terça-feira, 25 de julho de 2017

PT. Estamos juntos!

Sempre fui de esquerda, mas nunca me filiei a qualquer partido político. Infelizmente, no alto de meus 61 anos, diante da crise que vivemos e com a desfaçatez de Temer e seus sequazes que aplicaram um golpe em Dilma e nos 54.501.118 eleitores, dentre eles o blogueiro que vos escreve, me senti na obrigação de tomar uma atitude mais séria com relação à política e resolvi me filiar ao PT.

Portanto, este pequeno post é apenas para informar que agora, além de Lula, sou partidário do Partido que fundou, o PT. Também informar aos coxinhas de plantão que continuo independente no que escrevo e meu blog é puramente idealismo, não obtendo qualquer tipo de renda.

Aos que desejarem se filiar e deixar nosso PT ainda mais forte, o endereço eletrônico é: http://www.pt.org.br/filiacao/

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Da recessão econômica à depressão psicológica

Estamos numa situação generalizada de crises sobrepostas umas às outras e num ambiente de caos

Por: Leonardo Boff, no Rede Brasil Atual 

temer_corrupçao_golpeOs conceitos de crise e de caos podem nos ajudar a entender nossa realidade contraditória. Para esclarecer a crise se usa o diagrama chinês, composto por dois traços: um expressando o risco e o outro, a oportunidade. Efetivamente a crise contem o risco de desmonte de uma ordem até degenerar na barbárie. Mas também pode representar a oportunidade de refundação de uma nova ordem. Eu pessoalmente prefiro a origem filológica sânscrita de crise. Ela se deriva da palavra kir ou kri que em sânscrito significa limpar e purificar. Daí vem a expressão acrisolar: limpar de tudo o que é acidental até vir à tona o cerne. E crisol, o cadinho que purifica o ouro das gangas. Tanto em chinês quanto em sânscrito, as palavras são diferentes mas o significado é o mesmo.

Algo parecido ocorre com o caos consoante a cosmologia contemporânea. Por um lado, ele é destrutivo de uma ordem dada e por outro, é construtor de uma nova ordem diferente. Do caos, nos diz Ilya Prigogine, Nobel de química (1977), nos veio a vida.

Aplicando estes sentidos à nossa situação, podemos dizer que a crise generalizada e o caos dominante podem, se não soubermos manejar sua energia destrutiva, degenerar em barbárie e se aproveitarmos a positiva, numa nova configuração social do Brasil.

Atualmente vigora a oportunidade de fechar o ciclo de um tipo de política que nos vem desde a colônia, fundado na conciliação entre si das classes abastadas e sempre de costas para o povo, hoje atualizada pelo presidencialismo de coalizão. Parece que este modelo de fazer política e de organizar o Estado, controlado por estas classes e que implica grandes negociatas e muita corrupção, não pode ser mais levado avante. É demasiadamente destrutivo A Lava-Jato teve o mérito de desmascarar este mecanismo perverso e anti-social. Oxalá surja a chance de uma nova construção social

No entanto, o golpe parlamentar foi dado por estas classes no interesse de prolongar esta ordem que garantiria seus privilégios, no propósito de desmantelar os avanços sociais das classes populares emergentes e alinhar-se à lógica do Grande Capital em escala mundial, hegemonizado pelos USA.

Como observou Márcio Pochmann, um dos melhores analistas das desigualdades sociais e da riqueza e pobreza do pais, a elite brasileira escolheu o lado errado". Ao invés de aliar-se ao novo, ao arranjo político, econômico e social, à maior iniciativa de desenvolvimento multilateral desde o final da Segunda Guerra Mundial, iniciada na Eurásia que propõe uma globalização inclusiva e que nós pelo BRICS estávamos incluídos, escolheu o alinhamento tardio às forças que detém a hegemonia mundial sob a regência dos USA.

O orçamento desta nova iniciativa da Eurásia está estimado em US$ 26 trilhões até o ano de 2030 envolvendo 65 outras nações que responde por quase 2/3 de população mundial. Criam-se oportunidades de desenvolvimento, a começar pelos países mais necessitados. Aqui poderíamos estar e não estamos por causa de nossa inépcia e de nossa subserviência.

