sexta-feira, 20 de abril de 2018

Lula não é um político preso, é um preso político, diz Boff

Teólogo atribui prisão a uma reação de quem nunca aceitou "que os de baixo subissem um degrau". "Vemos o nível de degradação ética e espiritual a que chegou essa elite do atraso"

No: Rede Brasil Atual

lula_preso_politico-boffO teólogo Leonardo Boff criticou a decisão da juíza Carolina Lebbos, da 12ª Vara Federal de Curitiba, de impedi-lo, junto com o ativista e Prêmio Nobel da Paz Adolfo Pérez Esquivel, de realizar uma visita ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"A decisão dela é a expressão do Estado de exceção que estamos vivendo. A argumentação é muito pífia, ela diz que Esquivel estava de passagem e a Lei Mandela, que ela diz não desprezar, tem que ser interpretada segundo cada país, deve ser lida e ponderada e não tem caráter absoluto", apontou, em entrevista aos jornalistas Marilu Cabañas e Glauco Faria na Rádio Brasil Atual.

"Ela não se dá conta, por isso é um espírito pequeno, da magnitude de um Prêmio Nobel da Paz com 87 anos, que tem entrado nas prisões do mundo inteiro, já que é um grande promotor dos direitos humanos. Em todos os países, mesmo os mais rígidos, sempre encontrou as portas abertas."

Boff conta que foi a Curitiba tentar visitar o ex-presidente em função de uma missão religiosa, na qual pretendia levar dois livros de cunho espiritual a Lula. Mas foi impedido. "Conversei com os policiais que diziam 'temos ordens de cima'. Não pude deixar uma carta nem me deixaram entrar no espaço", contou. O teólogo relatou ainda as dificuldades que teve para se locomover até o lugar em que esperou por uma resolução para saber se poderia ou não realizar a visita.

"Tenho problema no joelho, quatro próteses, e era uma subida. O carro podia me levar até lá em cima e retornar, mas não deixaram o carro entrar. Pedi: 'não posso andar, tenho dificuldades, o senhor faz esse favor?'. 'Ordens de cima, não passa carro nenhum'. Até brinquei: 'então o senhor me leva nas costas?'. E tive que subir me arrastando."

Para Leonardo Boff, a prisão do ex-presidente não tem fundamento jurídico. "Lula não é um político preso, é um preso político. (Sua prisão) Não é consequência de um ato judicial, mas de um ato político, querem impedir a candidatura dele, liquidar com o partido. São as velhas elites do atraso que nunca aceitaram um operário ocupar a presidência da República. Nunca aceitaram que os de baixo subissem um degrau", pontuou.

"E o pior de tudo, que acho grave por que não é da tradição brasileira, o ódio, o desprezo que devotaram aos escravos, transferiram a esses da periferia que são pobres. Como diz Jessé de Souza, não só os marginalizam e humilham, querem tirar deles a dignidade de nem mais sentir-se cidadãos e pessoas humanas. Isso é de uma perversidade iníqua que ofende qualquer sentimento humanitário. Vemos o nível de degradação ética e espiritual a que chegou essa elite do atraso."

Boff disse que, de acordo com pessoas que estiveram com o ex-presidente, ele está tranquilo. "Conversei com gente que esteve com ele e disseram que está com ânimo alto porque manteve a mesma rotina que tinha fora. Faz as duas horas de ginástica, dorme o que tem que dormir, guarda os ritos que fazia, lê muito, está profundamente tranquilo."

Ele também destacou o clima do acampamento Lula Livre, ressaltando não apenas a presença de quem está acampado no local mas também a grande circulação de pessoas de fora. "Para surpresa minha, percebi uma grande alegria no povo, de estarem juntos, ter a mesma causa", falou. "Lembro uma frase do (Emiliano) Zapata, grande libertador, revolucionário do México: se o Estado comete injustiças contra o povo, o povo tem direito de não dar paz ao governo."

Esquivel volta sem resposta

Adolfo Pérez Esquivel também participou da conversa com Boff por telefone. A caminho do aeroporto de Curitiba para retornar a Buenos Aires, ele concordou com Boff a respeito da condição do ex-presidente. "Para mim, Lula é um preso político que tratam de evitar que dispute a eleição. Isso é grave para a democracia, não só do Brasil mas de toda a América Latina, porque a mesma metodologia já foi usada em outros países como Honduras, Paraguai e Haiti. E por isso digo que o Brasil vive um Estado de exceção", afirmou.

