, regionais.

Quer um exemplo dessa concentração? Quando um consumidor vai à seção de higiene pessoal de um estabelecimento comercial e pega nas gôndolas um aparelho de barbear Gilette, um pacote de absorventes Tampax e um pacote de fraldas Pampers, ele está comprando três marcas que integram o portfólio da gigante norte-americana Procter & Gamble – que também é dona dos produtos Oral-B, para dentes.

O poder da Unilever

Uma dona de casa vai uma vez por mês ao supermercado fazer as compras para sua família: ela, o marido e duas crianças. Para a cozinha, ela compra Knorr, Maizena, suco Ades e a maionese Hellmann’s. Para a limpeza da casa, sabão em pó Omo e Brilhante. Compra ainda Comfort para lavar a roupa. Passa na área de cosméticos e pega o desodorante Rexona para seu marido, e sabonete Lux para ela. Compra pasta de dente Closeup, a marca preferida da filha.

Quase ao sair do supermercado, o filho liga e diz que quer sorvete. Ela compra picolés Kibon. Todas as marcas adquiridas por ela pertencem à Unilever, que em 2013 foi o maior investidor no mercado publicitário do Brasil, com R$ 4,5 bilhões aplicados. Omo possui 49,1% de participação de mercado em sua categoria, segundo pesquisa do instituto Nielsen em 2012. A Hellmann´s detém mais de 55% do mercado. A Unilever vende cerca de 200 produtos por segundo no Brasil.


Mercado de Bebidas


O que o refrigerante Coca-Cola, o energético Powerade, o suco Del Vale, a água Crystal e o chá Matte Leão têm em comum? Eles são marcas da Coca-Cola, que apenas no segmento de refrigerantes detém cerca de 60% do mercado nacional. E sabe quando está um dia de calor e você quer tomar uma cerveja? Há uma grande chance de que ela seja produzida pela Ambev, que concentra cerca de 70% do mercado com produtos como Brahma, Antarctica, Skol e Bohemia. A companhia Brasil Kirin (ex-Schincariol) possui pouco mais de 10%, e o Grupo Petrópolis, cerca de 10%.

Quer um chocolate?

Na hora dos desenhos, uma criança se senta à frente da televisão e pede para a mãe alguma coisa para comer. Uma vez no mês, ela decide trocar as frutas por doces. A mãe então oferece algumas opções: um chocolate Suflair ou um Kit Kat? Um chá Nestea ou um Nescau? Um Chambinho ou iogurte Chandelle? Uma bolacha Tostines ou Negresco?


No fundo, ele está perguntando à criança qual marca e linha de produtos da Nestlé ela quer, porque todas acima citadas pertencem à gigante suíça. O segmento de chocolates é concentrado. Segundo pesquisa do instituto Mintel, ele é dominado por três companhias líderes que possuem 85% do mercado. Kraft lidera ranking, seguida por Nestlé e Garoto (a empresa Garoto pertence à Nestlé, mas tem posicionamento independente, e ambas somam 46% de participação).

Empresas Brasileiras também concentram mercado

A BRF – nascida da união entre Sadia e Perdigão – é líder em vários segmentos das gôndolas: está presente em 28 das 30 categorias de alimentos perecíveis analisadas pelo instituto Nielsen, como massas, congelados de carne, margarinas e produtos lácteos. A BRF está na mesa de aproximadamente 90% dos 45 milhões de domicílios do Brasil. Ela é responsável por 20% do comércio de aves no mundo. Em pizzas, a empresa detém 52,5% do mercado e 60% do de massas congeladas no país.

Outra empresa brasileira com grande presença na mesa dos brasileiros e de outros países é a JBS, dona de várias marcas conhecidas, como Friboi, Seara, Swift, Maturatta e Cabana Las Lilas. Com essa variedade de produtos e a presença em 22 países de cinco continentes (entre plataformas de produção e escritórios), ela atende mais de 300 mil clientes em 150 nações.


Governo brasileiro incentivou a concentração empresarial?