Esse projeto aponta para uma nova ordem mundial, uma espécie de keynesianismo global, inovador, com uma possível maior igualdade e justiça social, respeitada a soberania das nações.

O grupo ao redor de Temer optou pelo velho sistema militarista e imperial cuja segurança reside em bases militares distribuídas por todo o mundo. Entre nós estão na Argentina, no Paraguai, no Chile, no Peru, na Colômbia e também no Brasil através da cessão da base de Alcântara no Maranhão.

A venda de terras a estrangeiros, especialmente, lá onde existe grande abundância de água – por aqui passa o futuro da humanidade junto com a biodiversidade – fere profundamente nossa soberania e ofende o povo brasileiro, cioso de seu território.

Uma vez mais estamos perdendo a oportunidade do lado positivo da crise e do caos atuais. Desperdiçamos esta chance única, por falta de um projeto de nação livre e soberana. Deve-se, usando uma expressão de Jessé Souza à “tolice da inteligência brasileira” que está aconselhando Temer.

O efeito se nota por todas as partes: os 14 milhões de desempregados, os 61 milhões de inadimplentes, a desindustrialização, os 33 navios em construção entregues à ferrugem e a neocolonização imposta que nos faz apenas exportadores de commodities.

Assistimos, anestesiados, a este crime contra o futuro do povo brasileiro. Temer, sob vários processos, cuida de si mesmo ao invés de cuidar do povo brasileiro. Uma onda de indignação, de tristeza e de desamparo está se abatendo sobre quase todos nós. Da recessão econômica estamos passando à depressão psicológica. Se não reagirmos e não nos munirmos de coragem e de esperança, a barbárie poderá estar apenas a um passo. Recusamos aceitar este inglório destino.

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Golpe falhou, diz imprensa internacional

Matéria de Dario Pignotti publicada nesta segunda-feira (26) pelo jornal argentino Página 12 destaca a crescente impopularidade do presidente Michel Temer. O diário avalia que a viagem que fez recentemente acabou não servindo como uma cortina de fumaça para encobrir os escândalos de corrupção em que se encontra envolvido.

No: Vermelho

golpe_temerO golpe falhou, diz o “Página 12”. Após 1 ano, 1 mês e 14 dias da saída da presidenta Dilma Rousseff, 76 por cento dos brasileiros exigem a saída de seu sucessor, Michel Temer, e 83 por cento clamam por eleições diretas, apontando o Partido trabalhadores (PT) com 18% das intenções de voto.O noticiário observa que esta pesquisa colocou o PT como a força mais popular no país. vale ressaltar que as Forças Armadas têm 43 por cento de confiança da opinião pública.

Temer tem 69% de rejeição após a perda de prestígio causado pelas alegações de Joesley Batista, dono do frigorífico JBS. Nem as promessas da coalizão, liderados por Temer e Aécio Neves, de um futuro econômico próspero para deixar para trás as recessões de 2015 e 3,8 por cento em 2016, que foi de 3,5 por cento foram cumpridas. Expansão este ano será de 0,4 por cento de acordo com a previsão do mercado que não vê uma reversão de desemprego que já ultrapassou 14 milhões de trabalhadores.

Confrontado com esta calamidade o PT começou a mostrar sinais de recuperação, ainda insuficientes para reverter o desgaste sofrido, mas todas as pesquisas concordaram que, se houvesse eleições o vencedor seria Luiz Inácio Lula da Silva. A mais recente pesquisa eleitoral colocou Lula na liderança com 27 por cento, seguido por Jair Bolsonaro, com 14 por cento.

O eventual triunfo de Lula explica porque PMDB e PSDB permanecem unidos na oposição para as eleições. Lula há alguns dias resumiu a saga de um golpe parlamentar para destruí-lo politicamente e instalar uma nova liderança, mas não vingou.

Leia aqui a íntegra da reportagem:

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Direita não consegue resolver a crise que criou

Fracasso do governo de Temer leva a um novo dilema aos que deram curso ao golpe: mantê-lo ou derrubá-lo para colocar um novo nome sem tanta unidade?