"Temos que trabalhar a acompanhá-lo e a todo povo do Brasil. Acompanhar Lula é acompanhar o povo mais necessitado", completou. De acordo com a advogada Tânia Mandarino, o argentino viajou sem ter resposta de seu primeiro pedido de visita (que não era baseado na Lei Mandela. “Esquivel foi embora do Brasil sem receber a prestação jurisdicional como requerida no início da semana com a prioridade especial  devida a um idoso de 87 anos, como assegura a lei brasileira”, argumentou a advogada.

Ontem, Tânia afirmou ter visto componentes de sadismo na conduta da juíza. "Absurdo dos absurdos, quando a juíza apreciou primeiro o pedido que foi posto depois, opusemos embargos de declaração pedindo que antecipasse o pedido de visita. Ela só respondeu sadicamente os embargos e não comentou sobre o pedido de visitas. Disse que não há urgência e, resumindo, 'problema do Esquivel se ele está só de passagem'."

Ouça a íntegra da entrevista de Leonardo Boff

terça-feira, 10 de abril de 2018

Alguns líderes religiosos…

Por: Eliseu 

igrejaDesde os idos de 2010 - que se tratando de internet e computação parece ter passado milhares de anos –, quando este blog foi criado, pouquíssimas postagens sobre religião foram publicadas, entre elas “Escândalo na Igreja Maranata: Governo do ES doou dinheiro”, que o título já diz tudo. Envolveu dinheiro público, portanto o nosso dinheiro foi para o ralo, ou melhor, para os bolsos dos maiores líderes da organização religiosa. E não por acaso foi a mais lida por anos seguidos aqui no blog. Passados seis anos, caiu para terceira mais lida.

O título do post (não “poste”, como escreveu uma certa “pastora”) está no plural porque infelizmente vivemos uma era em que está quase impossível acreditar em religião, seja evangélica, católica, espirita ou lá qual for, devido a seus líderes, em sua grande maioria, um bando de ladrões e pilantras de toda natureza. Quando não são ladrões, costumam cuidar da vida dos outros em vez de cuidarem de suas próprias vidas e procurar aconselhar bem seus fiéis. Evidente é, e deixo bem claro que exceções existem, e nas religiões não é diferente. Existem os bons. Infelizmente estão se tornando minoria.Também Fiz a observação da escrita “poste” em vez de “post”, porque é inadmissível biblicamente a existência de pastores não teólogos. E para ser teólogo a pessoa precisa de uma certa cultura, por exemplo, saber escrever.

Infelizmente hoje tratarei de uma determinada líder, ou “pastora” de uma certa religião evangélica bastante conhecida no Brasil, que possui várias filiais aqui na Grande Vitória. O assunto é inerente a este blogueiro mas que certamente várias pessoas ao redor da terra são atingidos diariamente pela ignorância,no sentido de falta de conhecimento não só de sua missão de evangelizar, mas também falta de conhecimento da vida.

Os leitores que me dão a honra e acompanham esse modesto blog, mesmo não tendo feito atualizações como gostaria, por motivos pessoais que já expus aqui, como duas viuvez em menos que quatro anos, uma com 33 anos de casado e outra com apenas sete meses, sabem que o blog trata de assuntos diversos mas é essencialmente político e de esquerda.

Para os leitores entenderem, após essas duas viuvez consegui me levantar e mesmo cambaleante, apareceu em minha vida outra mulher. Uma pessoa maravilhosa, linda por dentro e por fora, que evidentemente não postarei a foto aqui até porque não pretendo concorrência (rssss).

Acontece, que quando me casei com essa mulher, há pouco mais de um ano, passei a ser “infernizado” por algumas pessoas, o que é até normal, uma vez que “a inveja é um pecado capital porque é pior que a cobiça. O invejoso não deseja o que é do outro, deseja apenas que o outro não tenha o que tem. Não seja o que é.” (Pe. Fábio de Melo).