Para alguns economistas, tem havido um aumento da presença do Estado na economia brasileira, um movimento que ganhou força no segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando o BNDES passou a conceder financiamentos a juros mais baixos para promover as chamadas “campeãs nacionais”.

Nesse caso, foi estimulada a fusão entre as operadoras de telefonia Brasil Telecom e a Oi, e a criação da BRF, fruto da união entre Sadia e Perdigão. Esse movimento de empresas brasileiras mais fortes no exterior cria gigantes, mas não necessariamente essa liderança traz vantagens para os consumidores brasileiros, que continuam com poucas opções quando vão ao supermercado. Será que essa ação do Estado beneficiou o consumidor final?

Em paralelo, as empresas estatais têm ganhado peso. No setor bancário, CEF e Banco do Brasil estão entre as cinco maiores instituições do país, sendo que a Caixa é líder em financiamento habitacional, e o BB, no setor agrícola. Em energia, a Petrobras é a maior empresa do setor, enquanto a Eletrobrás detém a liderança em geração de energia elétrica.

Mas essa concentração de poder nas empresas públicas é diferente das privadas. Um exemplo está no setor de energia, em que a Petrobras tem tido uma política de reajuste dos preços dos combustíveis alinhada à política de inflação do governo federal. Empresas estatais bem administradas podem render bons lucros, que se tornam dividendos para o governo federal, que, por sua vez, com esse dinheiro dos lucros, pode investir em setores essenciais, como saúde e educação.

Créditos da foto: reprodução

Texto original: CARTA MAIOR

Texto replicado: CARLOS GEOGRAFIA

domingo, 11 de janeiro de 2015

1964: O Julgamento de Deus [Impressões de Leitura]

Por Prof. DiAfonso


Tendo como pano de fundo a “ditadura que ainda engatinhava” ou a “gloriosa e vitoriosa Revolução Redentora” – como os militares golpistas e os bajuladores de plantão chamavam a quartelada de 1964 - e ambientado na “cidade pernambucana de Boi Pintado”, o romance “1964: O Julgamento de Deus” [Recife: Bagaço, 2014, 302 p.], do publicitário e escritor José Nivaldo Júnior, seduz não só pela capacidade que o autor revela ter de "costurar" a narrativa [coisa de quem incorporou o espírito de saber contar histórias e estórias], mas também pela maestria com que ele desenha e redesenha os personagens e constrói o papel que cabe a cada um deles no universo narrativo engendrado.

Com habilidade, José Nivaldo Júnior recria fatos históricos [o Golpe de 64, a onda de prisões que se seguiram a partir do endurecimento do regime ditatorial, a resistência ao golpe] e personagens históricos e não históricos alinhavando-os na teia ficcional em que o grotesco, a ironia, a intertextualidade bíblica, a presença da cultura nordestina com seu rico universo linguístico [notadamente no tocante ao aspecto vocabular: “bregueço”, “mulé”, “cabra safado”, "gota serena", "febre tifo do rato", “chamegar”, “falcudade”, “óidio”, “fela da puta”], com seus costumes e com seu misticismo latente não se insinuam, mas integram, de forma decisiva, a trama narrativa e com ela interagem.

Um a um, os personagens vão surgindo, compondo e contribuindo para que a tessitura narrativa desemboque no grande e incomparável evento, porque nunca antes registrado “em qualquer lugar do mundo”: o julgamento de Deus. Evento que traz em seu bojo um contraponto e uma crítica ao conservadorismo da Igreja Católica Apostólica Romana e ao próprio Golpe Militar.

Desse modo, personagens como seu Binoca, Mané Tiro Certo [beato Elias], Monsenhor Afonso, Továrish Lói, Cumpade Deca, Natércio Pai dos Burros [os Tetéus], o Xerife, a Dama de Ouro, coronel Honorato Francisco das Chagas, o Delegado, Honorato Meu Doutor, Francisquinho Pai Mandou, Jota França, “a bela irmã Maria do Espírito Santo” e Garapa vão sedimentando a trilha narrativa e sendo “cúmplices”, direta ou indiretamente, de um final dramático e surpreendente.