Por: Emir Sader, no Rede Brasil Atual 

Desde as denúncias mais recentes, o governo brasileiro ficou reduzido à sobrevivência de Michel Temer no poder, perdeu toda capacidade de iniciativa e passou a ter o objetivo único de se demorar o mais possível antes da queda. O pais fica ao deus-dará. A direita, que forjou essa via do golpe, se mostra incapaz de dar continuidade a ele e sem coragem de enfrentar as eleições diretas.

À direita não importava o que se fizesse para chegar ao objetivo maior – tirar o PT do governo. Todo tipo de aliança e de meio servia para obter esse fim e foi isso que levou ao golpe, com o vice-presidente à frente.

A presença blindada da equipe de Meirelles e os seus banqueiros representava a garantia de que a restauração do projeto neoliberal seria preservada. O pacote de reformas mandado ao Congresso era a expressão dessa restauração, junto com as políticas de ajuste e o desmonte da Petrobras.

Para isso o governo golpista contava com o grande empresariado, com a velha mídia e com uma folgada maioria no Congresso. Aprovar os retrocessos em termos de direitos dos trabalhadores e das políticas sociais era o termômetro do sucesso do governo e do próprio golpe.

A combinação entre a agressividade da Lava Jato contra o PT – elemento indispensável no golpe – e a fragilidade do governo pela sua composição de grande parte de corruptos, era um elemento frágil do governo, mas que serviu até quando ele pôde tocar as reformas no Congresso e o desmonte da Petrobras. As últimas denúncias deixaram o governo perto do nocaute. Está perdido, sem ação, isolado, na contagem regressiva para o seu melancólico final.

Mas esse esgotamento de Michel Temer mostra como a direita destrói seu próprio governo, sem ter construído alternativas. Numa atitude aventureira derrubou um governo legalmente eleito para colocar um bando de ladrões para dirigir o Estado brasileiro. Agora está prestes a tirá-los do poder, mas sem ter alternativa com um mínimo de legitimidade e de apoio.

O país paga um preço alto por essas aventuras da direita brasileira. Voltou a haver um forte processo de concentração de renda, depois de termos conseguido, pela primeira vez na nossa história, diminuir significativamente a desigualdade. Os direitos dos trabalhadores tiveram um enorme retrocesso, depois de estes terem conquistado os maiores avanços na história do movimento  no Brasil. As políticas sociais foram afetadas duramente, depois de o país ter saído do Mapa da Fome, igualmente ela primeira vez na nossa história.

O fracasso do governo de Temer leva a um novo dilema à direita que o guindou ao poder: mantê-lo, com o risco de que o governo se desagregue, sendo derrubado pelas denúncias de corrupção e já sem capacidade de aprovar o pacote de medidas que tanto interessa às elites brasileiras? Ou correr o risco de uma operação difícil de conseguir outro consenso para impor um novo Temer, mas sem poder contar com a unidade das mesmas forças que impuseram o golpe?

As vozes que sentem que as eleições diretas são o único caminho legítimo aumentam, mas na direita elas contam com a inviabilização da candidatura de Lula – que tem como vencedor seguro nas diretas. Mesmo sem ele, tem medo de que vença quem ele vier a apoiar.

A direita entrou num beco sem saída e termina fazendo com que o país, nas suas mãos, se encontre nessa mesma situação. Serão meses de disputa intensa, de caráter político e institucional, de massas, de ideias, da qual sairá um país distinto.

Ou a direita se aferra de qualquer maneira ao governo, tendo que aumentar a repressão e a violação das normas constitucionais e jurídicas, ou o país entra em um processo de redemocratização e reconstrução nacional, conduzido de novo pela esquerda.

terça-feira, 30 de maio de 2017

Temer será interrogado pela PF

Por: Eliseu 

temer_corruptoDe acordo com o jornal conservador Estadão, o presidente, digo, golpista e ladrão (provas em áudio), Michel Temer e o seu ex-assessor Rodrigo Rocha Loures passarão a ser investigados de modo separado ao do também ladrão e traficante senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG).

a Polícia Federal já pode colher o depoimento do peemedebista, podendo, desde já, encaminhar as perguntas, que deverão ser respondidas por escrito em um prazo de 24 horas após o recebimento dos questionamentos. 

O Ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, negou o pedido que a defesa fez para que depoimento só fosse tomado após a perícia no áudio da conversa de Temer com Joesley Batista, do grupo J&F. O empresário gravou o presidente em um diálogo no qual, segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), o presidente teria dado anuência ao cometimento por crimes.

Fachin pediu “máxima brevidade” no cumprimento do que determinou e destacou a manifestação da PGR de que, por haver investigados presos, o prazo para a tramitação do inquérito é mais curto. 

Roberta Funaro, está presa no curso da investigação aberta contra Temer — o que mantém a urgência para a tramitação.

Quanto a Aécio Neves, Fachin encaminhou o caso à Presidência do STF para que a ministra Cármen Lúcia decida sobre o pedido de redistribuição para um outro relator, com base em sorteio, diante da argumentação da defesa do tucano de que a investigação sobre o recebimento de R$ 2 milhões de propina da JBS não guarda conexão com qualquer outra de relatoria de Fachin.

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Temer é indiferente à opinião pública

Para observadores europeus, 12 meses do governo Temer deixam legado de retrocessos no âmbito social e perda de confiança no sistema

Por: Deutsche Welle, no: CartaCapital 

temrHá um ano, o presidente Michel Temer assumiu o cargo interinamente após o Senado ratificar o afastamento temporário de Dilma Rousseff. Na cerimônia de posse, Temer falou em “pacificar a nação” e “unificar o Brasil” e enfatizou que era urgente formar um governo de ”salvação nacional”. Na ocasião, também aproveitou para anunciar os nomes de seus novos ministros. Ele também citou uma frase que viu em um outdoor: “Não fale em crise, trabalhe.”

Nas horas seguintes, as reações aos nomes que iam comandar os ministérios já deram o tom de como o governo Temer seria encarado e analisado. Jornais, ONGs e observadores estrangeiros criticaram a falta de diversidade do gabinete, composto quase que exclusivamente por homens brancos. Pouco antes do anúncio, esperava-se que Temer conseguisse ter um período de lua de mel com a opinião pública. Ela nunca aconteceu.

Em duas semanas seria a vez de Temer perder um de seus “homens brancos”, Romero Jucá, para um escândalo que envolveu gravações e a suspeita de que o novo governo tinha uma postura duvidosa em relação à Operação Lava Jato.

Um ano depois, a popularidade de Temer – que já era baixa antes da posse – atinge impressionantes 4% de aprovação, segundo levantamento divulgado no final de abril. A mesma pesquisa mostrou que 92% acreditam que o País está no caminho errado. Ainda assim, o presidente redobrou sua aposta na indicação de nomes controversos para seu ministério, com a entrada de figuras como Osmar Serraglio, ligado à bancada ruralista, para a Justiça, e na proteção de ministros envolvidos nos escândalos revelados pela Lava Jato.

No plano das reformas, o governo continuou a promover mudanças reprovadas pela população, como a trabalhista, já aprovada na Câmara, e a da Previdência, que ainda enfrenta dificuldades no Congresso. Segundo uma pesquisa divulgada nesta semana, apenas 20% dos brasileiros apoiam a reforma da Previdência. A Trabalhista só é bem vista por 19%.

“Estado de exceção sob manto de normalidade democrática”

Para observadores estrangeiros ouvidos pela DW, o desapreço à opinião pública tem sido a característica que resume o governo Temer. ”Seus poucos apoiadores, principalmente o empresariado, encaram isso como uma vantagem, já que ele vai tentar passar essas reformas de qualquer jeito, mas isso só minou ainda mais a confiança dos brasileiros no sistema político”, afirma Thomas Manz, diretor da Fundação Friedrich Ebert no Brasil, organização ligada ao Partido Social-Democrata alemão (SPD).

“Este aniversário [de Temer na previdência] marca o fim da Nova República brasileira, baseada na Constituição de 1988. É o primeiro governo que veio depois da redemocratização que não tem os avanços sociais como prioridade”, considera Manz.

Para Gerhard Dilger, diretor da Fundação Rosa Luxemburgo no Brasil, ligada ao partido alemão A Esquerda, os 12 meses de governo Temer não devem ser analisados pela clássica fórmula erros x acertos.