O que não considero nada normal é que uma “amiga” dela, pastora, em vez de nos parabenizar e desejar felicidades, como muitos que conhecemos apenas pelo Facebook,passasse a nos infernizar com conversinhas do passado, num leva e trás de irritar o mais pacato dos cidadãos, coisa que estou longe de ser. Até que tive oportunidade e disse uma verdades a ela. Como “boa cristã” que não é, aproveitou minha profunda irritação com esses pilantras de direita, inclusos o STF, juizeco de merda Sérgio Moro, Rede Globo e outros, mandei todos os coxinhas que vieram em minha página falar mal do Lula, (o maior líder da América Latina e em 2010 considerado o homem mais influente do mundo) tomarem naquele lugar, e “printou” partes que a interessava da mensagem e distribuiu entre os familiares de minha esposa, não se contentando, telefonou para alguns me “pintando” como o diabo, chegando a insinuar que eu a mantinha em cárcere privado na vã esperança de colocar toda a família contra mim. O que ela não sabia é que um dia antes ela havia ido sozinha fazer as belas unhas em sua predileta manicure no bairro em que sempre morou e que mora sua família. Que cárcere privado???

Portanto, fica o desabafo e o alerta aos leitores não para que deixem suas convicções religiosas, mas para que tomem muito cuidado com certas pessoas que usam da igreja como capa para suas maldades.

Espero que este assunto esteja definitivamente encerrado. Porém, se a digníssima “pastora” continuar me infernizando, farei outro post, desta vez com nome da igreja, da pastora e enviarei um link para a direção da referida igreja. Fica o aviso!

segunda-feira, 2 de abril de 2018

STF, burguesia e desobediência civil

pequeno-burguesOntem fui obrigado a ouvir de um coxinha, pseudo burguês, que Lula “criou” um “bando” de preguiçosos que viviam em troca de um prato de comida fornecido pelo bolsa família. Eu sou pobre mas não fiz isso, disse a ele. Mas o pequeno burguês esqueceu de citar as filhas de militares e outros servidores públicos que não se casam formalmente para receberem a pensão dos “velhos”, a exemplo da atriz Global Maitê Proença. As pensões a filhas solteiras de funcionários públicos consomem por ano R$ 4,35 bilhões do contribuinte – e muitas já se casaram, tiveram filhos, mas ainda recebem os benefícios

Por: Eliseu

A coruja velha excelentíssima ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), a dois dias de julgamento sobre Lula disse: “Há que se respeitar opiniões diferentes”.

"Vivemos tempos de intolerância e de intransigência contra pessoas e instituições. Por isso mesmo, este é um tempo em que se há de pedir serenidade. Serenidade para que as diferenças carmém_lucia_stf_golpeideológicas não sejam fonte de desordem social”.

Evidentemente a ministra está certa. O que estranho, e muito, é o fato da ministra não ter atentado para os julgamentos e condenações de Lula absolutamente sem provas, baseados em “convicções”. A Constituição Federal exige provas para a condenação de quem quer que seja. Não apenas convicção de um juiz que comprovadamente atua em favor da fétida elite brasileira, e seus pares da “República do Sul”.

Cármen Lúcia também se esqueceu do recente ataque a tiros aos ônibus do presidente Lula. Se é contra Lula, tudo bem…

O também tucano, odioso procurador Deltan Dallagnol, que a exemplo de muitos, usa a religião para encobrir suas falcatruas, vendo a possibilidade do STF decidir em favor de Lula, disse: “O cenário não é bom”. E decidiu recorrer até à força divina dizendo: “Estarei em jejum, e oração torcendo para o Brasil”.

Dallagnol apenas se esqueceu de dizer que está torcendo para o “Brasil dele”. O Brasil da podre e nojenta elite e da burguesia. Os menos bafejados pela fortuna, bem… estes são pobres, não interessam.

lula_estadistaPortanto, a esses pobres, aos quais me incluo, o que restará caso o STF insista em continuar com a perseguição a Lula, o maior estadista que o País já teve, e o único que se preocupou com as classes menos favorecidas, só resta a desobediência civil. Trocando em miúdos e traduzindo para o Português-BR, a violência.

quarta-feira, 28 de março de 2018

“Le Monde” diz que ataque a caravana de Lula revela país despedaçado e sem diálogo

"Querem matar Lula!". Embocada ao ônibus do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é alvejado com arma de fogo no Paraná (PR). Foram utilizados ganchos de metal pontiagudos, conhecidos popularmente como "miguelitos", para furar pneus do veículo

Por: Eliseu

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Pouco destaque foi dispensado por nossa mídia golpista, - encabeçada pela Rede Globo – sobre o covarde ataque coordenado pelos “poderosos” à caravana do presidente Lula.