Para baixar a obra em pdf, com o consentimento do autor, clique aqui.



sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Ludzmar, dois anos…

Nunca julgue a vida dos outros, porque cada um sabe da sua própria dor

Por: Eliseu 

ludzmar_luto_esposaTempo… uns dizem que ele é amigo e alivia a dor, outros – incluindo esse que vos escreve, ou escreve para si mesmo –, pensa que ele, o tempo é um inimigo implacável e só prolonga a dor. Seja como for, acredito que cada um tem sua visão e opinião sobre o tema e sente o que pensa.

Hoje faz dois anos que ela com toda sua sapiência se foi. Veio à esse planeta com a missão de fazer o bem, trazer alegria, consertar algumas “coisas” que podem se classificadas como pessoas. Terminada sua missão, deu um jeito de cair fora desse lugar horroroso, tenebroso, lúgubre - mas que ela demonstrava gostar - e voltar de onde veio, lá em cima...

Ela, a quem me referi é Ludzmar, essa da foto, mulher de fibra, linda, alegre e que não sei porque cargas d’agua foi minha esposa por 33 anos. Na verdade sei, era uma de  suas missões a cumprir. Mas ela me amava, isso sempre tive certeza. E eu também a amei. Com todos os meus defeitos a amei e ela também sabia disso. Faltaram apenas alguns dias para arredondar a conta. De 12 de janeiro de 1980 até o dia 19 de dezembro de 2012 às 11:05 hs quando ela resolveu partir para continuar brilhando de forma mais intensa.

Poderia ficar escrevendo páginas e páginas sobre você Ludzmar, ou bem, como sempre nos tratamos, mas para que? Você sabe de tudo! Prometi encontrá-la em breve, mas parece que eu não sou tão iluminado como você. Aliás, sempre soube disso! E o culpado é o tempo… Um ditador, metido a mandar, decidir quem, quando e porque a gente pode fazer algo. Mas você sabe que nunca gostei de obedecer ordens. Detesto! A gente pode interferir, mas apesar de não ser temeroso de coisa alguma, por enquanto não tive coragem de ir contra ele. Talvez seja porque ele é muito poderoso. Mas todo poderoso em um momento acaba perdendo para alguém.

Quanto ao blog, vou fazer todo o possível para dar continuidade e mante-lo mais atualizado. Não tenho conseguido escrever, desenvolver as ideias. A mente “embaralha”. Mas daqui em diante, enquanto eu estiver por aqui O Carcará vai voltar a escrever. Nunca me esqueci daquela última quinta-feira que você passou entre nós e apesar de já estar debilitada fisicamente fez,  - sem que eu percebesse - e me trouxe o café na mesa enquanto escrevia um post no notebook. Raramente o uso. Comprei outro computador e coloquei no nosso quarto. “Ralhei” com você: “não faça isso. Vá descansar!”. Não aprendi fazer o danado do café. Café só de cafeteira, mas não fico sem ele. Arroz só na panela elétrica que Carla e Thiago me deram. Mas a Flavinha tem feito comida. Ela terminou a faculdade ano passado. Quanta falta você fez na formatura dela… Na Colação de Grau, nossa netinha Ana Beatriz no alto de seus dois aninhos gritava: “Favinha… Favinha… Favinha…”. Como ela está linda e inteligente. Pouco tempo atrás me perguntou por você. Parece que tem bem mais de três anos. Vem aqui pra Flavinha a maquiar, passar esmalte… vaidosa, linda, muito fofa!

Há… Houve melhoras por aqui. Aqueles ônibus que você tanto queria já estão circulando a um bom tempo, mas só para Laranjeiras. Virão outros de Carapina. Eu e o Gilmar (o Gilmar mais que eu) estamos articulando. E o ponto fica bem debaixo de nossa janela. Também tem polícia passando todo dia (poucas vezes, mas tem). E você ia adorar: estão asfaltando aquela rua ao lado do muro da empresa em frente a nossa janela e as ruas próximas aos outros condomínios, a saída para Novo Horizonte. As máquinas estão me atazanando o dia todo inclusive finais de semana. Mas tudo teve o “meu dedo” para concretização. Ainda tem muito o que fazer. Aquele terreno baldio que você detestava ainda não conseguimos resolver. Também pra que estou te contando? Você sabe de tudo, inclusive que não pude fazer essas coisas enquanto estava conosco…

Saudades… Também não consigo dimensionar, se é que existe uma fórmula. Falta de você? Imensa!