“O governo Temer está implementando uma série de medidas neoliberais que atingem os brasileiros mais pobres. Infelizmente, trata-se de uma política deliberada, e não de um ‘erro’”, diz. Segundo ele, a questão principal continua sendo a falta de legitimidade do presidente. “O Brasil está vivendo uma espécie de estado de exceção sob um manto de normalidade democrática.”

Segundo o cientista político suíço Rolf Rauschenbach, do Centro Latino-Americano da Universidade de St. Gallen, na Suíça, não se poderia mesmo esperar muito de Temer no governo.

Segundo Rauschenbach, é como se Temer não ligasse para o que vai acontecer depois de 2018. “Que tipo de país ele vai entregar? Seus aliados só promovem reformas que beneficiam a própria classe política. Não surgiu nada que vai garantir uma normalidade institucional depois das próximas eleições”, considera.

Rauschenbach destaca como único ponto positivo do governo Temer uma capacidade de ter momentaneamente acalmado um pouco a situação do país, apesar da impopularidade e da série de escândalos. “Apesar de tudo, a situação política, especialmente no Congresso, está um pouco mais calma do que nos últimos meses de Dilma”, afirma.

Retrocessos e escândalos

Com a proximidade do aniversário de Temer no poder, algumas publicações brasileiras destacaram números de seu governo. A promessa de que uma nova administração seria capaz de tirar o país do atoleiro foi uma das razões para o sucesso do processo contra Dilma.

Alguns indicadores reagiram, como a inflação, que recuou dramaticamente. Mas o país soma 14 milhões de desempregados, o que significa um índice de 13,7%. O crescimento do PIB não deve passar de 0,2% neste ano, segundo o Fundo Monetário Internacional(FMI), mas pelo menos deve reverter a tendência de queda dos últimos dois anos.

Para Kai Michael Kenkel, pesquisador associado do Instituto Alemão de Estudos Globais e Regionais (Giga), em Hamburgo, a forma como Temer lidou com a economia foi só "uma saída de curto prazo", que "não inclui toda a população".

"A meu ver, o maior erro do governo Temer foram os cortes efetivos no financiamento da Educação e da Saúde, e também o abandono de importantes programas de combate à desigualdade", aponta. "O Brasil não possui o tipo de mão de obra que navegará sem danos extensos a um processo de privatização e terceirização sem salvaguardas sociais. Temo também um retrocesso grave na situação das mulheres, dos indígenas, além de outros grupos socialmente marginalizados no país."

Sobre os escândalos que marcaram os últimos 12 meses do governo Temer, Kenkel, afirma que eles eram previsíveis. "Era tudo pré-programado, já que a principal motivação do impeachment continua sendo a de liberar o caminho para a blindagem dos envolvidos com corrupção e o desmantelamento dos avanços sociais alcançados ao longo das últimas duas décadas", diz. "Os escândalos servem para enfraquecer ainda mais a confiança do brasileiro no senso de responsabilidade da classe política."

Ainda para o professor, o legado do governo Temer deve ser "um retrocesso marcante no âmbito social e uma vertiginosa perda de soft power do Brasil no cenário internacional". ​

Sobre algum eventual acerto acerto do governo Temer, Kenkel afirma que ainda ​está "à espera de algum no âmbito da política social". "Fora isso, em termos dos maiores acertos, o creme de avelã Nutella foi uma excelente escolha para o cardápio do avião presidencial", ironizou, citando a licitação nababesca para a compra de alimentos, lançada pela presidência no final de dezembro, criticada por acontecer ao mesmo tempo que o presidente exige sacrifícios da população. Na lista, o governo indicou que queria comprar 42 quilos do produto.

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Quem vai aderir à greve geral de 28 de abril?

A greve está sendo convocada por oito centrais sindicais: CUT, UGT, CTB, Força Sindical, CSB, NCST, Conlutas e CGTB. Juntas, elas representam mais de 10 milhões de trabalhadores. Além de centrais opositoras ao atual governo, como a CUT, ligada ao PT, a paralisação contará também com aquelas tidas como aliadas de Michel Temer, como a Força Sindical

Fernando Frazão/ Agência Brasil, no: CartaCapital

greve_temerAs principais centrais sindicais do Brasil convocaram uma greve geral para a sexta-feira 28, na tentativa de demonstrar força e mobilização contra a reforma trabalhista e a reforma da Previdência propostas pelo governo de Michel Temer e a lei de terceirização, sancionada pelo presidente.