Entretanto, o mundo tem observado com indignação e apreensão o que tem acontecido no Brasil, na tentativa inútil de tentarem tirar o maior líder e campeão nas pesquisas de intenção de votos-Lula- de participar das eleições presidenciais que se aproxima.

dallagnol_lula_corrupçãoNão satisfeitos apenas com o judiciário - tendencioso e sempre a favor da fétida elite brasileira que condenou mas não conseguiu prender Lula SEM PROVAS, apenas por INDÍCIOS, ou “EU ACHO” como disse o corrupto procurador da república (com sua máscara de homem integro e evangélico) Dallagnol, em seu ridículo PowerPoint, mostrando o “chefe supremo da corrupção no Brasil”, que possui (sem provas apenas uns “pedalinhos” e um apartamento), agora essa mesma fétida elite e seus imbecis seguidores, os pobres de direitas, também conhecidos vulgarmente por “coxinhas”, resolveram partir para a violência.

Sobre o ataque a tiros sofrido por dois ônibus da caravana de Lula que foram atingidos por quatro tiros na noite desta terça, o jornal francês Le Monde, em sua reportagem de hoje diz que “os tiros disparados contra a caravana do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Quedas do Iguaçu, no Paraná, revelam'uma realidade angustiante'. “O Brasil, continua o texto, é um país despedaçado, onde nenhum diálogo parece ser possível entre os campos opostos”…

Enquanto isso, em terras tupiniquins, autoridades e políticos relativizam e incentivam a violência contra Lula e seus seguidores. Alckmin afirmou que os petistas "colheram o que plantaram". Doria seguiu a mesma linha: “não recomendo ovos, mas sim a prisão do ex-presidente”. O chefe do Executivo paulistano já foi alvo de uma ovada em um evento em Salvador.

E outros mais seguem a mesma linha.

segunda-feira, 26 de março de 2018

Lula diz ter cometido crime de fazer o Brasil ser respeitado no mundo

Lula usou de ironia ao dizer que os feitos positivos de seu governo são seus verdadeiros “crimes”. Caravana do ex-presidente esteve no oeste do Paraná em ato com agricultores. Périplo pela região Sul termina na próxima quarta-feira, em Curitiba

No: Rede Brasil Atual

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Lula usou de ironia ao dizer que os feitos positivos de seu governo são seus verdadeiros "crimes"

No mesmo momento em que os juízes do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) julgavam de forma rápida o recurso de sua defesa, nesta segunda-feira (26), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva estava sobre um palanque em Francisco Beltrão (PR) defendendo o legado do seu governo (2003-2010) e criticando os grupos que têm atacado a caravana pelo Sul do Brasil. “Não consigo entender o ódio estabelecido neste país. Quem ‘taca’ ovo deveria dar ovo pra quem não tem o que comer”, afirmou Lula, enquanto dizia ter visto na cidade duas mulheres com cestas cheias de ovos.

Assim como fez em Chapecó (SC), o ex-presidente voltou a fazer referência aos rojões que tentavam atrapalhar o ato no centro da cidade do oeste do Paraná. “Guardem os rojões pra quando eu tomar posse”, provocou. Ao mesmo tempo em que os desembargadores do TRF4 rejeitavam os argumentos dos embargos de declaração sobre possíveis omissões na sentença do tribunal em 24 de janeiro, Lula novamente enfatizou sua inocência no processo sobre o apartamento tríplex de Guarujá. Com ironia, reconheceu ter cometido alguns “crimes” durante os oito anos na Presidência da República.

“Cometi muito crime sim. Gerei 22 milhões de empregos de carteira assinada, cometi o crime de fazer empregada doméstica ser reconhecida como cidadã, cometi o crime de levar luz elétrica a 15 milhões de pessoas, cometi o crime de dar crédito consignado pro trabalhador, e cometi o crime de fazer o Brasil ser respeitado no mundo”, afirmou Lula. “O ódio que eles têm de mim é que eles imaginavam que o Brasil não daria certo comigo.”