Loucura de estar falando com você? Talvez. Vá saber… Está aí a vantagem de ter um blog e não aceitar patrocínio: posso escrever o que quiser. Ele é meu!

Você sabe que do meu jeito eu te amei. 33 anos… uma vida! Ando meio confuso, você sabe, mas essa música é para você e como não sei cantar, escolhi o Benito de Paula para me representar. Claro que sou mais bonito que ele. Rssss

Um beijo, nos encontraremos. Preciso bater um papo sem o tempo para atrapalhar. Nesse momento, de uma forma ou outra terei vencido o tempo!

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Imprensa finge que não vê mas Polícia fecha o cerco ao ninho tucano

A mídia tradicional vem martelando na cabeça dos leitores 24 horas por dia o assunto Petrobras, mas “esquece” a roubalheira no metrô, trens e monotrilho de São Paulo

Por: Helena Sthephanowitz, no Rede Brasil Atual 

tucano_corrupçao_psdbO jornal Folha de S.Paulo denuncia que planilhas apreendidas pela Polícia Federal na sede da empreiteira Queiroz Galvão, na capital paulista, mostram que a empresa vincula valores recebidos por obras públicas a doações eleitorais para partidos e candidatos de oposição ao governo federal.

O material foi obtido no âmbito da sétima fase da Operação Lava Jato, chamada de Juízo Final, que investiga denúncias de desvio de recursos de obras e pagamento de propinas por empresas a funcionários da Petrobras.

De acordo com a planilha, datada de 2014, para chegar ao valor da doação ao político a empreiteira fazia um cálculo sobre o valor recebido por determinada obra.

Segundo a reportagem, um dos registros dos papeis encontrados, nomeado como “VLT” – uma provável referência ao Veículo Leve sobre Trilhos da Baixada Santista, obra realizada pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin(PSDB), por meio da EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos), é possível perceber a aplicação de uma fórmula sobre o “recebimento acumulado” até medição de junho de 2014, para que a empreiteira chegasse ao valor que seria destinado a “doações”.

Após descontos, o valor aparece na planilha como sendo de “117.500”, possivelmente R$ 117,5 milhões, sobre o qual incidia o cálculo: 1,5% vezes 66% (percentual já recebido pela obra), resultando numa doação de R$ 1,16 milhão. Esse valor constituía uma “ProfPart” (sigla usada na planilha), que a Queiroz Galvão reconheceu ser uma “Provisão Financeira para o PSDB”.

Em outra planilha apreendida junto com a primeira, esse exato valor é atribuído ao “PSDB nacional”. Outros políticos destinatários de possíveis doações aparecem na planilha, com iniciais.

Segundo dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), a empreiteira doou R$ 3,7 milhões ao diretório nacional do PSDB nas eleições de 2014.

A Queiroz Galvão explicou outras iniciais na planilha: “J.S.” é o senador eleito José Serra (PSDB-SP), “P.S.” é o candidato do PMDB ao governo Paulo Skaf e “E.A.” é o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). Há outros valores associados a outras obras realizadas em São Paulo, como o CSS (Contorno de São Sebastião) e CEML (Consórcio Monotrilho Leste), realizados pelo governo de São Paulo, mas com dinheiro do governo federal.

No entanto a imprensa não “martela” esse tipo de notícia na cabeça do leitor, o  excessivo bombardeio ao governo federal no noticiário, funcionando como artilharia para a oposição partidária, começa a dar sinais de fadiga de material. Ou seja, provoca cansaço no próprio leitor e telespectador, com consequente ceticismo em vez de chegar ao objetivo dos editores: levar a população ao sentimento antigoverno.