A expectativa é que categorias como petroleiros, metalúrgicos, bancários, metroviários, motoristas de transporte público, professores das redes pública e particular, funcionários dos Correios, trabalhadores da construção civil e o Tribunal Regional do Trabalho da Bahia engrossem a paralisação, em várias cidades, contra as reformas, consideradas prioritárias para o governo, mas rechaçadas pela população. A reforma da Previdência, por exemplo, é rejeitada por 93% dos brasileiros, segundo pesquisa do instituto Vox Populi encomendada pela CUT e publicada no último dia 13.

Segundo a coluna de Mônica Bergamo na Folha de S. Paulo, o sindicato dos Aeroviários de Guarulhos pediu ajuda ao Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) para fechar os dois principais aeroportos do país, em São Paulo.

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O Sindicato Nacional dos Aeronautas, por sua vez, vai decidir nesta quinta-feira 27 sobre uma paralisação dos voos para Brasília (DF). A intenção é prejudicar a chegada de parlamentares à capital nacional e, consequentemente, a votação das reformas. Se aprovada, a mobilização terá início na próxima terça-feira, mesmo dia em que está marcada a votação da reforma da Previdência.

A greve está sendo convocada por oito centrais sindicais: CUT, UGT, CTB, Força Sindical, CSB, NCST, Conlutas e CGTB. Juntas, elas representam mais de 10 milhões de trabalhadores. Além de centrais opositoras ao atual governo, como a CUT, ligada ao PT, a paralisação contará também com aquelas tidas como aliadas de Michel Temer, como a Força Sindical.

Adesão no transporte

greve_temerSetores importantes, como o de transportes, também participarão do ato. Os pilotos e comissários de voo de todo o País decidiram na segunda-feira 24, em assembleia, decretar estado de greve para pressionar o governo e parlamentares a fazer mudanças no texto da reforma trabalhista que tramita em regime de urgência na Câmara dos Deputados. Uma nova reunião da categoria está marcada para a quinta-feira 27, quando os profissionais decidirão se paralisam suas atividades ou encerram o movimento.

Os aeronautas reclamam principalmente do trecho da reforma que trata do trabalho intermitente, permitindo a convocação apenas para trabalhos esporádicos, sem contratação permanente. Segundo o presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas, Rodrigo Spader, como as empresas aéreas têm períodos de altos e baixos na movimentação, o trabalho intermitente poderia ser aplicado, prejudicando os empregados do setor.

“Nos períodos de baixa nós seriamos dispensados do nosso trabalho e seríamos chamados somente quando a aeronave voasse novamente. Então isso atingiria tanto pilotos de pequenas aeronaves como de grandes empresas.”

No Rio de Janeiro, trabalhadores dos ônibus urbanos da capital, do BRT, dos VLTs, do transporte intermunicipal, do fretamento de turismo e do transporte escolar decidiram paralisar suas atividades contra as atividades.

Em São Paulo, os trabalhadores do transporte coletivo municipal e intermunicipal de 21 cidades da região metropolitana cruzarão os braços. Condutores da Baixada Santista, ferroviários de quatro linhas da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e metroviários também decidiram paralisar as atividades por 24 horas.

Com a adesão do Sindicato dos Rodoviários do ABC, o movimento grevista deverá atingir empresas de ônibus de todas as cidades da região.

Categorias filiadas à Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística, que inclui aeroviários, rodoviários, portuários e agentes de trânsito também afirmaram que cruzarão os braços.

Motoboys e mototaxistas, representados pelo Sindicato dos Mensageiros Motociclistas, Ciclistas e Mototaxista Intermunicipal do Estado de São Paulo (SindimotoSP), confirmaram a adesão ao movimento grevista e também participarão da manifestação convocada para o mesmo dia no Largo da Batata, na capital paulista.