Durante o ato, o ex-presidente conversou com o estudante André Luiz Neves, aluno da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), instituição criada durante o governo do petista. Filho, neto e bisneto de agricultores, André Luiz cursa Ciências Biológicas e trabalha em uma cooperativa agrícola. Em nome da sua mãe, o rapaz entregou uma rosa a Lula e agradeceu pela abertura da universidade.

Então Lula lembrou que, apesar de não ter diploma universitário, foi o presidente que mais criou universidades no Brasil – país que, por sua vez, foi o último do continente a ter uma instituição de ensino superior, em 1920, com a inauguração da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). “Só eles querem ter direito a escola, a entrar na faculdade, a ter carro, a viver do bom e do melhor. Eles têm que entender que a comida que comem é feita por agricultor familiar”, disse o ex-presidente, em referência aos seus críticos.

A caravana passa

Antes do ex-presidente Lula subir ao palco na cidade de Francisco Beltrão, a senadora paranaense e presidenta do PT, Gleisi Hoffman, afirmou que, apesar da violência contra a caravana, a comitiva chegou ao seu destino. “Não temos medo porque temos compromisso com o povo. Nessa região tem muito investimento do PT, queiram eles ou não. Muitos dos tratores que eles usam (para protestar) foram comprados com dinheiro do Mais Alimentos”, disse, em referência ao programa de crédito que destina recursos para investimentos em infraestrutura produtiva.

Gleisi enfatizou que a maioria da população está recebendo muito bem a caravana de Lula na região sul e que os pequenos grupos que têm atacado a comitiva não irão intimidar seus integrantes. “Vamos aonde quisermos neste país.”

Uma parte da organização que acompanha a caravana não conseguiu chegar a tempo ao ato. Assim como muitos populares que tentaram se dirigir para lá mas ficaram parados numa estrada bloqueada por alguns milicianos, com olhar passivo dos poucos policiais destacados para o local. O bloqueio, com objetivo exclusivo de sabotar uma atividade política, prejudicou toda a movimentação da cidade. O pequeno grupo não foi incomodado pela PM. Assista clicando aqui.

Após o ato em Francisco Beltrão, a caravana estará no final da tarde desta segunda-feira (26) em Foz do Iguaçu, onde o ex-presidente participa do Seminário Internacional da Tríplice Fronteira, na Universidade da Integração Latino-Americana (Unila).

A viagem pelo sul do país segue nesta terça-feira (27) com ato pela reforma agrária, em Quedas do Iguaçu, visita ao campus da Universidade Federal da Fronteira (UFFS) e a laboratórios de agronomia, em Laranjeiras do Sul, além de encontro com agricultores assentados no Assentamento 8 de Junho. Na quarta-feira (28), último dia da caravana, será realizado um ato de encerramento no centro de Curitiba.

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Hucam, “o pacato cidadão” e os três patetas