É absolutamente desejável em democracias sólidas que notícias de corrupção façam parte do cotidiano e sejam divulgadas com total transparência, da mesma forma que existe o noticiário policial, onde todo dia há notícias de crimes e criminosos. Funcionários públicos, maus policiais, políticos, juízes, procuradores, seja quem for que de fato cometa crimes, e corrupção é um deles, não há por que ser blindado no noticiário.

Mas no noticiário político denuncista, não há delimitação clara da individualização de condutas, buscando criar no imaginário popular a ideia de que todo um governo, uma estatal, um partido, serem todos uma grande “organização criminosa”. No entanto, o governo da coligação petista iniciado em 2003 foi o que mais criou instrumentos para combater a corrupção.

Editores de notícias comprometidos com projetos de poder oposicionistas constroem há anos narrativas de forma seletiva, no final das contas buscando direcionar o leitor ou ouvinte a votar em candidatos de oposição. Deu certo com alguns eleitores, mas a maioria sente o cheiro de picaretagem quando o noticiário é seletivo demais, e o resultado das três últimas eleições presidenciais mostram isso.

O cidadão desconfia do ambiente político como um todo e dos próprios jornais e TVs. Não crê que a oposição seja melhor do que o governo neste quesito de combate à corrupção. Não por acaso, Aécio Neves (PSDB) não só perdeu a última eleição, como despontou nas pesquisas com rejeição mais alta do que a presidenta Dilma Rousseff, pela fadiga do discurso falso de combate à corrupção.

Além disso, ninguém aguenta ficar tantos anos seguidos ouvindo notícias de denúncias repetitivas, sem que a imprensa tradicional conte algo de novo para modificar o quadro, como falar nas causas e soluções.

O debate sobre o financiamento empresarial de campanha e da reforma política não ocupa o noticiário de grande audiência, e até para justificar o excesso de denuncismo precisaria receber a mesma ênfase. Seus repórteres nunca perguntam ao ministro Gilmar Mendes quando ele vai devolver o processo da ação da OAB para terminar o julgamento que declarará inconstitucional o financiamento de campanhas por empresas.

No jargão político a expressão “fadiga de material” geralmente é usada contra os governos que se desgastam após um tempo no poder. Mas ela também acontece com um discurso de oposição repetitivo que não convence mais. Nas urnas, faltam votos. Ao golpe, faltam adeptos. No jornalismo, a perda é, primeiro de credibilidade, seguida da perda de audiência.

Mas o governo também não pode se iludir apenas com o cansaço deste discurso oposicionista, pois não existe vácuo nem no poder, nem na pauta de notícias. Alguém sempre a ocupa. Se o governo não disputar essa pauta, democratizando as comunicações para haver mais circulação de informações e debate de ideias, a oposição, ainda que seja uma nova oposição, vai continuar ocupando sozinha.

A mídia tradicional vem martelando na cabeça dos leitores 24 horas por dia o assunto Petrobras, mas “esquece” a roubalheira no metrô, trens e monotrilho de São Paulo.

domingo, 14 de dezembro de 2014

Saudade é Diferente - João Cunha




SAUDADE É DIFERENTE
João Cunha


MINHA SAUDADE É DIFERENTE DA SUA...

MINHA SAUDADE É DIFERENTE...
TÃO BELA!... TÃO NUA!..
MINHA SAUDADE PASSA DE REPENTE,
FINDA AO SOL... RENASCE À LUA.

MINHA SAUDADE ME FAZ TÃO FELIZ!
DO MARCO ZERO À IMPERATRIZ.
DERRAMANDO POESIA EM CANÇÕES
VIOLINOS, VIOLÕES,
CLARINETES, CLARINS!

NA ARSENAL TODOS PARAM PRA VER
O MEU POVO, EM SAUDADE, NA RUA...
SÓ ALI VOCÊ ENTENDE POR QUE
MINHA SAUDADE DIFERE DA SUA...

MINHA SAUDADE É DIFERENTE
CANTA PONTES, RIO E MAR...
MINHA SAUDADE,
PASSA CANTANDO PRA GENTE
FAZ MEU RECIFE SONHAR...

MINHA SAUDADE É DIFERENTE DA SUA...
LÁ, LAIÁ, LAIÁ, LAIÁ, LÁ...