Escolas particulares

Em São Paulo, os professores da rede pública também devem participar das atividades grevistas. Engrossam o movimento o sindicato dos professores das escolas particulares cariocas e paulistanas, entre elas, unidades educacionais que atendem à classe média e alta, como o colégio Santa Cruz, São Luís e Escola Viva. Os docentes paralisarão também em outros estados, como Bahia, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Alagoas.

A Federação dos Trabalhadores em Segurança e Vigilância Privada (Fetravesp) pediu para que os vigilantes paralisem as atividades em São Paulo e participem da manifestação convocada para o Largo da Batata, na região oeste da cidade.

Funcionários do segmento de vigilância e segurança do Distrito Federal estão em greve desde quarta-feira 19, após assembleia realizada no dia anterior e que contou com quase 8 mil trabalhadores.

Os trabalhadores dos Correios devem antecipar o começo da greve para a quarta-feira 26, a partir das 22 horas, e pretendem manter a paralisação por tempo indeterminado. Além da pauta geral contra as reformas, os trabalhadores incluem entre as reivindicações demandas específicas da categoria, como a defasagem salarial e o congelamento de contratações de funcionários, vigente desde 2011.

Protagonistas de greves históricas, como a de 1978-79 no ABC, os metalúrgicos farão parte dos atos e também das paralisação. Bancários do Rio de Janeiro, São Paulo, Osasco e região não trabalharão no dia 28 de abril, em adesão à greve geral.

Largo da Batata

Soma-se ao movimento grevista a convocação de atos políticos em repúdio às reformas propostas por Temer. Em São Paulo, os manifestantes estão sendo direcionados para concentração no Largo da Batata, na região oeste, a partir das 17h. A expectativa é que o ato caminhe para a casa de Michel Temer em São Paulo, localizada no bairro Alto de Pinheiros.

terça-feira, 18 de abril de 2017

Correios… reflexo de um País de ladrões

Por: Eliseu

IMG_20170418_134115771O Correios, um dos poucos órgão públicos que já foi bem avaliado pela população, hoje sofre as agruras de um governo ilegítimo, golpista, que o Sr. Michel Temer e sua quadrilha estão impondo ao funcionalismo público e toda a nação.

No bairro Jardim Limoeiro, o segundo bairro mais importante de Serra, passa de mês que correspondências não são entregues. Apenas as “registradas” e encomendas são entregues. Talvez seja porque o faturamento é maior.

Tentar “resgatar” uma correspondência na central dos Correios é uma tarefa quase impossível.

A foto acima, feita por volta de 13 hs, mostra o que o contribuinte vem passando.

Háá… E não há prioridade para idosos, gestantes, deficientes, etc conforme determina a lei.

segunda-feira, 13 de março de 2017

Audifax. “A Cezar”…

Por: Eliseu

upa_cheia_audifaxHoje logo pela madrugada me “assustei” ao levar uma pessoa ao UPA de Carapina, na nossa bela cidade de Serra, cujo péssimo prefeito é o Sr. Audifax, e ser atendido de forma rápida. Havia poucas pessoas – até devido ao horário – e pelo menos um dos médicos estava acordado. Fato raro…

Mais “assustado” ainda fiquei ao chegar ao posto de saúde de Chácara Parreiral e, apesar do mesmo só estar atendendo para vacinação da febre amarela, ainda havia médico para fornecer laudos aos “véios”, digo, IDOSOS, dos quais faço parte, e a fila estava bem pequena.

Infelizmente não posso elogiar nosso prefeito Audifax, porque isso deveria acontecer desde sempre e para sempre. Ele, como todos os outros pares seus, deixaram a febre amarela dizimar algumas várias vidas para tomarem providências.

upa_carapina_gostosao_gostosonaHoje a crítica a Audifax será apenas para a falta de comunicação com os agentes de trânsito via Ciodes, dificultando acioná-los. Isso se servem para algo mais a não ser aplicar multas, geralmente escondidos em uma boa sombra. Havia no UPA, um “gostosão” ou “gostosona” que resolveu impedir a circulação dos demais veículos. Quem quisesse que voltasse de ré.

Seria bom se esse demagogo prefeito pusesse seus secretários para trabalhar, e fiscalizar seus subordinados. Afinal ele recebem polpudos salários às nossas custas.