“Aos que não sabem, Hucam é o Hospital Universitário Cassiano Antonio Moraes, da Universidade Federal do Espírito Santo – UFES, (Vitória/ES) onde deveria formar pessoas de bem. No entanto usa patetas, digo, seguranças, para intimidar os pacientes que não aceitam o desrespeito aos seus direitos e reclamam”
Por: Eliseu 
Ontem, 23, o Hospital das Clínicas de Vitória teve mais um lamentável dia, de seus vários dias lamentáveis, por culpa da incompetência de seus diretores que não se importam em mandar treinar seus funcionários, a exemplo de toda saúde pública brasileira, onde seus gestores se preocupam mais em seus mirabolantes planos para locupletarem-se do dinheiro público, deixando os pacientes a mercê de maus preparados funcionários.
Lamentável, porque como já ficou evidenciado acima, o Hucam é um Hospital Escola, subordinado ao Ministério da Educação e conta com verbas do mesmo e também do SUS, vez por outra a prefeitura de Vitória entra com socorro financeiro para amenizar o rombo que seus diretores e sequazes promovem, e tem em seus quadros, sem dúvida alguma os melhores médicos do Estado, quiçá do Brasil, em sua maioria. Os Doutores (realmente Doutores “com DR”, veem seus trabalhos manchados por incompetência e falta de educação de muitos (existem exceções) dos atendentes que quando informam o fazem errado, maltratam e ao menor sinal de reclamação, se valem de seguranças que são tão mal treinados como eles, para intimidar, ou pelo menos tentar intimidar.
Pois bem, ontem um pacato cidadão, já idoso, com 61 anos no limiar de completar 62, a exemplo de centenas de outros, se dirigiu ao Hucam para sua consulta de rotina. Enquanto sua esposa foi “confirmar” sua consulta para entrar na fila de atendimento, o cidadão que está com o pé esquerdo inchado mais do que o de um elefante, sabe-se lá por que raios inchou e dói, dirigiu-se arrastando ao laboratório para pegar seus exames. Arrastando-se literalmente, ao chegar onde se consultaria, quão feliz ficou ao saber da esposa que seria o primeiro a ser atendido, conforme havia informado a incompetente e irresponsável atendente.
Logo após chega a médica, que evidentemente omitirei o nome, pois trata-se de profissional de mais alta competência e educação. Chega e começa a atender os pacientes, na ordem que lhe foi passada. Até aí tudo bem. Mas o pacato cidadão percebeu que ao contrário de ser o primeiro, estava ficando por último e foi questionar com a enfermeira do setor que fica andando de um lado para o outro fingindo organizar os pacientes. Recebeu “educadamente” a resposta que a Drª … priorizava quem bem entendesse. É um direito e dever do médico priorizar quem ele considera mais grave ou necessitado naquele momento. Mas também é um dever de quem está “organizando”, prestar os devidos esclarecimentos aos pacientes que questionarem. O pacato cidadão se sentiu desrespeitado, desprestigiado e foi conversar com a atendente que havia dado a falsa informação. Neste instante com a característica falta de educação, tato e treinamento, a atendente se alterou fazendo com que o pacato cidadão que só é pacato quando o são com ele, retribuísse na mesma moeda. Naquele momento o demônio, 666 besta bebida, diabo, lúcifer, belzebu, satanás, ardiloso, ou capeta e vários de seus secretários entrassem em cena.
Duas senhoras que se passavam por pacientes mas na verdade não passavam de secretárias do demo se meteram na conversa e receberam também o devido troco do já não tão pacato cidadão, e o bicho apareceu de vez quando decidiram resolver a situação com três patetas, um fantasiado de chefe e outros dois de seguranças, que já chegaram empunhando armas como se policiais fossem e tivessem tratando com bandidos de alta periculosidade e não um cidadão adoentado e desarmado no momento, que longe da santidade que nunca sonhou ser, mas que sempre foi intransigente com a honestidade e no alto de seus 61 sempre lutou pela justiça, inclusive nos “anos de chumbo” nunca teve uma ocorrência sequer em qualquer delegacia deste decadente planeta, foi ameaçado de ser algemado. Nesse momento o já não tão pacato cidadão resolveu usar dos mesmos métodos e avisou ao pateta fantasiado de chefe dos patetas seguranças o que aconteceria caso o algemassem. Claro que não “pagaram” para ver.
Infelizmente, ou felizmente, o pacato ou nem tão pacato assim cidadão é este blogueiro que vos escreve e como é de seu perfil desde sempre os colocou em seu devido lugar, que é um circo. Repito ao que disse aos três patetas fantasiados de segurança a qualquer delegado ou juiz que caso venha a ser inquirido. Ainda ouvi o Pateta Mor, chefe dos patetas, pedir meu endereço que se encontra em meu prontuário médico, o que constitui mais um crime. O de violação do segredo médico. Crime grave com entendimento pacífico de tribunais superiores.
Bom para que diretores ladrões do dinheiro público, donos de empresas de patetas, chefes e os próprios patetas reflitam, caso possam, sobre seus atos poderem gerar uma tragédia de dimensões imensuráveis ao não saberem lidar com o público, principalmente onde o setor é público. Ou seja,de todos! 

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Dilma é aclamada na Europa e diz que Brasil precisa reverter golpe de 2018

No: Brasil 247 

dilma_lula-golpeEnquanto Michel Temer, que usurpou seu cargo, é rejeitado por 95% dos brasileiros, a presidente deposta Dilma Rousseff vem sendo ouvida com atenção em seu tour pela Europa; nesta quarta-feira 15, no parlamento da União Europeia, em Estrasburgo, na França, Dilma falou sobre o golpe que sofreu quando foi destituída da presidência e os golpes que o Brasil vem sofrendo com a perda de direitos dos brasileiros e a tentativa de retirar o ex-presidente Lula da disputa presidencial em 2018; em seu discurso, ela afirmou que o PT não tem plano B para as eleições: "o único plano é Lula"; e disse que "precisamos reverter o golpe em 2018".

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

A política veste a toga

Na esteira da crescente militância no Judiciário, magistrados flertam com candidaturas para 2018

Por: Caroline Oliveira, no CartaCapital 

Com a crescente politização no Judiciário, é natural que magistrados se sintam seduzidos em abandonar a toga e assumir o palanque. Para as eleições do próximo ano, candidaturas de representantes da Justiça começam a ser discutidas.

O ex-juiz Odilon de Oliveira estuda tornar-se candidato a governador de Mato Grosso do Sul ou a senador pelo PDT. O ex-magistrado Márlon Reis, responsável pela Lei da Ficha Limpa, já confirmou sua candidatura ao governo do Maranhão, pela Rede.

Apesar de negar publicamente qualquer intenção de se candidatar a cargos públicos, o juiz Sergio Moro costuma ser lembrado em pesquisas eleitorais. Em levantamento do Datafolha de setembro, o magistrado da Lava Jato de Curitiba aparece empatado tecnicamente com Lula em um hipotético segundo turno.

Em junho de 2017, Joaquim Barbosa, relator do “mensalão”, disse que não descartava a possibilidade de se candidatar. Na mesma pesquisa do Datafolha, Barbosa aparece com 5% das intenções de voto.

O pré-candidato ao governo do Maranhão Márlon Reis acredita que a entrada de integrantes do Judiciário no cenário político é uma resposta à inoperância dos partidos em produzirem novas lideranças. “A sociedade brasileira está em busca de novos líderes”, diz o magistrado. “A renovação e o reposicionamento dos partidos são importantes para se superar a maneira tradicional de organização política.”
A percepção dos juízes de que podem ocupar o vazio deixado pela atual classe política é, em parte, reflexo do crescente protagonismo da Justiça em assuntos antes reservados ao Executivo e ao Legislativo.

A partir da Constituição de 1988, temas complexos e ambíguos como o direito à vida, à educação e à saúde opuseram a Justiça, governantes e parlamentares em diversas ocasiões. É a chamada judicialização da política, que tem cumprido um papel importante neste momento de desmandos por parte do governo de Michel Temer e do Congresso.

O mais recente capítulo dessa interferência ocorreu na sexta-feira 27 de forma positiva. O juiz Ricardo Augusto de Sales, da Justiça Federal do Amazonas, embargou duas rodadas de leilões do pré-sal sob a justificativa de retirar “qualquer possibilidade de ocorrência de danos ao patrimônio público”.

Recentemente, Rosa Weber, ministra do Supremo Tribunal Federal, suspendeu a portaria do Ministério do Trabalho que criava obstáculos para o combate ao trabalho escravo. Em agosto, a Justiça suspendeu atos do governo para a extinção da Reserva Nacional de Cobre e Associados, localizada entre os estados do Pará e do Amapá.

Segundo Carol Proner, professora de Direitos Humanos da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a consequência do aumento da atuação do Judiciário é a ampliação da politização da Justiça. “Isso não é bom nem mau, em princípio. Faz parte do jogo de correlação de forças com os interesses da sociedade”, analisa.

Na transferência de responsabilidade de outros poderes para o Judiciário deve, porém, haver um cuidado para a separação entre eles não entrar em colapso, analisa Proner. “Há riscos evidentes nesse acúmulo de poderes em órgãos formados por pessoas que não foram eleitas e não estão comprometidas com pautas políticas de representação”, afirma.

“Não é de bom-tom que um magistrado brilhe mais que a causa a ser julgada. Não convêm prêmios midiáticos e a ideia de juiz-herói é algo que gera insegurança jurídica.” Segundo a professora da UFRJ, isso não significa, porém, que ex-juízes não possam se candidatar às eleições.

Não apenas na política, mas a judicialização de temas vem se intensificando desde 1988, para o bem ou para o mal. Luciana Gross Cunha, professora de Direito da Fundação Getulio Vargas, traz o exemplo da concessão feita pelo Judiciário de medicamentos não listados no Sistema Único de Saúde.

“Se pensarmos um modelo liberal de Estado e de separação de poderes, o Judiciário não deveria imiscuir-se na decisão de conceder um remédio, pois isso já foi definido pelo Executivo”, afirma.

A candidatura de ex-magistrados pode ser um risco ao Estado Democrático de Direito quando a dicotomia do ilegal e do legal é transferida para o debate político, cuja demanda é do diálogo e do dissenso, explica Luciana. “Esse discurso de ilegalidade e criminalização, quando levado para o âmbito político, é ruim para a democracia.”

Segundo a pesquisadora, outra questão que se coloca é o modo como os juízes despontam como “salvadores da pátria” para as eleições de 2018. “De fato, por serem do Judiciário, colocam-se acima do bem e do mal, fora da corrupção e de tudo aquilo que a política representa. E não é verdade, porque, uma vez dentro da política, eles farão política.”

Quanto à interferência direta dos magistrados, ela acredita que, diante do desgaste da classe política, personagens do Judiciário aproveitam “para apresentar um discurso moralista”.
Para Alberto Zacharias Toron, advogado da ex-presidenta Dilma Rousseff e do senador Aécio Neves (PSDB-MG), o juiz “não é um ator político” e deveria ficar centrado no processo. “A partir do momento que passa a atuar com a projeção política, seu papel fica distorcido.”

Enquanto alguns juízes buscam a disputa eleitoral, arena adequada para se fazer política, outros aderem à atuação partidária sem tirar a toga. O ministro do STF Gilmar Mendes talvez seja o principal exemplo.

Na quinta-feira 26, o também ministro do STF Luís Roberto Barroso afirmou que o colega “vai mudando a jurisprudência de acordo com o réu. “Isso não é Estado de Direito, é Estado de Compadrio. Juiz não pode ter correligionário.”

sábado, 4 de novembro de 2017

Dilma desabafa contra misoginia dos golpistas

Dilma foi atacada como sendo emocionalmente instável com palavras de cunho machista

Por: Eliseu 

dilma_golpeA presidenta deposta por um “golpe branco” pelo seu vice Michel Temer e seus comparsas, especialmente Eduardo Cunha - que se encontra preso –, desabafou no Twitter e elencou alguns exemplos do caráter misógino do golpe de 2016, que a derrubou para instalar no poder o governo mais corrupto da história do Brasil e que tem hoje no comando Michel Temer, o governante mais impopular do mundo.

Dilma foi atacada como sendo emocionalmente instável com palavras de cunho machista.

Alguns dos tweets de Dilma:

  • Quando governei, nada podia parecer certo. Fui inaugurar um aeroporto, e eles encontraram um banheiro pingando. Fizeram um escarcéu;
  • Tinha também a linguagem machista: ‘a Dilma é uma mulher dura, o homem é firme; a Dilma é emocionalmente instável, o homem é sensível’;
  • Eu era “obsessiva compulsiva com trabalho”, homem é “empreendedor e trabalhador”. O jogo da misoginia é muito bem feito por quem o usa;
  • E tinha ainda o rastaquerismo típico do machismo agressivo: a apelação, o baixo nível, o xingamento, a linguagem chula...;
  • Pediram que eu não fosse ao Senado me defender porque seria agredida. Pensavam que me atemorizam. Atemorizariam se eu os respeitasse.

Infelizmente o golpe contra Dilma, que sempre teve como pano de fundo a volta de Lula à presidência foi desencadeado a mando da fétida elite brasileira e contou com apoio maciço dos analfabetos políticos, os pobre de direita, também conhecidos como coxinhas.

Uma pena que não apenas os coxinhas estejam “pagando o pato” literalmente. Aumento de combustíveis são praticados toda semana, gás de cozinha também, energia elétrica, volta literal do trabalho escavo, fim da aposentadoria, etc.

A esperança deste blogueiro e de milhares de cidadãos que estão vendo seus direitos conquistados a duras penas, é a volta de Lula em 2018 para acabar com essa bagunça e evitar a volta do regime militar, que os coxinhas tanto ladram pedindo, e não é nada conveniente.